Zona Sul leva apresentação musical surpresa para dentro de unidades

O Supermercado Zona Sul surpreendeu seus clientes levando uma apresentação musical para dentro de suas unidades de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. No dia 13 de junho, os acordes da canção italiana Funiculì, Funiculà começaram a soar dentro das lojas, pelos autofalantes, e atendentes, funcionários do caixa e pessoas que até o momento se comportavam como consumidores comuns começaram a cantar a letra, já entoada por importantes nomes, como Andrea Bocelli e Luciano Pavarotti.

As pessoas que faziam compras no momento pararam para assistir à apresentação inesperada e houve até quem arriscasse acompanhar a canção. A ação foi registrada em vídeo, publicado na quinta-feira no YouTube. Veja o resultado:

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História + Experiência como diferenciais competitivos

O final de maio fez de São Paulo um importante polo de reflexões do varejo, disponibilizando aos interessados um ambiente de trocas e capacitação sobre consumo, sociedade, tendências e estratégias. Neste ambiente, procurei avaliar e compatibilizar os diferentes olhares apresentados nos estudos, no sentido de interpretar estas informações visando sua aplicabilidade. Percebi de forma muito clara a importância de alguns tópicos que merecem destaque.

Sell dreams, not products. A frase de Steve Jobs foi mencionada na palestra de Ken Nisch, chairman do JGA, importante consultoria em retail design norte-americana, no fechamento do REDESIGN 2014, evento que aconteceu nos dias 27 e 28 de maio, na Fecomércio, em São Paulo, e foi coordenado pela GS&MD com a excelente curadoria de Manoel Alves Lima. A expressão pode ser entendida como uma síntese do direcionamento recomendado para o futuro das marcas e dos seus ambientes comerciais.

No dia 30 de maio, o MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo, recebeu o Cenário Internacional de Tendências, que, este ano, discutiu o impacto das crescentes pautas sociais no posicionamento dos consumidores. Sob a coordenação do presidente do Future ConceptLab, o sociólogo e jornalista Francesco Morace, o encontro teve como tema “A Revolução Social e o Impacto no Consumo” e  demonstrou a ideia da transformação social a partir das mudanças que vivenciamos em nossas capacidades relacionais, marcados por um novo magnetismo social a partir dos territórios integrados entre o espaço real e o espaço virtual.

Neste cenário, o consumo e as marcas assumem a condição de parceiro e de catalizador de experiências e energias para as pessoas. Isso configura um ambiente relacional direcionado pelo que foi denominado os “6Rs”: relevância, ressonância, respeito, responsabilidade, reciprocidade e reconhecimento. Somando-se a estes acontecimentos, importantes centros de tendências nacionais e internacionais publicaram suas pesquisas e suas previsões para o ambiente de negócios, marcas e consumidores.

Sobre essas discussões, e como principais tendências, pude fazer algumas observações: a mobilidade deve estar (e, de fato, cada vez mais está) presente na vida do consumidor. Da mesma forma, é preciso repensar o impulso, combinando os espaços reais e virtuais: na verdade, não há mais uma separação. Isso é tendência. Isso é a mistura do online e do off-line. É o inline, o ponto onde os universos se conversam, se confundem e coexistem. Compartilhamento e cocriação são demandas naturais neste novo ambiente. O mercado está se tornando mais plural e participativo. Neste contexto, as marcas assumem a responsabilidade das causas e, como tal, das suas histórias e experiências.

Dentro deste olhar, o Gad’Lippincott, fruto de uma aliança estratégica entre o GAD’ – empresa da qual sou um dos sócios e responsável pelos ambientes das marcas – e a consultoria norte-americana Lippincott, apresentou, no dia 21 de maio, no Grand Hyatt, o BrandView. Trouxemos, com isso, uma nova metodologia de análise e desempenho das marcas. Com esta metodologia, conseguimos alinhar o que entendo ser o mais representativo para a marca e para os seus ambientes: o poder da história e da experiência que as pessoas vivenciam com ela.

Como um estudo global, o BrandView mapeia a atuação das marcas em relação aos seus consumidores a partir de três métricas diferentes: poder da história e poder da experiência; autenticidade e vitalidade; e momento da marca. Com isso, é possível comparar companhias de diferentes segmentos com o mesmo critério. Os resultados apresentam ao mercado uma avaliação que pode medir a efetividade das marcas em seus nichos, gerando diretrizes claras sobre como e onde buscar melhorias em suas estratégias de branding.

Segundo o vice-presidente da Lippincott, Richard Wilke, o BrandView é diferente das formas tradicionais de avaliação porque não tem como objetivo gerar um ranking. “As descobertas desta pesquisa são mais funcionais e importantes, pois norteiam os caminhos que as marcas devem seguir para melhorar seus desempenhos.”

A partir destes insights relativos ao BrandView, penso ser interessante ressaltar seis recomendações que podem ajudar a estimular a sensibilidade e direcionar o pensamento, trazendo mais vida para a marca, permitindo experiências que agregam emoção, inspiração e encantamento.

 

1. Coração: definir claramente as preocupações mais apaixonadas dos seus consumidores e moldar experiências para dialogar com eles.

2. Norte: saber para onde seu mercado se dirige e se a sua marca está direcionada e caminha neste sentido.

3. História: ter uma convincente história da marca, autêntica em seus valores e visão, criando uma verdadeira conexão com os consumidores.

4. Vida: trazer a marca para a vida, através da comunicação e das experiências do consumidor em todos os seus pontos de contato, de maneira a fornecer significado e encantamento.

5. Engajamento: manter um sistema de gestão motivador e funcionários inspirados e engajados com a sua marca.

6. Evolução: entender quais investimentos na marca irão entregar os melhores resultados.

Concluindo, acredito que para vender sonhos e comprometimento ao invés de simplesmente produtos, precisamos mais que espaços e expositores. Precisamos levar o impulso a uma nova dimensão.

História X Experiência (fonte: The Lippincott Brand Study): a pesquisa posiciona marcas nacionais e internacionais conforme os quadrantes:

Unattached: Quadrante de alerta, em que as marcas não conseguem entregar uma experiência relevante e sua história não é reconhecida.

Storytellers: Marcas que sabem explorar bem a sua história, mas não conseguem entregar uma experiência marcante para os seus usuários.

Tribal: Os usuários se identificam com a marca, valorizam experiência com a marca, mas ainda não há uma história que conecte a marca com o mercado e desperte mais desejo.

Legends: Marcas consideradas lendas conseguem unificar uma história única com uma experiência memorável.

*Leonardo Araujo é diretor/head of retail & environmental design do Gad’. Graduado em Arquitetura e Urbanismo, ele possui mais de 30 anos de experiência na gestão de design para o varejo, espaços e experiências para importantes marcas nacionais e internacionais.

13/06/2014 – http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/redesign/historia-experiencia-como-diferenciais-competitivos

 

Coca-cola Life barrada no Brasil

RIO – A Coca-cola lançou uma nova bebida com menos calorias, 89 em vez de 138 em 330 ml da versão original. Não é diet, nem light, é life: uma mistura de açúcar com extrato de folhas de stevia, um adoçante natural. O produto já foi lançado na Argentina, no Chile, e em setembro passará a ser vendido no Reino Unido, mas não chegará ao Brasil.

Por aqui, o Ministério da Agricultura tem um decreto (6871/2009) que rege a padronização, a classificação, o registro, a inspeção e a fiscalização da produção e do comércio de bebidas. Este decreto proíbe a associação de açúcar e edulcorantes em bebidas não alcoólicas, com exceção de preparados sólidos para sucos. Edulcorantes são adoçantes, como a stevia.

— Esse entendimento vem desde a década de 1960 e no início do ano houve discussão sobre a revisão do decreto, por demanda das empresas de refrigerantes, mas decidiu-se por não revisá-lo — explica Marlos Vicenzi, chefe da Divisão de Bebidas do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura

por Viviane Nogueira – 11/06/2014 11:33

Read more: http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/coca-cola-life-barrada-no-brasil-12805494#ixzz34UdcqCCb

Coca-Cola distribui Passaporte da Felicidade nas cidades sedes da Copa

A Coca-Cola lançou um passaporte exclusivo da marca para ser distribuído nos 14 aeroportos das cidades sedes da Copa do Mundo no Brasil. O documento traz informações úteis sobre os jogos, mapas dos municípios e descontos em bares e restaurantes selecionados. A cada passagem do consumidor por um dos pontos, uma página será carimbada. Ao final da jornada, o torcedor terá um registro de viagem, mostrando todos os lugares por onde passou, com fotos, vídeos e textos, se tornando uma lembrança da experiência pelo país. Quem não estiver em um dos locais de distribuição poderá baixar a versão mobile do Passaporte da Felicidade na Apple Store ou Google Play.

Coca-Cola, aeroportos, Copa do Mundo

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 11/06/2014

Leia em: http://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/30928/coca-cola-distribui-passaporte-da-felicidade-nas-cidades-sedes-da-copa.html?utm_source=mail2easy&utm_campaign=Newsletter+Dia&utm_medium=e-mail

Michel Maffesoli faz conferência de abertura no Seminário Internacional de Educação

Um dos principais teóricos da pós-modernidade no mundo, o sociólogo francês e professor da Universidade Paris V, Michel Maffesoli, fez a conferência principal nesta segunda-feira (2), noite de abertura do Seminário Internacional de Educação – O Conhecimento e as Juventudes do Século XXI, que a Secretaria Estadual da Educação realiza em Porto Alegre até quarta-feira (4). Com participação do jornalista Juremir Machado da Silva como debatedor e mediação da secretária-adjunta da Seduc, Maria Eulalia Nascimento, o sociólogo francês enfatizou a diferença entre educação vertical e iniciação horizontal, reiterando que a pós-modernidade, marca do momento atual, é o encontro do arcaico com a tecnologia de ponta.

Discordando de outros teóricos, que consideram característica da contemporaneidade o individualismo, Maffesoli descreve o tribalismo contemporâneo com ênfase na convivência, na cultura do sentimento, no laço social e nas vibrações em comum para descrever a atualidade. O teórico reitera, portanto, seu conceito das tribos urbanas, das quais os jovens fazem parte. “Estamos numa época de mutação, e a juventude é quem carrega esse processo”, declarou. A mudança consiste na passagem de um modelo vertical para um modelo horizontal, que tem como mola propulsora a revolução tecnológica. A educação da modernidade privilegia o cognitivo, com uma concepção esquizofrênica do mundo, em que o elemento essencial é o cognitivo e o individualismo.

Para Maffesoli, a educação moderna, que havia antes, não é baseada em iniciação, e há uma diferença entre educação e iniciação. “A educação vai, cada vez mais, dar lugar à iniciação. Isso quer dizer que não podemos impor verticalmente um saber, mas que se deve, mais uma vez, lembrando o papel do desenvolvimento tecnológico, reconhecer a horizontalidade do conhecimento”, explica. O sociólogo destaca que a educação que ainda é vista em universidades e instituições funcionou bem durante a modernidade, ela é verticalizada, enquanto a iniciação é horizontalizada. “A iniciação tem uma ideia de acompanhamento e encontra um ponto de ajuda justamente na internet. É um paradoxo pós-moderno”, diz. “Na pós-modernidade se volta para a iniciação, mas com a utilização da internet. As instituições educacionais estão coladas a uma ideia de verticalização: eu sei algo que você não sabe e eu estou passando conhecimento para você. Na iniciação, há uma horizontalização, como na wikipédia. A internet mostra que é assim que as coisas vão funcionar na pós-modernidade, com a ideia de compartilhamento”, declara o pensador.

Sobre a crítica à sociedade individualista, Maffesoli é enfático ao destacar o papel cada vez mais importante das tribos urbanas na vida social. “A característica essencial dessas tribos é, por um lado, se concentrar no papel dos sentidos e do sensível. Por outro lado, com base no que acabo de dizer, valorizam a  vinculação, a relação, o estar junto. Trinta anos depois de ter escrito ‘O Tempo das Tribos’, confirmo minha hipótese: parece-me que o ‘relacionamento’, o laço social, é elemento essencial da pós-modernidade. O desenvolvimento tecnológico, como evidenciado pelas redes sociais, tende a reforçar a importância de viver juntos, do vínculo”, disse à plateia lotada do Salão de Atos da UFRGS.

Para o francês, a tecnologia, a internet e as redes sociais consistem no que vai criar as novas maneiras de estar junto, ou seja, uma nova estrutura, horizontal, com horizontalidade do conhecimento e inteligência coletiva, o que se reflete no ambiente educacional. Nesse novo cenário, em vez de haver uma representação do mundo, há a apresentação do que ele é. Inverte-se a lógica da educação na verticalidade, na lei do pai, que repousa sobre o poder, pela lógica da iniciação, que coloca em jogo a autoridade. “Da figura do adulto sério, racional, produtor e reprodutor, emblemática da modernidade, passamos ao Dionísio, ao mito da eterna criança, na pós-modernidade”, resume.

Juremir Machado destacou que a educação pós-moderna é também uma educação pós-produção, em que o sujeito deve sentir-se indivíduo. “O papel do professor é libertador: ele tem o desafio de abrir a possibilidade de cada aluno entrar em contato com o imaginário, com o a capacidade da transfiguração”, sintetizou o professor.

Texto: Patrícia Coelho
Edição: Redação Secom

http://www.portal.rs.gov.br/conteudo/198052/michel-maffesoli-faz-conferencia-de-abertura-no-seminario-internacional-de-educacao-