iFood faz parceria com a Amazon para realização de pedidos via Alexa

O iFood firmou parceria com a Amazon para que seus pedidos também possam ser realizados por comando de voz. Neste mês, a assistente virtual Alexa está chegando ao Brasil e deve mudar a forma de fazer pedidos e compras.

“O iFood desenvolve projetos para possibilitar que cada vez mais pessoas tenham acesso à revolução que está acontecendo a partir da inteligência artificial. Essa inovação com a Amazon vai exatamente ao encontro do nosso objetivo de facilitar a jornada de consumo e torná-la mais prazerosa. Sabemos do importante papel que serviços virtuais por voz, como Alexa, terão nos próximos anos e queremos levar mais essa inovação ao dia a dia dos nossos usuários”, disse Bruno Henriques, vice-presidente de Inteligência Artificial do iFood.

A partir do comando de voz, a Alexa irá direcionar o usuário para a escolha de restaurantes e opções de pratos entre os mais de 30 tipos de culinária disponíveis na plataforma do iFood. Para usar o tecnologia, o cliente deverá dizer o comando “Alexa, falar com o iFood” ou “Alexa abrir o iFood” e poderá obter informações sobre pedidos e também acompanhar o status, como tempo de preparação do restaurante, estimativa de entrega e chegada.

Para Caio Camargo, sócio-diretor da GS&UP, a tecnologia deverá trazer muitas mudanças para os hábitos de consumo do país: “Há alguns anos, nós víamos isso em filme e parecia um sonho. Pensava “que legal, espero que venha algum dia para o Brasil” e agora está se tornando uma realidade”.

O recurso do aplicativo de delivery será compatível com todos os dispositivos Alexa que estão chegando ao Brasil e funcionará com comandos de voz para fazer e rastrear pedidos. Com a assistente virtual, a Amazon mostra que a Internet das Coisas (IoT) é uma realidade no dia a dia das pessoas.

“Estamos empolgados em trabalhar com o iFood para aprimorar a experiência de seus clientes via Alexa”, disse Jose Nilo Martins, gerente nacional da Alexa Skills Brasil. “Acreditamos que a voz é o futuro, e o recurso compatível com o iFood é um exemplo de como a voz facilita a vida – permitindo que você gerencie e obtenha informações sobre seu pedido no aplicativo, apenas perguntando.”

A empresa de delivery está investindo em Inteligência Artificial para desenvolver todo o ecossistema de food delivery. A companhia anunciou, em abril deste ano, investimentos de US$ 20 milhões para os próximos meses para fortalecer sua área de AI, o que inclui a criação de uma Academia de Inteligência Artificial para desenvolver pesquisas nas áreas de deep learning, machine learning e eficiência logística.

Camargo acredita que as compras e serviços de conveniência deverão mudar. “Tem a opção de fazer compras de supermercados e itens básicos. Isso facilita muito o dia a dia! Já outras áreas como moda e eletrônicos não devem ser tão impactadas, porque não são itens que você vai comprar sem olhar”, afirmou.

A realização de compras não pode ser realizada no momento por meio da Alexa no Brasil. A tecnologia deverá ser implementada futuramente. No momento, é possível montar o carrinho de compras e acompanhar pedidos já realizados.

Uso do smartphone para compra e pagamentos cresce no Brasil

O uso das conveniências dos smartphones vem crescendo entre os brasileiros. Segundo a pesquisa sobre Comercio Móvel no Brasil, realizada por Mobile Time e Opinion Box, com mais de 2 mil pessoas, 85% dos consumidores que possuem smartphone já fizeram compras pelo celular. A quantidade de pesquisados que já chamaram motoristas particulares ou táxis por aplicativo subiu de 66% para 75%.

A pesquisa mostrou a entrada dos aplicativos Uber Eats, Rappi e Amazon no ranking dos apps de m-commerce mais usados no Brasil. No segmento de delivery de comida, iFood e Uber Eats crescem, enquanto apps menores perdem terreno. Entre os apps de corrida, o 99 registra recuperação, enquanto Uber perde espaço entre os usuários. Entre as novas opções de meios de transportes, 9% dos internautas brasileiros já alugaram uma bicicleta via app e 4% optou por um patinete elétrico.

Outra mudança é o crescimento do pagamento por aproximação. Agora, 17% dos internautas brasileiros que possuem smartphone já experimentaram realizar um pagamento por aproximação com o aparelho. O pagamento por aproximação usando as tecnologias NFC ou MST (no caso dos aparelhos da Samsung) está disponível no Brasil há muitos anos, mas somente agora começa a ganhar adesão.

Para Fernando Paiva, editor do Mobile Time, e coordenador da pesquisa, “há algum tempo, os lojistas tinham até medo de aceitar essa forma de pagamento por não a conhecerem, mas, agora, pelo menos nos grandes centros urbanos, os funcionários nos caixas já estão acostumados com o procedimento que deve ser feito para receber um pagamento desta forma. Com a maturidade dos lojistas e seus balconistas, a tendência é que esta modalidade venha a crescer.

Um resultado curioso foi que a proporção de homens (21%) que utilizaram pagamentos por aproximação é maior do que a de mulheres (13%). A maior diferença está entre pessoas das classes A e B (23%) do que entre aquelas das classes C, D e E (15%), diferença que se explica pela necessidade de ter um smartphone moderno e um cartão de crédito.

Essa forma de pagamento é mais popular entre donos de iPhone (25,8%) do que entre aqueles com smartphones Android (16,6%). Há ainda uma diferença por faixa etária. Quanto mais jovem, maior a probabilidade de já ter usado o smartphone para pagar por aproximação. No grupo entre 16 e 29 anos, 21% já testaram essa tecnologia. A proporção cai para 16% no grupo entre 30 e 49 anos, e é de 12% naquele com 50 anos ou mais.

A utilização do smartphone como meio para a realização de compras online de produtos físicos segue crescendo no Brasil. Em quatro anos, de setembro de 2015 a setembro de 2019, a proporção de internautas brasileiros que já experimentaram o comércio móvel passou de 41% para 85%. Ou seja, a proporção de consumidores móveis, como pode ser chamado esse grupo, mais que dobrou, com um ganho de 44 pontos percentuais.

O uso recorrente do m-commerce também cresce. Outros 77% dos consumidores móveis afirmam que hoje fazem mais compras pelo celular do que seis meses atrás. E 75% deles fizeram alguma compra nos últimos 30 dias – um ano atrás essa proporção era de 71%.

“Além disso, quem experimenta o smartphone para compras acaba deixando de lado o desktop”, comentou Fernando Paiva. 73% dos consumidores móveis declaram que preferem comprar pelo celular que pelo computador. Isto está relacionado ao alto grau de satisfação para com a experiência em m-commerce: 88% dos consumidores móveis dizem que estão satisfeitos ou muito satisfeitos com ela. “Vemos aqui uma consolidação do m-commerce no país”, destacou o coordenador da pesquisa.

As 10 cidades mais conectadas do Brasil

Campinas bate São Paulo e é a cidade mais conectado do Brasil, segundo estudo

ProXXIma – 24 de setembro de 2019 
O local, que conta com mais de um milhão de habitantes, figura o primeiro lugar no ranking Connected Smart Cities 2019.

No ranking anterior, do ano passado, a cidade figurava em quinto lugar.

O local se destacou em quatro categorias: economia, tecnologia e inovação (primeiro lugar), empreendedorismo (segundo), governança (terceiro) e mobilidade (quarto).

Em segundo e terceiro lugar, levaram São Paulo e Curitiba. O ranking, desenvolvido pela Urban Systems e Sator, também avaliou o urbanismo, meio ambiente, saúde, segurança, educação e energia.

A líder do ranking concentra 5 parques tecnológicos e 5 incubadoras de startups. Ela apresentou um crescimento de 4,9 por cento no número de empresas de tecnologia e 21,9 depósitos de patentes a cada 100 mil habitantes. Confira a lista completa das cidades presentes no ranking.

A ascensão das “cidades médias”

O ranking é um reflexo de um movimento que vem acontecendo há algum tempo no Brasil. As capitais do Sudeste estão deixando de ser os únicos polos de tecnologia e inovação e as cidades do interior estão conquistando cada vez mais espaço.

Em São Paulo, são exemplos Ribeirão Preto, que está se tornando um celeiro de startups, e Presidente Prudente, em que a Prefeitura desenvolveu um local físico para integrar startups, empreendedores e pesquisadores. Já São José dos Campos foi considerada a cidade mais inovadora do país.

Há também uma descentralização em relação aos polos de tecnologia e inovação, que durante muito tempo orbitaram em torno de São Paulo. No Sul, Curitiba é considerada a quarta melhor cidade do país para empreender.

A cidade tem tido um papel de destaque no ranking CSC há algum tempo: ficou em primeiro lugar no ano passado e continua no TOP 3.

Quem também está acompanhando de perto o sucesso de Curitiba é Florianópolis. O setor tecnológico da cidade registrou 6,7 bilhões de reais de faturamento em 2018.

O ecossistema do local dobrou nos últimos quatro anos, de acordo com Daniel Leipnitz, presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE).

https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2019/09/24/as-10-cidades-mais-conectadas-do-brasil.html

Single’s Day: conheça os fatores de sucesso

 

Você provavelmente já conhece o Dia do Solteiro, ou Single’s Day, festival criado pelo Alibaba em 2009 e que se transformou no maior evento de consumo do mundo, mas talvez o que você não saiba são os motivos pelos quais ele se tornou esse fenômeno de sucesso.Em plena Semana do Brasil, muitos dos nossos clientes (varejistas e indústria) começaram seu planejamento para a Black Friday desse ano e foi exatamente essa a minha inspiração para escrever esse artigo, pois o Single’s Day pode e deve ser fonte de inspiração nesse processo.

VAMOS AOS NÚMEROS
Alcançando a marca de USD 30,8 bilhões em vendas em 2018, o evento que acontece em um único dia se tornou duas vezes maior que a combinação da Black Friday e da Cyber Monday nos Estados Unidos, que por sua vez alcançaram em 2018 a marca de USD 14,10 bilhões. Mais impressionante ainda é comparar esse desempenho com os números brasileiros. Em 24h de evento o Alibaba sozinho faturou duas vezes mais que todo o e-commerce brasileiro fatura em um ano, algo como USD 13 bilhões.

Chama a atenção também o volume de compras realizadas através de smartphones: inacreditáveis 91,2% de tudo o que foi vendido. Não é por acaso, o leapfrog tecnológico que acontece na China fez com que ela se tornasse uma sociedade Mobile Only (e não Mobile First como é no Ocidente), a única forma que a ampla maioria dos chineses tem para acessar a internet é o smartphone, não há notebooks, tablets ou desktops.

Como as empresas sabem muito bem do reinado absoluto dos celulares e da irrelevância dos demais meios, a experiência de compra passa a ser integralmente pensada e otimizada para o celular, tornando-a assim muito superior à experiencia em um desktop, gerando um círculo virtuoso – todos usam o celular, ele é a única forma de comunicação e entrega a melhor experiência – não há motivos para não comprar através dele.

FATORES DE SUCESSO

DATA: o Alibaba precisava de uma data que não impactasse a performance de outros picos de venda já estabelecidos, bem como gostaria que o evento acontecesse em um período em que o consumidor chinês tivesse seu poder de consumo restaurado. O Single’s Day acontece bem no intervalo dos dois principais picos de venda do varejo chinês, o período Pré-Golden Week (o feriado de uma semana do Dia Nacional da China onde todos os chineses podem voltar para suas cidades natal – e claro que levam muitos presentes) e o feriado do Ano Novo Chinês, que acontece na virada de janeiro para fevereiro.

COMEMORAÇÃO: muito mais que um dia de vendas e descontos, o Single’s Day é uma grande comemoração. Toda a China é tomada por um clima de excitação e de comemoração, muito além das promoções, o festival traz para o consumidor chinês uma série de eventos que ele espera o ano todo para ver e experimentar. É durante esse período que o Alibaba e as grandes marcas trazem para a China grandes shows com os maiores artistas internacionais, eventos esportivos com os principais atletas do mundo, inúmeros eventos de ativação das marcas.

Sabe aquela excitação de assistir ao vivo um show que você sempre sonhou? Pois bem, é no Single’s Day que isso acontece na China.

ENGAJAMENTO: Alibaba e as maiores marcas do mundo sabem como ninguém engajar os consumidores e mantê-los dessa forma durante todo o festival. Valendo-se das infinitas oportunidades que o mobile oferece, as marcas inventam e reinventam formas de ativar o consumidor. Como, por exemplo, boa parte dos descontos ou acesso a itens exclusivos só podem ser usufruídos pelos consumidores se eles se engajarem de alguma forma, seja chacoalhando o celular em um momento exato do evento ou através da dinâmica See Now/Buy Now onde o consumidor compra na hora as peças da coleção que estão sendo exibidas ao vivo na passarela, tudo isso enquanto conversa ao vivo com os designers das roupas, participam através de pesquisas online e interagem com os KOL (Key Opinion Leaders – como os influenciadores são chamados na China).

Exemplo de ativação: enquanto os shows acontecem ao vivo os consumidores devem jogar um game acompanhando a música e, caso consigam uma pontuação mínima, passam a ter acessos aos descontos.

PROMOÇÕES E ATIVAÇÕES
Claro que há descontos e promoções. De acordo com o VENNData Double 11, em categorias chave o desconto médio chegou a ser 30%.

Mas não são apenas descontos que são oferecidos, as marcas passaram a explorar a venda de itens exclusivos ou combos promocionais que só podem ser adquiridos nesse dia. Não preciso nem dizer que esses itens exclusivos e com tiragem limitada são vendidos com preço premium e que acabam em poucos minutos ou horas.

Air Jordan 4 da Nike, produzidos e vendidos exclusivamente para o Single’s Day.

As marcas usam também o dia como uma das suas principais plataformas de ativação da sua estratégia de marketing e comercial, como a Nike, que oferece seus descontos e acesso a itens exclusivos apenas para os membros do seu programa de fidelidade Nike+.

Aqui estão outros cinco exemplos interessantes de como as marcas estão usando o Dia do Solteiro para entregar suas estratégias: https://www.referralcandy.com/blog/global-brands-singles-day/

Desemprego leva brasileiro a buscar ocupação com aplicativos de varejo

Diante da grande massa de desempregados no território nacional e da diminuição do poder de compra dos consumidores, plataformas virtuais do setor varejista ganham popularidade entre os brasileiros que buscam complementação da renda familiar.

De acordo com o último balanço realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação chegou a 12,4% da população brasileira no primeiro trimestre de 2019. Isso significa um crescimento de 0.9 ponto percentual (p.p.) em relação a 2018. Já o nível de subutilização da força de trabalho – aqueles brasileiros que gostariam de aumentar a carga horária de trabalho, mas não encontram novos postos – chegou a 24,6% da população, alta de 0.8 p.p.

“Frente à grande fragilidade que o mercado de trabalho brasileiro vem enfrentando, o setor que está sustentando grande parte desses empregos informais ou fontes alternativas de rendimento é o varejo”, afirmou o pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Bruno Ottoni. Ele observou que grande parte desses desempregados são jovens, conforme aponta o balanço do IBGE, já que a taxa de desocupação entre jovens de 18 e 24 anos ficou em 27,3%.

Nesse cenário, uma das plataformas online de varejo que tem absorvido parte desse contingente é a Supermercado Now. “Assim como muitos brasileiros enxergaram em aplicativos como Uber ou 99 uma fonte de renda, percebemos que a evolução do Supermercado Now seguiu a mesma linha, com possibilidade de adequação no horário de trabalho e região de atuação”, afirmou Wlademir Gomes, diretor de operações da plataforma.

A proposta do negócio é permitir que shoppers (usuários cadastrados) realizem as compras em redes varejistas parceiras e, após isso, também entreguem a mercadoria na casa de consumidores que encomendaram essa lista de itens. A remuneração desse shopper virá justamente de um percentual sobre a combinação entre o valor da compra, tempo gasto e quantidade de produtos.

“Primeiro buscamos identificar aqueles candidatos que realmente demonstrem interesse no ato de fazer compras. Outros aspectos importantes são alguns como ter bom relacionamento e agilidade para atender os pedidos”, afirmou ele, destacando que o perfil dos atuais 150 shoppers da plataforma é composto tanto por “donas de casa” com 60 anos até universitários.

Para Gomes, nos últimos anos o perfil dos candidatos para o cadastro no site tem variado bastante, se tornando mais heterogêneo – fator que tem “balanceado” os diferentes volumes de demanda em diversas regiões da capital paulista. “Hoje, temos entre 25 e 30 redes de varejo alimentar parceiras na Região Metropolitana de São Paulo. Recentemente, iniciamos expansão também para o interior do estado”, declarou Gomes, lembrando que a base atual de clientes do site está entre 15 mil e 20 mil consumidores.

Por fim, o executivo salientou que o processo de seleção dos shoppers é criterioso, o que pode ser verificado no número de aprovados na plataforma. “Mensalmente são cerca de mil candidatos. E a aprovação é de 30 em média”, complementou ele. Não foram divulgados números referentes ao faturamento do negócio.

Na mesma linha de raciocínio, o fundador da plataforma voltada para o setor do varejo ComOferta, Feliciano Abreu, diz que percebeu um interesse maior dos consumidores na possibilidade de ganhar prêmios e dinheiro nos últimos anos. “A plataforma tem como objetivo divulgar ofertas em diversas redes do setor. A partir do momento em que um consumidor visualiza uma oferta e publica no nosso site, quanto mais cliques esse anúncio tem, maior a quantidade e pontos acumulados e, consequentemente, melhores os prêmios no final do mês”, argumentou o executivo. Atualmente, segundo Abreu, o site conta com 40 mil cadastrados.

De acordo com ele, dentro dessa conjuntura econômica, os pequenos varejistas também buscam os anúncios da plataforma para compor de forma mais assertiva os estoques. “Grande parte desses negócios de pequeno porte entram no sistema para não perderem o armazenamento de determinadas mercadorias e, consequentemente, tornar esses itens mais rotativos dentro das lojas. Em momentos de crise, os consumidores têm como prioridade os preços, independentemente da marca do item”, disse o executivo.

Além disso, Abreu relembrou também que durante a paralisação dos caminhoneiros no ano passado, muitos usuários recorreram à plataforma para localizar os postos de combustíveis com preços mais baratos. “Dessa forma, muitas pessoas que conseguiram publicar ofertas desses negócios passaram a ganhar um vale combustível”, complementou o executivo.

Fonte: DCI

Bancos do Futuro – qual o papel das agências bancárias num ambiente cada vez mais digital?

Lá na distante Parnaíba, município brasileiro do estado do Piauí, com população de pouco mais de 150 mil habitantes, a TecBan inaugurou a pouco mais de três meses, de maneira discreta, sem estardalhaço, sua primeira loja conceito. A TecBan é a empresa que administra os “Bancos24Horas” em todo o Brasil. A iniciativa faz parte de um projeto piloto que testa o conceito dos “Espaços Multibanco”. Parnaíba é a primeira cidade do Brasil a receber este modelo de atendimento e foi escolhida para o projeto por ser um município relevante em um estado onde existe a procura por serviços dos terminais do Banco24Horas. Mas o que é um espaço Multibanco?

Trata-se de um imóvel onde se constrói uma agência bancária sem atendimento humano, praticamente autônoma, apenas com equipamentos de caixas eletrônicos (ATM). O espaço permite que clientes de mais de 40 instituições financeiras sejam atendidos num mesmo local, com acesso a saques, consultas de saldo, emissão de extrato e pagamento de contas, entre outras transações, sem pagar nada a mais por isso. Além de caixas eletrônicos, a população conta também com uma área de convivência climatizada e com wifi gratuito. Também está prevista para a segunda fase do projeto a incorporação de outros serviços como atendimento bancário pessoal e outras parcerias.

Bom, enquanto as criptomoedas não se tornarem populares e passarem a fazer parte do dia a dia da população, por aqui as agencias físicas bancárias terão ainda vida longa. Porém, os testes em Parnaíba podem ser o futuro que está sendo delineado para as agências bancárias no país.

Num passado recente, visitar diariamente uma agência bancária fazia parte da rotina do brasileiro. Aí surgiram os internet banking, que se aperfeiçoaram com o tempo e evoluíram para os aplicativos utilizados em smartphones e tablets. Este fenômeno tem desencadeado a migração das transações bancárias de clientes das agências para canais digitais. Mas uma nova revolução está em curso, tornando o cenário extremamente competitivo com o advento das fintechs. Essas plataformas digitais de serviços financeiros, com apoio do Banco Central, se multiplicaram nos últimos anos e têm avançado sobre mercados lucrativos dos grandes bancos, como os de crédito ao consumo e o de meios de pagamentos.

Por este cenário, é certo afirmar que a migração das transações digitais sobre as transações físicas é um caminho sem volta. Os bancos serão digitais. E qual o papel das agências físicas? A “Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2018” aponta que, em 2017, o mobile banking, caiu definitivamente no gosto dos clientes. Segundo a pesquisa, já são 56 milhões de contas ativas neste canal.

A mesma pesquisa aponta também que em regiões de melhor poder aquisitivo como o Sul e o Sudeste, com maior penetração de tecnologia, apenas eventualmente os clientes precisam recorrer às agências físicas e só para tratar de assuntos de maior complexidade. Esta é a realidade que começa se formar, sobretudo nas grandes cidades e capitais – regiões que deverão diminuir proporcionalmente a quantidade de agências físicas. Porém, num país de dimensões continentais com enormes desigualdades, em regiões com baixa escolaridade e baixa penetração da internet, ainda persistirá a necessidade da presença das agências bancárias.

É aí que Parnaíba volta em cena. Uma cidade pequena, localizada na região Nordeste, onde as dificuldades financeiras impedem a compra de smartphones sofisticados e a contratação de planos de internet móvel com grande capacidade, está sendo palco dos testes dos novos modelos de agências. A unidade de Parnaíba conta com o uso intenso da automação; sistemas de segurança e monitoramento de última geração; poucos ou nenhum atendente ou funcionários fixos; multibandeira e abertas 24 horas. É ou não é a agência bancária do futuro?

Starbucks lança loja conceito com pedido e pagamento mobile

As lojas da Starbucks seguem um mesmo padrão, em sua maioria – com exceção das unidades conceito Starbucks Roastery. Existem lojas com serviço completo, algumas com drive-thru, quiosques e alguns modelos expressos sem assentos, geralmente encontrados em áreas urbanas com grande fluxo. Mas, de forma geral, as variações são poucas.

Agora, porém, com os novos tempos, e para se adaptar a eles, a rede está tentando algo um pouco diferente com sua primeira loja Starbucks Now, que abriu recentemente em Pequim. O novo formato combina “o ambiente de café assinado da Starbucks com os pedidos e pagamentos feitos por via mobile”, de acordo com um comunicado da empresa. Essencialmente, esta versão do café foi projetada em torno das necessidades de três conjuntos distintos de consumidores: os clientes tradicionais da rede; pessoas que pedem e pagam por meio de seu aplicativo; e trabalhadores de serviços de entrega que recebem pedidos.

“A loja Starbucks Now é um testemunho de nosso compromisso inabalável de oferecer experiências inovadoras aos clientes por meio de novos formatos de varejo”, disse o diretor de operações da Starbucks China, Leo Tsoi, em comunicado. “Esta nova abordagem de formato e design de varejo nos fornece uma plataforma para oferecer aos clientes uma experiência de varejo rápida e conveniente para atender seu estilo de vida em movimento”.

Este formato inovador está sendo lançado em um momento em que a Starbucks enfrenta um sério desafio na China, com o crescimento rápido do Luckin Coffee. Essa cadeia iniciante criou seu modelo em torno de pedidos digitais por meio de um aplicativo bem conceituado, serviço rápido e entrega – suas lojas não têm assentos. Ela tinha mais de 2.400 lojas na China quando abriu seu capital em maio e tem grandes planos para expandir a partir daí. A Starbucks Now claramente (pelo menos em parte) é uma tentativa de combater o crescimento desse novo rival, tornando mais fácil para cada tipo de cliente da Starbucks obter seus pedidos rapidamente.

As atuais lojas da Starbucks foram, em grande parte, projetadas antes que o pedido e o pagamento móveis e a entrega se tornassem parte da oferta da cadeia de cafeterias. Em alguns casos, isso levou a configurações desajeitadas, com grandes multidões reunidas na área de coleta de pedidos esperando por suas bebidas e alimentos.

O Starbucks Now foi projetado para acomodar de forma mais suave todo tipo de pedido suportado pela loja. Ele também tem um menu de bebidas com curadoria “sob medida para o cliente em movimento, junto com uma variedade de itens alimentares populares”. A loja tem uma quantidade limitada de assentos e é construída principalmente para clientes ou entregadores que receberão seus pedidos e sairão.

A loja tem uma área dedicada para que os entregadores recebam seus pedidos. Isso inclui um “sistema seguro na parede com uma porta de coleta associada a cada pedido”, de acordo com o comunicado de imprensa.

Essa primeira unidade da Starbucks Now servirá como um hub de entrega para sua região, o que aliviará as lojas vizinhas dessa responsabilidade. Tem ainda uma área de preparação separada para pedidos móveis, o que deve permitir a produção sem desacelerar os clientes da loja. Em teoria isso significa que não apenas os clientes na loja obterão um serviço eficiente, mas aqueles que entrarem nas lojas próximas também deverão receber seus pedidos mais rapidamente, já que os baristas dessas outras unidades não irão preparar os pedidos de entrega.

A empresa diz que planeja trazer o formato Starbucks Now para “áreas de tráfego intenso, incluindo centros de negócios e transporte, bem como para novas cidades na China”. A empresa ainda não revelou nenhum plano para estrear nos Estados Unidos.

O pedido e o pagamento via celular se tornaram parte cada vez mais importante do modelo da Starbucks, assim como a entrega por meio de serviços de terceiros. O novo formato que está sendo testado é um reconhecimento disso, mas também atende às necessidades de seus principais clientes, que estão apenas procurando obter seu café rapidamente e seguir seu caminho.

Este modelo reconhece que faz sentido criar espaços dedicados para diferentes clientelas. Essa é uma ideia que a cadeia integrou sutilmente nas lojas mais novas dos EUA, que geralmente oferecem mais espaço para os clientes aguardarem pedidos móveis e, às vezes, incluem áreas de coleta separadas para pedidos online e em loja.

Embora a Starbucks Now possa existir apenas na China no momento, a rede a utilizará para testar conceitos que, sem dúvida, encontrarão seu caminho de volta ao mercado doméstico. Evoluir para atender às necessidades de mudança das pessoas é apenas um atendimento ao cliente inteligente.