5 comportamentos do jovem consumidor carioca

Durante muitos anos, os jovens foram considerados irresponsáveis ou rebeldes por uma fatia da sociedade. A idade era associada à fase de descobertas e à imaturidade. No Rio de Janeiro, inclusive, o público com até 25 anos era representado por marcas que exploravam o jeitinho carioca para conquistar a adesão dessa parcela da população. O retrato atual, no entanto, mostra que esse pensamento está ultrapassado e que o grupo está mais consciente de si, do mundo e dos mercados de consumo.

A malandragem comumente associada a quem vive na cidade já não é mais interpretada com bons olhos e o modelo de lifestyle proposto pelas empresas, baseado apenas na praia, também não é mais identificado por essa geração. Segundo a pesquisa Rolé Jovem, realizada pela agência República, os jovens estão cientes do que acontece na capital e já agem visando mudar os pontos negativos que encontram, entre eles a centralização de opções de lazer e cultura na Zona Sul. Esse público reivindica não apenas a quebra de barreiras geográficas, como também as simbólicas.

Durante o estudo, foram identificados cinco drivers de comportamentos que se manifestam em cada uma das esferas, tais como educação, trabalho, relacionamento, dinheiro/consumo e política, em pessoas com idades entre 14 a 34 anos. “Esses pontos mostram que eles se preocupam não apenas com o superficial. Em relação à carreira, por exemplo, querem um propósito que não seja apenas individual. O dinheiro não é mais um fator decisivo. Tudo tem que girar em torno da realidade dele”, conta André Mota, Sócio e Head de Estratégia da República, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Educação e Trabalho
Um dos fatores que melhor representam os jovens é a transitoriedade e o imediatismo. De acordo com a pesquisa, o que importa para eles é o presente. Esse grupo é o mais ansioso para alcançar cargos altos em empresas, porque se inspiram em empreendedores de sucesso. Muitos optam por abrir negócios próprios com o objetivo de mudar o atual pensamento corporativo, considerado limitado por eles.

Isso porque essa turma é a que mais busca conciliar a vida pessoal com a profissional. Cabe às companhias tentar encontrar a forma de não perder um empregado por conta de uma rotina engessada. “O trabalho não é mais visto como uma obrigação e, sim, como um meio de realização e desenvolvimento pessoal. O jovem se permite acumular experiência em diversas áreas e, por meio dessa soma, desenvolver o poder de realizar novas conexões. A ocupação tem que coincidir com o que ele quer para a vida dele e, se não encontrar, ele mesmo irá procurar uma solução”, diz André.

Além disso, na educação, os conteúdos relevantes devem estar presentes no seu dia a dia. “Aprender um novo idioma, por exemplo, não é interessante apenas para se destacar no ambiente de trabalho, mas principalmente para se relacionar com outras pessoas e se inserir no mundo globalizado. Ele não quer estudar apenas para colocar no currículo. O princípio é como aquilo vai proporcionar uma experiência para ele”, afirma André Mota.

Dinheiro e Consumo
O acesso constante à internet e a absorção de informações a todo momento trouxe uma celeridade também nas formas de consumo. Os recursos financeiros são cada vez mais empregados na aquisição de momentos relevantes e capazes de agregar algo a ele. “Esse consumidor busca novidade e cobra isso. Até pouco tempo atrás, as marcas faziam uma campanha por coleção. Hoje, já notamos que é preciso trazer novidades o tempo inteiro. Optamos por fazer minicampanhas mensais, com novo material gráfico. Não podemos nos limitar a passar uma estação inteira com o mesmo mostruário”, conta Natalia Fidalgo, Coordenadora de Marketing da DressTo, em entrevista ao Mundo do Marketing.

As experiências no momento da compra também foram reforçadas, e a confecção voltada para o público jovem passou a incluir referências a situações vividas e ao gosto do carioca nas lojas. “Fizemos parcerias com blocos de marchinhas e, no carnaval, eles ficam tocando na vitrine da unidade de Ipanema. Levamos algo que eles procuram, como a festa de rua, para dentro do ponto de venda. A banda fica na vitrine virada para dentro da loja, o que faz com que eles entrem e sintam um pouco da alegria carioca que também temos”, diz a Coordenadora de Marketing da DressTo.

A aproximação, no entanto, não é o único fator decisivo no momento da compra. A experiência de aquisição do produto precisa vir carregada de outros atributos, que não estejam atrelados ao consumismo. Aqueles que já possuem renda própria são os mais responsáveis com o orçamento pessoal, mas os mais novos ainda buscam marcas como identificação de personalidade. O ato de consumir se torna uma maneira de enxergar a vida e de demonstrar seu pensamento.

Preocupação social e política
Nos hábitos de compra, cresce a preocupação com os impactos dos produtos no mundo. A Kipling é uma das marcas que mira nos consumidores mais ligados às questões ecológicas, visão estratégica que a levou a reforçar as ações voltadas ao meio ambiente. “Como fabricamos peças em nylon, buscamos mostrar que os produtos duram muito tempo, logo não precisam ser comprados a todo momento, e têm valor agregado”, conta Nathália Mansur, Analista de Marca da Kipling, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Para não ser uma marca exclusiva a uma única classe social, a fabricante de bolsas e mochilas está mais acessível, disponibilizando a possibilidade de parcelar o pagamento e vendendo em multimarcas. Além disso, desconstruiu a ideia de que jovens usam apenas mochilas e ampliou o portfólio. “Temos produtos que permitem que a pessoa vá dos 14 aos 30 anos com eles. Não temos como criar um estereótipo do nosso cliente. Até o símbolo da empresa, o macaquinho, muda de acordo com o item. Em algumas bolsas, ele ganha contornos mais delicados, como os de um mico leão, além de ser de metal”, afirma Nathália.

A conduta cada vez mais distante do estereótipo torna esse jovem mais informado sobre direitos e deveres, o que faz dele um militante da causa a que adere. Como os indivíduos absorvem referências distintas para a formação da sua personalidade, eles se permitem uma maior liberdade, incluindo a sexual. O casamento já não é uma instituição forte e a realização profissional, por exemplo, está acima dele. O empoderamento feminino também está cada vez mais em voga. Esse público busca empresas que estejam de acordo com essa linha de pensamento.

Ciente do momento econômico em que a cidade vive, com preços de imóveis e restaurantes cada vez mais caros, a opção encontrada por eles foi criar eventos como o do isorporzinho. Nesses encontros, as bebidas são compradas em supermercados e consumidas em locais públicos. “A alta nos preços trouxe um novo público para o varejo. Vejo cada vez mais pessoas dividindo imóveis, porque querem continuar no local em que já moravam. O hábito de fazer a “social” em casa os tira da zona de conforto, mas mostra que eles se adaptam facilmente”, afirma André Mota.

Relacionamentos
A forma como o jovem enxerga os relacionamentos também pode ajudar as marcas a redefinirem suas ações de Marketing. A pesquisa mostrou que houve uma desmistificação de ídolos, comportamento que faz com que ele busque um modelo mais próximo de ícones que não sejam celebridades e artistas inalcançáveis. Nomes locais acabam ganhando força e conversam diretamente com o consumidor.

A DressTo observou essa tendência e passou a adotar o uso de pessoas influentes de cada meio para serem divulgadores da marca. São blogueiros ou indivíduos outros comuns, que se relacionam bem com a comunidade de seu entorno e possuem presença nas redes sociais. “São pessoas que gostam de aproveitar a vida, não passam o tempo todo em festas ou bebendo, são queridas pelos amigos e procuradas quando alguém precisa de uma indicação. É preciso olhar para os círculos dos jovens, em quem eles se espelham. Colocar alguém distante da realidade dele é afastar a própria marca do cliente”, conta Natalia Fidalgo.

Esse pensamento vale, principalmente, para pessoas que moram em comunidades e buscam alguém que represente-os em outras esferas. A Coca-Cola encontrou em grupos locais a força para a marca lidar com o público jovem. A fabricante de bebidas contratou a equipe do Dream Team do Passinho para coreografar a música tema da marca para a Copa do Mundo de 2014. A dança, que mistura funk, break e frevo, originária das favelas cariocas, foi incorporada nas demais ações da companhia. O funk por si só ainda permanece em voga em vídeos publicitários, que trazem também a família como objeto central das campanhas.

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 30/10/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/pesquisa/32074/5-comportamentos-do-jovem-consumidor-carioca.html

O tempo…

O tempo é o bem mais escasso da atualidade, seguido da autonomia, do silêncio, da beleza e do espaço. O máximo do luxo gravita agora em torno destes conceitos. Luxo é ter tempo para si próprio, é ser dono do próprio nariz, é poder descansar em locais tranquilos e, de preferência, ultraconfortáveis, é poder usufruir e possuir o belo.

 https://www.facebook.com/oficialluxobrasil

Conheça a rede social que te permite trocar seu tempo com as pessoas

E se de repente o tempo que você passa interagindo nas redes sociais pudesse ser trocado por algo incrível? Essa é a proposta da rede social Bliive, que incentiva as pessoas a partilharem na web aquilo que fazem melhor.

Funciona basicamente assim: você oferece um serviço durante uma hora – uma aula de guitarra, por exemplo – e ganha essa hora em TimeMoney na rede social. Com esse tempo, você pode buscar os serviços de outra pessoa na Bliive (alguém que dê uma aula de culinária durante uma hora, por exemplo).

Dessa forma, o espírito colaborativo é incentivado e as pessoas exercitam e apresentam o que melhor sabem fazer. Para ser parte da Bliive tem de se inscrever na fila de espera e aguardar por aprovação. O vídeo de apresentação abaixo deixa tudo bem claro:

http://www.hypeness.com.br/2013/07/conheca-a-bliive-a-rede-social-de-troca-de-tempo/

Leveza, BY André Lemos (1)

Carrego a mochila com todos os objetos Para me conectar livre, sem empecilhos. E a quero sempre leve, muito leve.

Mas aquilo que é leve, pesa, e o que pesa, eleva-se. Insuportável leveza compulsória.

Das tecnologias em nanodimensões, Aos argumentos nas redes sociais, Só conexões sem atrito, flutuando no vazio.

Sem obstáculos e sem sujeira, Nas conversas simples, em poucos caracteres, Vagam espectros em tempo real.

Limpas e leves são as ações brevíssimas, Sem incômodos, sem complicações. Tudo fácil enredado e flutuante.

E na aparente desmaterialização Da mochila que levo cheia de objetos, O vazio dos dados atrai e conecta.

Mas a liberdade sem peso É pluma que não pousa. É hiperdensidade que aterra.

Dizem que leve é para ser livre! Minha comida, minha bebida, minha roupa, Meu celular, meu tablete, meu laptop.

Leve hoje, pesado ontem. Mais leve amanhã. Matéria escura.

E da nuvem vem a música: “Leve, como leve pluma muito leve pousa, muito leve leve pousa aaa… Na simples e suave coisa, suave coisa nenhuma, suave coisa nenhuma aaa” (2)

Neste império digital (Leve coisa nenhuma), A nuvem não faz sombra.

E pesa o corpo dado e fardo. E pesa a fala simples sem sujeito, Pois sem o que molda ou atormenta.

Das coisas obsoletas e programadas, Na desmaterialização é a matéria que sustenta, No digital é o átomo que salva.

A mochila pesa e me avisa Que peso salva se for leve. Leveza sem peso é o nada.

Me curvo com a mochila Na gravidade insuportável Da era do vazio que constrange.

O olhar voltado pro chão. E as costas curvadas Pelo peso da mochila.

Tanto trabalho, gangorra, Tropeço, oh calculi, E desprego da obediência.

Do peso, ufa, se faz voo. Da queda que importa Vem a leveza, a liberdade.

O resto é pluma, Na nuvem, Que não pousa!

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1. Professor Associado da Faculdade de Comunicação da UFBA. Pesquisador do CNPq, Coordenador do Lab404.

2. Trecho da letra da música “Amor” do álbum “Secos e Molhados”, Secos e Molhados, 1973 – See more at: http://andrelemos.info/2014/10/leveza/#sthash.4NMwjYn1.dpuf

http://andrelemos.info/2014/10/leveza/

Leveza é o tema da vez no Caderno de Sábado

O culto ao leve, divertido, rápido, envolvente e a ojeriza à gordura, ao peso, ao lento, ao reflexivo. O filósofo francês Gilles Lipovetsky esteve em Porto Alegre e falou do livro que vai lançar em janeiro de 2015, “Da Leveza” (editora Grasset).

Conforme Juremir Machado da Silva, o tema engloba muitos paradoxos e aspectos típicos do nosso tempo. “Cultuamos a leveza. Tudo deve ser leve, divertido, rápido e envolvente. Odiamos a gordura, o peso e a demora. A tecnologia aposta em objetos cada vez menores e mais leves. Trabalhamos duro para termos corpos cada vez mais magros. Os filmes não podem ter mais de duas horas. As peças de teatro, antes longas e com intervalos, estão mais curtas. Os livros também emagreceram. Mais de 250 páginas é um peso. Em contrapartida, os pesos da vida parecem cada vez maiores: estresse, depressão, obesidade, desencanto com a política, problemas da idade, de viver mais e de desejar mais”. Quando nos sentimos felizes, lembra Lipovetsky, segundo Juremir, ‘dizemos que estamos no ar, que flutuamos, parece que criamos asas. Quando estamos tristes, carregamos o fardo do mundo em nossas costas. Oscilamos entre o peso da vida e a leveza da felicidade. A leveza passa. O peso fica. Queremos voar, pesar, sonhar e gozar.”

O Caderno de Sábado convidou pensadores como Charles Kiefer, Márcia Tiburi, Erick Felinto, André Lemos e Ricardo Timm para refletir sobre o tema.

O Caderno também conta também com uma entrevista de Juremir Machado da Silva com a historiadora francesa da psicanálise Elizabeth Roudinesco, com um artigo do escritor e ilustrador Hermes Bernardi Jr. sobre aquela que deveria ser a mais importantes da literaturas, a infantil, em homenagem ao Dia da Criança, além de uma análise do Festival do Rio, feita pela crítica de cinema Adriana Androvandi e também a agenda de shows, exposições, peças de teatro e lançamentos literários do sábado

10/10/2014

http://www2.correiodopovo.com.br/ArteAgenda/?Noticia=538002

Depois da Coca, Pepsi lança refrigerante “verde”

Seguindo aposta da Coca-Cola, a Pepsi também começa a investir numa versão de seu refrigerante que substitui parte do açúcar por um adoçante natural, o stevia. A Pepsi True, numa embalagem verde, terá 30% menos calorias que a normal. O lançamento acontece no fim deste mês, com venda pela Amazon. Num segundo momento, a bebida chegará ao varejo físico. Inicialmente, ela virá apenas na versão em lata.

Pepsi, Coca-Cola, stevia

Em setembro, a Coca-Cola levou para os estados Unidos sua opção verde, que já é vendida na Argentina, no Chile e na Grã Bretanha. A Coca-Cola Life não é diet nem light, mas possui menos calorias do que a opção vermelha, ao combinar o mesmo adoçante natural que a Pepsi, o stevia. A cor verde aparece até no rótulo do produto, para indicar que se trata de uma alternativa mais saudável.

A companhia tentou trazer o produto para o Brasil, em junho, mas foi barrada pelas regulamentações que regem o setor no país. O Decreto 6871/2009 proíbe a associação de açúcar e edulcorantes em bebidas não alcoólicas, com exceção de preparados sólidos para sucos.

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 02/10/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/31845/depois-da-coca-pepsi-lanca-refrigerante-verde-.html

Nova geração transforma relação com marcas em experiência de consumo

Lidar com o público jovem é um dos grandes desafios para as companhias. Ávido por inovações, ele busca empresas em que se sinta representado e faça parte de sua rotina. As relações de comunicação também seguem em constante transformações. Antes feitos por meio de anúncios, elas passaram a transitar em redes sociais e, hoje, é na experiência do consumidor que o nome do produto é lembrado.

Atualmente, o perfil dessa geração demonstra um maior interesse por informações. Onde quer que eles estejam, estão conectados. De acordo com a pesquisa Radar Jovem, da agência B2, a internet é o local de maior audiência desse grupo que tem entre 18 e 25 anos, ficando as redes sociais com 43%, os portais com 35% e os blogs com 7%. As mídias tradicionais – TV, jornal e revistas – juntas, somam 15%, tendo pouca atratividade para a turma que espera uma resposta imediata das empresas. O tempo gasto online é de cerca de seis horas por dia. Durante esse período, no entanto, o jovem não gosta de ter interferência de anúncios.

Ele valoriza marcas que se comunicam bem com os internautas e realizam ações interativas. O caminho para as companhias, agora, deve ser manter-se relevante a ponto de a pessoa levá-la para outras. “Eles consomem pautados em indicações. O desafio é chegar até o Whatsapp, uma vez que lá não existem anúncios e as conversas são feitas naturalmente. Se a marca conseguir ser lembrada por lá, ela obteve sucesso, porque as informações são totalmente relativas aos seus interesses. Deve haver uma reflexão de como se fazer campanhas a partir de agora”, afirma Ricardo Buckup, Sócio-Fundador da B2, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Mobile em alta
Em 2014, o uso de smartphones aumentou e fez com que as informações convergissem para o aparelho. Estar ligado ao que acontece on e offline simultaneamente passou a ser normal e um não anula o outro. “Esses rapazes e moças não distinguem meios diferentes, porque tudo está atrelado. O jovem não desconecta mais e é por isso que o produto tem que estar presente frequentemente com ele. Um dia, chegaremos a esse nível inteligente de comunicação de conseguir fazer algo para massa, mas sem parecer que é”, conta Ricardo Buckup.

Para as empresas que atuam diretamente com questões de tecnologia e telecomunicações, ter a aprovação dessa parcela da sociedade é sinônimo de sucesso. É preciso, entretanto, estar atento aos detalhes, porque um serviço de conexão falho leva o nome de uma companhia a ser rechaçado por esses clientes. Segundo a pesquisa Radar Jovem, três operadoras de telefonia (Tim, Vivo e Oi) estão entre as marcas mais citadas quanto a desrespeito ao consumidor. Esse público cobra mais desses empresários, e qualquer erro pode denegrir a imagem da corporação.

Associado ao novo estilo de vida, os hardwares e o design de um celular são tão desejados quanto uma velocidade de internet alta. Por este motivo, há um interesse em marcas criativas e que abrem novas possibilidades a esses usuários. A Apple foi o nome mais lembrado na pesquisa como sinônimo de inovação, citada por 49% dos entrevistados, além de estar como Top of Mind em status e juventude. “Quando perguntamos com quem eles se identificam, ela foi apontada por 15%. Acredito que seja pela forma com que trabalham, uma vez que ela se conecta muito com o que o jovem quer e a resposta aos desejos é dada rapidamente. Ela é friendly e autodidática, por isso tomou a ponta em diversas perguntas da pesquisa”, afirma Buckup.

Poder de influência
O interesse em estar sempre atualizado e possuir o que é melhor faz com que este público torne-se influenciador no seu meio, mesmo entre amigos de idade semelhante. Ele é referência para os pais e irmãos mais novos. Se levanta qualquer crítica a um produto, o eco tende a acontecer. A Samsung foi lembrada como inovadora por 7% dos entrevistados e também por possuir atraso tecnológico por 3%. Esses dois extremos mostram que a empresa divide as opiniões, mas precisa gerir os pontos de crise, uma vez que podem aumentar conforme o boca a boca acontece.

O círculo de amizade é extremamente decisivo e capaz de mudar ações já preestabelecidas. O consumo surge a partir da indicação e se ele tiver dúvidas sobre algum item, será o colega que ajudará a definir uma escolha. “Essa turma não quer testar e arriscar, quer consumir o que funciona e dá certo. Por isso, busca a experiência de outros. Eles pensam no hoje e querem fazer acontecer no presente”, afirma o Sócio-Fundador da B2.

A busca por qualidade também é válida para o próprio corpo. Essa geração quer se sentir saudável esteticamente e está cada vez mais vaidosa. Isso não significa, entretanto, que os jovens estejam longe das contradições. Mesmo com a expectativa de, em 10 anos, estarem magros, uma das marcas mais lembradas como sinônimo de juventude foi a Coca-Cola, algo que muitos condenam na rotina fitness. “Isso se deve não apenas ao fato desses rapazes consumirem a bebida, como também da comunicação da multinacional, que é forte e se faz lembrada”, conta Buckup.

Amadurecimento
Planejar e não fazer acontecer é algo normal para esse público, que se considera um consumidor moderado (56%). Caso haja uma oferta interessante ou uma sugestão de amigos, ele poderá desembolsar uma quantia que não estava programada. “O jovem é o que mais faz compras por impulso, por causa da sua inexperiência. Ele é aberto a indicações e, independente de classe social, pode adquirir o produto. A diferença é o número de parcelas. Ele não quer saber quanto é e sim como ter. Precisa para hoje”, conta Ricardo Buckup.

Sua impulsividade pode dar a impressão de que o jovem é consumista, mas o destino da renda revela um outro perfil. A educação vem em primeiro lugar nos gastos, tanto para a classe A e B, quanto para a C, com 29% e 28%, respectivamente. Este item também é visto como um investimento, já que o merecimento de salário maior se justifica pelos gastos com estudos e aprimoramento profissional. É uma geração que investe em si tanto para o mercado de trabalho como para o lado pessoal.

Uma novidade nesse público diz respeito à alocação de recursos em espiritualidade, que aparece em segundo lugar para a classe média e em sétima na classe alta. “Não imaginávamos que a religião consumisse uma fatia representativa do salário deles. Isso pode ser não apenas o dízimo, como ingressos para eventos da igreja, bíblias ou CDs de música gospel, mas só de eles destinarem essa verba para o canal mostra que eles não são materialistas como muitos imaginavam”, conta Buckup.

Hoje é mais importante
As maneiras com que esse público gasta o seu dinheiro são baseadas no momento presente. Ainda assim, para 18% das classes A e B, poupar para o futuro faz parte da rotina financeira, enquanto esse pensamento só existe para 11% da Classe C. Esse comportamento denota uma falta de preocupação com aquilo que o jovem não pode controlar. Pensar um dia de cada vez e adequar as situações sem sofrer faz parte do perfil da nova geração. Como o futuro é incerto, ela não olha para lá e pensa apenas no que quer adquirir hoje.

Para as empresas imergirem nesse meio, é preciso manter o pensamento equivalente ao deles e ser flexível. “Quem quiser entrar no cotidiano desta geração precisa estar alinhado com seu modo de viver. Planos a longo prazo não fazem sentido dentro dessa rotina. As regras e imposições perdem espaço em uma geração que muda constantemente os seus objetivos. Quanto mais for limitador, mais rápido esse consumidor se afasta”, conta Buckup.

Por esse motivo, as marcas que gerenciam suas crises, respondem de forma informal e vão até onde esse público está conseguem receber um retorno maior e positivo dos clientes. É preciso se pensar rápido como a juventude e possuir uma equipe com essa linguagem. “Trazer novas ideias e profissionais da mesma geração facilita na tomada de decisão, uma vez que eles são o público-alvo também”, afirma Ricardo.

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 02/10/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/pesquisa/31843/nova-geracao-transforma-relacao-com-marcas-em-experiencia-de-consumo.html