Transformação digital mudando comportamentos e a dinâmica do varejo e consumo

Que nenhuma outra indústria é tão afetada pela demanda do cliente quanto o varejo é óbvio. Sabemos que os clientes de hoje querem experiências de compras imediatas e fáceis, 24×7 – e querem isso para ontem.

O consumidor está cada vez mais conectado, comunicativo e rápido. Segundo uma pesquisa americana, o tempo médio para a população americana adotar uma nova tecnologia após o ano de seu lançamento no mercado tem diminuído rapidamente. Para se ter uma ideia, o televisor levou 26 anos. Já o PC, 16 anos, e a Web levou somente 7 anos, ou seja, menos de 1/3 do tempo do televisor. Ainda em relação aos americanos, a Web já está presente para 88% da população entre 16 e 64 anos. O Brasil não está “feio na foto”, aqui ela está presente em 67% da população desta mesma faixa etária.

A outra boa notícia é que os brasileiros conectados estão entre os mais ávidos usuários da internet, ficando nela aproximadamente 9h por dia, sendo 5h no PC e 4h no mobile. É claro que as redes sociais e o ambiente de trabalho têm influência direta nisso. Porém, segundo dados do Ebit, na categoria de bens de consumo houve um crescimento de vendas no e-commerce na ordem de 12% em 2018 e a previsão para 2019 e 2020 são de 19% e 18%, respectivamente.

Alguns movimentos chamam atenção em relação aos brasileiros no uso de tecnologia em suas jornadas de compra, tanto no digital quanto no físico. Destaco alguns:

  1. Experiência total: mais interação com o produto físico explorando o uso de realidade virtual, realidade aumentada e 3D. São as tecnologias que devem crescer em importância e relevância nos próximos anos.
  2. Tudo que vai, volta: mais facilidade no processo de devolução, tanto nas compras feitas pela internet, quando naquelas feitas pelos clientes em lojas físicas com entrega em domicílio. Neste tópico quero compartilhar uma recente experiência pessoal. Fiz uma compra no site de uma empresa americana de cosméticos e fiquei muito satisfeito com o lead-time de entrega, mas o que mais me chamou a atenção foi que junto com o produto veio um formulário para preenchimento caso tivesse algum problema com a compra, além das etiquetas já preenchidas com o endereço para a devolução e meu remetente. Simples e funcional.
  3. Descomplicado: mais facilidade no processo de compra, seja no digital – “one click” ou na redução da fricção em lojas físicas – equipes “multiskills”, autosserviço e, principalmente, agilidade no processo de pagamento. Uma das coisas mais frustrantes nos dias de hoje é chegar ao caixa e descobrir que eles não aceitam pagamentos com carteiras digitais, tais como ApplePay e SamsungPay.
  4. Na palma da mão: aumento de vendas via aplicativos de compras, principalmente se oferecerem algum benefício adicional para os consumidores, tais como frete reduzido ou grátis, descontos e programas de relacionamento e fidelidade.
  5. Especial para mim: consumidores ainda mais estimulados por promoções, desde que direcionadas e não massificadas.
  6. Inteligência artificial: atendimento e interação com consumidores humanizados, porém com suporte de robôs para aumentar a eficiência operacional e SLAs. Destacam-se aqui os conhecidos Watson, Leonardo, Siri, Carol e a Bia!

Segundo dados da Sales Force, o uso de inteligência artificial em vendas de produtos tem forte impacto. 83% das empresas reportaram aumento da retenção de clientes e, para 74%, a velocidade de vendas aumentou.

Do outro lado, também aumentam a expectativa dos clientes. 55% dos consumidores já esperam receber ofertas e serviços personalizados, 58% afirmam que a tecnologia mudou o que esperam das empresas e 51% acreditam que até 2020 as empresas vão antecipar as necessidades dos clientes.

A transformação digital também altera a forma que as empresas devem se comunicar com o mercado. As redes sociais, sites de comparação de preço e de varejistas monomarca são os mais representativos para inspiração de compras. No lado oposto, os mais insignificantes são e-mails marketing, imprensa e revistas digitais. Destaca-se a importância dos Youtubers, digital influencers e blogueiros “especializados”.

Os movimentos da transformação digital são bem-vindos e ninguém tem dúvida. Mas tenho que confessar que o lado esquerdo do meu cérebro me diz que as grandes tendências e mudanças no processo de compra devem estar mais na direção da eficiência operacional do que em experiências que não convertam em vendas.

Obviamente, os esforços omnichannel já existem há algum tempo, mas não posso dizer que todos tenham sido bem-sucedidos. A experiência de comprar online, optando por pegar o produto na loja, e chegando lá ninguém saber do pedido, ou de onde se encontra o pacote pode parecer cômico, mas é trágico e ainda muito presente em terras brasileiras.

O omnichannel funcional pode não ser uma das tendências mais sexy de transformação digital no varejo, mas é definitivamente a mais necessária no curto prazo.

Vamos fazer um wrap-up:

  • Consumidores estão deixando de comprar em muitas lojas físicas e abrindo espaço para os canais digitais. Eles não entram mais nas lojas apenas para conhecer produtos que não sabem se querem. Eles entram para viver a experiência ao redor daquele produto e comprar aquilo que já sabem que querem. A loja física precisa se reinventar.
  • Os diferenciais do varejo digital além do preço são aqueles que os consumidores mais buscam e quase nunca são entregues pelas lojas físicas. Atendimento e hospitalidade continuarão sendo o fiel da balança. E tudo isso acontecendo em um novo ponto de venda com muito mais diferenciais e opções para os consumidores. Essas transformações no varejo e no consumo já estão sendo trabalhadas em escalas globais.
  • A loja do futuro, ou futuro da loja, passa pela transformação do POS tradicional em PDX. E, o mais importante, com baixíssimo atrito e muita experiência para o consumidor.
  • A integração de canais e a ativação digital na loja possibilita adequar a jornada de compras do consumidor e com isso entregar uma experiência única. Porém, ainda existem barreiras culturais e econômicas para implantar todas as iniciativas e precisamos estar preparados para isso.
  • Lojas estão repensando seus formatos por conta da integração com o digital, custos, produtividade e necessidade rápida de expansão. As lojas inteligentes têm papel fundamental nesta estratégia. Porém é primordial que essas marcas de varejo sejam consistentes em suas propostas de valor e entreguem atributos relevantes para o consumidor para se diferenciar da concorrência.
  • O consumidor é digital, ele exige respostas rápidas, quer falar e ser ouvido.
  • As mídias sociais são, atualmente, as principais plataformas para uma comunicação efetiva com o seu cliente (relacionamento de marca, promocional, feedbacks, fans etc.).
  • A internet tende a estar cada vez melhor distribuída, em um futuro próximo, a todos e de graça.
  • Cultura de captura de dados é importante, mas o mais importante é ter a cultura de gestão e tomada de decisões baseadas em dados, conhecendo cada vez mais o seu cliente, e utilizando-os para buscar sempre a oferta mais assertiva. Lembre-se: dados vencem qualquer opinião.
  • Ousar e testar novos modelos para os negócios é importante para alcançar esse consumidor.

Single’s Day: conheça os fatores de sucesso

 

Você provavelmente já conhece o Dia do Solteiro, ou Single’s Day, festival criado pelo Alibaba em 2009 e que se transformou no maior evento de consumo do mundo, mas talvez o que você não saiba são os motivos pelos quais ele se tornou esse fenômeno de sucesso.Em plena Semana do Brasil, muitos dos nossos clientes (varejistas e indústria) começaram seu planejamento para a Black Friday desse ano e foi exatamente essa a minha inspiração para escrever esse artigo, pois o Single’s Day pode e deve ser fonte de inspiração nesse processo.

VAMOS AOS NÚMEROS
Alcançando a marca de USD 30,8 bilhões em vendas em 2018, o evento que acontece em um único dia se tornou duas vezes maior que a combinação da Black Friday e da Cyber Monday nos Estados Unidos, que por sua vez alcançaram em 2018 a marca de USD 14,10 bilhões. Mais impressionante ainda é comparar esse desempenho com os números brasileiros. Em 24h de evento o Alibaba sozinho faturou duas vezes mais que todo o e-commerce brasileiro fatura em um ano, algo como USD 13 bilhões.

Chama a atenção também o volume de compras realizadas através de smartphones: inacreditáveis 91,2% de tudo o que foi vendido. Não é por acaso, o leapfrog tecnológico que acontece na China fez com que ela se tornasse uma sociedade Mobile Only (e não Mobile First como é no Ocidente), a única forma que a ampla maioria dos chineses tem para acessar a internet é o smartphone, não há notebooks, tablets ou desktops.

Como as empresas sabem muito bem do reinado absoluto dos celulares e da irrelevância dos demais meios, a experiência de compra passa a ser integralmente pensada e otimizada para o celular, tornando-a assim muito superior à experiencia em um desktop, gerando um círculo virtuoso – todos usam o celular, ele é a única forma de comunicação e entrega a melhor experiência – não há motivos para não comprar através dele.

FATORES DE SUCESSO

DATA: o Alibaba precisava de uma data que não impactasse a performance de outros picos de venda já estabelecidos, bem como gostaria que o evento acontecesse em um período em que o consumidor chinês tivesse seu poder de consumo restaurado. O Single’s Day acontece bem no intervalo dos dois principais picos de venda do varejo chinês, o período Pré-Golden Week (o feriado de uma semana do Dia Nacional da China onde todos os chineses podem voltar para suas cidades natal – e claro que levam muitos presentes) e o feriado do Ano Novo Chinês, que acontece na virada de janeiro para fevereiro.

COMEMORAÇÃO: muito mais que um dia de vendas e descontos, o Single’s Day é uma grande comemoração. Toda a China é tomada por um clima de excitação e de comemoração, muito além das promoções, o festival traz para o consumidor chinês uma série de eventos que ele espera o ano todo para ver e experimentar. É durante esse período que o Alibaba e as grandes marcas trazem para a China grandes shows com os maiores artistas internacionais, eventos esportivos com os principais atletas do mundo, inúmeros eventos de ativação das marcas.

Sabe aquela excitação de assistir ao vivo um show que você sempre sonhou? Pois bem, é no Single’s Day que isso acontece na China.

ENGAJAMENTO: Alibaba e as maiores marcas do mundo sabem como ninguém engajar os consumidores e mantê-los dessa forma durante todo o festival. Valendo-se das infinitas oportunidades que o mobile oferece, as marcas inventam e reinventam formas de ativar o consumidor. Como, por exemplo, boa parte dos descontos ou acesso a itens exclusivos só podem ser usufruídos pelos consumidores se eles se engajarem de alguma forma, seja chacoalhando o celular em um momento exato do evento ou através da dinâmica See Now/Buy Now onde o consumidor compra na hora as peças da coleção que estão sendo exibidas ao vivo na passarela, tudo isso enquanto conversa ao vivo com os designers das roupas, participam através de pesquisas online e interagem com os KOL (Key Opinion Leaders – como os influenciadores são chamados na China).

Exemplo de ativação: enquanto os shows acontecem ao vivo os consumidores devem jogar um game acompanhando a música e, caso consigam uma pontuação mínima, passam a ter acessos aos descontos.

PROMOÇÕES E ATIVAÇÕES
Claro que há descontos e promoções. De acordo com o VENNData Double 11, em categorias chave o desconto médio chegou a ser 30%.

Mas não são apenas descontos que são oferecidos, as marcas passaram a explorar a venda de itens exclusivos ou combos promocionais que só podem ser adquiridos nesse dia. Não preciso nem dizer que esses itens exclusivos e com tiragem limitada são vendidos com preço premium e que acabam em poucos minutos ou horas.

Air Jordan 4 da Nike, produzidos e vendidos exclusivamente para o Single’s Day.

As marcas usam também o dia como uma das suas principais plataformas de ativação da sua estratégia de marketing e comercial, como a Nike, que oferece seus descontos e acesso a itens exclusivos apenas para os membros do seu programa de fidelidade Nike+.

Aqui estão outros cinco exemplos interessantes de como as marcas estão usando o Dia do Solteiro para entregar suas estratégias: https://www.referralcandy.com/blog/global-brands-singles-day/

Superapps ainda vão dar o que falar!

“Superapps” são aplicativos que concentram em um só lugar vários tipos de serviços que as pessoas usam com frequência.

O modelo de negócio tem como maior valor a comodidade ao usuário, por centralizar diversas atividades em um só aplicativo. Mais da metade do tempo gasto das pessoas no mundo digital são nos aplicativos e, por isso, muitas empresas estão se aproveitando desse cenário promissor para engajar usuários com seus produtos e serviços.

O conceito tem como principal referência a chinesa We-Chat, que nasceu de um aplicativo de mensagens de texto e voz e hoje está presente em todos os momentos da vida do cidadão chinês. Por lá, o modelo é uma realidade, sendo possível chamar um táxi, pedir comida, contratar um serviço e até manter uma carteira digital. Para termos uma ideia do nível de engajamento adquirido, mais de 60% dos pagamentos na China são feitos por superapps como o We Chat.

No Brasil, grandes varejistas como o Magazine Luiza e o GPA já iniciaram movimentos para se prepararem para o que está por vir. Recentemente, essas empresas compraram ou se associaram à startups de tecnologia ou logística para reunir mais serviços em suas plataformas de relacionamento com clientes. Além delas, temos presenciado empresas como a Rappi – startup colombiana com status de unicórnio, ou seja, com avaliação acima de U$ 1 bilhão – investindo alto nesse tipo de estratégia e se utilizando desse conceito como base de crescimento em toda a América Latina. Inclusive com uma parceria promissora com o Carrefour no Brasil.

O apetite dos consumidores em receber produtos na porta de casa, principalmente nas grandes cidades, é um caminho sem volta e não é a toa que a operação da Rappi no país dobra de tamanho a cada três meses.

A premissa que sustenta o modelo é o empoderamento das pessoas que querem simplificar a vida e estão cada vez mais digitais. Conquistar a preferência do consumidor como melhor opção de solução de conveniência no celular é um diferencial competitivo extremamente relevante nos dias atuais. Quanto mais serviços disponibilizados para facilitar o dia a dia das pessoas, mais contatos o usuário vai ter com sua marca e, consequentemente, maior a chance de conquistar a sua fidelidade. Quanto vale estar na mente e no coração do cotidiano de tantas pessoas?

Obviamente é fácil falar e difícil entregar. Uma operação de sucesso envolve muitos fatores e as empresas que conseguem se destacar com crescimento exponencial têm em comum a eficiência operacional de seus serviços. Quem não entrega experiência, excelência e inovação constantes, dificilmente opera num modelo tão disruptivo como esse.

Existem muitos outros desafios nesse modelo de negócio, já que o custo logístico no Brasil é alto e o modelo de entrega de compras é caro em alguns segmentos. A dificuldade em engajar o usuário também é enorme. Mesmo desenvolvendo uma experiência interessante, muitos clientes instalam o aplicativo, mas não encontram relevância e deixam de usar ao longo do tempo, partindo para desinstalação. Outro fator que representa objeção aos negócios é lei de proteção de dados e segurança da informação, principalmente em transações de pagamentos financeiros.

Vivemos na era da transformação digital, mas o ponto de venda continua muito relevante em qualquer operação de varejo e é cedo para dizer se o mercado vai escolher isso ou aquilo. A única certeza é que o modelo multicanal veio para ficar e que mesmo com muitas iniciativas de novos APPs, só os melhores e maiores sobreviverão.

Para a indústria, varejo e serviços, a principal mensagem é que os ecossistemas de negócios estão mais completos e complexos e os superapps já são realidade do relacionamento e comportamento de consumo de muita gente.

Por Cristiano de Paula Leite – 25 de junho de 2019

Superapps ainda vão dar o que falar!

Uber lite, versão de 5 MB para conexões lentas, estreia na Índia

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Criado em São Francisco, o Uber pegou carona na conexão super-rápida e no amor dos californianos pelo mobile para fazer sua fama e se tornar um case moderno de sucesso. Popularizado ao redor do mundo, a plataforma tem dificuldades em conviver de maneira harmônica com países que têm estruturas sociais completamente diferentes dos Estados Unidos.

Famosa pela sua população de 1,3 bilhão de pessoas, a Índia é um país que encanta pela sua riqueza e pluralidade de seus habitantes. Tido como o mercado mais importante da Ásia, o Uber lançou nesta terça-feira (12) a versão Lite de sua plataforma.

Mais leve, a novidade pensada para celulares Android mais simples e conexões mais lentas, chega ao mercado com 5 MB e a promessa de se adequar melhor à vida do indiano. Diferentemente de sua versão mais robusta, com, 181,4 MB, o “primo mais leve” da marca apresenta mapas opcionais, mas funcionalidades de segurança como compartilhar viagens com amigos presentes.

Confira abaixo o vídeo de apresentação do dispositivo:

Com o intuito de expandir a edição para outros países emergentes, o CEO da startup Dara Khosrowshahi disse ao canal local de televisão ETNow em 22 de fevereiro que “ Se você olhar para o mercado, é um dos nossos mercados mais saudáveis ​​em termos de taxas de crescimento … Quando penso em Uber e onde estaremos daqui a cinco ou dez anos, nosso sucesso na Índia desempenhará um papel vital no crescimento dessa empresa e o lugar que estaremos no futuro da mobilidade global”

Ainda não há a data prevista para o Uber Lite ir para outras regiões. Ao que parece, será necessário acompanhar o sucesso da corrida pelos clientes com menor poder aquisitivo na Índia para saber quando a comodidade desembarcará em terras brasileiras

http://adnews.com.br/tecnologia/uber-lite-versao-de-5-mb-para-conexoes-lentas-estreia-na-india.html

O poder da “tela pequena”, o poder do Smartphone

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O smartphone se tornou um elemento quase orgânico que, com criatividade, podemos utilizá-lo para estratégias de comunicação e inteligência de marketing.

Dados do IBGE, na Pesquisa Nacional por amostra de domicílios contínua, mostram que o celular e o televisor, por meio dos aparelhos smart, se tornaram os principais meios de acesso à internet. Em 2017, em relação a 2016, cresceu em 800 mil o número de domicílios com celular, alcançando 92,7% do total de lares. Esses números mostram a importância de manter a comunicação com o consumidor pela tela que está à mão no dia a dia de grande parte das pessoas.

Antes de falarmos sobre estratégias para engajar melhor usuários desta pequena tela, faço uma pergunta simples e que você já deve ter ouvido várias vezes: Quanto tempo por dia você fica conectado) à Internet através do celular? Certamente responderia: desde a hora que acordo até a hora de dormir.  Prova disso está no estudo The Global Mobile Report, realizado pela comScore, que indica que o mobile representa 73% do tempo online do brasileiro. E a tendência é aumentar pois, ainda de acordo com o estudo, a audiência exclusivamente mobile no Brasil cresceu 7% em 2017 em relação ao ano anterior.

Se sua marca quiser criar um canal efetivo de comunicação com o seu público, através desta grande pequena tela, ela precisará estar inserida também nesta nova realidade.  É importante pensar em ações que explorem este comportamento e aspectos, que garantirão que sua mensagem não só será vista, mas lembrada e que levará a algum tipo de ação, lançando mão de alguns recursos fundamentais: o uso de uma linguagem adequada e que seja coerente com todos os aspectos que envolvam o consumo desta mídia. Deve-se considerar a disponibilidade das redes de alta velocidade (WiFi, 4G, 5G), o formato e a duração – quando for vídeo – e também pensar em soluções criativas implícitas em qualquer ação de marketing de sucesso.

Se a sua companhia ainda está em fase inicial no mundo da mobilidade, o principal pensamento que deve ter é como encontrar seu público-alvo e engajar pessoas para dentro do seu universo por meio do celular.  Para isso, não é necessário criar ações isoladas e, sim, integradas a outras plataformas e outras telas. Ações de mobile marketing têm trazido muita oportunidade de campanhas criativas com geração de resultados positivos quando integradas às outras mídias.

A L&G, por exemplo, inovou em sua campanha com uma estratégia 100% digital para o lançamento da OLED TV, utilizando um plano de comunicação que trouxe seu público mais próximo da marca.  Uma das estratégias desta campanha no mobile foi aproveitar a geolocalização para enviar um mapa ao consumidor avisando que ele estaria perto de um dos revendedores da marca. Para a L&G, essa aposta foi muito bem planejada, já que 70% das considerações de compra são realizadas pelo celular.

Os caminhos para conseguir alcançar esses resultados aconteceram devido a algumas boas práticas e aprendizados combinados com campanhas de vídeos online. Alguns exemplos que podem ser analisados:

  • É importante criar uma estratégia de vídeo especialmente para o universo online.
  • Os flights (padrões de exposição) são diferenciados de acordo com o conteúdo e o público.
  • A timeline do consumidor não é vertical, ela é perene e multidimensional.
  • Importante manter uma DMP (Data Management Platform) na etapa do planejamento e execução.
  • Seleção de veículos de mídia por objetivos, que irão contribuir com uma parte do KPI de uma campanha e essa distinção, deve ser feita no plano de mídia.
  • Usar recursos de rede social para amplificar a cobertura.

Espectadores no mobile estão mais propensos a compartilhar e desenvolver uma conexão maior com as marcas. Quem conseguir responder às necessidades de forma estratégica ao mobile, conseguirá atingir – ou até mesmo superar – os resultados esperados.

*Riza Soares é formada em Publicidade com MBA em negócios e em economia social pela Fundação Dom Cabral e FIA. Desde 2013 está à frente da operação da smartclip no Brasil, empresa global de mídia online, focada na distribuição de publicidade em vídeo através de múltiplas plataformas e devices.

http://adnews.com.br/tecnologia/o-poder-da-tela-pequena-o-poder-do-smartphone.html

Sam’s Club lança app com funcionalidade inédita no varejo brasileiro

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O Sam’s Club, clube de compras do Walmart, anuncia o lançamento de um aplicativo com funcionalidades que prometem agilizar o processo de compras. Pelo menos de quem é sócio da rede. O app pode ser baixado em Android e iOS.

A ferramenta já está disponível oficialmente na loja de Tamboré (SP), onde também foi realizado o teste piloto. Ao todo foram mais de 6,2 mil downloads efetuados. A marca também constatou que quem utilizou o aplicativo para realizar suas compras registrou um aumento de duplo dígito no ticket médio em relação ao modelo tradicional de atendimento.

A novidade está ativa para clientes das unidades de todo o estado de São Paulo e, a partir do segundo semestre, irá para as lojas Sam’s Club de todo Brasil.

“Estamos disponibilizando aos nossos sócios um pacote de serviços digitais gratuitos que vão transformar o modo como se relacionam e interagem conosco que aliam praticidade, agilidade e facilidade em todas as etapas de compra”, explica Rodrigo Novelli, diretor de Marketing e Membership do Sam’s Club Brasil.

O aplicativo reúne quatro funcionalidades, sendo uma delas, a denominada Click&Go, inédita no Brasil. Com essa tecnologia, os sócios do clube escaneiam pelo smartphone os códigos de barras dos produtos adicionados ao carrinho. Na sequência, clicam em “Finalizar” para que seja exibido na tela do celular o código de barras com a identificação do usuário e o valor total da compra, o qual deve ser apresentado no caixa reservado para atendimento ao usuário do aplicativo para a realização do pagamento. Para que o recurso funcione, o Wi-Fi e o GPS do dispositivo precisam estar ativos. E o cadastramento no aplicativo e o preenchimento do número de membership também são necessários.

O aplicativo do Sam’s Club Brasil também informa com serviço de geolocalização a unidade mais próxima de onde o cliente se encontra, permite a consulta de preço de produtos na loja por leitura de código de barras e possibilita o acesso ao canal para se tornar sócio do clube de compras. Futuramente, o app ganhará duas novas funcionalidades: campanhas personalizadas de push, para comunicação de ofertas exclusivas e da preferência de cada usuário, e lista de compras sugerida baseada na recorrência e nos hábitos de consumo dos associados.

http://adnews.com.br/tecnologia/sams-club-lanca-app-com-funcionalidade-inedita-no-varejo-brasileiro.html

Mas, e A.I.?

Por Caio Camargo - 23 de Maio de 2018

Uau! Confesso que é difícil esconder o espanto cada vez que eu vejo uma nova notícia sobre alguma novidade que envolva Inteligência Artificial, a famosa IA, que aproveitei a sigla em inglês (A.I. – Artificial Intelligence), para criar a provocação deste texto.

Apresentado algumas semanas atrás em um evento como um dos grandes lançamentos da Google, a assistente pessoal agora de fato irá interagir com as pessoas e o mundo real. Precisa de uma mesa no restaurante, ou de uma hora no cabelereiro? A própria assistente (dito assim, pois, na maioria das vezes, o avatar de voz é feminino) liga para o local e negocia com a atendente sobre as opções até que seja acertado um horário ou outras questões de acordo com o solicitado por você.

Não vejo nada de errado nisso, muito pelo contrário. Veremos cada vez mais a inteligência artificial em nossas vidas. Talvez de uma maneira que a gente nem perceba. Pouca gente que entra na Internet em busca de algo tem ideia da quantidade e complexidade de algoritmos para não somente compilar, mas filtrar e apresentar resultados cada vez mais adaptados ao perfil do usuário. Tudo para entregar a resposta mais precisa no menor tempo possível. Parece que foi apenas um clique, algo simples, e é essa a sensação que está sendo buscada. É o que chamamos de “simplicidade sofisticada”.

A revolução digital nos trouxe uma outra dimensão sobre o volume de informações que temos a disposição ou pode ser gerado sobre o que o mundo hoje faz, compra, usa, busca, deseja e outra infinidade de novas probabilidades para se compreender ou entender cada vez mais sobre praticamente qualquer coisa. São os tempos da big data.

Porém, informação sem que se faça um extrato adequado, sem que se provoque as perguntas corretas, são como já diz o velho jargão, apenas um “bando de dados”. Extrair essa informação é um dos grandes desafios das empresas atualmente. E não é um problema apenas do Brasil. Faltam “mundialmente” bons analistas desse tipo de informações. Gente que consiga se debruçar no universo do analytics, cruzando indicadores antes improváveis e até mesmo impossíveis de serem corretamente mensurados, em busca de melhores respostas.

De maneira a tentar encurtar a distância entre a informação coletada e o insight que pode ser gerado, uma das mais importantes questões está justamente no avanço e da democratização da Inteligência Artificial. Uma das críticas que tenho feito atualmente é que a Inteligência Artificial ainda permanece nas mãos de algumas poucas empresas do mercado, liderados por companhias de grande porte, como, por exemplo, IBM, Google, Apple, Amazon e Microsoft.

Diferente de praticamente todos os outros tipos de soluções que já foram criadas, onde você pode facilmente encontrar uma fagulha de inovação ou uma semente de renovação dentro dos diversos ecossistemas de startups, quando falamos de inteligência artificial ainda estamos nos passos onde tudo o que precisa ser de alguma maneira “conectado” à alguma inteligência artificial já existente, ainda necessite do recurso gerado pelos grandes players do mercado.

Watson (IBM) e Sophia (o robô), ao invés de ganharem irmãos ou novos amigos, estão ganhando filhos. Está aberta a oportunidade para quem quiser fazer diferente.

*Imagem reprodução

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