Cerca de 70% das pessoas substituirão ida às lojas por assistentes de voz

Cada vez mais, os consumidores preferem interagir com assistentes de voz e chatbots do que com humanos, principalmente quando pesquisam produtos ou respondem a perguntas de atendimento ao cliente após fazer uma compra. Cerca de 70% das pessoas usarão gradualmente assistentes de voz para substituir visitas a uma loja ou banco nos próximos três anos, segundo uma pesquisa do Capgemini Research Institute.

A satisfação do consumidor com os assistentes de voz também aumentou nos últimos dois anos. A porcentagem de pessoas que disseram que estavam satisfeitas com um assistente de voz como Alexa ou Siri em seus smartphones aumentou para 72% este ano, ante 61% em 2017.

A satisfação com um alto-falante inteligente com voz como o Google Home ou Amazon Echo subiu para 64% este ano, ante 46% em 2017. Para telas inteligentes ativadas por voz como o Amazon Echo Show, a satisfação do consumidor saltou para 57% este ano, de 44% em 2017.

A porcentagem de pessoas que usaram assistentes de voz para comprar produtos aumentou para 53% este ano, ante 35% em 2017, enquanto os pagamentos virtuais aumentaram 20 pontos percentuais no mesmo período. As interações com o atendimento ao cliente após a compra aumentaram passaram de 37% para 52%, de acordo com a pesquisa.

Os chatbots e assistentes de voz foram ridicularizados por fornecer funcionalidade limitada e conversas frustrantes para os consumidores. A pesquisa da Capgemini indica que os assistentes de voz percorreram um longo caminho nos últimos anos para melhorar a satisfação do cliente e estão a caminho de economizar dinheiro para as empresas, automatizando uma gama mais ampla de serviços agora tratados por humanos.

Mais de três quartos das empresas (76%) obtiveram benefícios palpáveis com o uso de assistentes de voz ou bate-papo, enquanto 58% disseram que os benefícios haviam atendido ou excedido suas expectativas, de acordo com a pesquisa da Capgemini.

Algumas empresas conseguiram reduzir seus custos de atendimento ao cliente em mais de 20%, à medida que os consumidores se voltaram para os assistentes de voz em vez de humanos, mas esse benefício não se traduziu em adoção mais ampla entre as empresas.

Menos de 50% das 100 principais empresas do setor automotivo, de bens de consumo e varejo e os setores bancário e de seguros têm assistentes de voz ou chatbots, segundo a pesquisa da Capgemini.

Outro estudo constatou que os chatbots e a inteligência artificial (IA) são usados ​​atualmente por uma pequena fração dos varejistas, mas 76% dos comerciantes planejam lançar a tecnologia ou consideram uma implementação para os próximos dois anos.

O custo do desenvolvimento da tecnologia continua sendo um impedimento, sugerindo que as empresas de tecnologia precisam desenvolver soluções que tornem o desenvolvimento do chatbot e da IA ​​mais acessível.

A Capgemini recomenda que as empresas encontrem o equilíbrio entre interações humanas e robóticas. À medida que os consumidores passam a confiar na tecnologia, eles podem estar mais dispostos a ampliar seu envolvimento com assistentes de voz e chatbots.

Mais de dois terços (68%) dos consumidores disseram o uso do assistente de voz permite a realização de múltiplas tarefas e sem usar as mãos, enquanto 59% disseram que a personalização dos assistentes de bate-papo melhorou.

A Capgemini também recomenda que as empresas equipem os assistentes de voz com recursos adicionais, como imagens e vídeos, que possam ser vistos em dispositivos móveis ou monitores inteligentes, já que quase dois terços dos consumidores disseram que a experiência de voz seria melhorada com a adição de imagens, vídeos ou mais informação textual.

Com informações do site Retail Dive – Por Imprensa Mercado & Consumo – 

Cerca de 70% das pessoas substituirão ida às lojas por assistentes de voz

Celulares mais simples têm alta nas vendas

Nos meses de abril, maio e junho de 2019, as vendas de celulares registraram um movimento diferente. Nos três meses analisados, foram vendidos 852 mil unidades de feature phones, os celulares mais simples do mercado. Isso representa uma alta de 34% em relação ao mesmo período de 2018.

Este tipo de movimentação não acontecia desde 2016, quando a crise econômica fez o brasileiro preferir modelos mais baratos, provocando um salto de 48% na venda destes aparelhos.

O mercado de smartphones também registrou uma surpreendente alta de 6,2%, com 12,1 milhões de unidades vendidas, superando as previsões que indicavam queda de 6%.  Os dados fazem parte do estudo IDC Brazil Mobile Phone Tracker, realizado pela IDC Brasil.

Renato Meireles, analista de Mobile Phones & Devices da IDC Brasil, acredita que os resultados foram causados pelo lançamento de um novo sistema operacional para a categoria, o KaiOS.

Ele tornou os feature phones mais inteligentes e passou a atender o consumidor que prefere modelos mais simples e fáceis de usar, mas que também quer usar os aplicativos que já fazem parte da rotina do brasileiro.

Com as inovações, o preço do celular aumentou 4% e passou a custar, em média, R$ 132. A receita também cresceu e, no segundo trimestre de 2019, foi de R$ 112, 7 milhões, 39,3% a mais do que no mesmo período do ano passado.

As opções de smartphones também foram renovadas e entraram produtos de outros fabricantes no mercado brasileiro. Para Meireles, “o consumidor encontrou aparelhos com recursos novos, especificações bem diferenciadas e atributos muito esperados nos últimos meses”. O preço médio ficou em torno de R$ 1.252, o que resultou em um faturamento de R$ 15,1 bilhão, 15,6% a mais do que o segundo trimestre de 2018.

Para o terceiro trimestre deste ano, a previsão da IDC Brasil para o mercado de feature phones é de alta de 31,4%. Os smartphones deverão sofrer queda de 1% em suas vendas, devido ao alto estoque nos canais.  Meireles afirmou que as fabricantes deverão ofertar smartphones com preços mais baixos, já que no segundo trimestre o preço médio subiu 8,9%  e o varejo deve fazer promoções para estimular o consumo e baixar os estoques.

As projeções da empresa para o ano passaram de um crescimento de apenas 0,4% para 26,1% nas vendas de feature phones. No total, 3,2 milhões de celulares deverão ser vendidos. Já o mercado de smartphones deve fechar o ano com vendas de 45 milhões de aparelhos, queda de 1,3%, pouco melhor do que o saldo negativo de 2,4% inicialmente projetado.

As 10 cidades mais conectadas do Brasil

Campinas bate São Paulo e é a cidade mais conectado do Brasil, segundo estudo

ProXXIma – 24 de setembro de 2019 
O local, que conta com mais de um milhão de habitantes, figura o primeiro lugar no ranking Connected Smart Cities 2019.

No ranking anterior, do ano passado, a cidade figurava em quinto lugar.

O local se destacou em quatro categorias: economia, tecnologia e inovação (primeiro lugar), empreendedorismo (segundo), governança (terceiro) e mobilidade (quarto).

Em segundo e terceiro lugar, levaram São Paulo e Curitiba. O ranking, desenvolvido pela Urban Systems e Sator, também avaliou o urbanismo, meio ambiente, saúde, segurança, educação e energia.

A líder do ranking concentra 5 parques tecnológicos e 5 incubadoras de startups. Ela apresentou um crescimento de 4,9 por cento no número de empresas de tecnologia e 21,9 depósitos de patentes a cada 100 mil habitantes. Confira a lista completa das cidades presentes no ranking.

A ascensão das “cidades médias”

O ranking é um reflexo de um movimento que vem acontecendo há algum tempo no Brasil. As capitais do Sudeste estão deixando de ser os únicos polos de tecnologia e inovação e as cidades do interior estão conquistando cada vez mais espaço.

Em São Paulo, são exemplos Ribeirão Preto, que está se tornando um celeiro de startups, e Presidente Prudente, em que a Prefeitura desenvolveu um local físico para integrar startups, empreendedores e pesquisadores. Já São José dos Campos foi considerada a cidade mais inovadora do país.

Há também uma descentralização em relação aos polos de tecnologia e inovação, que durante muito tempo orbitaram em torno de São Paulo. No Sul, Curitiba é considerada a quarta melhor cidade do país para empreender.

A cidade tem tido um papel de destaque no ranking CSC há algum tempo: ficou em primeiro lugar no ano passado e continua no TOP 3.

Quem também está acompanhando de perto o sucesso de Curitiba é Florianópolis. O setor tecnológico da cidade registrou 6,7 bilhões de reais de faturamento em 2018.

O ecossistema do local dobrou nos últimos quatro anos, de acordo com Daniel Leipnitz, presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE).

https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2019/09/24/as-10-cidades-mais-conectadas-do-brasil.html

Single’s Day: conheça os fatores de sucesso

 

Você provavelmente já conhece o Dia do Solteiro, ou Single’s Day, festival criado pelo Alibaba em 2009 e que se transformou no maior evento de consumo do mundo, mas talvez o que você não saiba são os motivos pelos quais ele se tornou esse fenômeno de sucesso.Em plena Semana do Brasil, muitos dos nossos clientes (varejistas e indústria) começaram seu planejamento para a Black Friday desse ano e foi exatamente essa a minha inspiração para escrever esse artigo, pois o Single’s Day pode e deve ser fonte de inspiração nesse processo.

VAMOS AOS NÚMEROS
Alcançando a marca de USD 30,8 bilhões em vendas em 2018, o evento que acontece em um único dia se tornou duas vezes maior que a combinação da Black Friday e da Cyber Monday nos Estados Unidos, que por sua vez alcançaram em 2018 a marca de USD 14,10 bilhões. Mais impressionante ainda é comparar esse desempenho com os números brasileiros. Em 24h de evento o Alibaba sozinho faturou duas vezes mais que todo o e-commerce brasileiro fatura em um ano, algo como USD 13 bilhões.

Chama a atenção também o volume de compras realizadas através de smartphones: inacreditáveis 91,2% de tudo o que foi vendido. Não é por acaso, o leapfrog tecnológico que acontece na China fez com que ela se tornasse uma sociedade Mobile Only (e não Mobile First como é no Ocidente), a única forma que a ampla maioria dos chineses tem para acessar a internet é o smartphone, não há notebooks, tablets ou desktops.

Como as empresas sabem muito bem do reinado absoluto dos celulares e da irrelevância dos demais meios, a experiência de compra passa a ser integralmente pensada e otimizada para o celular, tornando-a assim muito superior à experiencia em um desktop, gerando um círculo virtuoso – todos usam o celular, ele é a única forma de comunicação e entrega a melhor experiência – não há motivos para não comprar através dele.

FATORES DE SUCESSO

DATA: o Alibaba precisava de uma data que não impactasse a performance de outros picos de venda já estabelecidos, bem como gostaria que o evento acontecesse em um período em que o consumidor chinês tivesse seu poder de consumo restaurado. O Single’s Day acontece bem no intervalo dos dois principais picos de venda do varejo chinês, o período Pré-Golden Week (o feriado de uma semana do Dia Nacional da China onde todos os chineses podem voltar para suas cidades natal – e claro que levam muitos presentes) e o feriado do Ano Novo Chinês, que acontece na virada de janeiro para fevereiro.

COMEMORAÇÃO: muito mais que um dia de vendas e descontos, o Single’s Day é uma grande comemoração. Toda a China é tomada por um clima de excitação e de comemoração, muito além das promoções, o festival traz para o consumidor chinês uma série de eventos que ele espera o ano todo para ver e experimentar. É durante esse período que o Alibaba e as grandes marcas trazem para a China grandes shows com os maiores artistas internacionais, eventos esportivos com os principais atletas do mundo, inúmeros eventos de ativação das marcas.

Sabe aquela excitação de assistir ao vivo um show que você sempre sonhou? Pois bem, é no Single’s Day que isso acontece na China.

ENGAJAMENTO: Alibaba e as maiores marcas do mundo sabem como ninguém engajar os consumidores e mantê-los dessa forma durante todo o festival. Valendo-se das infinitas oportunidades que o mobile oferece, as marcas inventam e reinventam formas de ativar o consumidor. Como, por exemplo, boa parte dos descontos ou acesso a itens exclusivos só podem ser usufruídos pelos consumidores se eles se engajarem de alguma forma, seja chacoalhando o celular em um momento exato do evento ou através da dinâmica See Now/Buy Now onde o consumidor compra na hora as peças da coleção que estão sendo exibidas ao vivo na passarela, tudo isso enquanto conversa ao vivo com os designers das roupas, participam através de pesquisas online e interagem com os KOL (Key Opinion Leaders – como os influenciadores são chamados na China).

Exemplo de ativação: enquanto os shows acontecem ao vivo os consumidores devem jogar um game acompanhando a música e, caso consigam uma pontuação mínima, passam a ter acessos aos descontos.

PROMOÇÕES E ATIVAÇÕES
Claro que há descontos e promoções. De acordo com o VENNData Double 11, em categorias chave o desconto médio chegou a ser 30%.

Mas não são apenas descontos que são oferecidos, as marcas passaram a explorar a venda de itens exclusivos ou combos promocionais que só podem ser adquiridos nesse dia. Não preciso nem dizer que esses itens exclusivos e com tiragem limitada são vendidos com preço premium e que acabam em poucos minutos ou horas.

Air Jordan 4 da Nike, produzidos e vendidos exclusivamente para o Single’s Day.

As marcas usam também o dia como uma das suas principais plataformas de ativação da sua estratégia de marketing e comercial, como a Nike, que oferece seus descontos e acesso a itens exclusivos apenas para os membros do seu programa de fidelidade Nike+.

Aqui estão outros cinco exemplos interessantes de como as marcas estão usando o Dia do Solteiro para entregar suas estratégias: https://www.referralcandy.com/blog/global-brands-singles-day/