O tempo…

O tempo é o bem mais escasso da atualidade, seguido da autonomia, do silêncio, da beleza e do espaço. O máximo do luxo gravita agora em torno destes conceitos. Luxo é ter tempo para si próprio, é ser dono do próprio nariz, é poder descansar em locais tranquilos e, de preferência, ultraconfortáveis, é poder usufruir e possuir o belo.

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Cosméticos de luxo ganham espaço na preferência nacional

O mercado de cosméticos no Brasil viverá em velocidade de cruzeiro nas próximas duas décadas, com altas taxas de crescimento inclusive no segmento premium ou o chamado mercado de luxo. A afirmação é do coordenador do programa Gestão do Luxo da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), Silvio Passarelli.

 Os números dessa fatia do setor corroboram o que diz o professor. Segundo levantamento da Euromonitor, somente esse segmento de produtos de maior valor agregado movimenta US$ 1,4 bilhão no Brasil em consumo de itens como perfumes, maquiagem, cremes de tratamento facial, corporal e para cabelos.

“O mundo está cada vez mais voltado para a beleza. É a geração do estético. Por isso, o item Cosméticos é tão valorizado. O clima favorável traz boas perspectivas para os itens mais qualificados.

O consumidor das classes A e B sempre foi mais ‘antenado’. E o consumo nessa faixa da população segue em alta, com taxas de crescimento de 8% a 9%, que são bastante expressivas.” Ofuscados pelo apetite de consumo das classes C e D, esses itens costuma ter um tíquete médio mais alto. “ As classes C e D, que estão descobrindo os cosméticos, contribuem para taxas de crescimento que chegam ao 30% ao anos, dependendo da categoria”, diz Passarelli.

Segundo ele, um dos setores mais promissores nos próximos anos é o de cosméticos naturais e sustentáveis. Para Passarelli, é grande a perspectiva de expansão de marcas comesse conceito no Brasil.

Uma das marcas que retorna ao mercado nacional, sete anos depois de sair do Brasil por uma parceria mal sucedida com sócios locais, é a inglesa Lush Cosmetics, conhecida por ter em sua composição itens feitos sem conservantes, os chamados cosméticos frescos. Com 900 lojas em 50 países e faturamento que passa dos US$ 600 milhões, a grife inaugura no segundo semestre desse ano a primeira de 30 unidades que pretende ter no país. O local para a reestreia é São Paulo, que será também o endereço da primeira loja conceito da marca na América Latina, no bairro dos Jardins, na capital paulista. Além da venda de produtos, o lugar terá um Spa.

O valor do investimento não foi divulgado. “Nosso plano de abertura tem um período de cinco anos. Além de lojas maiores, vamos ter formatos para shoppings também. Não há previsão de franquias no Brasil e a próxima filial deverá ser aberta esse ano ainda no Rio ou teremos mais outra unidade em São Paulo, diz a gerente-geral da Lush no Brasil, Renata Pagliarussi.

Cerca de 95% de tudo que será vendido nas filiais da Lush no país sairá da fábrica que já está pronta, na localidade de Bom Jesus dos Perdões, próximo a Atibaia, interior de São Paulo. “Estamos esperando as autorizações para o funcionamento da fábrica. Enquanto isso, vamos importar os produtos, com o compromisso de manter uma política de preços adequada ao mercado nacional. Na importação, eliminamos o peso de 50% de carga tributária para o preço ao consumidor nesse retorno ao Brasil”, diz.

A L’Oréal é outra marca que está investindo em ações no Brasil para se aproximar mais de seu público consumidor. A empresa lançou no Rio o Podium Lancôme, um espaço sazonal onde os produtos da marca podem ser experimentados pelas clientes.

“Estamos felizes com o primeiro Podium Lancôme da América Latina. Esperamos com a ação fortalecer nossa marca e retribuir o carinho das brasileiras,” diz Patricia Gomes, diretora da L’Oréal Luxe No Brasil.

Fonte: Brasil Econômico – mercado e consumo -18 Mar 2014

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Hábitos de consumo de beleza das brasileiras mostra diferentes perfis

A  preocupação das mulheres com a beleza impulsiona os investimentos publicitários no setor. Em 2013, foram R$ 11 bilhões aplicados em publicidade para produtos de cuidados pessoais, o que representa um crescimento de 39% em relação a 2012, de acordo com pesquisa do IBOPE. O levantamento levou em consideração os hábitos de consumo de mulheres brasileiras expectadoras de televisão, leitoras de revistas e ouvintes de rádio nas categorias de higiene e beleza. Apenas 31% do total das mulheres dizem não se preocupar com a beleza, contra 49% que afirmam gastar muito dinheiro com cosméticos e produtos para higiene pessoal.

Investimento publicitário por categoria

O principal ponto de contato das empresas com o público feminino ainda é a TV aberta: 35% das mulheres que assistem televisão regularmente afirmam que gostam de se destacar em locais públicos. Para alcançar este perfil, a indústria de maquiagem investiu nos canais abertos R$ 330 milhões em publicidade e R$ 43 milhões em ações de merchandising no último ano.

A indústria de colônias e perfumes movimentou mais de R$ 1 bilhão em divulgação, sendo 53% deste total destinado à TV aberta e 26% à TV por assinatura. Merchandising aparece com 12% dos investimentos, enquanto anúncios em revistas com 7% e sites com 2%. Já o setor farmacêutico voltado para produtos de emagrecimento totalizou um movimento de  R$ 83,5 milhões em anúncios.

Os produtos para cuidados com a pele, por sua vez, movimentaram R$ 777 milhões em publicidade em 2013, enquanto os medicamentos de tratamento para a pele representaram R$ 602 milhões de investimento.

Beleza para a conquista, emagrecimento e jovialidade

A aparência ainda é vista pelas mulheres como ponto fundamental para a conquista do sexo oposto e, por isso, 69% das expectadoras de TV consideram os atributos físicos fundamentais, enquanto 73% das leitoras de revistas femininas compartilham da mesma opinião. O emagrecimento é outro objetivo: 42% das leitoras de revistas dizem tentar emagrecer constantemente, entre as internautas este índice é de 40% e entre as ouvintes de rádio chega aos 38,5%.

53% das telespectadoras dizem tentar manter uma dieta balanceada, enquanto 37% das internautas dizem não ter tempo para preparar refeições saúdáveis. Na busca pela juventude, 24% das telespectadoras dizem que gastariam tudo o que tivessem em troca de parecerem mais jovens.  Entre as ouvintes de rádio, 65% consideram muito importante conservar uma aparência jovem.

O infografico da pesquisa do IBOPE

Fonte:
Por Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 07/03/2014