Torne seu site mobile ou desapareça

De acordo com a GSMA, associação global dos operadores móveis, o número de pessoas no mundo que acessam a Internet por dispositivos móveis supera os 3,6 bilhões. Já no Brasil, pesquisas apontam que a parcela corresponde a cerca de 50 milhões de usuários.

Diante de tamanha quantidade, que cresce rapidamente a cada dia, o Google, responsável por 75% do market share dos buscadores, identificou a necessidade de melhorar a relevância de seus serviços para privilegiar os sites mobile-friendly. Por isso, desde meados de abril, quem tornou seu site responsivo continua a aparecer bem colocado nas pesquisas realizadas por smartphones e tablets. Já quem não possui uma versão móvel fica fora das primeiras páginas de resultados.

Para quem não conhece o perfil de acesso de seu site, a tarefa é verificar as estatísticas de acesso por dispositivos móveis por meio de ferramentas como o Google Analytics e averiguar qual é o impacto das mudanças nos algoritmos do Google. Alguns sites chegam a ter 30% de seus acessos vindos de smartphones e tablets.

Um site mobile-friendly deve contar com diversos requisitos, como tamanhos de resolução, fonte e conteúdo adequados, espaçamento entre links e várias outras características de infraestrutura. O próprio Google fornece uma ferramenta de teste de compatibilidade, que faz o diagnóstico e aponta alternativas para que a página seja desenvolvida corretamente.

Criar um produto digital para dispositivos móveis definitivamente não é tarefa simples – envolve variações de acordo com aparelho, tamanho de tela e recursos específicos dos sistemas operacionais – mas é caminho obrigatório para os desenvolvedores. Afinal, tudo leva ao mesmo objetivo: melhorar a experiência de usuário. Portanto, prepare-se para entregar o melhor produto ou corra o risco de desaparecer entre milhões de resultados.

Artigo de Rodrigo de Oliveira Neves, é CEO da VitaminaWeb, empresa especializada em produção digital, e Diretor da ABRADi-SP. – 28 de maio de 2015 · Atualizado às 11h26

http://www.adnews.com.br/artigos/torne-seu-site-mobile-ou-desapareca

Pontofrio inaugura parklet conectado em SP

O Pontofrio inaugura amanhã (28) um parklet em frente à sua loja na Alameda Lorena, 1.444, no Jardim Paulista, em São Paulo. Em projeto inovador, a bandeira apresenta à região sua proposta de vaga viva, que une tecnologia a um ambiente agradável com ‘biblioteca’, espreguiçadeiras e wi-fi gratuito.

“Acreditamos que a tecnologia e a inovação podem contribuir para redesenhar os espaços urbanos. O conceito do parklet alinhado ao uso eficiente de recursos como a energia solar e à democratização da produção artística em espaços públicos pode estimular a convivência e relação entre as pessoas”, explica Susy Yoshimura, gerente de Sustentabilidade da Via Varejo, que lidera o projeto em parceria com a área de marketing da empresa, que administra o Pontofrio.

Além dos tradicionais bancos, espreguiçadeiras e estacionamento de bikes (bikethru), o parklet do Pontofrio também vai oferecer ao visitante uma espécie de ‘biblioteca’, com livros e jornais à disposição para leitura. O espaço conta também com conexão wi-fi gratuita, tomadas para carregar smartphones, tablets e notebooks a partir de energia solar.

Para apresentar a novidade, o Pontofrio preparou uma programação especial para o fim de semana dos dias 28, 29 e 30 de maio. Na inauguração, durante o dia, o quinteto paulistano Mojo Workers apresenta seu repertório em intervenção musical. À noite, é a vez do Suaveciclo ocupar o espaço com sua arte digital itinerante.

Redação Adnews – 27 de maio de 2015 · Atualizado às 12h10

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Plataforma permite ver o pôr do sol de qualquer lugar do mundo

‘All our suns’ reúne fotos de pôr do sol postadas no Instagram (reprodução/All our suns)

Fotos de paisagens são muito comuns na internet. Navegar pelas redes sociais pode oferecer a oportunidade de ver diferentes lugares, mesmo quando o máximo que nossos olhos alcançam é a janela do escritório.
Imagens do nascer e do pôr do sol, por exemplo, parecem estar entre as preferidas pelos fotógrafos amadores do Instagram. Não é difícil encontrar uma delas em seu feed, mas provavelmente essas imagens ficam limitadas a locais próximos, de onde normalmente são seus amigos.
Essa limitação pode chegar ao fim com o projeto “All our suns”, idealizado por Michelle Chandra. A plataforma reúne todas as fotos postadas no Instagram com as hashtags “sunrise” e “sunset” utilizando um algoritmo de visualização de dados incorporados em três mapas atualizados em tempo real.
O projeto pretende permitir que os usuários acompanhem o pôr do sol de vários lugares do mundo sem sair do lugar, apenas acessando o site e navegando pelo mapa.
Redação Adnews – 25 de maio de 2015 · Atualizado às 11h17

KFC substitui tradicional papel em bandejas por teclado wireless

Diante da rotina agitada que a maioria pessoas tem hoje em dia, a solução para uma alimentação que ocupe nosso precioso (e escasso) tempo são as redes de fast food.

Uma situação muito normal é que a rápida pausa para as refeições coincida com o unico momento em que temos tempo para responder algumas mensagens. Sujar o celular ou tablet com a comida é algo que tem grandes chances de ocorrer nessa tentativa de fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
Pensando nisso, o KFC da Alemanha criou uma solução bastante inteligente para o problema: o Tray Taper, um teclado wireless acoplado às bandejas dos clientes, subtituindo os tradicionais papéis que normalmente trazem propagandas do próprio restaurante.
Para utilizar, bastava que os clientes ligassem o teclado no botão indicado e o conectassem com seus dispositivos móveis via Bluetooth.
O projeto foi criado pela Serviceplan, que afirmou que os teclados eram reutilizáveis, apesar de também declararem que muitos dos objetos foram perdidos pois os usuários não fizeram a devolução como solicitado.
Assista ao vídeo e confira como funciona:
Redação Adnews – 20 de maio de 2015 · Atualizado às 11h06

“Mãozinha” do Google dá o empurrão definitivo ao mobile marketing

À parte do clima de terror instaurado pela imprensa mundial nas últimas semanas sobre a nova atualização do algoritmo do Google, o fato é que mais uma vez o gigante mundial de buscas dá um empurrão certeiro no mercado: quem não se adaptou às estratégias digitais no mobile terá que fazê-lo. Claro que tudo começa com um bom site, mas isso é apenas a ponta do iceberg.

Alardeado como a promessa de um marketing cada vez mais personalizado, em tempo real, e que revolucionaria as estratégias com as tecnologias que permitem o geotargeting e o contato por proximidade, o mobile marketing ainda caminha acanhado no Brasil. Grandes empresas investem em campanhas mais voltadas para o branding e para o engajamento de marca, e o Google (sim, ele novamente!), acabou se antecipando com a geolocalização dos anúncios do Adwords. Agora, feliz ou infelizmente, o mobile terá que voltar à pauta.

E, acredite, não é por falta de adoção da tecnologia. Segundo o IDC, a venda de smartphones no Brasil subiu 55% em 2014, o que representou 54,5 milhões de unidades vendidas. Modelos a preços competitivos conseguiram ganhar seu espaço, mesmo em vista de um cenário econômico pouco favorável, que vem se arrastando desde o ano passado.

O problema não é a adoção da tecnologia por parte do usuário, e tampouco é a potencialidade dos dispositivos que ele tem nas mãos. A questão é que as empresas brasileiras ainda exploram pouco esse universo, preferindo adaptar estratégias digitais para outras telas, ou até mesmo do offline, para o mobile. Mais do que branding, o mobile é muito relevante para vendas, quando aliado à geolocalização e à oferta personalizada de produtos e serviços, com base na referência geográfica do consumidor.

Quem está se adiantando frente a esse mercado são as empresas de tecnologia, como o Google, que utilizam a geolocalização como um fator de importância para o anunciante, e startups, como o Waze, que uniu a prestação de um serviço para o usuário – o de localização – com a oferta de produtos e serviços relacionados ao trajeto. Outros já cruzam dados de deslocamento e histórico de compras para oferecer ofertas relacionadas ao cliente. O problema, talvez, é que algumas dessas iniciativas sejam mais invasivas do que engajadoras, e gerem mais uma experiência ruim do que uma oportunidade de venda.

Com o passo que o Google dá ao eleger o mobile como a próxima peça a ser movida no jogo das buscas, fatalmente as empresas terão que lançar um novo olhar sobre suas estratégias para a terceira tela.

Artigo de Reinaldo Gregori, CEO da Cognatis Geomarketing

21 de maio de 2015 · Atualizado às 10h42 –

http://www.adnews.com.br/artigos/maozinha-do-google-da-o-empurrao-definitivo-ao-mobile-marketing

Pizza Hut transforma suas caixas em projetores de cinema

O final de semana se aproxima e muita gente já começa a pensar numa combinação que na maioria das vezes faz enorme sucesso: pizza e um bom filme. Pensando nisso, além de dar sequencia em seu trabalho criativo para engajar as pessoas, a Pizza Hut criou uma caixa diferente para seus produtos.

Com a ajuda da Ogilvy & Mather Hong Kong, a marca transformou as embalagens de suas pizzas em projetores “de cinema”. Para que isso fosse possível, as redondas vieram com uma lente especial, posicionada junto com aquele suporte que costuma evitar que a caixa amasse e danifique as pizzas.

Além disso, as embalagens vieram com um circulo destacável, para encaixar as lentes e projetar a tela do smartphone. A ideia criativa ajuda, mais do que nunca, a marca a associar seu produto a um momento especial, de diversão e lazer para o consumidor. Certamente a reprodução da caixa em grande escala é inviável, mas as poucas unidades da iniciativa já servem para conseguir um grande retorno em boca a boca e mídia espontânea.

Confira o filme

22 de maio de 2015 · Atualizado às 11h06 – Redação Adnews

http://www.adnews.com.br/publicidade/pizza-hut-transforma-suas-caixas-em-projetores-de-cinema

Coisas que temos, coisas que não precisamos

Christopher McCandless, um jovem americano, ganhou o mundo em sua biografia nas telas dos cinemas em 2007 dirigida por Sean Penn, baseado no livro de Jon Krakauer. McCandless ganhou fama devido a aventura que fez no ínico dos anos 90 em direção ao Alasca, abandonando a vida média alta que tinha por problemas familiares e por seu desprezo pelo materialismo na sociedade.

Descontente, ele prefere se isolar do mundo e procurar a felicidade nas coisas simples da natureza e entrar numa vida individualista, até mesmo mudando seu nome para Alexander Supertramp, como se esse fosse um avatar de uma nova pessoa, que é quem ele gostaria de ser.

Num cenário mais moderno do que McCandless estava, nos encontramos nos dias de hoje, mas com um aspecto parecido: a do individualismo.

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Emile Hirsch como Christopher McCandless

Não é novidade que cada vez mais, sem percebermos, somos “empurrados” a acompanhar o que a tecnologia tem de novo a oferecer. E como essa tecnologia significa maior conforto, nos esbaldamos e ainda queremos mais.

Analisando o que toda essa modernidade traz a sociedade, nem tudo é flores. Parafraseando Isaac Newton, pra toda ação tem uma reação. O que pode nos levar a concluir que o que hoje vem pra facilitar nossa vida, pode acabar nos afastando do sentido de se esforçar mais para obter algo, nos acostumando a ter tudo à mão.

Exemplo disso é o GPS, que pode nos tirar de enrascadas numa viagem. Eles traçam todo o caminho que devemos percorrer, fazendo que nem precisemos nos comunicar com uma pessoa na rua. E é aí que perdemos a chance de conhecer alguém e de possivelmente coletar informações importantes e, claro, de ouvir ótimas histórias. E exemplos do dia a dia são os constantes aplicativos disponibilizados para celulares que se podem fazer quase tudo, onde quer que você esteja.

Vemos também crescer o número de pessoas em ônibus ou metrôs indo trabalhar com seus iPods e fones de ouvido, quietos em seus cantos, quase como uma placa no pescoço escrito “não quero conversar”. Ou o extermínio das videolocadoras que, observando hoje, percebemos que na maioria das vezes íamos com amigos escolher um filme e que assistíamos todos juntos. Hoje, fazemos o download e assistimos no computador, sozinhos.

image3_post1.jpgGoogle Images

image4_post1.jpgObra de Oco Sapiens

Engraçado analisar que o ser humano, juntos, ajudam o individualismo crescer. Com o desenvolvimento da sociedade capitalista, a busca pelo consumo do comodismo aumentou. O convívio social está cada vez mais escasso. As pessoas, pelo menos a maioria, já não fazem tantos esforços para se encontrarem, acreditando que manter contato online já é o bastante. Sem que percebam, com o tempo esse contato vai se esvaindo, até que em algum momento, desaparecerá.

Observando fragmentos de Nietzsche, o mesmo afirma sua visão sobre a formação da civilização, que foi necessária força física para “adestrar” os mais fracos a obedecerem regras. Acreditava que os homens foram domesticados a não seguir seus instintos. Hoje parece continuar o mesmo, pessoas sentindo a necessidade de acompanhar o que as empresas estão produzindo de novo. Pode não ser a realidade de todos, mas é o desejo de muitos.

Completando ainda com o argumento de Max Weber, ele define que o indivíduo que não se adaptar ou se conformar com as relações de mercados e ações capitalistas, é jogado às ruas sem trabalho.

Alguém contra esse tipo de pensamento foi Henry David Thoreau, quem acabou virando referência e influenciou o anarquismo individualista. Era a favor de desfrutar a terra sem possuí-la. E com essa filosofia, ele foi morar sozinho no meio de uma floresta aos 27 anos de idade, com medo de que na hora da morte descobrisse não ter vivido de verdade. E sem coincidências, foi um dos filósofos que influenciaram McCandless em seu abandono da vida em sociedade.

image5_post1.jpgImagem de divulgação do filme “Na Natureza Selvagem”

Logo, o problema não é a tecnologia, pelo contrário, ela nos ajuda. O problema é o que fazemos com ela. É preciso haver equilíbrio. Contudo, podemos buscar ser felizes como acharmos melhor. Como o filósofo Kierkegaard diz, o importante para o ser humano é deixar de viver por hábito e encontrar algo por qual queira viver e morrer.

E assim como descreve em sua biografia, Christopher McCandless aprende que a felicidade só é verdadeira quando compartilhada. Que depois de aprendido, compartilhemos a nossa também, mas que seja muito além das redes sociais
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