Mobile: o canal da integração

Como aproveitar essa mídia para potencializar as campanhas publicitárias

22/02/2016 12:35

Mobile: o canal da integração

(*) Por Julien Houdayer

Na primeira década dos anos 2000, uma parcela muito menor das pessoas tinha um smartphone e aposto que a grande maioria delas estava conectada apenas no período de trabalho, se atendo a assuntos corporativos. Estamos na metade da segunda década e o que vemos atualmente é a penetração de smartphone infinitamente maior e os consumidores, todos nós, conectados 100% do tempo: no trabalho, em casa e fora dela, em encontros sociais, no banheiro e até mesmo quando se está consumindo mídias off-line como TV, rádio, jornal e revista. O celular está nas mãos de todo mundo, quase que o tempo todo.

Se esse é o cenário, então definitivamente não faz mais sentido pensar na comunicação com o seu público, em cada mídia, de maneira isolada. Da mesma forma que o consumidor não está dividido entre on e off – ele consome conteúdo (e publicidade) por diversos meios, em qualquer hora e lugar, e, muitas vezes, em mais de um canal ao mesmo tempo -, você também deve pensar numa estratégia de marca crossmedia, aproveitando o potencial de cada meio e potencializando seus resultados através dessa integração. Em 2016, não se trata exclusivamente de decidir onde a verba de comunicação deve ser investida.

A suposta guerra entre canais tradicionais e digitais ficou pra trás e vários players do nosso mercado já compreenderam que a força do mobile, por exemplo, é resultado das sinergias entre os mundos físico e digital. O diretor global de inovação em mídia da Unilever, Jay Altschuler, ainda em 2012, disse justamente isso no evento Mobile World Congress, em Barcelona. Naquele momento, Jay dizia que o telefone móvel já era a identidade das pessoas. Quatro anos se passaram e esse posicionamento faz cada vez mais sentido. A Millward Brown divulgou recentemente que a sinergia proporcionada pelo mobile é responsável por mais de 30% da performance das campanhas na América Latina.

A pergunta simples que os profissionais, que ainda desconhecem as vantagens integradoras desse canal, podem ter em mente é: como posso aproveitar essa mídia para potencializar minhas campanhas publicitárias? Quem investe em TV, por exemplo, precisa avaliar as possibilidades de sincronizar o conteúdo com mobile. Isso pode acontecer por meio de tecnologia baseada no áudio ou com parceiros que desenvolvam ações para mobile, como nós da S4M, até como estratégia de continuação da sua mensagem na TV. Com o diferencial de segmentação do celular, é possível destacar ofertas locais, personalizadas e direcionadas para cada perfil de consumidor, complementando sua presença num meio abrangente como é o caso da televisão.

Para os adeptos da Growth Hacking – estratégia que envolve um entendimento detalhado de hábitos, comportamento e tendências para gerar crescimento da sua campanha com o mínimo de verba e o máximo de eficácia – a ideia é aproveitar as campanhas dos seus concorrentes na TV para captar a intenção e o interesse dos usuários e, com base nesses dados, expor seu produto ou serviço na tela do celular. Essa estratégia tem uma forte justificativa: mais de 50% das pessoas usam o celular enquanto veem televisão. Você pode aproveitar esse comportamento crescente para fortalecer sua mensagem de marca.

Já no mundo físico, as possibilidades de ofertas pela segmentação geolocalizada permitem cenários de exposição nos quais as pessoas, além de expostas aos anúncios que estão ao redor (ponto de ônibus, metro, aeroporto, billboard etc), também podem contar com um detalhamento especial e direcionado da campanha. Para minimizar – ou até evitar – que as pessoas ao lado do seu anúncio de 3m X 4m não sejam impactadas porque estão imersas no universo do próprio celular (e isso é um comportamento cada vez mais presente), por que não complementar seu investimento em outdoor com uma ação no mobile em regiões específicas? Você tem a possibilidade de expor sua marca na estrutura física e na mão do consumidor, ao mesmo tempo.

Por fim (longe de ser menos importante), a mídia imprensa já vem conseguindo oferecer uma sinergia mais natural com o mobile por conta do processo de digitalização avançado dos publishers. Hoje, os principais jornais e revistas contam com site otimizado e aplicativos adaptados para o celular e o tablet. E oferecem uma experiência publicitária contemplando os três mundos – impresso, desktop e mobile – para seus clientes. O conteúdo é o mais importante, como sempre. Os leitores seguem um determinado veículo, no papel ou no online/mobile, por conta disso. Explorar cada meio, gerando contato permanente com seu público-chave, é otimizar o ROI da campanha e os gastos de produção de peças para a mídia tradicional que, no final, pode ficar com o preço mais reduzido devido a otimização da sua verba.

Durante algum tempo os profissionais do nosso mercado enxergaram essas mídias, tradicionais e digital, separadas. Mas, hoje, o mobile é o canal que permite fazer uma ponte natural entre os dois universos, reforçando a existência digital da sua marca. Aproveite essa oportunidade de usa-lo como propulsor da integração na sua estratégia de comunicação. No futuro próximo os desafios crossmedia poderão ser mais complexos, como a compra programática em TV e mídia impressa, e a digitalização do display outdoor.

* Julien Houdayer é diretor geral da S4M Brasil e América Latina 

http://www.proxxima.com.br/home/mobile/2016/02/22/Mobile-o-canal-da-integracao-.html

A energia da marca em um carregador de smartphones sem fio

Ligar, mandar mensagens, checar e-mails, ver notícias, tirar fotos, escrever textos, aprovar trabalhos. Nos dias de hoje os smartphones são praticamente a extensão do corpo das pessoas. Neste cenário, a maior preocupação de todo mundo é a duração da bateria dos aparelhos.

Por essas e outras bares, restaurantes e outros estabelecimentos se adequam a nova realidade com a aquisição de tecnologias que possam ajudar nesse sentido. Assim surgiu o Fast-Power, um aparelho que coloca sua marca na hora em que o cliente mais precisa, agregando mais valor ao anunciante. O aparelho é capaz de carregar rapidamente smartphones de todos os modelos sem a necessidade de uma tomada.

O Fast-Power é capaz de dar uma carga de 30% (carga rápida) nos telefones móveis em apenas 15 minutos, podendo carregar até 10 aparelhos neste modo. O dispositivo também pode recarregar quatro celulares com a carga máxima de 100%.

Além da velocidade e da praticidade, o Fast-Power não significa apenas uma tecnologia capaz de agregar valor para estabelecimentos, como também funciona como uma mídia, já que seu design arrojado foi criado com características que permitem a apropriação da identidade visual de uma marca, com logo personalizado e cores diferentes. Para atender a demanda do mercado, a empresa conta com representantes de venda espalhados por diversas cidades e estados brasileiros. O aparelho tem o preço promocional de R$ 325.

[Publieditorial] – 17/11/2015

http://www.adnews.com.br/negocios/a-energia-da-marca-em-um-carregador-de-smartphones-sem-fio

Estudo analisa uso de smartphone no Brasil

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O smartphone assumiu um lugar de destaque na rotina do consumidor brasileiro, tornando-se, cada vez mais, sua principal ferramenta digital – realidade que traz oportunidades e desafios para o mercado, principalmente para os setores de tecnologia, mídia e telefonia. Essa é uma das principais conclusões da Global Mobile Consumer Survey, estudo realizado globalmente pela Deloitte que, no Brasil, entrevistou 2.000 pessoas de 18 a 55 anos, das cinco regiões do País.

A pesquisa aponta que o brasileiro é altamente conectado, com 57% dos entrevistados que possuem smartphones afirmando verificar seus aparelhos menos de cinco minutos após se levantar. Desses, 35% afirmam olhar o aparelho imediatamente ao acordar – sem considerar atividades triviais como desligar o despertador. Em média, os usuários brasileiros de smartphones olham seus aparelhos 78 vezes por dia.

As mulheres saem na frente – em média, checam o aparelho 89 vezes ao dia, enquanto os homens, 69. Quanto à faixa etária, os jovens de 18 a 24 anos olham seus smartphones 101 vezes diariamente, em média – o dobro do registrado entre os usuários de entre 45 e 55 anos. Ao se tornar parte indispensável do cotidiano, os smatphones abrem caminhos para as empresas conhecerem melhor o comportamento do consumidor brasileiro e o que o motiva a comprar tecnologias de conectividade.

Para isso, as empresas podem lançar mão de recursos mais sofisticados, como digitalização dos canais, transformação digital e data analytics. Ao mesmo tempo, porém, há a necessidade de avançar em questões básicas de infraestrutura de acesso. Quando questionados sobre a velocidade da conexão com Wi-Fi no Brasil, por exemplo, um terço dos respondentes ainda a considera lenta.

Como os brasileiros se conectam – e o que eles fazem

Em um cenário em que o contrato com as operadoras é predominantemente pré-pago – de acordo com 69% dos entrevistados – os principais diferenciais para a troca ou escolha da operadora são menor preço, qualidade e maior acessibilidade de conexão com internet. Entretanto, 81% utilizam mais o Wi-Fi de casa, do trabalho ou de um local de estudo para se conectar à internet. Apenas 14% utilizam o 4G como forma de conexão. “O Brasil está em evolução nessa frente. Já há campanhas de popularização por parte das operadoras para incentivar o uso do 4G”, afirma Marcia Ogawa, sócia-líder da Deloitte para o setor de Telecomunicações, Mídia e Tecnologia.

No Brasil, a implantação do triple/quad play – que combina voz, dados e multimídia em um só canal de banda larga – está em curso pelas operadoras de telefonia, TVs por assinatura e novos participantes do mercado. O consumidor, por sua vez, já deseja adquirir esse tipo de serviço. Quarenta e um por cento dos usuários de smartphones preferem o celular para assistir vídeos curtos em vez de outros dispositivos, como laptop ou tablet. O smatphone também é o canal favorito para checar informações nas redes sociais para 55% deles e, para tirar fotos, para 67%. Dos entrevistados, 37% tiram ao menos uma foto por dia.

No que se refere às transações bancárias, o número dos que consultam seus dados financeiros com grande frequência pelos smartphones ainda é relativamente pequeno. Embora metade afirme acessá-los pelo dispositivo ao menos uma vez por semana, apenas 17% o fazem diariamente. Se perguntados sobre o pagamento de contas, 56% respondem nunca ter realizado transações pelo smartphone, enquanto 62% dizem nunca ter feito transferências de dinheiro por esse canal.

Exposição pessoal e exposição à publicidade

A alta conectividade do consumidor brasileiro produz dois fenômenos que também foram explorados pela pesquisa: a exposição pessoal e a exposição à publicidade. Questionados se estariam dispostos a compartilhar suas informações com empresas, a resposta foi afirmativa para 31% dos entrevistados – desde que pudessem escolher quais dados dividir. Já 17% disseram estar dispostos sem qualquer restrição.

Os smartphones também têm se mostrado um canal emergente para campanhas publicitárias. A maior parte das propagandas recebidas por 35% vieram pelas redes sociais acessadas pelo dispositivo – seguido de e-mails (33%) e vídeos (29%). “O mobile advertising é um caminho importante e inevitável, que deve ganhar força com recursos da capacidade analítica combinados aos serviços baseados em localização, por exemplo”, diz Márcia Ogawa.

Uso de aplicativos e novos espaços para explorar

A compra ou atualização de aplicativos entre os consumidores de smartphones é alta no Brasil: 61% dos usuários fazem downloads de aplicativos, sendo que 43% baixaram ao menos um deles durante o mês anterior à pesquisa – gastando, em média, US$ 13,67 no período.

Em relação a oportunidades, as grandes provedoras de tecnologia têm caminho aberto para desenvolver mais essa frente, que hoje está muito ligada a start-ups. De acordo com Solange Carvalho, diretora da Deloitte para o setor de Telecomunicações, Mídia e Tecnologia, “interoperalidade e segurança da informação são as grandes barreiras para massificar a Internet das Coisas no Brasil. Estamos na curva de aprendizado da inovação, é quase um fenômeno parecido com o que vivemos com o Big Data três anos atrás”.

A pesquisa aponta que, entre os entrevistados que possuem smartphones, 44% o conectam ao aparelho a TV, 23% ao videogame, 16% aos sistemas domésticos (como iluminação, eletrônicos e segurança) e 6% ao carro. Uso ainda incipiente – que, por outro lado, demonstra o espaço a ser explorado.

Os serviços de comunicação, como voz, VOIP e mensagens instantâneas (SMS e serviços como o Whatsapp), também foram abordados na pesquisa. As mensagens instantâneas foram usadas por 70% dos usuários de smartphones para se comunicar nos últimos sete dias antes de responder a pesquisa.

No top 10 das funções mais usadas no smartphone – liderado pelo acesso a e-mails, com 60% das respostas – as mensagens instantâneas aparecem em segundo lugar, com 57%. Em seguida, vêm o acesso a redes sociais (56%), a leitura de notícias (44%), o acesso a vídeos (43%) e a busca de informações pela internet (37%). O VOIP ficou em sétimo lugar, com 35% das respostas, embora a entrada de tecnologias como o WhatsApp possa mudar esse cenário no curto prazo.

Redação Adnews – 29 de outubro de 2015 · Atualizado às 14h37

http://www.adnews.com.br/internet/estudo-analisa-uso-de-smartphone-no-brasil

Publicidade Mobile: Quais tendências para os próximos anos?

Nos últimos anos vimos surgir milhares de tecnologias e empresas com grandes ideias que podem revolucionar o mercado. O mobile ultrapassou todos os marketers incluindo Facebook e neste ano de 2015, tornou-se o canal mais importante para os profissionais de marketing. Porém, seu inventário para publicidade ainda é pequeno em comparação com seu crescimento, mas os anunciantes já se mostraram atentos a essa tendência e dispostos a apostar cada vez mais em publicidade mobile. Afinal, é nesse dispositivo que os consumidores passam a maior parte do tempo conectados.

Segundo dados do eMarketer, empresa especializada em pesquisas envolvendo o mercado digital, os investimentos em publicidade móvel estão em expansão e a participação do Brasil deverá subir de 40% do total para 46% até 2018. Apesar do crescimento do segmento, ainda há muitas oportunidades, melhorias e vantagens ligadas à propaganda em dispositivos móveis que precisam ser difundidas entre os anunciantes e agências.

Além disso, sabemos que houve um crescimento no setor de e-commerce, mas para os próximos anos a tendência está na forma como os consumidores irão acessar a internet para realizar suas compras e muito mais. Atualmente, os gastos mundiais dos consumidores por meio do mobile correspondem a cerca de 8% de todas as transações efetuadas pelo comércio eletrônico e esse número tende a aumentar.

Acredito que o futuro do e-commerce no Brasil está muito focado nas classes C e D que estão utilizando cada vez mas a internet e com acesso ao celular. Portanto é importante que as marcas saibam criar novas formas de comunicação e invistam em formatos inovadores, desenvolvendo a visibilidade da marca por meio de  mobile targeting e outros meios de segmentação. Algumas tecnologias já permitem a compra de mídia em sites e aplicativos mobile para atender o seu público alvo e ter um retorno sobre o investimento (ROI).

Para finalizar, a projeção de especialistas é de que até 2017, o total investido em publicidade em smartphones e tablets seja equivalente ao dobro do total investido em campanhas para desktop. Por isso, para ter ótimos resultados é preciso estudar o mercado, ter bons conhecimentos sobre o mundo digital e o mais importante, ter expertise para avaliar qual a melhor ação deverá ser tomada com base no perfil do público que se quer atingir.

Artigo de Jérôme Amoudruz, Diretor Geral do Grupo Kwanko no Brasil  20 de outubro de 2015

http://www.adnews.com.br/artigos/publicidade-mobile-quais-tendencias-para-os-proximos-anos

Vivo critica uso excessivo de celular em nova campanha

Após anos de entusiasmo tecnológico, começamos a nos deparar com mobilizações que alertam sobre os riscos do uso excessivo de smartphones e outras ferramentas digitais. Afinal, até mesmo anos de estudos para criar instrumentos que agreguem o dia a dia podem ter um efeito inverso se adotados para a vida de forma errada.

Já falamos hoje sobre uma peça publicitária para o Centro de Pesquisas Psicológicas de Shenyang, na China, em que os smartphones viram muros entre as pessoas. Mas engana-se quem pensa que apenas Centros de estudos e ONGs se preocupam com o excesso dos aparelhos tecnológicos. Uma nova campanha, que convida os brasileiros à discussão sobre o assunto, foi criada por nada menos que uma marca com um negócio ligado diretamente a celulares: A Vivo.

A iniciativa #UsarBemPegaBem chama atenção para atitudes que se tornaram naturais na era digital, como digitar e dirigir ao mesmo tempo, ler conteúdos no celular sem olhar por onde passa e checar as redes sociais o tempo todo sem dar atenção a quem está ao lado.

Trata-se da primeira empresa de telecomunicações do Brasil a promover a discussão sobre o tema da conexão consciente e o comportamento das pessoas em relação ao celular. “A Vivo acredita na importância de iniciar essa conversa, de forma a provocar uma reflexão social construtiva, de credibilidade e sem juízo de valor”, afirma Cris Duclos, diretora de Imagem e Comunicação da Vivo.

Assinado pela DM9, a campanha conta com um hotsite, o Modo Consciente, onde é possível conhecer o conteúdo divulgado, bem como as interações dos usuários de redes sociais sobre o tema:

Por Luana Scalla – 21 de julho de 2015 · Atualizado às 16h27

http://www.adnews.com.br/publicidade/vivo-critica-uso-excessivo-de-celular-em-nova-campanha

Kit Kat “dá um break” na publicidade

Para divulgar o chocolate Kit Kat na Colômbia, a JWT levou a sério o slogan da marca e literalmente “deu um break” na publicidade.
A ideia foi “sequestrar” outdoors de outras marcas que foram parceiras na ação. A mesma cena ilustrada nos anúncios foram replicadas, mas desta vez com os modelos segurando o chocolate.
Já acostumadas com os banners originais, as pessoas que passavam pelos locais notaram a diferença. Também fez parte da ação a distribuição de chocolates Kit Kat.
E a sacada parece ter funcionado bem. A campanha gerou grande repercussão entre os colombianos nas redes sociais.

Redação Adnews – 23 de julho de 2015 · Atualizado às 10h28
23 de julho de 2015 · Atualizado às 10h28

Coca-Cola prega criatividade além da propaganda

A propaganda é apenas a ponta do iceberg de comunicação da Coca-Cola. Segundo o vice-presidente global de publicidade e conteúdo da marca, Jonathan Mildenhall, palestrante no 15º Congresso Brasileiro de Embalagem — promovido pela Abre (Associação Brasileira de Embalagem) nesta terça (14) e quarta-feira (15), em São Paulo —, a mídia é apenas um dos meios de conversação com o seu cliente e a criatividade tem que transbordá-la para de fato se chegar à “felicidade”, parte do conceito mundial da companhia.

Durante sua apresentação, chamada de “Storytelling: do consumidor para os consumidores”, o executivo comentou boa parte do projeto “Content 2020”, seu plano para atingir o máximo de “conteúdo líquido” e “conversação” com seu público, abordando tudo aquilo que considerou como desdobramentos da criatividade, que segundo Mildenhall é tudo aquilo que transforma conhecimento em valor. “Temos que vivenciar uma multiplicidade de canais de contato e comunicação com o consumidor, em ambos os sentidos. A marca só é moderadora e curadora desse fluxo de conteúdo”, afirmou Jonathan Mildenhall durante sua apresentação.

O conteúdo “líquido”, segundo o executivo, é aquele que se adapta ao recipiente, não é pontual demais para “evaporar” ou inflexível demais, como uma pedra de gelo. E o storytelling, termo tão usado na publicidade atualmente, se encaixa justamente neste ponto: receber e contar histórias com forma e conteúdo criativos promove uma experimentação, interação e um elo com a marca muito superior ao simples impacto passivo de uma campanha publicitária.

O vp global da Coca-Cola defende que a criatividade é muito mais ampla que “um comercial de 30 segundos na televisão”, metonímia que usou para exemplificar a propaganda. Como exemplos, o palestrante citou cases de sucesso — e até mesmo um de fracasso — da companhia onde trabalha desde dezembro de 2006.

O primeiro exemplo de storytelling e conversação com os consumidores apresentado foi da Coca-Cola Zero nos Estados Unidos, onde a marca conversou com seu público nas redes sociais por seis meses para lançar um concurso para sua “dancinha” e posteriormente uma campanha publicitária com o mesmo mote. As próprias redes sociais também foram exaltadas por Mildenhall, que defendeu que temos que “aliar a tecnologia à criatividade e aos consumidores, que constroem a história da marca”. Entre outras apresentações, o vp global mostrou os nomes impressos nas latinhas na Austrália, a “volta pra casa” nas Filipinas e a coleção de roupas da Dolce & Gabbana. O “fracasso” da marca foi o Fanta Big Bounce Experience, que não teve repercussão digital, mas rendeu “bons aprendizados” à marca, segundo o palestrante.

O executivo ainda acrescentou que o backstage das campanhas publicitárias também são grandes ferramentas para “humanizar” a marca ser mais um ponto de conversação com os consumidores.

Briefing é inspiração

Assessorada por uma série de agências globalmente, a Coca-Cola não põe a mão diretamente na criação de suas prestadoras de serviços publicitários, mas influi indiretamente ao auxiliar e munir seus criativos. Mildenhall afirmou em sua palestra que os briefings da marca precisam ser inspiracionais, para fazer com que os profissionais se sintam motivados a darem o seu melhor no desenvolvimento daquele trabalho.

Modelo de inovação

Segundo Mildenhall, o orçamento de comunicação de uma companhia deve seguir os preceitos do 70/20/10, onde 70% da verba vai para ações de baixo risco e retorno mais garantido, 20% para projetos que já assumam um papel mais inovador e 10% para ideias novas e “malucas”, com alto risco, mas que seriam formidáveis caso vingassem.

Fonte: propmark