Cliente poderá fazer pedido dentro do restaurante com solução do iFood

Cliente poderá fazer pedido dentro do restaurante com solução do iFood

O iFood desenvolveu uma tecnologia para auxiliar esses estabelecimentos a oferecer mais segurança no salão. Com o “Na Mesa”, o app passa a permitir que usuários do iFood utilizem o celular para consultar o cardápio, customizar pedidos, efetuar pagamentos e acompanhar o status de preparo – minimizando assim a necessidade de contato físico. A solução será isenta de taxas até final de 2020.

A ideia foi motivada devido às restrições como higienização reforçada, medição da temperatura de funcionários e distanciamento entre os consumidores, que são fundamentais para a reabertura de bares e restaurantes, em cidades como São Paulo.

No local ou para viagem

A tecnologia de autosserviço funciona tanto para quem quer consumir no local quanto para quem prefere levar a comida para viagem. O recurso funcionará por meio de um QR Code que estará no balcão ou na mesa do restaurante e que deverá ser escaneado utilizando o próprio app. Dessa forma, o cliente escolhe o prato direto no cardápio digital.

O “Na Mesa” passa a ser implantado a partir da segunda semana de julho em todo Brasil. A expectativa é que, até setembro, 50 mil restaurantes já tenham aderido à tecnologia.

Com informações do Pequenas Empresas Grandes Negócios.

Por Imprensa Mercado & Consumo -30 de junho de 2020 – https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/06/30/cliente-podera-fazer-pedido-dentro-do-restaurante-com-solucao-do-ifood/

Carrefour e Google lançam serviço de compras de voz na França

O Carrefour e o Google anunciaram nesta terça-feira (16) que estão lançando um serviço de compras por voz na França, como parte da ambição do varejista francês de acelerar sua expansão no comércio eletrônico de alimentos.

O serviço funciona via Google Assistant – um serviço de assistência de voz digital em smartphones e outros dispositivos – e faz parte de uma parceria estratégica entre as duas empresas iniciada em junho de 2018, informou o comunicado conjunto.

“Essa inovação, desenvolvida com o Google, acelerará ainda mais a trajetória do comércio eletrônico no Carrefour”, disse Amelie Oudea-Castera, diretora executiva de comércio eletrônico, dados e transformação digital do Carrefour.

O Carrefour está no meio de uma revisão global para aumentar as vendas e os lucros e planeja investir 2,8 bilhões de euros em comércio digital até o final do ano, diante da concorrência da Amazon.

O objetivo é aumentar as vendas de comércio eletrônico de alimentos para 4,2 bilhões de euros até 2022, ante 1,3 bilhão de euros em 2019 e 1 bilhão de euros em 2018.

O novo serviço permitirá que os usuários que associam sua conta do Google à conta do Carrefour adicionem itens a uma lista de compras dizendo palavras genéricas como manteiga ou leite ou nomes de produtos ou marcas.

O Assistant, que está conectado ao inventário de comércio eletrônico do Carrefour, converte a lista em um carrinho de produtos disponíveis no site Carrefour.fr.

Os itens específicos adicionados ao carrinho de compras pelo Google Assistant refletem as preferências do produto do usuário, enquanto oferecem a opção de excluir, modificar ou adicionar produtos.

Com informações do portal Reuters.

Como o uso intensivo do celular no período de isolamento deverá impactar o consumo no varejo físico

consumo via celular
Nesse período de quarentena um dos companheiros mais presentes no dia a dia dos brasileiros é o celular. Notícias, entretenimento, reuniões, compras, contato com amigos e familiares, a maior parte do tempo estamos nos relacionamos com o mundo por meio desse aparelho que transformou o acesso ao mundo digital e teve seu uso intensificado ainda mais com a reclusão social.

Esse intensivo de digitalização mobile deixará marcas no comportamento do consumidor que serão sentidas no período da volta ao consumo presencial. A compra em loja não será mais a mesma.

Faz um bom tempo que acompanhamos nas nossas pesquisas a influência do celular nas tendências de comportamento de compra em pontos de venda físicos. Vemos seu papel crescer em importância nessa fase da jornada, seja para levar lista de compras, fotografar, conferir ofertas e preços, comparar com o disponível na loja, angariar descontos, checar informações de produto que muitas vezes não estão disponíveis no ponto de venda, questionar vendedores – e até enviar para amigos e rede social elogios e reclamações sobre os serviços prestados.

Nesse período de isolamento social a relação umbilical com o aparelho se exacerbou ainda mais e as marcas precisam estar preparadas para lidar com novas demandas no ponto de venda na volta do consumo presencial.

O consumidor se “alfabeatzou” ainda mais nesse momento, em um treinamento intensivo de digitalização do consumo. Diariamente novos entrantes passam a consumir mais on-line, pedir delivery, experimentar e realizar com maior frequência compra on-line de categorias que antes eram esporádicas. Além disso, tem mais tempo para pesquisar on-line detalhes das demandas de compra, aprofundando conhecimento de produtos e aumentando seu repertório.

A consequência disso impactará o mundo do consumo físico, teremos consumidores:

  • Mais imediatistas: pois o celular incita o acesso imediato ao que se deseja. Na volta às compras no físico, o consumidor refletirá esse comportamento aprendido e será mais exigente em relação ao tempo, prazos e passará a exigir uma atenção mais rápida as suas demandas;
  • Mais demandantes de diversidade: como no celular há um acesso rápido a uma ampla gama de produtos e serviços, essa busca por variedade vai se refletir no mundo presencial. Deve crescer requisição de disponibilidade imediata por tamanhos, cores, sabores… aumentando a exigência sobre produtos em disponíveis no ponto de venda;
  • Mais informados: em diversas categorias mapeamos um crescente de consumidores que têm mais informação e repertório sobre marcas, produtos e serviços que os vendedores. Isso tende a se intensificar afetando a performance de vendas no ambiente físico, levando ao consumidor a se questionar a necessidade do vendedor, considerando o ponto de venda mais para verificar detalhes físicos do produto e privilegiando a compra on-line;
  • Mais questionadores: o encurtamento da relação entre marcas e consumidores se intensificou ainda mais, provocando no consumidor relações mais intensas com as marcas, seja para elogiar ou questionar. Com o forte uso das redes sociais isso reverbera de forma mais intensa nas imagens corporativas.

As marcas precisam se preparar para esse novo momento. O consumidor demandará não só aspectos de segurança e saúde na volta à compra física, como também aspectos emocionais que impactarão na sua relação de consumo. Para tanto, é importante entender como a sua categoria ou marca teve a jornada de compra impactada pelo período de isolamento.

O entendimento dos impactos na jornada permite antecipar ações de comunicação, posicionamento competitivo, treinamento de vendedores, aumentado a informação e digitalização e do ponto de venda. Também é importante mapear a necessidade de unificação do comércio on-line e físico no dia a dia da sua categoria. Para o consumidor cada vez mais é uma simbiose – e não canais separados – e a forma como a sua marca responderá as novas necessidades dos consumidores influenciará muito no engajamento com sua marca hoje e no futuro.

Grupo Muffato inaugura supermercado tecnológico em Curitiba

Grupo Mufatto
Com opção de comprar sem precisar passar pelo caixa, o Grupo Muffato inaugura, na próxima terça-feira (28), em Curitiba, sua 63ª loja da rede – a mais tecnológica delas. O supermercado, com quatro mil metros quadrados na área de compra, está instalado em Santa Felicidade. Mas, por causa da pandemia do coronavírus, não haverá cerimônia de abertura e a loja limitará a entrada de pessoas (apenas uma a cada nove metros quadrados).

De acordo com o grupo paranaense, a loja terá sistema de autocaixa (em que o cliente mesmo passa suas compras), shop & go (modalidade de compra em loja física com uso do celular, sem intermediação de caixa), delivery e click and collect (onde o cliente compra online ou pelo aplicativo da rede e recebe os produtos em casa ou retira na loja).

Além disso, o grupo passa a usar, no mesmo dia, inteligência artificial nas compras via whatsapp. Pelo aplicativo, o cliente poderá fazer os pedidos, pagamento e finalizar a compra – escolhendo por retirar na loja ou receber em casa. Tudo auxiliado por um assistente virtual (um computador que guia passo a passo a operação).

“É muito mais que um mercado. Trata-se de uma loja conceito. Temos grande orgulho em apresentar à população de Curitiba um supermercado com este grau de interação do cliente com o espaço físico e com as experiências virtuais”, diz o diretor Everton Muffato.

De acordo com o grupo, o empreendimento custou R$ 60 milhões e irá gerar 450 empregos (250 deles, diretos). O Muffato é a quinta maior rede de supermercados do país, segundo o ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A rede atua em 22 cidades do Paraná e interior de São Paulo.

O que Digitalização não é

Digitalização-em-compras
Começo meu dia (ainda na cama) conferindo Facebook, Instagram, Slack, WhatsApp, E-mails, Linkedin. Nesta ordem. Na aurora primeiro a diversão depois a obrigação, depois do café, a diversão, coitada, ficará para o final da noite. No caso dos grupos e canais, reviso as conversas com avisos de posts novos. São uns 15 a 20 canais/grupos principais. Aí levanto da cama. Cuido de mim, das questões pessoais e inicio meu dia. Percorro o mesmo caminho – deixando a diversão para os momentos de nano cansaço – durante as  11 ou 12 horas seguintes.

Estou trabalhando muito mais do que na modalidade presencial. Mas essa romaria, como diria minha mãe, é concomitante a incontáveis reuniões pela web por meio de plataformas – fácil, fácil, pelo menos 6 a 7 horas por dia já que meus colegas de trabalho, clientes e parceiros não moram comigo. No tempo restante – bem curtinho – tenho que providenciar o que foi compartilhado, acordado, resolvido neste vai e vem de contatos, interfaces e reuniões digitais.

Semana passada senti uma fadiga tecnológica, um híbrido de mau humor de TPM, cansaço daquelas noite mal dormidas e necessidade de andar com pés descalços na terra. Imagino que seu dia não seja muito diferente do meu. E escuto sem cessar que a transformação digital ocorreu. Ocorreu? Mesmo? Então aqui vai um quiz para auxiliar nossa reflexão:

(A) Digitalização é passar incontáveis e incontáveis horas interagindo profissional e pessoalmente por meio de plataformas digitais;

(B) Transformação digital é todo o time trabalhar em home office, equipes descentralizadas autônomas, arquivos em nuvem com aumento da velocidade das atividades e implantação de projetos na modalidade de cultura ágil remota;

(C) Digitalizar canais é colocar delivery e e-commerce em operação do dia para a noite;

(D) Transformação digital é ter e-commerce, canais e pontos de contato digitais.

Alguma? Todas? Será? Sem dúvida mudamos Para o estágio 2 da digitalização. A etapa que tem disseminação de canais digitais sejam de vendas ou pontos de contato, desacoplamento da logística para empresas entrantes em e-commerce, súbito crescimento de  entrantes em e-commerce e implantação de gestão descentralizada. Não é mesmo pouca coisa, ainda mais que tudo isso aconteceu em escala global – cada país em seu momento, em menos de um mês.

Mas digitalização e transformação digital estão menos relacionadas com hardware, canais e interfaces e mais à mentalidades. Mentalidade, segundo nos ensina o dicionário é: “uma crença, maneira de pensar, predisposição que uma pessoa tem para padrões de comportamento”.

Mentalidades levam a escolhas, a decisões estratégicas e se as mentalidades não mudam, ao sair da quarentena muitas mudanças ocorridas serão insustentáveis em outra realidade. Muito do nosso dia a dia, dinâmica de processos, forma de condução, táticas e decisões estratégicas ainda são – e serão por muito tempo – analógicas. Nas grandes perspectivas e nos detalhes. Lembro- me de visitar uma empresa de ERP, os sistemas tecnológicos  de integração corporativa, cuja recepção anotava RG’s em papéis amassados. Eu não me conformava que uma empresa de tecnologia tivesse como primeiro contato uma faceta tão desalinhada com seu negócio.

São mentalidades que fazem com que mais da metade das 300 maiores empresas varejistas não tenham e-commerce. E sobre este aspecto cabe um adendo. Esta foi uma escolha de empresários durante muitos anos, porque analisamos resultados de lojas online sem considerar sua influência nas vendas totais. Tem ou não tem retorno do investimento por si só. Mais recentemente estudos, como o da consultoria norte-americana Forrester, nos ensinaram que as vendas totais de uma empresa são impactadas pelo e-commerce e no cálculo da empresa, na ordem de 59%.

Mas se mantemos perspectivas analógicas diante de novos fatos, pesquisas e descobertas, não migramos para uma mentalidade digital e aquele e-commerce implantado às pressas durante a quarentena será relegado mais dia menos dia. Então fique atento. Precisamos ainda mudar mentalidades.