Carta de Mark Zukerberg para o Mundo

Mark Zukerberg emite carta global em que declara que a maior rede social do mundo vai se engajar em temas como Comunidade Solidária, Comunidade Segura, Comunidade Informada, Comunidade Engajada e Comunidade Inclusiva

16 de fevereiro de 2017 – 20h38

Resumo da carta:
O Facebook não é apenas uma empresa de tecnologia ou mídia, mas uma comunidade formada por pessoas. Nos últimos 13 anos, estivemos concentramos em conectar pessoas, principalmente familiares e amigos, e fizemos um bom progresso.

Hoje, em carta apresentada para a comunidade pelo Mark, o Facebook se compromete a construir uma infraestrutura social a longo prazo para criar uma comunidade global, para que possamos ter o máximo de impacto positivo no mundo.

Estamos muito comprometidos em melhorar nossas ferramentas para dar às pessoas o poder de compartilhar e usar a tecnologia para mitigar o mal e ampliar o bem.

As cinco áreas centrais para o Facebook são:

  • Comunidades solidárias
  • Comunidade segura
  • Comunidade informada
  • Comunidade civicamente engajada
  • Comunidade inclusiva

Destaques das cinco áreas (aspas do Mark)

  • Comunidades Solidárias (exemplo de produto: Grupos)
    • “As comunidades online são positivas e podemos fortalecer as comunidades existentes no mundo offline ao ajudar as pessoas a se reunírem tanto no ambiente online como offline. Da mesma forma que se conectar com amigos online fortalece as relações reais, desenvolver essa infraestrutura fortalecerá essas comunidades, assim como permitirá a formação de novas comunidades.”
    • “Recentemente, identificamos que mais de 100 milhões de pessoas no Facebook são membros de grupos que elas consideram ´muito significativos´.”
    • “Se nós formos capazes de melhorar nossas sugestões (de grupos) e ajudar a conectar 1 bilhão de pessoas a comunidades significativas, isso pode fortalecer nossa estrutura social.”
  • Comunidade Segura (exemplo de produtos: Safety Check e Community Help)
    • “Nossa comunidade está em uma posição única para ajudar a prevenir danos, dar suporte durante uma situação de crise ou permitir que as pessoas se reúnam na reconstrução. Isso acontece pela quantidade de comunicação na nossa rede, nossa habilidade de rapidamente alcançar as pessoas em todo o mundo durante uma emergência e da vasta bondade intrínseca na nossa comunidade.”
    • “Olhando para o futuro, uma das nossas grandes oportunidades para manter as pessoas seguras é construindo Inteligência Artificial para entender melhor e mais rapidamente o que está acontecendo na nossa comunidade.”
  • Comunidade Informada
    • “É nossa responsabilidade ampliar os bons efeitos e minimizar os ruins — para seguir ampliando a diversidade enquanto fortalecemos nosso entendimento comum, para que nossa comunidade possa criar o maior impacto positivo no mundo.”
    • “Estudos sugerem que as melhores soluções para melhorar o diálogo podem vir de conhecer uns aos outros como um indivíduo completo, e não somente como opiniões — algo que nossa comunidade está em posição única para fazer.”
    • “Uma imprensa forte também é essencial para construir uma comunidade informada.”
    • “Temos que fazer mais para apoiar a indústria de mídia, para garantir que essa vital função social seja sustentável — desde apoiar a produção de notícias locais até desenvolver formatos que funcionem melhor em dispositivos móveis e melhorar os tipos de modelos de negócios com os quais as organizações de mídia trabalham.”
  • Comunidade Civicamente Engajada (produtos: ferramentas para registrar que você foi às urnas, Eventos/Grupos para se organizar)
    • “O ponto inicial para engajamento cívico no processo político atual é apoiar o voto em todo o mundo.”
    • “Além do voto, a melhor oportunidade é ajudar as pessoas a se manterem engajadas em temas que interessem a elas todos os dias, não somente de anos em anos quando elas vão às urnas.”
  • Comunidade Inclusiva
    • Como uma comunidade global de pessoas, “nós precisamos de Padrões da Comunidade que reflitam nossos valores coletivos para o que deve ou não ser permitido.”
    • “As premissas são que os Padrões da Comunidade devem refletir as normas culturais da nossa comunidade, e cada pessoa deve ver o mínimo de conteúdo questionável possível.”
    • Esforços a longo prazo: “É importante notar que são necessários grandes avanços na Inteligência Artificial para o entendimento de textos, fotos e vídeos para poder julgar se os conteúdos contêm discurso de ódio e violência ou conteúdo sexual explícito, entre outros. No nosso ritmo atual de desenvolvimento, esperamos começar a lidar com alguns desses casos em 2017, mas outros não serão possíveis por muitos anos.”

Carta na íntegra, em inglês: https://www.facebook.com/notes/mark-zuckerberg/building-global-community/10103508221158471

http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2017/02/16/carta-de-mark-zukerberg-para-o-mundo.html

Novo trabalho da 65/10 evidencia as Mulheres (In)visíveis

 

19 de Janeiro de 2017 

65/10

Pelos dados do IBGE é fácil fazer um retrato da mulher brasileira: negra de cabelos crespos e acima do peso. Para confirmar que é muito incomum ver uma mulher como esta na publicidade, a consultoria 65/10 promoveu, em conjunto com o Grupo ABC, a pesquisa Mulheres (In)visíveis que analisou posts das 10 marcas brasileiras mais curtidas do Facebook. O resultado, infelizmente, não foi surpreendente.

Mulheres em geral são menos vistas como protagonistas de publicidade do que homens. Mulheres negras, crespas, lésbicas, trans e gordas aparecem menos ainda, segundo o estudo que você pode ver no site http://mulheresinvisiveis.com/. O que existe é um reforço do estereótipo da beleza idealizada em corpos brancos, magros, cisgênero, de cabelos lisos e hipersexualizados. Não é à toa que 65% das mulheres brasileiras dizem não se identificar com a forma que são retratadas na publicidade.

Mulheres gordas

Brasil: 48% das brasileiras acima do peso.

Publicidade: menos de 3% das mulheres retratadas são gordas.


Fluvia Lacerda, Capa da Playboy de verão, em foto de seu Instagram

Mulheres negras

Brasil: 53% dos brasileiros são negros.

Publicidade: apenas 26% das mulheres retratadas são negras.


Karol Conka em anúncio da Avon

A orientação sexual e a identidade de gênero também passaram esquecidos pelos mais de 100 posts pesquisados para o Mulheres (In)visíveis e aqui o problema vai para além da imagem, afinal não é possível definir uma pessoa LGBT pelo que vemos e sim por declaração. Conclusão: apenas uma marca explorou o tema ao retratar um casal de mulheres lésbicas.

Não retratar mulheres como elas realmente são gera um problema de negócios para os anunciantes que não conseguem se conectar com seu público e também é uma forma de violência, pois exclui todas essas mulheres do retrato social que é a mídia de massa. “Quando não as enxergamos, não enxergamos seus problemas e assim deixamos de pensar em soluções e melhorias para todas essas pessoas”, complementa Maria Guimarães, uma das fundadoras da 65/10.

“O projeto Mulheres (In)visíveis deve crescer em 2017 para que juntos possamos pensar mais sobre o casting, sobre representatividade, sobre como escolher modelos e fotos de bancos de imagens.” revela Thaís Fabris, a outra sócia da 65|10. “E, assim, poderemos começar a responder uma pergunta que vai permear o próximo ano: como colocar essa conversa em prática?”

“A tensão social existe. O tema tem sido pauta de muitos artigos, muitas publicitárias brasileiras têm levantado o assunto aqui e fora do Brasil e vemos como a temática é viva nas redes sociais. Esse estudo mostra, contudo, que ainda há muito o que fazer. Essa é a nossa contribuição prática ao tema, apoiando esse trabalho da 65|10”, finaliza Bob Wollheim, head of digital do Grupo ABC

http://adnews.com.br/publicidade/novo-trabalho-da-6510-evidencia-mulheres-visiveis.html

Adobe apresenta comando de voz para edição de imagens

 

13 de Janeiro de 2017  

Adobe Summit

A CES 2017 apresentou tantas coisas interessantes, que mesmo dias após o término da maior feira de tecnologia do mundo, ainda há espaço para falar sobre projetos originais e inovadores. Destaque para o crescimento dos devices e produtos que agora passam a ser comandados por voz.

Se você é designer já pode ter pensado algum dia: e quando essa tecnologia chegar ao universo da edição de imagens? Saiba que foi exatamente o que a Adobe mostrou no evento, em Las Vegas. Por hora, é apenas um projeto para facilitar a vida de quem usa os aplicativos da empresa. O vídeo abaixo traz uma ideia do que esse recurso pode fazer.

A expectativa, por enquanto, é que a tecnologia ajude os profissionais apenas nas tarefas mais básicas, poupando um pouco de tempo e esforço manual dos designers. Já os trabalhos mais complexos vão continuar dependendo do feeling manual do editor e outras opções da ferramenta de edição.

Ainda assim, a ideia parece superinteressante e abre mais um leque de possibilidade para os recursos de comando de voz no futuro. Confira o filme demonstrativo:

Desafios e oportunidades dos BOTS no mercado brasileiro

23 de Janeiro de 2017 

bots

Para quem ainda não está familiarizado com o termo, os BOTS ou Chatbots são “robôs” que utilizam a inteligência cognitiva para conversar com os usuários. O sistema ficou ainda mais popular após o Facebook anunciar o seu próprio assistente virtual no ano passado. O movimento já é refletido nas ações de agências e marcas, que se preparam para utilizar as ferramentas e melhorar sua prestação de serviço e relacionamento com os consumidores.

No ano de 2016, por exemplo, a Outra Coisa, empresa de experiências e soluções digitais do Grupo Artplan, somou forças com a agência Artplan para desenvolver uma unidade de negócios especializada em BOTs, a Heartframe BOTs. A união das expertises tem como objetivo construir uma comunicação mais agradável e pessoal, aproximando as marcas de seus clientes.

Confira abaixo um papo com Fernando Tche, cofundador da Outra Coisa, sobre o uso dos BOTS e o amadurecimento do mercado brasileiro no assunto:

As marcas já estão familiarizadas com a linguagem e os recursos de BOTs?

Estamos no início de uma longa jornada. Marcas mais inovadoras já estão usando os BOTs nos aplicativos de conversa, como o Messenger e Telegram, mas ainda há muito espaço para crescimento.

Quais são as principais possibilidades e funcionalidades dessa nova ferramenta?

O crescimento no Brasil está se dando muito no atendimento a clientes e na distribuição de conteúdo, como ação de marketing. Mas o que nos deixa mais empolgados é a possibilidade de criar um relacionamento com um cliente ao prestar um serviço relevante e, depois de criada a intimidade, oferecer o produto que atende exatamente a necessidade dele. A gente vê os BOTs como grandes impulsionadores do e-commerce nos próximos anos.

Quais são os casos mais interessantes que você já viu na prática?

Gosto do caso da Domino’s, na Inglaterra, que criou um BOT chamado DOM. No perfil do DOM basta você se cadastrar e colocar sua pizza predileta. Depois que o DOM vira seu amigo no Facebook Messenger, basta você mandar a palavra “pizza”, que ele te responde mais ou menos assim : “Oi Fernando, posso enviar aquela Calabresa para sua casa?”. Você responde “sim” e a pizza vem. Ou seja, estamos a uma palavra de uma venda, sem precisar baixar um aplicativo ou entrar em um site. É muito conveniente.

Quando há abertura do check-in do seu voo na KLM, o BOT lhe envia uma mensagem para saber se você quer que ele te envie o bilhete e pronto.

Outros dois casos que a gente gosta são dois projetos de autoria da Outra Coisa. O primeiro nós fizemos para a Coca-Cola no Natal, onde você podia criar uma garrafa customizada homenageando uma pessoa importante. Em algumas regiões você podia, inclusive, encomendar a garrafa física e entregar na casa da pessoa querida. Este BOT foi criado na página oficial da Coca-Cola Brasil. É o primeiro BOT da Coca-Cola. E também tem o BOT que criamos para o G1, no Telegram, onde jovens podem usar um robô para estudarem para o Enem. Neste caso, o BOT é uma ferramenta de mobile learning.

Os BOTs já estão sendo bastante utilizados pelo público ou muita gente ainda não conhece?

A grande maioria das pessoas ainda não conhece.

Qual é o seu potencial em termos de engajamento com o consumidor?

Existe uma realidade (que não é mais tendência) que é o design conversacional. As pessoas ficam mais engajadas quando elas conversam ou interagem com algo do que quando elas entram nos tradicionais portais. O ser humano, cada vez mais carente, quer interação, quer sentir que aquilo é feito pra ele. Os BOTs representam esta lógica e isto os deixa mais poderosos.

Como funciona essa área especializada nos BOTs dentro da Artplan (e Outra Coisa)?

A gente usa a expertise em tecnologia e user experience da Outra Coisa com a redação publicitária, que dá vida e personalidade aos BOTs, da Artplan.

Quer acrescentar alguma observação?

Pra você ter uma noção de como isto vai crescer, neste exato momento estamos fazendo o BOT do cantor Roberto Carlos no Facebook Messenger, que possui uma fã clube com uma faixa etária bem mais alta do que se imagina para algo tão novo

http://adnews.com.br/tecnologia/desafios-e-oportunidades-dos-bots-no-mercado-brasileiro.html

Geração Z traz novos desafios aos anunciantes

03 de Fevereiro de 2017

Geração Y

Algumas atitudes são associadas às gerações X, Y e Z, mas é importante conhecer os mitos e as verdades em relação ao comportamento de cada uma delas. O objetivo da Kantar Millward Brown ao lançar o AdReaction 2016 é poder contribuir para que os anunciantes brasileiros entendam como esses consumidores reagem à publicidade para que possam criar uma comunicação mais eficiente.

“Em um cenário econômico desafiador é fundamental que as empresas e agências conheçam e entendam como as diferentes gerações reagem à publicidade e, assim, possam desenvolver estratégias que atinjam seus objetivos. Os dados do estudo indicam oportunidades valiosas aos anunciantes, os quais precisarão ser cada vez mais criativos nos formatos e conteúdos para engajar principalmente a Geração Z, que traz novos desafios ao mercado ao exigir maior participação e controle, além de mais transparência das marcas que consomem”, diz Valkiria Garré, CEO da Kantar Millward Brown.

De acordo com o  AdReaction 2016, todas as gerações apresentam alto consumo digital – Geração Z (6,1h/dia), Geração Y (5,7h/dia) e a Geração X (5,4h/dia). O consumo de mobile é significativamente mais alto entre as Gerações Z e Y (80% e 81% passam mais de 1 hora por dia no mobile). Entre os canais digitais, o Facebook é o mais utilizado por todos os públicos, sendo acessado diversas vezes ao dia. O Snapchat e o YouTube são mais usados pela Geração Z, assim como o Instagram, que também é bastante utilizado pela Y.

No entanto é importante destacar que o brasileiro ainda apresenta um alto consumo de TV (não online), mesmo entre a Geração Z comparado ao resto do mundo (51% Global vs 63% Brasil). Assim mesmo, a geração mais velha (X) ainda continua tendo um forte relacionamento com os meios tradicionais, bem como algumas mídias em específico tem forte apelo entre todos os grupos, como Outdoor, ou Rádio (para Y e X), enquanto que Revistas e Jornais (não online) apresentam consumo maior entre a Geração X.

Ainda que passem mais tempo consumindo mídia online no País, 72% da Geração Z afirma pular publicidade em vídeo online, índice superior se comparado à Y (67%) e X (54%). De acordo com o estudo, música, humor e celebridades (incluindo influenciadores digitais), tornam a Geração Z mais receptiva a anúncios. Eles também são atraídos por peças que lhes permitam decidir o que vai acontecer (36% vs. 25% da Geração Y), escolher a alternativa preferida dentre as várias opções (35% vs. 29%) ou ajudar a tomar decisões (34% vs. 25%). O formato de peça que mais atrai as três gerações é a recompensa em aplicativo móvel, enquanto que qualquer tipo de publicidade que tire o controle do consumidor brasileiro não é bem aceita.

De acordo com o AdReaction 2016, todas as gerações demonstram interesse em obter informações relevantes sobre suas marcas preferidas. Nesse cenário, a maioria dos consumidores é mais favorável ao branded content que a anúncios em geral. Tutoriais, avaliação de usuários e feed das marcas nas redes sociais são conteúdos que geram mais engajamento.

Outros insights do estudo para o mercado brasileiro incluem:

– Horários influenciam a receptividade: a janela de oportunidade para falar com todas as gerações começa no final do dia e segue até o início da madrugada quando estão em casa. Por ter mais tempo e estar mais conectada durante todo o dia, a Geração Z está mais receptiva à propaganda no período da manhã e tarde, se comparada às demais.

A receptividade é temperamental: O momento em que são impactados pela publicidade influencia diretamente na forma como todas as gerações reagem à publicidade e a Geração Z é a que demonstra estar mais aberta a interagir com anúncios em diferentes circunstâncias, mas quando estão relaxados é onde existe maior oportunidade.

Impacte nos primeiros segundos: No Digital invista em anúncios de curta duração. O estudo aponta que a Geração Z está mais receptiva a anúncios com até 10 segundos, enquanto que as X e Y a propagandas de 11 e 20 segundos de duração.

Ad Blockers: todas as gerações tentam evitar anúncios digitais de várias formas, mas no Brasil ainda se usa poucos recursos tecnológicos para bloquear anúncios (adblockers). A maioria usa o skip, porém, os dados indicam que a grande maioria dos consumidores está pouco preocupada em se livrar da publicidade. Dispositivos lentos são o principal fator para a instalação de ad blockers.

Sobre o estudo AdReaction

A Kantar Millward Brown pesquisou mais de 23 mil consumidores com idades entre 16-49 anos em 39 países. Também foi conduzida uma pesquisa qualitativa com a Geração Z nos EUA, na Alemanha e na China, e 31 comerciais de TV foram testados para TV e plataformas digitais em 10 países. O estudo AdReaction explora a receptividade que as três gerações têm em relação à publicidade, a fim de analisar e entender quando e onde cada grupo tem maior probabilidade de reagir de forma positiva a ela. Ele também fornece aos anunciantes em todo o mundo uma orientação prática sobre quais abordagens criativas funcionam melhor para cada uma delas.

O estudo AdReaction é realizado desde 2001 e fornece insights sobre a percepção que os consumidores têm em relação a publicidade, especialmente em formatos digitais.

http://adnews.com.br/publicidade/geracao-z-traz-novos-desafios-aos-anunciantes.html