Confira 10 tendências de social media para 2017

05 de Dezembro de 2016 16h – Atualizado às 16:59

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Com o intuito de enriquecer a visão do mercado com informações sobre consumo, desempenho e planejamento de mídia, a Kantar IBOPE Media acaba de compartilhar um estudo global da Kantar Media, com as dez tendências das mídias sociais para o próximo ano. Confira abaixo alguns dos principais insights da análise.

  1. Snap e Facebook: muito além do social – Diversificação como chave para o sucesso

Conquistar uma grande base de usuários de redes sociais já não é mais suficiente para as companhias que surgiram com foco neste segmento.

  1. Surfando a onda da “Realidade Aumentada” – O auge do ambiente web

Bastante popularizada a partir do fenômeno Pokemon Go, a chamada Realidade Virtual já chama atenção de diversos players do mercado de tecnologia — como Google, Apple, Facebook, Snap, Twitter e Amazon — e de veículos de mídia como o The New York Times.

  1. A revolução da distribuição de conteúdo – A era das experiências

A distribuição de conteúdo costumava ser bem simples. Mídias e marcas publicavam nos seus sites/blogs e compartilhavam estes conteúdos nas redes sociais. Este processo evoluiu intensamente e a proliferação de canais de comunicação exigiu das marcas o desenvolvimento de conteúdos específicos e abordagens customizadas para cada um deles.

  1. Os chatbots chegaram… mas não estão sozinhos – Iluminando o “dark social”

O movimento dos consumidores em direção ao uso massivo dos apps de mensagens já provoca, desde 2014, uma movimentação das marcas no mesmo caminho. Em 2016, os chatbots de atendimento – aplicativos que reproduzem códigos de conversas para gerar uma comunicação automatizada com os usuários – surgiram como outra grande tendência a se observar.

  1. O crescimento das redes de pergunta e resposta – Celebridades e influenciadores ao seu dispor

Começou na China e agora está se espalhando por outros mercados ao redor do mundo, a adoção em massa de serviços de Q&A que permitem o envio de perguntas para celebridades e influenciadores.

  1. Programas de influenciadores: aposta da moda ou sábio investimento? – A economia da confiança é mais que uma tendência

Em um cenário em que a identidade da marca não é mais restrita à sua própria mensagem, mas sim um reflexo das experiências coletivas de seus consumidores e fãs que seguem a companhia, a confiança é um atributo de suma importância. Neste contexto, o marketing de influenciadores se destaca. A linguagem moderna da confiança é engenhosa e, acima de tudo, alimentada por ótimas influências, classificações e críticas.

  1. Redes sociais e TV: o casal do futuro – Ponto de partida para uma nova geração de telespectadores

As redes sociais sempre tiveram um vínculo com o conteúdo de TV/vídeo. Agora, o fenômeno “Social TV” marca a união da televisão com essas mídias, por meio das milhões de pessoas que compartilham as suas experiências com outros telespectadores nas redes sociais.

  1. Fale! – Os assistentes virtuais querem antecipar os seus desejos

Nas pesquisas feitas na internet, as perguntas realizadas com recursos de voz dobraram de 2014 para 2015. A ferramenta é mais uma evolução nos mecanismos de busca na web, que hoje já permitem a personalização de resultados por geolocalização e até uma compreensão melhor da intenção dos usuários. A ideia é que as ferramentas de pesquisa de fato tragam respostas às perguntas dos usuários, e não apenas resultados de uma busca.

  1. Social commerce: quem será a galinha dos ovos de ouro? – Pinterest reivindica o trono

Ainda que as redes sociais tenham lançado recursos e ferramentas para facilitar a compra de produtos e serviços a partir de seus canais, a conversão ainda é complexa e apresenta resultados aquém das expectativas. Uma exceção parece ser o Pinterest. Uma pesquisa da Kantar Millward Brown relatou que 96% dos visitantes da rede social de compartilhamento de fotos usam o site para planejar uma compra, e 87% realmente fizeram uma compra depois de ver algo que apreciaram. Por isso, a capacidade do Pinterest gerar vendas é um importante diferencial da plataforma.

  1. Office War! – Tormenta para Slack e outros players

O mercado de ferramentas digitais para comunicação dentro das empresas ainda é muito fragmentado. Este é um setor que enfrenta desafios como a falta de compatibilidade entre diferentes recursos e a resistência de algumas companhias em adotar ferramentas sociais por considerarem que elas desviariam a atenção dos funcionários. No entanto, a crescente presença de Millennials na força de trabalho tende a mudar esse quadro — muitos deles veem as mídias sociais como a melhor maneira para romper as barreiras de comunicação, especialmente em grandes empresas.

Clique aqui para ver o estudo completo

http://adnews.com.br/social-media/confira-10-tendencias-de-social-media-para-2017.html

Coca-Cola coloca emoticons em suas garrafas

Campanha da Coca-Cola (Reprodução)

Dando continuidade ao seu icônico posicionamento “compartilhe”, a Coca-Cola resolveu adotar a linguagem dos emoticons em suas famosas garrafinhas. A campanha, que começou no Vietnã, foi desenvolvida em parceria pelas agências Droga5 Sydney e Isobar Singapura. A segunda fase do trabalho vai inspirar jovens a agir e compartilhar suas próprias histórias.

As animações consagradas foram criadas para que os usuários da web possam expressar os seus sentimentos, um ponto que tem total sinergia com a marca de refrigerantes, principalmente com frases como “compartilhe a alegria” ou “compartilhe emoção”, temas recorrentes para a companhia. Confira o filme criado para promover a novidade:

Redação Adnews – 03 de Agosto de 2015 · Atualizado às 12h00

http://www.adnews.com.br/publicidade/coca-cola-coloca-emoticons-em-suas-garrafas

Coca-Cola presenteia quem compartilha humanidade

21 de julho de 2015 · Atualizado às 15h58

Campanha da Coca-Cola em parceria com a JetBlue (Reprodução/ Youtube)

Uma das características mais evidentes da Coca-Cola é o seu poder de comunicação com o público jovem. Não à toa, a marca se apropriou de uma maneira muito interessante do termo mais emblemático das redes sociais, o famoso “compartilhe”.

Em parceria com a JetBlue, a empresa desenvolveu uma ação de câmera escondida como complemento da campanha “Share a Coke with Humanity”. Na Penn Station, famosa estação de trem de Nova York, a marca instalou uma vending machine aparentemente comum.

Entretanto, ao invés de apenas uma garrafa da bebida, a máquina soltava dois produtos. Aqueles que fizeram questão de compartilhar a garrafa no próprio local, com pessoas desconhecidas, foram surpreendidos com uma espécie de vale-passagem de ida e volta para algum destino disponibilizado pela JetBlue.

Confira o vídeo:

Redação Adnews – http://www.adnews.com.br/midia/coca-cola-presenteia-quem-compartilha-humanidade

Nova campanha da Coca-Cola traz 600 nomes nas embalagens

A Coca-Cola volta a apostar na “campanha dos nomes” em sua primeira ação de 2015. Dessa vez, serão 600 nomes nas embalagens do refrigerante.

Agora, o mote é “Bebendo uma Coca-Cola com”, para estimular o compartilhamento. A ideia é fazer a pessoa encontrar o nome de alguém especial em sua vida e levar uma Coca para eles beberem juntos.

O comercial estreia na televisão em 15 de janeiro, mas você já pode ver em EXAME.com, ao final do texto.

“Share a Coke” é uma campanha global. Lá fora, foi criada pela Wieden + Kennedy de Portland. No Brasil, o vídeo foi adaptado pela JWT, que incluiu uma cena de São Paulo.

No novo comercial, “Júlia”, amizade e romance estão envolvidos no ato de encontrar uma latinha ou garrafa de Coca com algum nome especial.

Os nomes foram levantados pela marca por meio de uma pesquisa encomendada e abrangem 90% da população de adolescentes do país.

Confira:

marketing – 05/01/2015 – Guilherme Dearo, de EXAME.com

http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/nova-campanha-da-coca-cola-traz-600-nomes-nas-embalagens

Brasil tem três chaves da pós-modernidade, diz Maffesoli

Para o sociólogo francês, professor da Universidade de Sorbonne, criatividade, temporalidade focada no presente e sentido de comunidade são características nacionais

por Isabela Vieira – Agência Brasil   publicado às 08:43 de 11/11/2014, modificado às 08:43 de 11/11/2014

Ao reafirmar ontem (10) que o Brasil é um “laboratório da pós-modernidade”, o sociólogo francês Michel Maffesoli, professor da Universidade de Sorbonne, destacou que o país tem três das cinco chaves para compreender a sociedade contemporânea e acelerar o seu crescimento econômico. Ele participou de palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

O sociólogo francês Michel Maffesoli. Foto: Jérôme Choain/Flickr (2011)

A primeira chave, segundo Maffesoli, é a criatividade que, na sua avaliação, é uma das marcas da juventude brasileira. “É um momento que, no sentido simples, há uma efervescência, um formigamento”. O sociólogo, que é observador atento dos movimentos envolvendo os jovens, entende que essa criatividade é uma das marcas do novo “valor do trabalho” (uma das chaves de sua teoria), que precisa ser apropriado por empresas e gestores.

Outro aspecto apontado pelo sociólogo é a “temporalidade” focada no presente, que atribui ao tempo todas as transformações, em contraposição ao futuro, chave da modernidade. “Há energia intensa no ar [no Brasil, que deve ser aproveitada]”, disse.

A terceira chave, de acordo com Maffesoli, é aquela que contrapõe a ideia de individualismo. Para o sociólogo, na contemporaneidade, as pessoas se juntam cada vez mais em tribos, para desfrutar das experiências. “Vejo nos meus alunos brasileiros: não é mais o eu, é o nós; a comunidade passa a ser mais importante que o indivíduo, que era a marca moderna”.

As demais chaves são usadas por Maffesoli para explicar as transformações da contemporaneidade. Ele cita o “utilitarismo”, por meio da estética compartilhada. “Está emergindo a estetização da existência, das emoções por meio da música e da arte. Tudo é feito para se compartilhar e vibrar junto, como os shows esportivos, musicais e religiosos”. Por fim, a saturação da sistematização da razão, o “racionalismo”, a necessidade atual de “mobilizar afetos”.

Durante a palestra, o sociólogo também destacou que o trabalho e o dinheiro, um dos pilares da sociedade moderna, estão sendo substituídos por produtos da criatividade, como arte e cultura, com potencial muito maior de mobilização.

Como exemplo dessa teoria, ele mencionou uma pesquisa encomendada pela equivalente à Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) da França, que concluiu que “os salários não são mais o grande retentor de talentos. As pessoas querem trabalhar em empresas cool [legais], que mantenham os trabalhadores com políticas de bem-estar”.

Maffesoli também abordou o atual modelo educacional, classificado por ele como “podre” por ser vertical. O ideal, sugere,  seria uma forma de iniciação, de acompanhamento do aprendiz. “O jeito pós-moderno é horizontal”, disse. “De fato, com a tecnologia, são os fóruns de discussão, as redes sociais, como o Facebook que recusam o poder vertical, mas precisam de uma autoridade [o mediador, o administrador] a vingar”.

Perguntado sobre o livro do professor da Escola de Economia de Paris, Thomas Piketty, O Capital no Século 21, que fala da disparidade da concentração de renda, Maffesoli disse que não teve tempo de lê-lo. Mas que o aumento das desigualdades, no contexto atual, resultado do acirramento das diferenças, da concentração de pessoas em tribos, já era esperado. “A igualdade sempre foi um mito na modernidade”, reforçou o intelectual da pós-modernidade.

http://www.cidadenova.org.br/editorial/informa/934-brasil_tem_tres_chaves_da_pos_modernidade

Michel Maffesoli faz conferência de abertura no Seminário Internacional de Educação

Um dos principais teóricos da pós-modernidade no mundo, o sociólogo francês e professor da Universidade Paris V, Michel Maffesoli, fez a conferência principal nesta segunda-feira (2), noite de abertura do Seminário Internacional de Educação – O Conhecimento e as Juventudes do Século XXI, que a Secretaria Estadual da Educação realiza em Porto Alegre até quarta-feira (4). Com participação do jornalista Juremir Machado da Silva como debatedor e mediação da secretária-adjunta da Seduc, Maria Eulalia Nascimento, o sociólogo francês enfatizou a diferença entre educação vertical e iniciação horizontal, reiterando que a pós-modernidade, marca do momento atual, é o encontro do arcaico com a tecnologia de ponta.

Discordando de outros teóricos, que consideram característica da contemporaneidade o individualismo, Maffesoli descreve o tribalismo contemporâneo com ênfase na convivência, na cultura do sentimento, no laço social e nas vibrações em comum para descrever a atualidade. O teórico reitera, portanto, seu conceito das tribos urbanas, das quais os jovens fazem parte. “Estamos numa época de mutação, e a juventude é quem carrega esse processo”, declarou. A mudança consiste na passagem de um modelo vertical para um modelo horizontal, que tem como mola propulsora a revolução tecnológica. A educação da modernidade privilegia o cognitivo, com uma concepção esquizofrênica do mundo, em que o elemento essencial é o cognitivo e o individualismo.

Para Maffesoli, a educação moderna, que havia antes, não é baseada em iniciação, e há uma diferença entre educação e iniciação. “A educação vai, cada vez mais, dar lugar à iniciação. Isso quer dizer que não podemos impor verticalmente um saber, mas que se deve, mais uma vez, lembrando o papel do desenvolvimento tecnológico, reconhecer a horizontalidade do conhecimento”, explica. O sociólogo destaca que a educação que ainda é vista em universidades e instituições funcionou bem durante a modernidade, ela é verticalizada, enquanto a iniciação é horizontalizada. “A iniciação tem uma ideia de acompanhamento e encontra um ponto de ajuda justamente na internet. É um paradoxo pós-moderno”, diz. “Na pós-modernidade se volta para a iniciação, mas com a utilização da internet. As instituições educacionais estão coladas a uma ideia de verticalização: eu sei algo que você não sabe e eu estou passando conhecimento para você. Na iniciação, há uma horizontalização, como na wikipédia. A internet mostra que é assim que as coisas vão funcionar na pós-modernidade, com a ideia de compartilhamento”, declara o pensador.

Sobre a crítica à sociedade individualista, Maffesoli é enfático ao destacar o papel cada vez mais importante das tribos urbanas na vida social. “A característica essencial dessas tribos é, por um lado, se concentrar no papel dos sentidos e do sensível. Por outro lado, com base no que acabo de dizer, valorizam a  vinculação, a relação, o estar junto. Trinta anos depois de ter escrito ‘O Tempo das Tribos’, confirmo minha hipótese: parece-me que o ‘relacionamento’, o laço social, é elemento essencial da pós-modernidade. O desenvolvimento tecnológico, como evidenciado pelas redes sociais, tende a reforçar a importância de viver juntos, do vínculo”, disse à plateia lotada do Salão de Atos da UFRGS.

Para o francês, a tecnologia, a internet e as redes sociais consistem no que vai criar as novas maneiras de estar junto, ou seja, uma nova estrutura, horizontal, com horizontalidade do conhecimento e inteligência coletiva, o que se reflete no ambiente educacional. Nesse novo cenário, em vez de haver uma representação do mundo, há a apresentação do que ele é. Inverte-se a lógica da educação na verticalidade, na lei do pai, que repousa sobre o poder, pela lógica da iniciação, que coloca em jogo a autoridade. “Da figura do adulto sério, racional, produtor e reprodutor, emblemática da modernidade, passamos ao Dionísio, ao mito da eterna criança, na pós-modernidade”, resume.

Juremir Machado destacou que a educação pós-moderna é também uma educação pós-produção, em que o sujeito deve sentir-se indivíduo. “O papel do professor é libertador: ele tem o desafio de abrir a possibilidade de cada aluno entrar em contato com o imaginário, com o a capacidade da transfiguração”, sintetizou o professor.

Texto: Patrícia Coelho
Edição: Redação Secom

http://www.portal.rs.gov.br/conteudo/198052/michel-maffesoli-faz-conferencia-de-abertura-no-seminario-internacional-de-educacao-