Conveniência é a bola da vez

Redes de varejo globais e nacionais estão acelerando sua expansão por meio de formatos de lojas menores, diferenciados e com foco na conveniência para os consumidores finais. Esse movimento é intenso no segmento alimentar e agora acontece também no de material de construção, com a inauguração do modelo de loja de bairro do Home Center Telhanorte.

Esses formatos de conveniência vão ao encontro das necessidades dos consumidores e contrapõem a pressão sofrida por resultados ruins nas lojas de grandes superfícies, como hipermercados e também pelo crescimento dos conhecidos “atacarejos”.

No setor de alimentos, temos bons exemplos e vemos a rápida expansão do Carrefour Express, que já superou 100 lojas em menos de três anos; o Minuto Pão de Açúcar, com mais de 70 lojas e o Hirota Food Express, com crescimento na cidade de São Paulo. Outro competidor que reapareceu de “cara nova” foi a Americanas Express, com a inauguração de um novo conceito de loja na cidade do Rio de Janeiro, porém ainda mantendo a mesma assinatura de marca. O plano da LASA de entrar no ramo de conveniência continua, já que a companhia participou recentemente da concorrência para assumir as lojas de conveniência da BR Distribuidora, a BR Mania.

Outra notícia marcante para o setor é a aliança da Oxxo e Raízen para explorar o varejo de proximidade. A Raízen Combustíveis é uma joint venture da Shell com a Cosan — e a Oxxo, a maior rede de lojas de conveniência da América Latina. Essa união promete um movimento interessante ao segmento.

Atualmente, lojas de conveniência respondem por 16% das vendas no varejo brasileiro, percentual ainda abaixo dos 22% que é o índice médio no mundo, segundo dados publicados no jornal Valor Econômico.

Os números brasileiros mostram que ainda temos muito para crescer quando comparados com mercados mais maduros.

GRUPO MERCADO QTDE. LOJAS (mil)
7-Eleven EUA e Japão 59
Family Mart Japão 17
Couche-Tard Canadá 14
Oxxo México 16
Lawson Station Japão 13
Circle K Sunkus Japão 8,3
Carrefour Express França 7,2
Tesco Express Reino Unido 5,2
CBA Bulgária 5,2
Mini Stop Filipinas 4,7

 

Trazendo para o jogo outros competidores relevantes do ponto de vista de capilaridade, temos que destacar as lojas de conveniências das bandeiras de postos de combustíveis, pois é o formato de loja mais conhecido do brasileiro como apelo de conveniência. Segundo dados do  Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes), atualmente são mais de 7 mil lojas, com a rede AM/PM participando com quase 2 mil lojas.

Ao analisarmos as características deste formato, que oferece ao consumidor soluções práticas e rápidas em meio a uma rotina bastante corrida, vemos que a comodidade oferecida está em linha com essa necessidade. Porém contribuindo pouco para os resultados financeiros do negócio, pois 80% das vendas deste formato de loja aqui no Brasil estão concentradas nas categorias com baixas margens (tabacaria, cervejas, bebidas não alcoólicas, bomboniere e sorvetes).

Aqui no Brasil, o foodservice representa menos de 17% das vendas. Quando comparamos com a Oxxo Mexicana, a participação lá atinge 20% e ainda conta com 8% vindo da venda de serviços. São essas categorias (foodservice e serviços) que permitem diferenciação e valor agregado para os consumidores. As demais são consideradas commodities ou com baixíssima capacidade de diferenciação.

A pergunta chave é se as nossas lojas de conveniências estão se diferenciando ou será somente uma “maquiagem” ou “nova embalagem” de um modelo com baixa diferenciação?

Para responder essa questão, partimos do princípio que para uma loja ser vencedora, diferenciada e relevante, ela tem que ter um posicionamento e proposta de valor claros, visão e valores disseminados em toda empresa e, principalmente, consistência na execução dia após dia em todos os pontos de contato com o consumidor.

Existem formas para se atingir diferenciação e fortalecer o posicionamento. Alguns exemplos que nem sempre estão presentes nas lojas de conveniência brasileiras:

  • Presença balanceada entre marcas líderes, regionais e marcas próprias;
  • Categorias relevantes para serem destino da loja e produtos ícones para o consumidor;
  • Integração das indústrias na oferta de novidades e inovações no trade marketing;
  • Combos e kits promocionais que possibilitem o cross selling, up selling e aumento do ticket médio;
  • Lojas organizadas em mundos e não em linhas de produtos;
  • Layout e comunicação visual (menu boards, cardápios, promoções etc.) estimulantes e funcionais, expondo com clareza as soluções ao consumidor para o consumo na loja ou fora dela;
  • Oferta de serviços agregadores de valor como por exemplo delivery sendo feito por meio de transporte limpo ou geradores de receitas, como por exemplo serviços de catering e até programas de assinaturas;
  • Cultura digital na empresa integrada numa plataforma para programas de relacionamento, fidelidade, informação, promoção, serviços, além da presença nas redes sociais;
  • Rapidez no atendimento para contribuir positivamente na jornada de compra e não sendo um obstáculo, como por exemplo correspondente bancário;
  • Embalagens diferenciadas para o preparo e consumo na loja, no carro ou no trabalho;
  • Produtos frescos e saudáveis com preços justos;

Obviamente que existem outros pontos além dos mencionados acima que contribuem para o fortalecimento do posicionamento e diferenciais da loja. O fato é que caminhamos para o novo varejo e mudanças são bem-vindas e necessárias.

 

Conveniência é a bola da vez

Single’s Day: conheça os fatores de sucesso

 

Você provavelmente já conhece o Dia do Solteiro, ou Single’s Day, festival criado pelo Alibaba em 2009 e que se transformou no maior evento de consumo do mundo, mas talvez o que você não saiba são os motivos pelos quais ele se tornou esse fenômeno de sucesso.Em plena Semana do Brasil, muitos dos nossos clientes (varejistas e indústria) começaram seu planejamento para a Black Friday desse ano e foi exatamente essa a minha inspiração para escrever esse artigo, pois o Single’s Day pode e deve ser fonte de inspiração nesse processo.

VAMOS AOS NÚMEROS
Alcançando a marca de USD 30,8 bilhões em vendas em 2018, o evento que acontece em um único dia se tornou duas vezes maior que a combinação da Black Friday e da Cyber Monday nos Estados Unidos, que por sua vez alcançaram em 2018 a marca de USD 14,10 bilhões. Mais impressionante ainda é comparar esse desempenho com os números brasileiros. Em 24h de evento o Alibaba sozinho faturou duas vezes mais que todo o e-commerce brasileiro fatura em um ano, algo como USD 13 bilhões.

Chama a atenção também o volume de compras realizadas através de smartphones: inacreditáveis 91,2% de tudo o que foi vendido. Não é por acaso, o leapfrog tecnológico que acontece na China fez com que ela se tornasse uma sociedade Mobile Only (e não Mobile First como é no Ocidente), a única forma que a ampla maioria dos chineses tem para acessar a internet é o smartphone, não há notebooks, tablets ou desktops.

Como as empresas sabem muito bem do reinado absoluto dos celulares e da irrelevância dos demais meios, a experiência de compra passa a ser integralmente pensada e otimizada para o celular, tornando-a assim muito superior à experiencia em um desktop, gerando um círculo virtuoso – todos usam o celular, ele é a única forma de comunicação e entrega a melhor experiência – não há motivos para não comprar através dele.

FATORES DE SUCESSO

DATA: o Alibaba precisava de uma data que não impactasse a performance de outros picos de venda já estabelecidos, bem como gostaria que o evento acontecesse em um período em que o consumidor chinês tivesse seu poder de consumo restaurado. O Single’s Day acontece bem no intervalo dos dois principais picos de venda do varejo chinês, o período Pré-Golden Week (o feriado de uma semana do Dia Nacional da China onde todos os chineses podem voltar para suas cidades natal – e claro que levam muitos presentes) e o feriado do Ano Novo Chinês, que acontece na virada de janeiro para fevereiro.

COMEMORAÇÃO: muito mais que um dia de vendas e descontos, o Single’s Day é uma grande comemoração. Toda a China é tomada por um clima de excitação e de comemoração, muito além das promoções, o festival traz para o consumidor chinês uma série de eventos que ele espera o ano todo para ver e experimentar. É durante esse período que o Alibaba e as grandes marcas trazem para a China grandes shows com os maiores artistas internacionais, eventos esportivos com os principais atletas do mundo, inúmeros eventos de ativação das marcas.

Sabe aquela excitação de assistir ao vivo um show que você sempre sonhou? Pois bem, é no Single’s Day que isso acontece na China.

ENGAJAMENTO: Alibaba e as maiores marcas do mundo sabem como ninguém engajar os consumidores e mantê-los dessa forma durante todo o festival. Valendo-se das infinitas oportunidades que o mobile oferece, as marcas inventam e reinventam formas de ativar o consumidor. Como, por exemplo, boa parte dos descontos ou acesso a itens exclusivos só podem ser usufruídos pelos consumidores se eles se engajarem de alguma forma, seja chacoalhando o celular em um momento exato do evento ou através da dinâmica See Now/Buy Now onde o consumidor compra na hora as peças da coleção que estão sendo exibidas ao vivo na passarela, tudo isso enquanto conversa ao vivo com os designers das roupas, participam através de pesquisas online e interagem com os KOL (Key Opinion Leaders – como os influenciadores são chamados na China).

Exemplo de ativação: enquanto os shows acontecem ao vivo os consumidores devem jogar um game acompanhando a música e, caso consigam uma pontuação mínima, passam a ter acessos aos descontos.

PROMOÇÕES E ATIVAÇÕES
Claro que há descontos e promoções. De acordo com o VENNData Double 11, em categorias chave o desconto médio chegou a ser 30%.

Mas não são apenas descontos que são oferecidos, as marcas passaram a explorar a venda de itens exclusivos ou combos promocionais que só podem ser adquiridos nesse dia. Não preciso nem dizer que esses itens exclusivos e com tiragem limitada são vendidos com preço premium e que acabam em poucos minutos ou horas.

Air Jordan 4 da Nike, produzidos e vendidos exclusivamente para o Single’s Day.

As marcas usam também o dia como uma das suas principais plataformas de ativação da sua estratégia de marketing e comercial, como a Nike, que oferece seus descontos e acesso a itens exclusivos apenas para os membros do seu programa de fidelidade Nike+.

Aqui estão outros cinco exemplos interessantes de como as marcas estão usando o Dia do Solteiro para entregar suas estratégias: https://www.referralcandy.com/blog/global-brands-singles-day/

Distração causada por celulares faz consumidores comprarem mais

Em 2018, as pessoas passaram mais de três horas no smartphone no Brasil, de acordo com dados do estudo Estado de Serviços Móveis realizado pela empresa App Annie. Sendo assim, o país está no quinto lugar do ranking global de tempo gasto no celular. Diversos segmentos se beneficiam deste uso frequente do mobile, inclusive os supermercados.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Retail Academics em conjunto com pesquisadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, aponta que maior tempo gasto pelos clientes no celular nas lojas significa maiores compras. Assim, a cada segundo no smartphone, o consumidor gasta entre 20 e 40 centavos de libra a mais, um valor que equivale de R$ 1 a R$ 2. Ainda de acordo com o estudo, diversas situações estimulam o uso do celular, como busca de receitas, mensagens do WhatsApp e impaciência na fila do caixa.

Uma pesquisa feita na Suécia apontou que os consumidores compraram de 45% a 58% mais produtos, devido à distração no aparelho. Isso acontece porque o cliente perde o foco e tende a andar sem rumo pelos corredores, adquirindo produtos que não costuma olhar. Também foi descoberto que uma grande quantidade de produtos nos mercados faz os consumidores distraídos lembrarem-se de mais coisas de que precisam.

Um maior mix de produtos faz o cérebro se fechar mais rápido para os produtos listados, mas a distração do celular acaba com a concentração, mudando o comportamento do cliente na loja.

Superapps ainda vão dar o que falar!

“Superapps” são aplicativos que concentram em um só lugar vários tipos de serviços que as pessoas usam com frequência.

O modelo de negócio tem como maior valor a comodidade ao usuário, por centralizar diversas atividades em um só aplicativo. Mais da metade do tempo gasto das pessoas no mundo digital são nos aplicativos e, por isso, muitas empresas estão se aproveitando desse cenário promissor para engajar usuários com seus produtos e serviços.

O conceito tem como principal referência a chinesa We-Chat, que nasceu de um aplicativo de mensagens de texto e voz e hoje está presente em todos os momentos da vida do cidadão chinês. Por lá, o modelo é uma realidade, sendo possível chamar um táxi, pedir comida, contratar um serviço e até manter uma carteira digital. Para termos uma ideia do nível de engajamento adquirido, mais de 60% dos pagamentos na China são feitos por superapps como o We Chat.

No Brasil, grandes varejistas como o Magazine Luiza e o GPA já iniciaram movimentos para se prepararem para o que está por vir. Recentemente, essas empresas compraram ou se associaram à startups de tecnologia ou logística para reunir mais serviços em suas plataformas de relacionamento com clientes. Além delas, temos presenciado empresas como a Rappi – startup colombiana com status de unicórnio, ou seja, com avaliação acima de U$ 1 bilhão – investindo alto nesse tipo de estratégia e se utilizando desse conceito como base de crescimento em toda a América Latina. Inclusive com uma parceria promissora com o Carrefour no Brasil.

O apetite dos consumidores em receber produtos na porta de casa, principalmente nas grandes cidades, é um caminho sem volta e não é a toa que a operação da Rappi no país dobra de tamanho a cada três meses.

A premissa que sustenta o modelo é o empoderamento das pessoas que querem simplificar a vida e estão cada vez mais digitais. Conquistar a preferência do consumidor como melhor opção de solução de conveniência no celular é um diferencial competitivo extremamente relevante nos dias atuais. Quanto mais serviços disponibilizados para facilitar o dia a dia das pessoas, mais contatos o usuário vai ter com sua marca e, consequentemente, maior a chance de conquistar a sua fidelidade. Quanto vale estar na mente e no coração do cotidiano de tantas pessoas?

Obviamente é fácil falar e difícil entregar. Uma operação de sucesso envolve muitos fatores e as empresas que conseguem se destacar com crescimento exponencial têm em comum a eficiência operacional de seus serviços. Quem não entrega experiência, excelência e inovação constantes, dificilmente opera num modelo tão disruptivo como esse.

Existem muitos outros desafios nesse modelo de negócio, já que o custo logístico no Brasil é alto e o modelo de entrega de compras é caro em alguns segmentos. A dificuldade em engajar o usuário também é enorme. Mesmo desenvolvendo uma experiência interessante, muitos clientes instalam o aplicativo, mas não encontram relevância e deixam de usar ao longo do tempo, partindo para desinstalação. Outro fator que representa objeção aos negócios é lei de proteção de dados e segurança da informação, principalmente em transações de pagamentos financeiros.

Vivemos na era da transformação digital, mas o ponto de venda continua muito relevante em qualquer operação de varejo e é cedo para dizer se o mercado vai escolher isso ou aquilo. A única certeza é que o modelo multicanal veio para ficar e que mesmo com muitas iniciativas de novos APPs, só os melhores e maiores sobreviverão.

Para a indústria, varejo e serviços, a principal mensagem é que os ecossistemas de negócios estão mais completos e complexos e os superapps já são realidade do relacionamento e comportamento de consumo de muita gente.

Por Cristiano de Paula Leite – 25 de junho de 2019

Superapps ainda vão dar o que falar!

Assistentes virtuais: as personas por trás das marcas

Oi se une a empresas como Bradesco, Carrefour e Vivo com sua AI que conversa com consumidores

Luiz Gustavo Pacete – 17 de julho de 2019 – 22h45

A Oi apresentou nesta terça-feira, 16, sua assistente virtual, a Joice. Por meio de uma campanha assinada pela NBS, o sistema de inteligência artificial da operadora apareceu pela primeira vez interagindo com o apresentador Marcos Mion, o humorista Whindersson Nunes, o atleta Gabriel Medina e outras personalidades que participam das campanhas da Oi.

Com a Joice, a Oi entrou para a lista de marcas que criaram seus sistemas de inteligência artificial e as transformaram em marcas derivadas. Entre os casos mais emblemáticos estão a Bia, do Bradesco, a Vivi, da Vivo, a Carina, do Carrefour e muitas outras. Os nomes são majoritariamente femininos, o que levanta uma discussão sobre o reforço de padrões machistas (há exceções, como o Theo, da Sicredi). Para além de gênero, as marcas estão investindo na construção da persona de seus assistentes virtuais.

Daniel Wildt, diretor de tecnologia na Zenvia, plataforma de comunicação especializada em inteligência artificial, lembra que o movimento iniciado por Siri, da Apple, Google Assistant e Alexa, da Amazon, vive uma nova fase, agora impulsionada principalmente por marcas de serviços e na área financeira. “Entendo que estes movimentos de bancos ajudam a popularizar a ideia e o uso prático da inteligência artificial. Vejo como mais interessantes os sistemas que buscam entender o contexto do cliente e acelerar alguma ação ou tomada de decisão”, explica.

“O desafio é que eles consigam se posicionar como companion bots, ou seja, assistentes que conseguem maximizar o valor que alguém consegue na sua atuação em dado contexto. Então, sempre que um bot consegue sair do simples ‘conectar clientes com menus’ para começar a apoiar e maximizar o valor do cliente na jornada, vai ter mais sucesso na experiência. Isso tem um pouco de aprimoramento da linguagem e tecnologia, mas tem ganhos quando se consegue avançar em contexto e apoia o cliente na resolução de problemas e em sugestão de melhorias para a experiência dele”, diz Daniel.

Atualmente, a maioria dos sistemas de bots são grandes FAQs (perguntas e respostas) “que tem valor, mas que depois de aprender a operar, precisa evoluir para começar a entender melhor os contextos”, explica Daniel.

https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2019/07/17/assistentes-virtuais-as-personas-por-tras-das-marcas.html

DogHero lança “Uber” dos passeadores de cachorro

uber

Passear com o cachorro requer um certo tempo na agenda de seu dono. Pensando na dificuldade para algumas pessoas, a DogHero, aplicativo que conecta pais de cachorro a anfitriões que hospedam os pets em casa, expande o portfólio de serviços e lança a opção de passeios. Pela plataforma, é possível agendar o serviço ou pedi-lo imediatamente: mesmo conceito dos aplicativos de transporte, como Uber e 99.

O cliente é avisado pelo app quando o passeio começa e pode acompanhar o trajeto em tempo real. Além disso, a atenção é exclusiva, pois o passeador caminha com um cachorro por vez (ou com dois, se forem da mesma família).

O serviço já está disponível na cidade de São Paulo e chegará em outras capitais a partir de julho. O cliente baixa o aplicativo, coloca o endereço, dá informações sobre o cachorro (como porte, raça e idade), explica como é o comportamento dele e escolhe quando quer agendar o passeio. A partir disso, a empresa indica o passeador com o perfil mais adequado para atender aquela família.

Os passeios, de 30 minutos ou 1 hora, custam a partir de R$ 25. Planos mensais têm desconto de 20% e o pagamento é feito pelo aplicativo. Caso o cachorro sinta-se mal durante o passeio, a empresa reembolsa eventuais gastos com veterinário, exames e medicamentos em até R$ 5 mil.

http://adnews.com.br/tecnologia/doghero-lanca-uber-dos-passeadores-de-cachorro.html

Facebook divulga tendências para o marketing até 2020

26 de Abril de 2017  

estudo facebook

Nos próximos 36 meses, ao menos 85% dos serviços de atendimento ao consumidor serão realizados sem a presença de seres humanos. Pelo menos é o que indica o “Shifts for 2020”, estudo desenvolvido pelo Facebook IQ, com o objetivo de apontar as principais tendências em marketing e comunicação para o próximo três anos, o trabalho é dividido em partes, e essa primeira foca em cinco ideias, como a representação dos millenials no mercado de trabalho no mundo inteiro.

O levantamento aponta que, pela primeira vez, o número de pessoas na internet será maior que aquelas sem acesso ao mundo online até o ano, ou que até lá existirão mais pessoas com celulares do que com água corrente ou energia elétrica em casa. E metade das compras no comércio eletrônico, nos EUA, será feita via um smartphone.

Outros resultados:

  • Identidades omniculturais– À medida que a tecnologia expõe pessoas a mais perspectivas, identidades multifacetadas ganham relevância. Cada vez mais as pessoas rejeitarão os limites e barreiras tradicionais, aderindo a novas maneiras de autoidentificação mais personalizadas, complexas e fluidas.
  • Novas negociações– Vamos entrar em uma nova era de negociação contínua, pois a tecnologia permite novas possibilidades, controle e vantagens para empresas e pessoas. Com isso, as pessoas esperam cada vez mais das empresas, como melhorias em experiências móveis e atendimento ao cliente. Ao mesmo tempo, a aceitação das pessoas no aumento de preços demonstra uma vontade crescente de pagar mais por conveniência.
  • Próxima geração de trabalhadores– Os millenials, ou Geração Y, devem se tornar a força trabalhadora mais populosa até 2020. Embora estudos apontem uma mentalidade confusa dessa geração, boa parte deles possui uma clara visão estratégica, e serão responsáveis por grandes mudanças culturais à medida que procuram mais propósito, flexibilidade e conexões significativas com as organizações e pessoas com quem trabalham.
  • Envelhecimento da sociedade– As pessoas expandem suas perspectivas sobre o envelhecimento e a chamada terceira idade, até 2020, deve se encontrar vivendo vidas mais saudáveis, conectadas e que se consideram bem sucedidas. E graças às conexões sociais habilitadas pela tecnologia, as pessoas não só viverão melhor, mas também mais.
  • Compras perto e longe– Por um lado, as pessoas irão cada vez mais valorizar e apoiar o comércio e a cultura locais. E, ao mesmo tempo, em um mundo cada vez mais globalizado, dados do Facebook revelam que dos 65 milhões de empresas em nossa plataforma, 35% de suas conexões são com pessoas de outros países.

Para conferir o material completo, clique aqui.

http://adnews.com.br/internet/facebook-divulga-tendencias-para-o-marketing-ate-2020.html