Estudo analisa uso de smartphone no Brasil

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O smartphone assumiu um lugar de destaque na rotina do consumidor brasileiro, tornando-se, cada vez mais, sua principal ferramenta digital – realidade que traz oportunidades e desafios para o mercado, principalmente para os setores de tecnologia, mídia e telefonia. Essa é uma das principais conclusões da Global Mobile Consumer Survey, estudo realizado globalmente pela Deloitte que, no Brasil, entrevistou 2.000 pessoas de 18 a 55 anos, das cinco regiões do País.

A pesquisa aponta que o brasileiro é altamente conectado, com 57% dos entrevistados que possuem smartphones afirmando verificar seus aparelhos menos de cinco minutos após se levantar. Desses, 35% afirmam olhar o aparelho imediatamente ao acordar – sem considerar atividades triviais como desligar o despertador. Em média, os usuários brasileiros de smartphones olham seus aparelhos 78 vezes por dia.

As mulheres saem na frente – em média, checam o aparelho 89 vezes ao dia, enquanto os homens, 69. Quanto à faixa etária, os jovens de 18 a 24 anos olham seus smartphones 101 vezes diariamente, em média – o dobro do registrado entre os usuários de entre 45 e 55 anos. Ao se tornar parte indispensável do cotidiano, os smatphones abrem caminhos para as empresas conhecerem melhor o comportamento do consumidor brasileiro e o que o motiva a comprar tecnologias de conectividade.

Para isso, as empresas podem lançar mão de recursos mais sofisticados, como digitalização dos canais, transformação digital e data analytics. Ao mesmo tempo, porém, há a necessidade de avançar em questões básicas de infraestrutura de acesso. Quando questionados sobre a velocidade da conexão com Wi-Fi no Brasil, por exemplo, um terço dos respondentes ainda a considera lenta.

Como os brasileiros se conectam – e o que eles fazem

Em um cenário em que o contrato com as operadoras é predominantemente pré-pago – de acordo com 69% dos entrevistados – os principais diferenciais para a troca ou escolha da operadora são menor preço, qualidade e maior acessibilidade de conexão com internet. Entretanto, 81% utilizam mais o Wi-Fi de casa, do trabalho ou de um local de estudo para se conectar à internet. Apenas 14% utilizam o 4G como forma de conexão. “O Brasil está em evolução nessa frente. Já há campanhas de popularização por parte das operadoras para incentivar o uso do 4G”, afirma Marcia Ogawa, sócia-líder da Deloitte para o setor de Telecomunicações, Mídia e Tecnologia.

No Brasil, a implantação do triple/quad play – que combina voz, dados e multimídia em um só canal de banda larga – está em curso pelas operadoras de telefonia, TVs por assinatura e novos participantes do mercado. O consumidor, por sua vez, já deseja adquirir esse tipo de serviço. Quarenta e um por cento dos usuários de smartphones preferem o celular para assistir vídeos curtos em vez de outros dispositivos, como laptop ou tablet. O smatphone também é o canal favorito para checar informações nas redes sociais para 55% deles e, para tirar fotos, para 67%. Dos entrevistados, 37% tiram ao menos uma foto por dia.

No que se refere às transações bancárias, o número dos que consultam seus dados financeiros com grande frequência pelos smartphones ainda é relativamente pequeno. Embora metade afirme acessá-los pelo dispositivo ao menos uma vez por semana, apenas 17% o fazem diariamente. Se perguntados sobre o pagamento de contas, 56% respondem nunca ter realizado transações pelo smartphone, enquanto 62% dizem nunca ter feito transferências de dinheiro por esse canal.

Exposição pessoal e exposição à publicidade

A alta conectividade do consumidor brasileiro produz dois fenômenos que também foram explorados pela pesquisa: a exposição pessoal e a exposição à publicidade. Questionados se estariam dispostos a compartilhar suas informações com empresas, a resposta foi afirmativa para 31% dos entrevistados – desde que pudessem escolher quais dados dividir. Já 17% disseram estar dispostos sem qualquer restrição.

Os smartphones também têm se mostrado um canal emergente para campanhas publicitárias. A maior parte das propagandas recebidas por 35% vieram pelas redes sociais acessadas pelo dispositivo – seguido de e-mails (33%) e vídeos (29%). “O mobile advertising é um caminho importante e inevitável, que deve ganhar força com recursos da capacidade analítica combinados aos serviços baseados em localização, por exemplo”, diz Márcia Ogawa.

Uso de aplicativos e novos espaços para explorar

A compra ou atualização de aplicativos entre os consumidores de smartphones é alta no Brasil: 61% dos usuários fazem downloads de aplicativos, sendo que 43% baixaram ao menos um deles durante o mês anterior à pesquisa – gastando, em média, US$ 13,67 no período.

Em relação a oportunidades, as grandes provedoras de tecnologia têm caminho aberto para desenvolver mais essa frente, que hoje está muito ligada a start-ups. De acordo com Solange Carvalho, diretora da Deloitte para o setor de Telecomunicações, Mídia e Tecnologia, “interoperalidade e segurança da informação são as grandes barreiras para massificar a Internet das Coisas no Brasil. Estamos na curva de aprendizado da inovação, é quase um fenômeno parecido com o que vivemos com o Big Data três anos atrás”.

A pesquisa aponta que, entre os entrevistados que possuem smartphones, 44% o conectam ao aparelho a TV, 23% ao videogame, 16% aos sistemas domésticos (como iluminação, eletrônicos e segurança) e 6% ao carro. Uso ainda incipiente – que, por outro lado, demonstra o espaço a ser explorado.

Os serviços de comunicação, como voz, VOIP e mensagens instantâneas (SMS e serviços como o Whatsapp), também foram abordados na pesquisa. As mensagens instantâneas foram usadas por 70% dos usuários de smartphones para se comunicar nos últimos sete dias antes de responder a pesquisa.

No top 10 das funções mais usadas no smartphone – liderado pelo acesso a e-mails, com 60% das respostas – as mensagens instantâneas aparecem em segundo lugar, com 57%. Em seguida, vêm o acesso a redes sociais (56%), a leitura de notícias (44%), o acesso a vídeos (43%) e a busca de informações pela internet (37%). O VOIP ficou em sétimo lugar, com 35% das respostas, embora a entrada de tecnologias como o WhatsApp possa mudar esse cenário no curto prazo.

Redação Adnews – 29 de outubro de 2015 · Atualizado às 14h37

http://www.adnews.com.br/internet/estudo-analisa-uso-de-smartphone-no-brasil

KFC convida: largue o celular e curta coisas reais

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Pense sobre o seu dia-a-dia: qual é o ultimo e o primeiro objetivo do seu dia? Para programar ou desligar o despertador, ou mesmo para dar aquela ultima checada nas redes sociais, provavelmente a resposta é imediata: o celular. Não há como fugir, boa parte do nosso tempo é gasto olhando para a telinha (ou telona, vide os lançamentos das principais empresas) do dispositivo que é quase uma extensão do nosso corpo.

Mas até que ponto essa “superconectividade” é saudável? Essa é a temática abordada pelo novo comercial do KFC Rússia. Por não sair do celular, um homem não percebe aquilo que acontece ao redor, perdendo momentos importantes de sua vida.

A campanha “Enjoy real things” (“Aproveite coisas reais”, em tradução livre do inglês) é assinada pela agência russa Miguelivanov.

Vale a reflexão. Confira no vídeo abaixo:

Redação Adnews – 27 de outubro de 2015 

http://www.adnews.com.br/publicidade/kfc-convida-largue-o-celular-e-curta-coisas-reais

O papel do Marketing na Economia dos Aplicativos

 27 de outubro de 2015 · Atualizado às 15h10

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A revolução causada pela popularização e pela verdadeira paixão por dispositivos móveis transformou o jeito como nos relacionamos com o tempo, o trabalho, o consumo e com as pessoas. Os smartphones deixaram à distância de um toque um mundo de possibilidades que gira no ritmo da instantaneidade. A Economia dos Aplicativos é uma megatendência mundial que consiste em querer fazer tudo por meio de aplicativos. Isso muda não só o dia a dia dos consumidores, mas também a rotina das empresas. É preciso garantir a estabilidade dos sistemas e, ao mesmo tempo, inovar, lançar e manter no ar aplicativos seguros, ágeis e que sejam úteis.

Pesquisa global da CA Technologies em parceria com a Vanson Bourne mostra que 24% das empresas do mundo estão inseridas na Economia dos Aplicativos. No hiperconectado Brasil, o índice chega a 89%. E a inovação já traz resultados: de acordo com o estudo, essas corporações têm, em média, 106% mais receita, 68% mais lucratividade e 50% mais novos negócios do que aquelas que ainda não despertaram para essa tendência. Estima-se que a Economia dos Aplicativos vá movimentar US$ 25 bilhões neste ano.

A inovação tornou-se o centro estratégico dos negócios. Um elemento fundamental para que os líderes empresariais vislumbrem novos caminhos. Na nova economia, o departamento de Marketing tem papel central em trazer para casa essa discussão e em estimular essa inovação. O Marketing é o posto privilegiado de contato e de observação do consumidor, e, na Economia dos Aplicativos, o consumidor é rei.

No modelo tradicional, o Marketing só entra em ação quando um produto, concebido pela área de pesquisa e desenvolvimento, está prestes a ser lançado. Mas a Economia dos Aplicativos subverte essa lógica, e o Marketing, termômetro do mercado, passa a ter participação em todo o processo de criação, enriquecendo-o com dados e insights sobre os desejos, necessidades e sentimentos do consumidor.

Outro fator vital nesse cenário é a interação com o usuário por meio das redes sociais e dos canais de compartilhamento de informações. A decisão de compra não é mais bilateral – vendedor X consumidor –, mas sim multilateral. O cliente consulta a internet, sites colaborativos de defesa do consumidor, grupos no Facebook, avalia e verifica a nota e as resenhas sobre os aplicativos da companhia, testa o mesmo e é influenciado pelas experiências do usuário por meio das redes sociais. Forma-se então um complexo mosaico. O Marketing tem as ferramentas e a expertise para digerir e alinhar essa teia de informações e apresenta-la com insights e oportunidades de negócios aos tomadores de decisão das empresas.

Um exemplo do sucesso dessa integração foi o lançamento do aplicativos Nike+, que funciona como um personal trainer digital para pessoas que praticam esportes. O aplicativo foi desenvolvido a partir de um esforço colaborativo entre os departamentos de Marketing e Criação.

Está nas mãos do Marketing ainda escolher ferramentas e estruturar o grande volume de dados trazidos à tona pela Internet das Coisas, que faz parte do panorama da Economia dos Aplicativos. Quando falamos que o Brasil tem 154 milhões de smartphones, estamos falando de milhares de sensores acoplados a esses aparelhos. Eles captam e transmitem dados de luz, pressão atmosférica, movimento, altitude, biometria, batimentos cardíacos, posicionamento, aceleração, etc.  Esse gigantesco volume de dados contém informações preciosas sobre hábitos e anseios dos usuários, mas de nada valem sem soluções de Big Data, Analytics e, acima de tudo, de inteligência para extrair o máximo valor deles.

Assim, o Marketing toma uma posição central como indutor da inovação e do ingresso das empresas nessa era digital, um processo irreversível para toda organização que queira vencer na Economia dos Aplicativos.

Marcus Vinicius Giorgi, VP de Marketing da CA Technologies para a América Latina

http://www.adnews.com.br/artigos/o-papel-do-marketing-na-economia-dos-aplicativos

Retratos da Inclusão Digital no Brasil

Recentemente, a ONU anunciou 17 metas globais para os próximos 15 anos. A meta pro Brasil é Redução das Desigualdades. Inspirados por isso, pensamos numa série de matérias pra VICE, Noisey, Thump e Motherboard. Clique no link acima pra sacar todas.

Faz uns meses que Vivian de Lima, de 32 anos, criou uma página no Facebook para seu salão de festas na favela de Heliópolis em São Paulo. Ela começou pelas fotos, claro. Subiu imagens de noivos radiantes, dos bolos, dos brindes e de crianças em trajes de princesas ou heróis. O público curtiu, comentou, recomendou. Mas não era o bastante. Vivian estava atrás de compartilhamentos.

Na busca por novos clientes, a dona do salão investiu em anúncios pagos na rede social. Botou dez reais. Poucos dias depois, veio o resultado: dois casais da região a contrataram para seus casamentos. O lucro do negócio superou R$ 6 mil. E não parou ali. O ritmo das postagens – e curtidas, comentadas, compartilhadas – cresce a cada dia. A demanda é tamanha que Vivian não pode se alongar em entrevistas. “Está muito corrido, desculpa”, ela me disse várias vezes durante as últimas semanas. “Mas, olha, melhorou muito depois da página.”

Morador da Favela do Moinho, no centro de São Paulo, assiste ao jogo da seleção. Crédito: Felipe Paiva/ R.U.A.

Histórias como a de Vivian – a ser contadas em Motherboard nesta semana – são comuns pelas periferias do Brasil. São donos de pizzarias, de salões de beleza, de lojas de salgadinhos e de outros pequenos negócios que usam a internet para aumentar suas vendas. No levantamento mais recente sobre conectividade nas favelas, de setembro, o Data Favela divulgou que 57% dos usuários que acessam à rede nas regiões periféricas tiveram aumento de renda graças à internet. É bastante significativo se considerarmos que os 12,3 milhões de moradores de favelas no Brasil movimentaram, segundo a mesma fonte, US$ 19,5 bilhões em 2015 até o mês passado.

Interior de barraco na Cidade de Deus no Rio de Janeiro. Crédito: Tércio Teixeira/ R.U.A.

A inclusão digital não é total, mas chegou.

Com maior poder de consumo das classes mais pobres, a tecnologia serve como aliada para moradores de periferias se tornarem protagonistas. Hoje a maioria deles possui smartphone – 9 em cada 10 residentes de Heliópolis usam a internet pelo celular, conforme pesquisa do Facebook feita com 1950 pessoas neste ano. O dispositivo serve para tudo: ver notícias, comunicar, empreender, entreter; para buscar o que quiserem, enfim. “Tem muitos casos de pessoas que conseguiram emprego com vagas que viram na internet ou graças a um estudo online”, me falou Francisco José de Lima, o Preto Zezé, presidente da Cufa, a Central Única das Favelas, para citar como é grande a abrangência dos celulares nessas regiões.

Acampamento do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto na Câmara Municipal de São Paulo. Crédito: Rodrigo Zaim/ R.U.A.

O caminho para diminuir a desigualdade digital, porém, é longo. Segundo Zezé, embora possua maior poder de compra, o morador de favela enfrenta dificuldades para se conectar. A conexão nas regiões periféricas se dá por meio redes de dados que, além de ruins, são caras. Wi-fi quase não existe. “A grande maioria usa 3G”, me falou Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular e fundador do Data Favela. “Mesmo assim, 14% de quem acessa à internet compartilha o sinal do Wi-Fi. Na classe A, você não imagina alguém rachar o ponto de Wi-Fi. Tudo na favela é maior proporcionalmente.”

Acampamento Frente de Luta para Moradia no Viaduto do Chá, em São Paulo. Crédito: Rodrigo Zaim/ R.U.A.

A questão agora, dizem Meirelles e Zezé, é como transformar o poder de consumo de eletrônicos em boas políticas públicas e bons serviços. “Existe um preconceito de uma elite intelectual mais ligada à esquerda que o consumo é ruim”, afirma Meirelles. “O problema de fato algum é a democratização do consumo. Na sociedade capitalista, para não ficar escravo do tanque de lavar roupa, é necessário consumir máquina de lavar. É justo que uma dona de casa da favela tenha uma. Mas claro que isso não basta. Falta uma consciência maior sobre cidadania. Uma noção mais clara de direitos e deveres, que é uma construção coletiva.”

Crianças gravam festival de música na Zona Leste de São Paulo. Crédito: Felipe Paiva/ R.U.A.

Zezé concorda. “Consumo é importante, mas não basta. A busca por igualdade de oportunidades passa, antes de tudo, por uma presença maior do estado que garanta educação, creches e postos de saúde”, diz. “Para que não fique num discurso vazio, é preciso sempre pautar esse acesso dentro de um processo de escolha e prioridades de politicas públicas. Assim, as pessoas saem daquela ideia de direito como favor e passam adotar uma postura de politicas de direitos.”

O cenário do uso da tecnologia no país é de transformação. A tal da inclusão digital, expressão usada ainda hoje junto da palavra “maldita” para tratar do que julgam ser maus comportamentos na rede, deve se prolongar por muitos anos. O momento atual é crucial para governantes, ONGs e órgãos públicos repensarem o que será feito a partir dessa maior democratização do consumo tecnológico. Se o compromisso com a mudança for séria, melhores conexões e serviços educacionais devem, a exemplo dos smartphones, se proliferar por todos os cantos das favelas.

Entramos numa nova fase da inclusão – um período de transição determinante para o futuro de quem hoje vive nas periferias. Acima e abaixo, alguns retratos dos desdobramentos dessa etapa.

Crédito: Felipe Paiva/ R.U.A.

Alessandra, 31 anos, São Paulo, SP. A tecnologia ajuda, mas também atrapalha. Tudo é muito superficial. As pessoas estão perdendo o hábito de ler. Só querem assistir vídeos ou ler as manchetes. Sei disso porque escrevo pra página do Moinho aqui. As pessoas são enganadas muito facilmente. E ainda compartilham as coisas erradas. Ninguém mais pensa na água que bebemos ou no ar que respiramos. A gente só quer saber do último smartphone. As empresas deveriam começar a se responsabilizar mais pelos lixos dos eletrônicos. Um telefone desse, da LG, deve demorar mais de 500 anos para se desfazer na natureza. Deveria existir um incentivo pra reciclar eletrônicos novos. Tipo assim: você leva sua TV velha e ganha 50% de desconto na compra de uma nova e a empresa deve cuidar do lixo produzido.

Crédito: Isabella Lanave/ R.U.A.

Vitor Hugo Bento, 28 anos, Curitiba, PR. Pra quem não tinha muita chance, o celular virou uma boa interação. Mas, agora, tudo o que você faz, todo mundo pode ficar sabendo e ver. É como uma fofoca. Tenho um de última geração só pra ligar pra minha mãe. Até tenho Facebook, WhatsApp, mas não gosto de ficar no celular. Você me viu algum momento no celular hoje?

Crédito: Felipe Paiva/ R.U.A.

Fernanda Miranda, 35, São Paulo, SP. No incêndio desse ano perdi tudo que eu tinha, menos essa televisão aí. Ela já tem uns 4 anos. Meu sonho é ter um notebook. Dá pra baixar música, vídeos. Se minha vida mudou por causa da tecnologia? Ah, mudou, mudou. Agora posso falar com minha mãe lá na Bahia. O telefone é demais. Agora tem esses smartphones que dão pra tirar foto e tem até um aplicativo que você vê as pessoas na tela. Os meus filhos todos usam. O ruim é que eles estão viciados em Whatsapp e Facebook. Só uso internet no celular. Não tenho em casa. Aí dá pra assistir TV e ler jornal no celular também.

Crédito: Isabella Lanave/ R.U.A.

Wagner Caveira, 28 anos, Curitiba, PR. Agora tenho acesso a parceiros que antes não tinha contato. Para pesquisar, tudo o que você joga no Google, você encontra. É a democracia da internet, apesar de ter gente que usa para outra coisa. O celular uso direto. É o meu contato com tudo: ‘zapzap’, face. Agora quero ter um computador para dar continuidade ao meu trampo. É uma necessidade. É o acesso à informação.

Crédito: Tércio Teixeira/ R.U.A.

João Batista Borges, 71 anos, Adriana Pontes Nogueira, 40 anos, e Gabriel Veloso, 8 anos, Rio de Janeiro, RJ. Mesmo não tendo dinheiro para equipamentos modernos, falamos com muita gente pelo celular. Temos duas TV antigas e dois celulares. Não usamos internet, não. Eu, João, não tenho telefone. O celular da Adriana tem internet, mas ela ainda não usou. Comprou faz dois meses. O brinquedo que o Gabriel mais gosta é o tablet. Mais que o videogame até. Problema é que está quebrado e é caro arrumar.

Crédito: Isabella Lanave/ R.U.A.

Josiane Ferreira, 34 anos, Curitiba, PR. O que mudou com a internet? Ah, não fez muita diferença pra mim, não. Eu assisto às novelas na TV, vejo jornal e uso o celular pra comunicação, e-mail e passatempo. Se tem algum eletrônico que sinto falta, que eu queria ter? Acho que nada, né, amor?

Crédito: Isabella Lanave/ R.U.A.

Maria Aparecida, 43 anos, Curitiba, PR. Mudou bastante coisa pra mim. Principalmente a comunicação com as pessoas que estão longe, né. Vejo jornal na TV todo dia e uma novela no começo da tarde. Uso meu rádio também, para escutar CD. E o celular uso pouco, mais pra ligação mesmo. Tudo o que eu queria, eu tenho.

Escrito por Guilherme Pavarin23 October 2015 // Da coluna ‘Reduzindo Desigualdades’

http://motherboard.vice.com/pt_br/read/por-dentro-da-inclusao-digital-do-brasil/

Programador transforma iPhone em balança de alimentos

São Paulo – Uma das principais novidades dos iPhones 6 e 6 Plus é a tecnologia chamada 3D Touch, que permite que a tela detecte diferentes níveis de pressão de toque. Um programador fez um hack utilizando esse recurso e transformou o aparelho da Apple em uma balança de alimentos.

Simon Gladman teve algum trabalho, já que a técnica usada para realizar esse truque não é trivial. Primeiro, ele fez o processo chamado jailbreak, que tira boa parte das proteções de software usadas pela fabricante, para que fosse possível hackear o iPhone.

iPhone 6s usado como balança

No vídeo de divulgação, Gladman mostra que pôde pesar três ameixas ao colocá-las sobre a tela do aparelho.

Como o truque requer um conhecimento de nível avançado, um aplicativo oficial de Gladman para transformar o iPhone em uma balança não deve ser lançado na App Store.

Quem tiver conhecimento em desenvolvimento de aplicativos para iOS e se interessar na técnica usada pelo programador pode conferir o código compartilhado no GitHub.

Os novos iPhones ainda não chegaram ao mercado brasileiro. De acordo com a MacMagazine, os aparelhos custarão a partir de 4.000 reais e serão lançados em novembro deste ano no país. Confira o vídeo em que Gladman demonstra como o iPhone pode ser usado para medir o peso de objetos e alimentos

Lucas Agrela, de EXAME.com – tecnologia – 26/10/2015

http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/programador-transforma-iphone-em-balanca-de-alimentos

Google divulga que mobile já ultrapassou desktop em buscas

A Alphabet, companhia guarda-chuva do Google, divulgou na quinta-feira (22) seus ganhos no último trimestre.

Sundar Puchai, CEO do Google, afirmou que seis serviços da companhia já possuem mais de um bilhão de usuários, são eles: Google Search, Android, Google Play, Google Maps, Chrome e YouTube.

Destaque para a atuação do Google em dispositivos móveis. O sistema operacional da gigante cresceu de 1 bilhão de usuários para 1,4 bilhões no último bimestre. Pichai também declarou que as buscas no mobile já ultrapassaram o desktop.

O Google Fotos, lançado durante a conferência I / O, tem agora mais de 100 milhões de usuários e mais de 50 bilhões de fotos enviadas até o momento.

Com relação ao chromecast, a empresa vendeu 20 milhões de dispositivos.

A empresa declarou que vai expor nos próximos meses relatórios mais completos sobre os lucros, a rentabilidade e as despesas de capital do Google.

Redação Adnews – 23 de outubro de 2015

http://www.adnews.com.br/tecnologia/google-divulga-que-mobile-ja-ultrapassou-desktop-em-buscas

Publicidade Mobile: Quais tendências para os próximos anos?

Nos últimos anos vimos surgir milhares de tecnologias e empresas com grandes ideias que podem revolucionar o mercado. O mobile ultrapassou todos os marketers incluindo Facebook e neste ano de 2015, tornou-se o canal mais importante para os profissionais de marketing. Porém, seu inventário para publicidade ainda é pequeno em comparação com seu crescimento, mas os anunciantes já se mostraram atentos a essa tendência e dispostos a apostar cada vez mais em publicidade mobile. Afinal, é nesse dispositivo que os consumidores passam a maior parte do tempo conectados.

Segundo dados do eMarketer, empresa especializada em pesquisas envolvendo o mercado digital, os investimentos em publicidade móvel estão em expansão e a participação do Brasil deverá subir de 40% do total para 46% até 2018. Apesar do crescimento do segmento, ainda há muitas oportunidades, melhorias e vantagens ligadas à propaganda em dispositivos móveis que precisam ser difundidas entre os anunciantes e agências.

Além disso, sabemos que houve um crescimento no setor de e-commerce, mas para os próximos anos a tendência está na forma como os consumidores irão acessar a internet para realizar suas compras e muito mais. Atualmente, os gastos mundiais dos consumidores por meio do mobile correspondem a cerca de 8% de todas as transações efetuadas pelo comércio eletrônico e esse número tende a aumentar.

Acredito que o futuro do e-commerce no Brasil está muito focado nas classes C e D que estão utilizando cada vez mas a internet e com acesso ao celular. Portanto é importante que as marcas saibam criar novas formas de comunicação e invistam em formatos inovadores, desenvolvendo a visibilidade da marca por meio de  mobile targeting e outros meios de segmentação. Algumas tecnologias já permitem a compra de mídia em sites e aplicativos mobile para atender o seu público alvo e ter um retorno sobre o investimento (ROI).

Para finalizar, a projeção de especialistas é de que até 2017, o total investido em publicidade em smartphones e tablets seja equivalente ao dobro do total investido em campanhas para desktop. Por isso, para ter ótimos resultados é preciso estudar o mercado, ter bons conhecimentos sobre o mundo digital e o mais importante, ter expertise para avaliar qual a melhor ação deverá ser tomada com base no perfil do público que se quer atingir.

Artigo de Jérôme Amoudruz, Diretor Geral do Grupo Kwanko no Brasil  20 de outubro de 2015

http://www.adnews.com.br/artigos/publicidade-mobile-quais-tendencias-para-os-proximos-anos