Itaú libera ingressos de cinema do rádio para o celular

Na guerra pelo amor do público, meios tradicionais de entretenimento devem se armar de toda criatividade possível para mostrar que ainda são tão bons quanto o “on demand“.

Nesse campo de batalha, o Itaú resolveu atacar. O banco que é um incentivador do cinema – possui, inclusive, unidades próprias, em parceria com a Cineart – uniu tecnologia à outra mídia tradicional, o rádio, para convidar os ouvintes a irem ao cinema de uma forma diferente e inovadora.

Em parceria com a 89FM e a agência Africa, o banco criou um spot que dá ingressos de cinema direto do rádio para o celular de forma simples e rápida. Isso foi possível por meio da tecnologia Nearbytes, que converte o áudio em dados, sem precisar de Wi-Fi, Bluetooth, 3G ou qualquer tipo de conexão. É a primeira vez que uma empresa utiliza esse tipo de tecnologia.

A ação foi veiculada na própria rádio e, para receber o par de ingressos, bastava ter o aplicativo da 89FM e aproximar o celular das caixas de som enquanto o spot estava tocando. Com o ingresso digital nas mãos, os ouvintes já podiam ir ao cinema e curtir o filme de sua preferência.

“Para nós, o incentivo ao cinema é uma forma de facilitar o acesso à cultura. Essa ação inovadora, que é parte da estratégia da plataforma #issomudaomundo, reforça a nossa atuação em instrumentalizar as pessoas e oferecer meios de se conectarem com as nossas iniciativas”, explica Eduardo Tracanella, superintendente de Marketing do Itaú Unibanco.

Todos os ingressos da semana foram distribuídos em apenas um dia. E o mais importante: muitas pessoas trocaram as telinhas do celular pelas telonas do Espaço Itaú de Cinema.

Confira uma mostra da ação

https://youtu.be/86frY4OKOgA

Ficha Técnica:

Título: Tickets On Air

Anunciante: Banco Itaú

Produto: Espaço Itaú de Cinema

Agência: AFRICA

Diretor Geral de Criação: Sergio Gordilho

VP de Criação: Eco Moliterno, Rafael Pitanguy Diretor de Criação: Rafael Merel, Rodrigo Bombana

Diretor de Criação de Projetos: Evandro Soares

Redator: Gabriel Lepesteur Diretor de Arte: Paulo Filipe Souza

Gerente de Projeto: Pepo Penteado

Produção/agência: Rodrigo Ferrari / Stella Gafo / Thais Bonizzi Atendimento: Marcio Santoro, Celina Esteves, Cecilia Duarte, Heloisa Pupim, Juliana Melo

Mídia: Luiz Fernando Vieira, Paulo Ilha, Kaline Lessio

Produtora de Tecnologia: NearBytes

Direção de Operações: Vivian Rousseau

Direção de Tecnologia: Marcelo C. Ramos

Engenharia de Software: Ícaro F. Martins, Jefferson Pita

Produtora/som: Satélite

Produção/som: Roberto Coelho, Kito Siqueira

Atendimento/som: Fernanda Costa

Produtora/filme: Malabar Filmes

Direção/filme: Albert Klinke, Alexandre Cruz, Juba Perrone

Direção/fotografia: Diego Sousa

Montagem/Edição: Thaís Bologna

Finalização/ Pós-Produção: André Reis, Gustavo Schrank

Atendimento produtora: Ima Sanches

Redação Adnews – 01 de junho de 2015 · Atualizado às 14h48

http://www.adnews.com.br/publicidade/itau-libera-ingressos-de-cinema-do-radio-para-o-celular

Ida ao cinema começa na internet

Estudo realizado pelo Google mostra que 74% das pessoas que desejam ir ao cinema começam o programa pela internet, com uma pesquisa no YouTube ou Google. De acordo com os dados divulgados pelo relatório “A Indústria de Cinema e o Google”, a maioria das pessoas começa a planejar o passeio sem ter um filme específico em mente e 60% delas terminam sua busca no YouTube. Nos últimos três meses de 2014 somente os brasileiros assistiram a 236 anos de trailers na plataforma, caso as horas fossem computadas em somatória.

“A ideia do estudo era gerar insights novos para esta indústria, com base nos dados internos do Google Brasil. Escolhemos analisar a área de cinema porque acreditamos que ainda existem muitos caminhos no digital a serem explorados por esta indústria no Brasil”, conta Debora Bonazzi, diretora de vendas para a indústria de entretenimento do Google Brasil.

O estudo aponta que apenas minoria dos consumidores, cerca de 30%, buscou por um filme específico em 2014, enquanto a grande maioria busca apenas pelo programa. É também a maioria que procura por essa forma de entretenimento em dias úteis, sendo que 46% das buscas são pelo período da tarde e 34% pelo período da noite. Foi em 2014 que a maior parte das pesquisas sobre o tema passaram a ser feitas por meio do smartphone, chegando a 55% em dezembro de 2014. “Sabendo que a transição para o mobile já foi feita, é mandatório que toda a comunicação tenha uma estratégia parruda para este device. Esta indústria já é mobile”, afirma Debora.

Quem vai ao cinema durante a semana geralmente busca por um título específico: a pesquisa mostra que 70% das buscas por títulos de filmes foram feitas em dias úteis. Metade dos interessados em um filme ouviram falar sobre ele pela primeira vez na internet, aponta pesquisa Consumer Barometer 2014. Pouco menos da outra metade (46%) tomaram conhecimento de um título por meio da televisão. O estudo destaca a importância de uma campanha de divulgação multitelas

Ruvila-Avelino| » 07 de Maio de 2015 17:19

Leia Mais: http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/noticias/2015/05/07/Ida-ao-cinema-comeca-na-internet.html#ixzz3ZnILKu5P

As fronteiras da linguagem minimalista

A origem da comunicação humana é, ainda hoje, um dos maiores desafios da ciência da linguística. Existem várias teorias sobre por que começamos a nos comunicar, mas ninguém sabe ao certo o que nos levou a desenvolver esta habilidade. De gestos a pigmentos, das prensas tipográficas à Internet, nossa capacidade de criar e interpretar símbolos mudou a forma como nós vivemos, além de nos fornecer novas maneiras de lidar com um mundo imprevisível.

minimal communication

Desde o primeiro momento em que a comunicação se manifestou entre os seres humanos, a eficiência deste processo passou a ser um objetivo. Com as novas tecnologias tornando-se cada vez mais acessíveis, hoje é possível atingir uma sofisticação nunca antes imaginada. No mundo de hoje, hiper ocupado, conectado e plural, a comunicação minimalista ocupa um espaço cada vez maior, desde o fenômeno cultural dos emojis à preferência por mensagens de texto no lugar de ligações telefônicas. Vivemos numa lógica comunicacional que carrega a compressão do máximo de significado em um mínimo de representação simbólica.

O cinema preparou o terreno para uma comunicação mais imagética, pois turbinou a nossa capacidade de interpretar este tipo de linguagem. Devido à importância cultural que o cinema atingiu ao longo do século XX, o nosso cérebro exercitou a capacidade de interpretar, além da linguagem em imagens, uma linguagem baseada em elipses. A edição nos acostumou a compreender a mensagem através de apenas alguns fragmentos.

Efeito Kuleshov
Efeito Kuleshov

As tecnologias evoluíram em velocidade exponencial a partir do século XX, e o formato de linguagem precisou acompanhar essas mudanças. A fragmentação da linguagem hoje é tão profunda que uma única imagem pode ser muito mais precisa que um parágrafo inteiro. Postar uma foto de uma pessoa cansada pode ser a forma mais eficiente de dizer para seus amigos que você não vai mais conseguir sair porque está preso no trabalho. Comunicar muita coisa não é comunicar em quantidade.

app yo

Prova disso é o sucesso do Yo, um aplicativo de troca de mensagens em que o único recado permitido é “Yo!”. Apesar de ser inicialmente visto como uma piada, o app já teve mais de um milhão de downloads, e 15 Yos são mandados por segundo no mundo. O antropólogo Bronislaw Malinowski descreve esse tipo de interação como uma “expressão fática”, um tipo de comunicação que executa uma tarefa social em vez de transmitir uma informação – por exemplo, o simples lembrete de que alguém está pensando em você.

A antropóloga cultural Mimi Ito explica o sucesso do Yo através do desejo inerente ao ser humano de se conectar e estar conectado, mesmo que em níveis mínimos. Consumidores estão buscando oportunidades para se comunicar de uma maneira mais emocional e divertida, para pular o “small talk” mas não perder a oportunidade de mandar sentimentos.

Isso explica a consolidação da tendência de se comunicar apenas por imagens, a ponto de existir uma rede social apenas de emojis, a Emojili, que com dois dias de vida já tinha mais de 50 mil usuários.

Outro exemplo interessante do sucesso da comunicação minimalista é o casal americano que, em agosto de 2014, decidiu se comunicar apenas por emojis por um mês como uma forma de tentar melhorar o casamento. No final do mês, a mulher declarou que se sentiu mais amada ao receber emojis com afeto do que quando recebia um simples “eu te amo” de seu marido.

Alex: Estou indo para casa. Liza: Eu estou com uma amiga e ela teve uma morte na família, não venha beber com a gente. Alex: Eu vou beber com outras pessoas.
Alex: Estou indo para casa. Liza: Eu estou com uma amiga e ela teve uma morte na família, não venha beber com a gente. Alex: Eu vou beber com outras pessoas.

To emoji or not to emoji

“Emoji” vem da palavra japonesa para “pictográfico”. Os emojis foram criados para serem expressivos o suficiente para substituir palavras e frases, simbolizando objetos, sentimentos, expressões e ideias do dia a dia. Suas cores e designs foram absorvidos pela cultura pop, fazendo deles um terreno fértil para pesquisa e experimentação por acadêmicos e artistas, ganhando o patamar de linguagem.

No final de 2013, a primeira exposição artística só de emojis aconteceu em Nova Iorque. Na mesma éppoca, Katy Perry lançou um “emoji lyric video” do seu hit “Roar”. Em fevereiro de 2014, uma versão do livro Moby Dick escrita com emojis em vez de palavras foi aceito no acervo do Library of Congress, um verdadeiro marco na aceitação desse tipo de comunicação como linguagem contemporânea. Chamado Emoji Dick, o projeto captou recursos através de uma campanha no Kickstarter.

emoji dick

Há dez anos, a ideia de que opiniões poderiam ser condensadas em tweets de 140 caractéres era inconcebível. Hoje, um único emoji pode transmitir a mesma informação e ainda ser compreendido em qualquer lugar do mundo, o que pode classificá-lo como linguagem universal. A grande adesão ao Gif Keyboard, uma extensão para os teclados do iOS 8 apenas com emojis retirados de GIFs famosos, é um exemplo claro e muito recente de como este tipo de comunicação está cada vez mais intrínseca na vida das pessoas.

Enquanto alguns defendem que a febre dos emojis não passa de uma manifestação do apetite insaciável dos Millennials por mensagens de texto, cultura pop e economia de tempo, outros argumentam que isso pode até significar um resgate da comunicação em hieróglifos. Independente da referência histórica, os emojis constituem uma línga pidgin, um ponto de encontro linguístico formado no ato da comunicação, e facilitado pela grande diversidade de símbolos.

A comunicação minimalista propõe um novo paradigma linguístico. Em um mundo de excessos, paira no ar a necessidade de criar uma linguagem capaz de dizer mais usando menos recursos e de uma forma mais democrática, criando inclusive novas possibilidades para a tão sonhada linguagem universal.

08/12/2014

http://pontoeletronico.me/?p=1035

Estética do mundo elevado ao grau máximo

Gilles Lipovestky lança um novo livro intitulado: L’esthetisation du monde’ ou seja a ‘Estética do mundo elevado ao grau máximo’ (ainda não traduzido em portugues).
Até pouco tempo a arte era feita pela arte, hoje é o mercado quem impulsiona o mundo das artes. O capitalismo criou um tipo inédito de arte: a arte de consumo de massa (cinema, publicidade …), que não necessita de qualquer cultura específica. Uma arte sem elevação ideal, que se mistura com marcas no esporte, moda, entretenimento. O mundo hiper moderno é um mundo inseguro, frágil…Isso se vê evidente na curva da ansiedade, no stress, no vício e depressão.
A comercialização da  ‘estética’ desenfreada atrelada a uma promessa de felicidade está deixando a pessoa ainda mais infeliz. Os prazeres estéticos não conseguem eliminar o desconforto, a deterioração da auto-estima gerada somente pela comercialização. O comercial não é necessariamente o oposto da qualidade, mas não satisfaz mais porque tem apostado muito no reino da quantidade.
Foto: Gilles Lipovestki lança um novo livro intitulado: L'esthetisation du monde' ou seja a 'Estética do mundo elevado ao grau máximo' (ainda não traduzido em portugues). Até pouco tempo a arte era feita pela arte, hoje é o mercado quem impulsiona o mundo das artes. O capitalismo criou um tipo inédito de arte: a arte de consumo de massa (cinema, publicidade ...), que não necessita de qualquer cultura específica. Uma arte sem elevação ideal, que se mistura com marcas no esporte, moda, entretenimento.  O mundo hiper moderno é um mundo inseguro, frágil...Isso se vê evidente na curva da ansiedade, no stress, no vício e depressão. A comercialização da  'estética' desenfreada atrelada a uma promessa de felicidade está deixando a pessoa ainda mais infeliz. Os prazeres estéticos não conseguem eliminar o desconforto, a deterioração da auto-estima gerada somente pela comercialização. O comercial não é necessariamente o oposto da qualidade, mas não satisfaz mais porque tem apostado muito no reino da quantidade.