Carrefour investe em minimercados

o Carrefour entra no varejo de minimercados no Brasil com o lançamento do Carrefour Express. A primeira unidade foi inaugurada em São Paulo, com menos de 700 metros quadrados. O ponto de venda fica no local em que funcionava uma loja da rede Econ Supermercados. O projeto é fruto de um planejamento de anos, que ainda não tinha sido colocado em prática devido a mudanças no comando da empresa.

A bandeira chegou ao Brasil pela primeira vez em 2007. Os minimercados funcionavam dentro de postos de gasolina, em Porto Alegre, e não tiveram sucesso nas vendas. A estratégia foi resgatada visando uma expansão mais acelerada. Os custos de abertura são menores, cerca de R$ 1 milhão por unidade, frente os mais de R$ 10 milhões que os supermercados tradicionais podem custar.

O GPA, um dos principais concorrentes do Carrefour, já adotou o modelo com o minimercado Extra, que cresceu 53% no primeiro semestre de operação com um faturamento estimado de R$ 307 milhões.

Carrefour, minimercado, GPA, Extra

 Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 29/08/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/31552/carrefour-investe-em-minimercados.html?

O St Marche, supermercado de ricos, é um sucesso improvável

Loja do Eataly em Milão, na Itália

Loja do Eataly em Milão, na Itália: os sócios do St Marche adiaram a abertura de uma filial dessa rede em São Paulo

 São Paulo – O empresário paulistano Victor Leal Jr. e o carioca Bernardo Ouro Preto são varejistas improváveis fazendo um sucesso improvável. Por décadas, vender alimentos e bebidas para os ricos brasileiros foi coisa de gente que pensava pequeno.

Os dois mais tradicionais empórios de luxo do país, a paulistana Casa Santa Luzia e a carioca Lidador, nasceram nos anos 20 — e sempre mantiveram os pés fincados no chão. O risco de crescer sempre foi grande demais: como nossa moeda nunca foi das mais estáveis, o preço das coisas podia variar a ponto de inviabilizar um negócio grande demais.

Diante disso, pode-se dizer que Leal Jr. e Ouro Preto, dois executivos sem nenhuma experiência no varejo, realizaram um feito inédito — abraçaram os ricos, mas sem pensar pequeno. Acabaram criando a maior rede de supermercados “premium” do Brasil em número de lojas, o St Marche.

Como costuma acontecer em histórias desse tipo, a coisa toda aconteceu meio por acaso. Há pouco mais de uma década, eles foram apresentados por um amigo em comum e souberam que havia um empório no bairro do Morumbi que estava claudicando. Interessada no varejo gastronômico, a dupla investiu dinheiro do próprio bolso e pediu ajuda a amigos e parentes.

Juntou cerca de 700 000 reais para arrematar o empório e transformá-lo em supermercado, reinaugurado em 2002. A ideia era vender de tudo, de vinhos franceses e sorvetes artesanais a detergentes e frutas frescas, dando prioridade às marcas mais consumidas pelos endinheirados.

No primeiro ano, a loja deu lucro. Hoje com 16 lojas, o St Marche fatura 370 milhões de reais e está em meio ao mais ambicioso projeto de expansão de sua história — chegar a 1 bilhão de reais de faturamento em 2018, com 40 lojas. Os dois são também donos desde 2007 do Empório Santa Maria, outro supermercado chique de São Paulo.

Um crescimento tão acelerado se deve ao encontro do modelo certo com o momento certo. Nenhuma rede de varejo capturou o, digamos, zeitgeist gastronômico brasileiro — sobretudo paulistano — da última década tão bem quanto o St Marche.

Foi a década da sofisticação, alguns dirão exagerada, de tudo: comprar cervejas, cafés, azeites, carnes e até o sal de cozinha ficou um pouco mais complicado. O St Marche, com suas bandejas de tomate de 14 reais, seus cafés em pó de 43 reais e seus azeites de 150 reais, virou uma espécie de símbolo dessa tendência.

O marketing abraça a ideia despudoradamente. O St Marche tem até um “manifesto” em que se define como o mercado “de gente que quer curadoria e menos encheção de linguiça”. Deu preguiça? Não consegue imaginar alguém que vá ao supermercado querendo curadoria? Que está dando certo, está…

Casos como o do St Marche são raros no mundo todo. Na maioria dos países, há pequenos empórios que vendem produtos sofisticados — e as compras do dia a dia precisam ser feitas em supermercados.

Uma exceção notória é a rede Whole Foods, com sua pegada orgânico chique, que cresceu alucinadamente nos Estados Unidos — e, de tão careira, passou a ser apelidada de “whole paycheck”, ou “contracheque inteiro”. Outro que rompeu a barreira é o italiano Eataly, que tem 27 lojas gigantescas, com restaurantes e espaços para eventos e aulas de culinária, em cinco países.

Há um motivo para os donos de empórios terem medo de crescer demais: é bem mais difícil organizar um esquema de fornecimento de produtos sofisticados do que de itens corriqueiros, como arroz, feijão, sabão em pó e atum em lata.

Alguns são fabricados por uma só empresa em condições artesanais, outros chegam por meio de importadores e podem sofrer com variações cambiais e atrasos nos portos (estamos no Brasil). A estratégia do St Marche para lidar com isso é ter produtos com garantia de fornecimento exclusivo e contratos longos nos segmentos mais críticos.

Além disso, há produtos que podem ser incluídos e retirados das gôndolas sempre que necessário. Todo mês, a rede muda cerca de 300 dos 10 000 itens vendidos nas lojas. Os donos do St Marche não deram entrevista, mas responderam, por e-mail, que querem crescer no esquema atual, mantendo o controle da operação.

“Queremos desmentir o mito de que quanto maior e mais feio o mercado, mais barato ele é”, disseram eles. “Temos uma equipe dedicada a pesquisar nossos concorrentes diretos para garantir que nossos produtos, básicos e especiais, estão sempre a preços competitivos.”

Segundo estimativas de executivos do setor, a margem de lucro do St Marche é de aproximadamente 5%. Concorrentes como Pão de Açúcar, que vendem de tudo, têm margens de 3%. 

Crescer do zero aos 370 milhões de reais em 12 anos foi, de fato, um feito e tanto. Mas, com 16 lojas nos pontos mais nobres de São Paulo, a rede ainda tem um tamanho em que é possível driblar as dificuldades do mercado “premium”. Passar do estágio atual ao bilhão de reais será muito mais complicado.

Primeiro, o investimento terá de ser maior. A rede não tem um centro de distribuição, o que significa que os fornecedores precisam entregar os produtos de loja em loja — hoje, cobram em média 5% do valor total do pedido para fazer isso, mas o percentual pode crescer dependendo da quantidade de filiais.

O St Marche diz que estuda construir um centro de distribuição em 2015. Outro problema é o aumento do aluguel dos terrenos em bairros nobres, onde ficam as filiais do supermercado. Em média, os valores subiram 50% desde 2009, e não há sinais de que vão cair tão cedo.

Em razão dessas dificuldades, os empresários já postergaram os planos de crescimento. Em 2008, eles anunciaram que faturariam 1 bilhão de reais até o fim deste ano. Mas a meta foi adiada para 2018. O tropeço mais visível veio com o movimento mais ambicioso dos donos do St Marche — a tentativa de trazer para o Brasil o Eataly.

O St Marche já alugou um espaço de 4 000 metros quadrados no bairro do Itaim, em São Paulo, e pretendia lançar a unidade em novembro deste ano.

Mas mudou a data para 2015 — os donos dizem que a inauguração será no primeiro bimestre e que o atraso se deve à necessidade de deta­lhar o projeto e treinar a equipe; já executivos do setor afirmam que ficará para o fim de 2015, devido a problemas na importação dos produtos.

Mas, daqui em diante, a vida vai ficar mais dura porque nenhum pioneiro consegue ficar sozinho por tanto tempo. A tal onda gourmet, que explica o sucesso do St Marche, está abrindo espaço para uma miríade de lojas de bairro — de carnes especiais, queijos mineiros, chás, pães e por aí vai. São rivais diretos.

Finalmente, as grandes redes de supermercados decidiram apostar pesado nas lojas de bairro. O Pão de Açúcar, por exemplo, começou a investir no modelo “Minuto Pão”, de lojas pequenas e sofisticadas em bairros de alto poder aquisitivo. A concorrência, portanto, virá de todos os lados. A turma que quer curadoria vai precisar de ainda mais ajuda para escolher.

Varejo | 22/08/2014 05:55

http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1071/noticias/como-vender-para-rico

Obsolecencia x Vintage

A paixão pelo descartável nas sociedades contemporâneas cria a necessidade do durável. Como se manifesta essa necessidade?

Gilles Lipovetsky – São várias as causas do mito do durável. Primeiro, as razões ecológicas. Temos hoje uma cultura totalmente diferente, em que as pessoas começam a entender, acham imoral jogar tudo fora, desperdiçar… afetaria as próximas gerações. E uma segunda razão é que persiste o gosto pela novidade, mas o antigo reconquistou um certo valor. Eu sou da geração que gostava do novo. Hoje, a gente vê o gosto pelas coisas velhas, pelo vintage[1], pelas antiguidades. O passado recuperou um certo valor, porque a modernidade está mais angustiada e não estamos mais vivendo numa fase na qual se cultua apenas o moderno, o novo. O que dura gera uma certa segurança, uma marca do tempo contra a sociedade do efêmero, do digital, do virtual. Há nisso algo tangível, um pouco nostálgico também. Essa é uma tendência do consumo, porém não a única.

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Veja cria APP com músicas para o momento de limpeza

A Veja desenvolveu um aplicativo inspirado no universo musical para comemorar seus 45 anos. A ferramenta Rádio Faxina faz parte da ação “Toda Faxina é uma Festa” e foi criada para oferecer diferentes opções de trilha sonora para atender aos consumidores no momento de uso do produto. Nela, há a possibilidade de interação por meio de compartilhamento no Facebook. O APP também oferece estatísticas como qual som fez o usuário limpar mais depressa, o tempo médio de limpeza em cada cômodo, entre outras. O programa oferece quatro estilos de música: Pop, Rock, Samba & Pagode e Sertanejo.

Para tornar a arrumação de casa mais animada, a empresa escolheu a cantora Valesca Popozuda como embaixadora e criou uma versão do single “Eu Sou a Diva que Você quer Copiar” exclusiva para a ação. O videoclipe deste hit conta com coreografias que utilizam materiais de limpeza e um cenário nas cores das embalagens dos produtos da marca. Os frascos do limpador multiuso, no entanto, aparecem de forma sutil e sem rótulo durante o filme. A canção também alfineta algumas concorrentes, como o próprio nome da letra diz. A produção entrará como faixa-bônus no próximo álbum da funkeira, previsto para ser lançado em setembro. O aplicativo Rádio Faxina pode ser baixado pela App Store e pelo Google Play Store.

Ainda no universo digital, a empresa criou uma promoção que dará bônus para celular e um iPhone. Para concorrer, os clientes precisarão cadastrar o código de barras de qualquer produto da Veja no hotsite da ação. O foco na internet e no mobile foi prioridade da empresa pelo Brasil ser um dos maiores países com internautas do mundo e por 54% dos usuários de celular ouvirem música apor meio dele.

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 19/08/2014 – http://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/31464/veja-cria-app-com-musicas-para-o-momento-de-limpeza.html

Hipermodernidade – Gilles Lipovetsky

 

Após quase três décadas de hipermodernidade, você já chegou a fazer uma análise retrospectiva sobre ela? Quero dizer, ganhamos ou perdemos? Ela trouxe mais malefícios ou benefícios?

Podemos analisar essa questão de dois pontos de vista diferentes. Com a hipermodernidade e a globalização perdemos bastante, porque surgiram novos poderes que interferem nas nossas vidas, em particular mercados de trabalho muito competitivos; as pessoas perdem mais facilmente seus empregos. Há muita ansiedade e estresse no mundo do trabalho. Dessa maneira, a hipermodernidade aumenta muito a ansiedade dos indivíduos, tanto na esfera econômica quanto, principalmente, na vida privada. A Europa está com dificuldade de crescer, mas países como a China e até o Brasil estão se saindo bem. Por isso, é preciso enxergar a questão na sua totalidade. De outra maneira, no aspecto da vida privada, a hipermodernidade foi útil em dois aspectos: as pessoas são mais livres, pode-se ou não se casar, os homossexuais estão aí, e isso é positivo; ao mesmo tempo, a vida individual ficou muito difícil, porque há muita decepção, a comunicação entre as pessoas tornou-se difícil, há muito sentimento de solidão. Ao mesmo tempo, as pessoas viajam e acessam a internet, comunicando-se com muitas pessoas. A hipermodernidade é positiva e negativa, depende do grupo social ao qual se pertence. Para as categorias sociais pouco flexíveis, a mundialização é muito difícil. Na hipermodernidade, as pessoas devem ser mais móveis, ter a capacidade de se adaptar; para quem não consegue fazer isso, a hipermodernidade torna-se difícil. Mas para as pessoas que são flexíveis e têm a capacidade de mudar de atividade, é uma oportunidade.

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Londres e o Mercado de Luxo combinam

Selfridges amplia boutiques para homens de luxo, em Londres

Que luxo e a Inglaterra combinam, a gente já sabe. Londres é a prova disso, com suas boutiques de grifes prestigiosas, lojas de departamento, restaurantes com estrelas Michelin, opções culturais e históricas. Agora, a rede de lojas de departamento britânica Selfridges ampliou seu leque de opções de marcas de moda masculina com a inclusão de novas boutiques no interior de sua loja na capital inglesa. As boutiques recém-abertas tem o objetivo de criar espaço amplo e exclusivo destinado ao público masculino dessa unidade. Recentemente, muitos varejistas e marcas de vestuário começam a se concentrar mais na segmentação, enfatizando ações e espaços reservados ao consumidor do sexo masculino.

Em sua loja londrina, a Selfridges incluiu em seu portfólio marcas internacionais renomadas como Givenchy, Dries Van Noten, Lanvin e Rick Owens, somando a um espaço que já possuía marcas desejadas como Brunello Cucinelli, Ralph Lauren, Paul Smith, Ted Baker e outras. A rede mostra viver um momento de crença no homem, pois sua unidade de Manchester, na Inglaterra, também foi ampliada e recebeu investimento de 3 milhões de libras para o segmento masculino, projeto em que incluiu a expansão de seu espaço, bem como a inclusão de marcas como Tom Ford, Bottega Veneta e Dan Ward. A rede investe não apenas em novas marcas como também cria espaços exclusivos que proporcionam ao cliente experiências e contato direto com suas marcas de desejo, além, é claro, a possibilidade de vivenciar tudo que uma loja de departamentos de luxo como a Selfridges oferece

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