Plataforma da Motorola expõe apego da sociedade ao celular

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Quer saber se você tem uma relação saudável com seu smartphone? Para demonstrar a proximidade do mobile na vida atual, a Motorola propõe aprofundar este debate com o lançamento da plataforma Phone Life Balance, que reúne conteúdos que ajudam as pessoas a refletirem sobre a necessidade do uso equilibrado dos smartphones.

Para embasar a campanha, a marca realizou um estudo mundial coordenado pela Dra. Nancy Etcoff, especialista em Comportamento Mente-Cérebro e na Ciência da Felicidade pela Universidade de Harvard, e em parceria com a empresa independente Ipsos. Os resultados são preocupantes. No Brasil, por exemplo, 49% dos usuários da geração Z (de 16 a 20 anos) considera o smartphone “seu melhor amigo”.

“A Motorola acredita que o smartphone mudou a vida das pessoas para melhor. É possível trabalhar, estudar e se comunicar com muito mais agilidade atualmente, mas é necessário ter equilíbrio para que essa relação se mantenha positiva”, afirma Renata Altenfelder, diretora de marketing da Motorola para América Latina.

Para conhecer o hub, basta acessar hotsite. Além da pesquisa completa, o site traz um manifesto em favor do uso inteligente do smartphone e até um quiz – “Você pertence ao seu smartphone ou ele pertence a você?”. Nele, os usuários podem fazer um teste on-line que mostra o nível de dependência do celular de cada um. O site ainda conta com vídeos e materiais de apoio para gerar uma reflexão sobre o tema.

http://adnews.com.br/tecnologia/plataforma-da-motorola-expoe-apego-da-sociedade-ao-celular.html

 

Compre experiências e não coisas

Novas pesquisas mostram que investir em viagens, jantares e aventuras – em vez de produtos – pode levar a uma vida mais feliz

FLÁVIA YURI OSHIMA COM NATHALIA BIANCO, ALINE IMÉRCIO E RUAN DE SOUSA GABRIEL
01/02/2015 10h00
Carlos Carnellas (Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA e McKay Savage)(Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA e McKay Savage)
carlos Carnellas
41 anos  I  Microempresário
Experiência
Subiu três vezes o Monte Everest. Na segunda, chegou ao topo
“A montanha me tornou alguém mais desapegado. A lembrança de como me senti na primeira vez que cheguei lá ainda me emociona”

A tendência é que busquemos repor o prazer da compra com outra compra, num mecanismo similar ao do vício. Ele ganhou até um nome, cunhado por dois psicólogos da Universidade Yale em 1971: a esteira hedonista (leia adiante). Há, no entanto, uma solução simples para usufruir o prazer e evitar os problemas da dependência: consumir menos – e consumir melhor. Consumir de modo que a sensação de prazer perdure e até mesmo se renove com o passar do tempo. Ou, em outras palavras, consumir experiências, em vez de coisas.

A ciência está do lado de quem compra para viver – e não de quem vive para comprar. De acordo com pesquisas feitas nos últimos anos, investir em experiências aumenta substancialmente as chances de levar uma vida mais feliz, mais plena de sentido e significado. Uma dessas pesquisas foi divulgada recentemente pela Universidade de Cornell, nos EUA. Liderado pelo pesquisador americano Thomas Gilovich, o estudo intitulado Uma vida maravilhosa: o consumo experimental e a busca pela felicidade mediu, durante três anos, a forma como consumidores se sentiram em relação a suas compras, em intervalos de tempo distintos. Mais de 2 mil pessoas, dos 21 aos 69 anos, participaram da pesquisa.

Gilovich é um dos maiores especialistas do mundo em comportamento dos consumidores. Desde o início dos anos 1990, ele estuda como as pessoas empregam seu dinheiro – e o efeito dessas opções. No estudo mais recente, sua principal conclusão é que o gasto com experiências como jantares, viagens, passeios e espetáculos causa uma sensação de felicidade mais intensa e duradoura do que compras de produtos – por mais grandiosos e antecipados que eles sejam. “As experiências, ao contrário dos produtos, seguem em nossa memória e são revividas sempre que compartilhadas, expandindo nossa percepção de prazer e a de pessoas com quem as dividimos”, disse Gilovitch a ÉPOCA. Num mundo em que nunca houve tanta oportunidade de compartilhar (com as redes sociais e recursos como o WhatsApp), apostar em experiências pode ser um jeito divertido de distribuir bem-estar – e recolher um pouco de felicidade.

>> “Abrimos mão de objetos para realizar um sonho”

O microempresário paulista Carlos Carnellas está aí para comprovar o trabalho de cientistas como Gilovitch. Aos 34 anos, sofreu um acidente grave no trabalho. Quebrou o braço em três lugares. “Estava internado quando decidi que queria investir numa grande experiência”, conta ele. Resolveu subir o Everest – logo ele, que nunca havia escalado. Foram dois anos de escaladas na América do Sul e treinos físicos diários antes de sua primeira viagem ao Everest, em 2009. Daquela vez, chegou ao primeiro acampamento, o ponto de parada mais baixo do monte, a 5.400 metros de altitude. Carnellas vendeu um apartamento que tinha em São Paulo para financiar a expedição, que lhe custou US$ 62 mil. “A sensação de realização foi a coisa mais incrível que já vivi”, diz ele. “A noção de fragilidade que a montanha nos impõe é transformadora.” Desde então, Carnellas já participou de duas outras expedições ao Everest. Na segunda, em 2011, alcançou o cume. Cada viagem é precedida de intensa preparação financeira. Dono de uma pequena fábrica de embalagens, ele troca o prazer fugidio – e o conforto – de dirigir carros novos e viver numa casa maior pela promessa de grandes aventuras, grandes lembranças. “Nunca penso no que deixo de ter. A montanha me tornou alguém mais desapegado e feliz”, diz ele. “A lembrança de como me senti na primeira vez que a venci ainda me emociona.”

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Não é preciso ter dinheiro para escolher experiências, e não coisas. É possível ter o mesmo tipo de prazer em atividades cotidianas, como reunir os amigos para assistir a uma peça de teatro ou tomar um chope. Isso acontece devido à forma como nossa mente interpreta nossas experiências. Enquanto as coisas que compramos ficam em garagens, armários ou prateleiras, as experiências tornam-se parte do que somos. “É o oposto da noção errada de que produtos duram e vivências são fugazes”, diz Gilovich. “O que experimentamos estará conosco enquanto tivermos memória para resgatá-lo.”

Roberta Malta (Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA)(Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA)
Roberta Malta
40 anos  I  Jornalista
Experiência
Em 2011, depois de mais de um ano na lista de espera, jantou no restaurante El Bulli, de Barcelona
“Foram servidos mais de 40 pratos em seis horas. Todos, sem exceção, eram lindos e deliciosos. Foi um evento que ultrapassou todas as minhas expectativas”

É claro que, quanto mais extraordinárias as experiências, quanto maior o investimento de tempo e energia, mais profundamente as impressões serão gravadas na memória. Quando o restaurante catalão El Bulli, até então considerado o número um do mundo, anunciou no início de 2010 que fecharia em menos de dois anos, a jornalista paulista Roberta Malta experimentou o mesmo tipo de urgência que Carnellas sentira. Roberta estava havia meses na fila de espera para provar a comida do chef catalão Ferran Adrià. Achou que sua vez não chegaria. Para sua surpresa, conseguiu uma data para dali a um ano, pouco antes de o restaurante fechar as portas, em 2011. “Quando me dei conta de que estava a caminho do El Bulli, chorei”, diz ela. “A refeição, composta de mais de 40 pratos, foi uma experiência incrível. Era tudo melhor do que eu imaginara, da estética ao sabor.”

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Luciana Varejão (Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA)Luciana Varejão (Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA)
Luciana Varejão
42 anos  I  Empresária
Experiência
Comemorou, em 2012, seu aniversário com o marido e 11 amigos no disputado restaurante 58 TOUR EIFFEL, na Torre Eiffel, em Paris
“Quis marcar a passagem para os 40 anos com algo surpreendente, que eu pudesse fazer com as pessoas que amo. Foi inesquecível”

A empresária Luciana Varejão fez algo parecido. Ela queria marcar seus 40 anos com uma experiência memorável, que pudesse ser compartilhada. Escolheu jantar no concorrido restaurante da Torre Eiffel, em Paris, o 58 Tour Eiffel. Reservar mais de dois ou três lugares é raro. Luciana recorreu a uma agência especializada em experiências inusitadas, a Beespoken. No dia de seu aniversário, lá estava ela em Paris, ao lado do marido e 11 amigos, jantando no 58. Não há joia que substitua essa saborosa memória.

São muitos os mecanismos psicológicos que explicam por que viver algo traz sensações mais intensas do que possuir algo. O primeiro é que somos seres sociais. Conviver e compartilhar experiências são, para nós, fontes comprovadas de prazer. Ao longo das últimas décadas, vários estudos mostraram que pessoas com vida social equilibrada e fortes laços de afeto tendem a sofrer menos com depressão, melancolia e ansiedade. As experiências reforçam os aspectos positivos da nossa psicologia gregária. É mais fácil transformar um jantar ou um passeio numa experiência coletiva do que esperar que as pessoas se deleitem com nossa nova TV ou com aquela batedeira de grife, importada – por mais que às vezes pareça que não.

“Vivências são mais facilmente transformadas em experiências coletivas do que produtos”, afirma Sonja Lyubomirsky, pesquisadora da Universidade da Califórnia que há mais de 20 anos se dedica ao estudo da felicidade. Seu último livro, Os mitos da felicidade (Editora Odisseia), foi lançado em 2014 no Brasil. Ela diz que conversas sobre viagens, filmes ou uma peça de teatro são combustível certo de momentos prazerosos com amigos. Há compras que sugerem experiências, como o sítio onde você pode se reunir com amigos, mas, em geral, esse não é o resultado das compras. Mesmo compras longamente antecipadas, como o carro dos sonhos, não despertam empatia ou interesse nos demais. É um triunfo pessoal, apenas. Falar de conquistas materiais pode gerar constrangimento. Transmite a impressão de que o intercolutor está diante de um novo-rico exibicionista. Talvez esteja mesmo…

As redes sociais e os comunicadores instantâneos não só aumentam as possibilidades de compartilhar experiências como transformam as vivências em ponte para nos aproximar de pessoas com quem, de outra forma, não teríamos contato direto. Ao descobrirmos que amigos fizeram aquela mesma viagem ou provaram da última receita que nos surpreendeu, a relação de afinidade que estabelecemos com eles produz uma gostosa sensação de cumplicidade e pertencimento a um grupo – fonte comprovada de felicidade. Isso não ocorre com a posse de objetos. Pessoas com o mesmo modelo de carro que o nosso ou com o mesmo sapato não têm efeito positivo sobre o nosso bem-estar.

Nossa extraordinária capacidade de adaptação também ajuda a explicar por que o prazer das experiências é mais duradouro que o prazer das compras. As pesquisas mostram que cada ser humano tem um nível próprio de satisfação com a vida, ao qual costuma voltar depois de qualquer impacto, negativo ou positivo. Essa volta ao estado básico (ou adaptação, no dizer dos psicólogos) é essencial quando passamos por traumas, como a morte de alguém querido ou uma doença que nos traga limitações. Alguns estudos acompanharam gente que ficou paraplégica após um acidente. Constatou-se que, depois de um ou dois anos, a maioria voltava ao estado usual de satisfação – ou insatisfação – antes do trauma.

A mesma adaptação às circunstâncias ruins se dá com as coisas boas. Pouco depois da euforia de comprar a casa de seus sonhos, é provável que você retorne ao estado de felicidade anterior à compra. O mesmo vale para o sapato, a bolsa, o carro, a promoção no trabalho… Em pouco tempo, viver naquela casa vira rotina, o carro perde o cheiro de novo, a bolsa sai de moda e a responsabilidade extra que chegou com a promoção começa a pesar. Esse mecanismo leva à necessidade de buscar outras compras que reproduzam a sensação de prazer. A isso, Philip Brickman e Donald Campbell, psicólogos da Universidade Yale, chamaram de esteira hedonista (ou esteira dos prazeres, ou esteira adaptativa). É uma referência à imagem dos hamsters na esteira, correndo desesperadamente sem sair do lugar.

A opção pelas experiências, dizem os pesquisadores, ameniza em muito essa armadilha. Mesmo as experiências repetidas ainda são únicas, imunes ao efeito do hábito. Segundo o trabalho de Gilovich, ao contrário do que ocorre com os produtos, a sensação de bem-
estar com experiências positivas tende a aumentar com o passar do tempo. A cada lembrança de um episódio feliz, o sentimento é revivido. Até experiências desastrosas, como o carro quebrado no início da viagem ou o vexame de uma bebedeira, podem virar histórias hilárias, depois que o sofrimento for apagado pelo tempo.

Em linhas gerais, o prazer de uma compra é intenso no momento em que ela é feita. A partir dali, o objeto tende a se desvalorizar – imediatamente após sair da concessionária com seu carro novo, ele não vale mais aquilo que se pagou. Uma experiência funciona ao contrário. Seu valor pode não apenas ir crescendo com o tempo, mas às vezes tem o poder de modificar outras experiências – e até valores.

Regina Pereira (Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA)(Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA)
Regina Pereira
58 anos  I  Revisora
Experiência
Em 2013, percorreu ao lado de três amigos as oito cidades de Minas Gerais que inspiraram a obra do escritor Guimarães Rosa.
“Preparamos as leituras que faríamos em cada ponto de parada por seis meses. Foram 17 dias de emoção. Eu me sinto mais próxima de um autor que admiro”

Tome-se o exemplo do advogado Persio Bider. Ele sonhava em conhecer Israel. Aos 37 anos, finalmente, viajou para lá. Bider se surpreendeu com a comoção que sentiu ao conhecer locais sagrados das religiões judaica e cristã. Diz que sua relação com elas mudou. Agora, se organiza para ir ao Marrocos conhecer lugares sagrados dos muçulmanos. A revisora mineira Regina Pereira teve satisfação similar ao percorrer a trilha que passa pelas cidades citadas nas obras do escritor Guimarães Rosa, de quem é fã desde a adolescência. Passar pelos locais que Rosa descreveu e nos quais se inspirou lhe deu outra compreensão da obra. Ela se sentiu mais próxima do escritor e de seus livros.

Persio Bider (Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA)(Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA)
Persio Bider
37 anos  I  Advogado
Experiência
Realizou o sonho de conhecer os locais sagrados para judeus e cristãos em Israel
“Me emocionei refazendo o trajeto dos meus antepassados judeus, e também ao conhecer os marcos cristãos.
Em Israel, me senti conectado com Deus o tempo todo”

A terceira razão para preferir experiências à compra de bens é a comparação. A satisfação de ter um carro bacana pode ser afetada quando nossos amigos ou conhecidos compram modelos mais avançados. Um estudo dos pesquisadores Leonardo Nicolao, da Universidade do Texas, e Joseph Goodman, da Universidade de Washington, em 2009, sugere que experiências são menos passíveis de comparação do que produtos. Por duas razões: experiências distintas têm características peculiares, e o impacto de cada uma depende do repertório de cada pessoa. Como comparar um passeio de balão a um jantar à luz de velas na beira da praia? Ou uma viagem a dois para o interior da Toscana com levar os filhos a esquiar?

Mesmo quando a comparação é possível, a sensação de bem-estar não sofre alteração, segundo uma pesquisa de 2003, feita pela equipe de Gilovich. Ao comparar dois tipos de refeição, uma simples e outra mais elaborada, o fato de a segunda ser mais saborosa não influenciou na satisfação que a primeira produziu. O mesmo não ocorreu com o uso de objetos como canetas, canecas e notebooks. A satisfação obtida com o uso das primeiras amostras foi reduzida com o uso de objetos avaliados como mais eficientes ou confortáveis.

Há uma quarta razão para preferir experiências: o arrependimento causado por elas é menor. A compra de objetos causa duas vezes mais arrependimento do que os gastos com eventos. A conclusão é do estudo To do or to have (Fazer ou ter), de Leaf Van Boven, da Universidade do Colorado, em parceria com Gilovich, que também avaliou a duração da ressaca dos gastos indevidos. O desconforto causado pelo arrependimento de comprar demais perdura por muito mais tempo, e pode ser revivido toda vez que deparamos com o objeto da compra – ou com a fatura do cartão de crédito. O arrependimento produzido por gastos com experiências não só é passageiro, como também é diferente. Os consumidores se arrependeram três vezes mais pelo que deixaram de fazer do que pelo que viveram.

Se olharmos para cada real em nossa conta bancária como oportunidade de aumentar nossa felicidade, as experiências parecem, à luz da ciência, um investimento melhor que os objetos. Oferecem prazer mais intenso e duradouro, e causam menos culpa e menos inveja. Qual sua próxima experiência?

http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/02/bcompre-experiencias-be-nao-coisas.html

5 comportamentos do jovem consumidor carioca

Durante muitos anos, os jovens foram considerados irresponsáveis ou rebeldes por uma fatia da sociedade. A idade era associada à fase de descobertas e à imaturidade. No Rio de Janeiro, inclusive, o público com até 25 anos era representado por marcas que exploravam o jeitinho carioca para conquistar a adesão dessa parcela da população. O retrato atual, no entanto, mostra que esse pensamento está ultrapassado e que o grupo está mais consciente de si, do mundo e dos mercados de consumo.

A malandragem comumente associada a quem vive na cidade já não é mais interpretada com bons olhos e o modelo de lifestyle proposto pelas empresas, baseado apenas na praia, também não é mais identificado por essa geração. Segundo a pesquisa Rolé Jovem, realizada pela agência República, os jovens estão cientes do que acontece na capital e já agem visando mudar os pontos negativos que encontram, entre eles a centralização de opções de lazer e cultura na Zona Sul. Esse público reivindica não apenas a quebra de barreiras geográficas, como também as simbólicas.

Durante o estudo, foram identificados cinco drivers de comportamentos que se manifestam em cada uma das esferas, tais como educação, trabalho, relacionamento, dinheiro/consumo e política, em pessoas com idades entre 14 a 34 anos. “Esses pontos mostram que eles se preocupam não apenas com o superficial. Em relação à carreira, por exemplo, querem um propósito que não seja apenas individual. O dinheiro não é mais um fator decisivo. Tudo tem que girar em torno da realidade dele”, conta André Mota, Sócio e Head de Estratégia da República, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Educação e Trabalho
Um dos fatores que melhor representam os jovens é a transitoriedade e o imediatismo. De acordo com a pesquisa, o que importa para eles é o presente. Esse grupo é o mais ansioso para alcançar cargos altos em empresas, porque se inspiram em empreendedores de sucesso. Muitos optam por abrir negócios próprios com o objetivo de mudar o atual pensamento corporativo, considerado limitado por eles.

Isso porque essa turma é a que mais busca conciliar a vida pessoal com a profissional. Cabe às companhias tentar encontrar a forma de não perder um empregado por conta de uma rotina engessada. “O trabalho não é mais visto como uma obrigação e, sim, como um meio de realização e desenvolvimento pessoal. O jovem se permite acumular experiência em diversas áreas e, por meio dessa soma, desenvolver o poder de realizar novas conexões. A ocupação tem que coincidir com o que ele quer para a vida dele e, se não encontrar, ele mesmo irá procurar uma solução”, diz André.

Além disso, na educação, os conteúdos relevantes devem estar presentes no seu dia a dia. “Aprender um novo idioma, por exemplo, não é interessante apenas para se destacar no ambiente de trabalho, mas principalmente para se relacionar com outras pessoas e se inserir no mundo globalizado. Ele não quer estudar apenas para colocar no currículo. O princípio é como aquilo vai proporcionar uma experiência para ele”, afirma André Mota.

Dinheiro e Consumo
O acesso constante à internet e a absorção de informações a todo momento trouxe uma celeridade também nas formas de consumo. Os recursos financeiros são cada vez mais empregados na aquisição de momentos relevantes e capazes de agregar algo a ele. “Esse consumidor busca novidade e cobra isso. Até pouco tempo atrás, as marcas faziam uma campanha por coleção. Hoje, já notamos que é preciso trazer novidades o tempo inteiro. Optamos por fazer minicampanhas mensais, com novo material gráfico. Não podemos nos limitar a passar uma estação inteira com o mesmo mostruário”, conta Natalia Fidalgo, Coordenadora de Marketing da DressTo, em entrevista ao Mundo do Marketing.

As experiências no momento da compra também foram reforçadas, e a confecção voltada para o público jovem passou a incluir referências a situações vividas e ao gosto do carioca nas lojas. “Fizemos parcerias com blocos de marchinhas e, no carnaval, eles ficam tocando na vitrine da unidade de Ipanema. Levamos algo que eles procuram, como a festa de rua, para dentro do ponto de venda. A banda fica na vitrine virada para dentro da loja, o que faz com que eles entrem e sintam um pouco da alegria carioca que também temos”, diz a Coordenadora de Marketing da DressTo.

A aproximação, no entanto, não é o único fator decisivo no momento da compra. A experiência de aquisição do produto precisa vir carregada de outros atributos, que não estejam atrelados ao consumismo. Aqueles que já possuem renda própria são os mais responsáveis com o orçamento pessoal, mas os mais novos ainda buscam marcas como identificação de personalidade. O ato de consumir se torna uma maneira de enxergar a vida e de demonstrar seu pensamento.

Preocupação social e política
Nos hábitos de compra, cresce a preocupação com os impactos dos produtos no mundo. A Kipling é uma das marcas que mira nos consumidores mais ligados às questões ecológicas, visão estratégica que a levou a reforçar as ações voltadas ao meio ambiente. “Como fabricamos peças em nylon, buscamos mostrar que os produtos duram muito tempo, logo não precisam ser comprados a todo momento, e têm valor agregado”, conta Nathália Mansur, Analista de Marca da Kipling, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Para não ser uma marca exclusiva a uma única classe social, a fabricante de bolsas e mochilas está mais acessível, disponibilizando a possibilidade de parcelar o pagamento e vendendo em multimarcas. Além disso, desconstruiu a ideia de que jovens usam apenas mochilas e ampliou o portfólio. “Temos produtos que permitem que a pessoa vá dos 14 aos 30 anos com eles. Não temos como criar um estereótipo do nosso cliente. Até o símbolo da empresa, o macaquinho, muda de acordo com o item. Em algumas bolsas, ele ganha contornos mais delicados, como os de um mico leão, além de ser de metal”, afirma Nathália.

A conduta cada vez mais distante do estereótipo torna esse jovem mais informado sobre direitos e deveres, o que faz dele um militante da causa a que adere. Como os indivíduos absorvem referências distintas para a formação da sua personalidade, eles se permitem uma maior liberdade, incluindo a sexual. O casamento já não é uma instituição forte e a realização profissional, por exemplo, está acima dele. O empoderamento feminino também está cada vez mais em voga. Esse público busca empresas que estejam de acordo com essa linha de pensamento.

Ciente do momento econômico em que a cidade vive, com preços de imóveis e restaurantes cada vez mais caros, a opção encontrada por eles foi criar eventos como o do isorporzinho. Nesses encontros, as bebidas são compradas em supermercados e consumidas em locais públicos. “A alta nos preços trouxe um novo público para o varejo. Vejo cada vez mais pessoas dividindo imóveis, porque querem continuar no local em que já moravam. O hábito de fazer a “social” em casa os tira da zona de conforto, mas mostra que eles se adaptam facilmente”, afirma André Mota.

Relacionamentos
A forma como o jovem enxerga os relacionamentos também pode ajudar as marcas a redefinirem suas ações de Marketing. A pesquisa mostrou que houve uma desmistificação de ídolos, comportamento que faz com que ele busque um modelo mais próximo de ícones que não sejam celebridades e artistas inalcançáveis. Nomes locais acabam ganhando força e conversam diretamente com o consumidor.

A DressTo observou essa tendência e passou a adotar o uso de pessoas influentes de cada meio para serem divulgadores da marca. São blogueiros ou indivíduos outros comuns, que se relacionam bem com a comunidade de seu entorno e possuem presença nas redes sociais. “São pessoas que gostam de aproveitar a vida, não passam o tempo todo em festas ou bebendo, são queridas pelos amigos e procuradas quando alguém precisa de uma indicação. É preciso olhar para os círculos dos jovens, em quem eles se espelham. Colocar alguém distante da realidade dele é afastar a própria marca do cliente”, conta Natalia Fidalgo.

Esse pensamento vale, principalmente, para pessoas que moram em comunidades e buscam alguém que represente-os em outras esferas. A Coca-Cola encontrou em grupos locais a força para a marca lidar com o público jovem. A fabricante de bebidas contratou a equipe do Dream Team do Passinho para coreografar a música tema da marca para a Copa do Mundo de 2014. A dança, que mistura funk, break e frevo, originária das favelas cariocas, foi incorporada nas demais ações da companhia. O funk por si só ainda permanece em voga em vídeos publicitários, que trazem também a família como objeto central das campanhas.

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 30/10/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/pesquisa/32074/5-comportamentos-do-jovem-consumidor-carioca.html

Como os jovens das classes C e D gastam os seus salários

, de

http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/como-os-jovens-das-classes-c-e-d-gastam-os-seus-salarios

Um estudo feito para entender o comportamento dos jovens brasileiros das classes C e D no mercado de trabalho revela dados interessantes sobre os hábitos e sonhos de consumo dessa geração.

56% desses jovens gastam os seus salários com lazer e bens de consumo – sendo que 80% deles estão em cargos subordinados e apenas 7% pensa em um plano de carreira.

A pesquisa foi feita com 812 jovens entre 16 e 22 anos: em São Paulo, Rio, interior paulista, Recife e Porto Alegre. Os empregos desses jovens eram na área de verejo, telemarketing, redes de fast-food, companhias aéreas, bancos e pequenos negócios.

Ela foi elaborada por Jean Soldatelli, Guilherme Françolin e Daniel Santa Cruz, sócios da consultoria Santo Caos.

Gastos

Entre os paulistanos, 65% prefere gastar seu salário com compras (smartphone, eletrônicos, vestuário) e lazer.

Essa preferência é bem menor em outras regiões: 57% entre os cariocas, 53% entre os gaúchos, 47% entre os jovens do interior paulista e 44% entre os recifenses.

As entrevistas, feitas in loco, foram reveladoras:

“Fomos a lugares onde moravam sete pessoas em dois dormitórios. A casa encontrava-se em um estado ruim de conservação, mas mesmo assim era equipada com videogame de última geração, televisão de 42 polegadas e outros utensílios sofisticados”, conta Jean Soldatelli.

“Isso comprova que os familiares de boa parte desses jovens de classes C e D conseguem fornecer a eles o básico, independente da qualidade, ou seja, moradia, alimentação, transporte e até convênios médicos por mais simples que sejam”, completa.

Preferências

Veja a seguir as preferências de consumo e o modo como esses jovens gastam os seus salários.

Os jovens de todas as regiões gastam mais com compras, mas logo depois vem a preocupação em ajudar com a renda de casa.

Interessante observar também que o lazer consome mais que o investimento em cursos.

X Compras Ajuda em casa Lazer Cursos Guardam Filhos Carro
Geral 41% 24% 15% 8% 6% 4% 2%
São Paulo 45% 20% 20% 6% 4% 1% 1%
Interior de SP 38% 24% 11% 11% 9% 4% 2%
Rio de Janeiro 44% 25% 13% 8% 4% 4% 1%
Recife 28% 28% 16% 9% 9% 6% 3%
Porto Alegre 38% 24% 16% 9% 7% 4% 2%

Aumenta interesse do consumidor brasileiro por café gourmet

Novos hábitos de consumo, informações mais acessíveis, modismos cada vez mais breves e tecnologias sendo criadas a todo momento mostram as transformações pelas quais a sociedade passa. A produção de café no Brasil também sofreu mais uma reviravolta, chamada de terceira onda, com o crescimento da procura por grãos especiais. Cada vez mais gourmet, a bebida ganha toques sofisticados e agrada a uma parcela da população que busca diferenciação em um dos produtos nacionais mais tradicionais.

O brasileiro é um dos maiores consumidores da iguaria em todo o mundo, bebendo cerca de 80 litros per capita por ano, atrás apenas dos norte-americanos, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). A descoberta dos tipos com maior qualidade trouxe à tona um perfil de comprador mais refinado e voltado à diferenciação. O sabor único faz com que o preço seja elevado – média de R$ 60,00 o quilo – e chegue apenas à parcela mais abastada da população.

Os tipos especiais correspondem a cerca de 5% do volume, mas crescem significativamente na produção e no consumo. A Abic tem feito um acompanhamento desses grãos desde o ano 2000. “Há 14 anos, era difícil encontrar um café gourmet porque não havia fabricação industrial dele no Brasil. A matéria-prima era toda exportada. Atualmente, existem mais de 200 marcas e, dessas, 145 são certificadas por nós. As avaliações têm que ser feitas constantemente porque lidamos com um fruto nobre”, conta Nathan Herszkowicz, Diretor Executivo da Abic, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Perfil do consumidor
A estimativa é de que não apenas as classes A e B tenham acesso à bebida de alta qualidade, como também a C, que se destaca por investir em produtos com algum status associado. O aumento na procura por cafés capsulados é um dos reflexos da mudança de comportamento do consumidor de café tradicional. As diversas opções de sabor, design de cafeteira e sensação de poder que esse estilo transmite fez com que a novidade fosse facilmente inserida nos lares brasileiros e adotada pela indústria de café.

A chegada de redes como Starbucks também contribuiu para levar o item a um status mais requintado e para aproximar o público jovem desse setor. Os varejistas, em paralelo, ganharam profissionais especializados e capacitados no ramo. “Os baristas hoje também são sommeliers, uma vez que entendem da degustação do café especial, como ocorreria com um bom vinho. As bebidas, inclusive, são comparadas, porque há um conhecimento de paladar similar nas duas: ambas tem aromas, sabor, tipos e status valorizados”, conta Nathan Herszkowicz.

Assim como foi nos tempos do Império no Brasil, existe uma relação de poder em torno do fruto, embora atualmente ela apareça de forma diferente dos tempos históricos. “Vejo a presença de muitos executivos em nossas unidades. Acabamos nos tornando um lugar para ver e ser visto no mundo dos negócios. Muitos artistas e headhunters vão para observar quem frequenta. Já vi propostas serem feitas ali mesmo”, conta Edgar Bressani, Diretor Executivo do Octávio Café, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Produção interna
Os grãos especiais vendidos no Octávio Café, em São Paulo, são os mesmos que os exportados para outros países, como Estados Unidos, Japão, Emirados Árabes, França e Noruega. A safra, antes direcionada exclusivamente ao exterior, já encontra no Brasil uma parcela de consumo considerável, que cresce representativamente ano a ano. “Existe uma demanda por café de qualidade, mas ainda temos muito que avançar. São poucos os empresários que são voltados ao grão de qualidade, já que muitos dos produtores são de origem familiar. Essa produção diferenciada soma praticamente 1% do café cultivado no mundo. Então, nem há comparação com o café do dia a dia que encontramos nos supermercados e que é o foco da grande indústria”, conta Edgar Bressani.

Os pacotes comprados nas gôndolas pelos brasileiros são do tipo Conilon, que são menos intensos e saborosos do que o grão verde. Este, por sua vez, por não ser fabricado em larga escala, restringe-se a pontos de venda específicos, como delicatessens e cafeterias. De acordo com os indicadores da Abic de 2013, o consumo da bebida mais sofisticada fora do lar segue crescendo, representando 36% do consumo total. A preferência por esses locais é por causa das variações da iguaria disponíveis, diferente da que o cliente costuma ter em sua própria casa.

Observando a maior procura e a difícil entrada nas grandes varejistas, o clube de assinaturas Grão Gourmet passou a entregar na casa dos consumidores os tipos especiais em embalagens, cujo peso pode ser escolhido pelo cliente. “O setor cafeeiro ainda tem muito espaço para crescer e criamos algo inovador. O café gourmet tornou-se mais acessível e pode ser feito em casa. Hoje, 60% do nosso cadastro é composto por homens, possivelmente os que já estão habituados a consumir fora de casa e querem estender o uso para o seu lar”, conta Boris Gancev, Sócio-Fundador do e-commerce Grão Gourmet, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Inovações
As oportunidades de negócios em torno da bebida estão surgindo de forma promissora e levando o grão a outras sensações mais palatáveis. A SPA lançou produtos à base de café que podem ser utilizados para recheio e coberturas de sobremesas. Eles oferecem ingredientes em receitas que, até então, levavam chocolate, doce de leite ou outro tipo de creme ou pasta. A empresa quer incorporar o hábito de comer o fruto entre os brasileiros e ampliar as experiências gustativas.

Assim como o creme de avelã se tornou famoso nos quatro cantos do Brasil, a proposta é criar uma atmosfera mais envolvente e refinada ao líquido. “Fomos muito bem recebidos entre os nossos consumidores, que são chefs, distribuidores de cafeterias e supermercados. O café chegará a outros produtos diferentes do que as pessoas estão acostumadas, como floco de sorvete feito da planta, por exemplo. Por serem especiais e bem avaliados, essas novidades têm um sabor muito melhor do que os itens à base de café que já existem por aí. Essa diferenciação é uma forma de o comprador se presentear, uma vez que o sabor encontrado é único”, conta Luciano França, diretor da SPA.

Para dar conta da demanda que surge, os donos de fazenda têm investido em tecnologia de ponta para manter os padrões de excelência. Fatores como clima, altura da árvore e controle de pragas têm que ser observados de perto. “Os fazendeiros já entenderam a importância de trabalhar com um grão 100% Arábica, porque é um mercado exigente, que é avaliado constantemente para certificação de grão nobre. Além disso, somos reconhecidos em todo o mundo com um dos melhores cafés”, conta Eduardo Heron, gerente de projetos do CeCafé, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 23/09/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/31759/aumenta-interesse-do-consumidor-brasileiro-por-cafe-gourmet.html

Que valores deverão liderar a formação do perfil do consumidor maduro e preparado para o futuro, no mundo e no Brasil

Luxo Brasil perguntou para Sabina Deweik do Future Concept Lab:

Que valores deverão liderar a formação do perfil do consumidor maduro e preparado para o futuro, no mundo e no Brasil?

Este novo consumidor apresentado não identifica-se mais nas marcas ou nos produtos mas os considera companheiros de vida. Há um novo espírito crítico no qual não existe um único estilo a ser seguido. Passa-se do chamado lifestyle ou estilo de vida a para o Life Occasion ou ocasião de vida: de uma homogeneidade compacta nos deparamos com ocasiões que fragmentam a vida do consumidor.
A poesia que prevalece sobre a prosa do consumo, rompe com uma narrativa mais esquemática, como a do consumo aspiracional ancorado no sistema da moda. O desejo e a necessidade de deixar um sinal no ritmo cotidiano pessoal, influencia também aqueles contextos nos quais a experiência de consumo resulta inseparável do local de compra e da sua fruição.
Existe hoje uma nova relação entre preço e valor. Há vinte anos atrás aquilo que tinha um preço alto tinha um valor elevado. Hoje o consumidor percebe valor muitas vezes naquilo que é uma experiência não necessariamente cara mas que tenha um significado denso. Isto entre em relação com o conceito de sustentabilidade – com um novo equilíbrio de vida que leva em consideração o respeito pela natureza, meio ambiente, direitos civis e compromisso social. O vínculo da sustentabilidade se transforma, assim, em uma nova sensibilidade que é ponto de encontro virtuoso entre ética e estética. Em uma dimensão interessante de consumo entre vida pessoal e bem comum, em que conta a capacidade de coexistir com o meio ambiente. Nessa dimensão há uma experimentação avançada para criar não apenas produtos, serviços e novas linguagens de sustentabilidade para oferecer ao mercado, mas também processos produtivos e, sobretudo, dinâmicas de compra e utilização de bens, capazes de motivar as pessoas a adotarem com mais facilidade e entusiasmo novas lógicas de consumo e comportamentos de vida sustentável.

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Hábitos de consumo de beleza das brasileiras mostra diferentes perfis

A  preocupação das mulheres com a beleza impulsiona os investimentos publicitários no setor. Em 2013, foram R$ 11 bilhões aplicados em publicidade para produtos de cuidados pessoais, o que representa um crescimento de 39% em relação a 2012, de acordo com pesquisa do IBOPE. O levantamento levou em consideração os hábitos de consumo de mulheres brasileiras expectadoras de televisão, leitoras de revistas e ouvintes de rádio nas categorias de higiene e beleza. Apenas 31% do total das mulheres dizem não se preocupar com a beleza, contra 49% que afirmam gastar muito dinheiro com cosméticos e produtos para higiene pessoal.

Investimento publicitário por categoria

O principal ponto de contato das empresas com o público feminino ainda é a TV aberta: 35% das mulheres que assistem televisão regularmente afirmam que gostam de se destacar em locais públicos. Para alcançar este perfil, a indústria de maquiagem investiu nos canais abertos R$ 330 milhões em publicidade e R$ 43 milhões em ações de merchandising no último ano.

A indústria de colônias e perfumes movimentou mais de R$ 1 bilhão em divulgação, sendo 53% deste total destinado à TV aberta e 26% à TV por assinatura. Merchandising aparece com 12% dos investimentos, enquanto anúncios em revistas com 7% e sites com 2%. Já o setor farmacêutico voltado para produtos de emagrecimento totalizou um movimento de  R$ 83,5 milhões em anúncios.

Os produtos para cuidados com a pele, por sua vez, movimentaram R$ 777 milhões em publicidade em 2013, enquanto os medicamentos de tratamento para a pele representaram R$ 602 milhões de investimento.

Beleza para a conquista, emagrecimento e jovialidade

A aparência ainda é vista pelas mulheres como ponto fundamental para a conquista do sexo oposto e, por isso, 69% das expectadoras de TV consideram os atributos físicos fundamentais, enquanto 73% das leitoras de revistas femininas compartilham da mesma opinião. O emagrecimento é outro objetivo: 42% das leitoras de revistas dizem tentar emagrecer constantemente, entre as internautas este índice é de 40% e entre as ouvintes de rádio chega aos 38,5%.

53% das telespectadoras dizem tentar manter uma dieta balanceada, enquanto 37% das internautas dizem não ter tempo para preparar refeições saúdáveis. Na busca pela juventude, 24% das telespectadoras dizem que gastariam tudo o que tivessem em troca de parecerem mais jovens.  Entre as ouvintes de rádio, 65% consideram muito importante conservar uma aparência jovem.

O infografico da pesquisa do IBOPE

Fonte:
Por Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 07/03/2014