Coca-Cola derruba “primeira impressão” em filmes sobre o preconceito

Imagine um homem tatuado, calvo, com barba e jaqueta de couro. Provavelmente você se surpreenderia ao descobrir que este é o perfil de um tutor social de crianças, e não de um motoqueiro rockeiro.

Conhecida por explorar a felicidade, a Coca-Cola resolveu ir mais fundo e abordar uma problemática em sua nova campanha: o preconceito.

A marca partiu da premissa de que o principal motor da desigualdade no mundo é a aversão ao diferente e para combatê-lo é preciso enfrentar a si mesmo.

Assim, foi lançada a campanha “Vamos dar um segundo extra”, contendo uma série de vídeos que convidam as pessoas a descobrirem seus preconceitos e assim, derrubá-los.

O carro-chefe da série de quatro vídeos foi nomeado como “Experiment”. Nele, é exibido o resultado de um método que desconstrói as primeiras impressões de voluntários que analisam retratos de pessoas desconhecidas.

“Nossa missão na Coca-Cola é a de inspirar momentos de felicidade, e hoje podemos conseguir isso graças a uma campanha que nos convida a tomar um segundo extra para se livrar de preconceitos e estereótipos, e assim conhecer as pessoas ao nosso redor apreciando sua singularidade”, disse Guillermo Giménez y Brotons, diretor de comunicação da Coca-Cola sul-americana.

Outros dois vídeos retratam histórias reais de uma avó e uma modelo cujas experiências pessoais mostram que por trás de suas aparências existem histórias que vale a pena conhecer.

Loira:

Avó:

Por fim, o vídeo que completa a campanha apresenta um grupo de crianças em fase escolar, todas taxadas por estereótipos como nerd, patricinha e perdedor. Como melhor sabe fazer, a Coca-Cola mostra através de momentos de alegria que suas vidas vão muito além do preconceito.

“Vamos dar um segundo extra” é uma campanha global criado pela agência espanhola, Cyranos McCann, e está disponível nas plataformas online da Coca-Cola.

Bônus: A Cola-Cola também liberou um mini-documentário contando um pouco mais da história da vovó paraquedista.

Confira:

Redação Adnews – 15 de maio de 2015 · Atualizado às 11h20

http://www.adnews.com.br/publicidade/coca-cola-derruba-primeira-impressao-em-videos-contra-o-preconceito

Compre experiências e não coisas

Novas pesquisas mostram que investir em viagens, jantares e aventuras – em vez de produtos – pode levar a uma vida mais feliz

FLÁVIA YURI OSHIMA COM NATHALIA BIANCO, ALINE IMÉRCIO E RUAN DE SOUSA GABRIEL
01/02/2015 10h00
Carlos Carnellas (Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA e McKay Savage)(Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA e McKay Savage)
carlos Carnellas
41 anos  I  Microempresário
Experiência
Subiu três vezes o Monte Everest. Na segunda, chegou ao topo
“A montanha me tornou alguém mais desapegado. A lembrança de como me senti na primeira vez que cheguei lá ainda me emociona”

A tendência é que busquemos repor o prazer da compra com outra compra, num mecanismo similar ao do vício. Ele ganhou até um nome, cunhado por dois psicólogos da Universidade Yale em 1971: a esteira hedonista (leia adiante). Há, no entanto, uma solução simples para usufruir o prazer e evitar os problemas da dependência: consumir menos – e consumir melhor. Consumir de modo que a sensação de prazer perdure e até mesmo se renove com o passar do tempo. Ou, em outras palavras, consumir experiências, em vez de coisas.

A ciência está do lado de quem compra para viver – e não de quem vive para comprar. De acordo com pesquisas feitas nos últimos anos, investir em experiências aumenta substancialmente as chances de levar uma vida mais feliz, mais plena de sentido e significado. Uma dessas pesquisas foi divulgada recentemente pela Universidade de Cornell, nos EUA. Liderado pelo pesquisador americano Thomas Gilovich, o estudo intitulado Uma vida maravilhosa: o consumo experimental e a busca pela felicidade mediu, durante três anos, a forma como consumidores se sentiram em relação a suas compras, em intervalos de tempo distintos. Mais de 2 mil pessoas, dos 21 aos 69 anos, participaram da pesquisa.

Gilovich é um dos maiores especialistas do mundo em comportamento dos consumidores. Desde o início dos anos 1990, ele estuda como as pessoas empregam seu dinheiro – e o efeito dessas opções. No estudo mais recente, sua principal conclusão é que o gasto com experiências como jantares, viagens, passeios e espetáculos causa uma sensação de felicidade mais intensa e duradoura do que compras de produtos – por mais grandiosos e antecipados que eles sejam. “As experiências, ao contrário dos produtos, seguem em nossa memória e são revividas sempre que compartilhadas, expandindo nossa percepção de prazer e a de pessoas com quem as dividimos”, disse Gilovitch a ÉPOCA. Num mundo em que nunca houve tanta oportunidade de compartilhar (com as redes sociais e recursos como o WhatsApp), apostar em experiências pode ser um jeito divertido de distribuir bem-estar – e recolher um pouco de felicidade.

>> “Abrimos mão de objetos para realizar um sonho”

O microempresário paulista Carlos Carnellas está aí para comprovar o trabalho de cientistas como Gilovitch. Aos 34 anos, sofreu um acidente grave no trabalho. Quebrou o braço em três lugares. “Estava internado quando decidi que queria investir numa grande experiência”, conta ele. Resolveu subir o Everest – logo ele, que nunca havia escalado. Foram dois anos de escaladas na América do Sul e treinos físicos diários antes de sua primeira viagem ao Everest, em 2009. Daquela vez, chegou ao primeiro acampamento, o ponto de parada mais baixo do monte, a 5.400 metros de altitude. Carnellas vendeu um apartamento que tinha em São Paulo para financiar a expedição, que lhe custou US$ 62 mil. “A sensação de realização foi a coisa mais incrível que já vivi”, diz ele. “A noção de fragilidade que a montanha nos impõe é transformadora.” Desde então, Carnellas já participou de duas outras expedições ao Everest. Na segunda, em 2011, alcançou o cume. Cada viagem é precedida de intensa preparação financeira. Dono de uma pequena fábrica de embalagens, ele troca o prazer fugidio – e o conforto – de dirigir carros novos e viver numa casa maior pela promessa de grandes aventuras, grandes lembranças. “Nunca penso no que deixo de ter. A montanha me tornou alguém mais desapegado e feliz”, diz ele. “A lembrança de como me senti na primeira vez que a venci ainda me emociona.”

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Não é preciso ter dinheiro para escolher experiências, e não coisas. É possível ter o mesmo tipo de prazer em atividades cotidianas, como reunir os amigos para assistir a uma peça de teatro ou tomar um chope. Isso acontece devido à forma como nossa mente interpreta nossas experiências. Enquanto as coisas que compramos ficam em garagens, armários ou prateleiras, as experiências tornam-se parte do que somos. “É o oposto da noção errada de que produtos duram e vivências são fugazes”, diz Gilovich. “O que experimentamos estará conosco enquanto tivermos memória para resgatá-lo.”

Roberta Malta (Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA)(Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA)
Roberta Malta
40 anos  I  Jornalista
Experiência
Em 2011, depois de mais de um ano na lista de espera, jantou no restaurante El Bulli, de Barcelona
“Foram servidos mais de 40 pratos em seis horas. Todos, sem exceção, eram lindos e deliciosos. Foi um evento que ultrapassou todas as minhas expectativas”

É claro que, quanto mais extraordinárias as experiências, quanto maior o investimento de tempo e energia, mais profundamente as impressões serão gravadas na memória. Quando o restaurante catalão El Bulli, até então considerado o número um do mundo, anunciou no início de 2010 que fecharia em menos de dois anos, a jornalista paulista Roberta Malta experimentou o mesmo tipo de urgência que Carnellas sentira. Roberta estava havia meses na fila de espera para provar a comida do chef catalão Ferran Adrià. Achou que sua vez não chegaria. Para sua surpresa, conseguiu uma data para dali a um ano, pouco antes de o restaurante fechar as portas, em 2011. “Quando me dei conta de que estava a caminho do El Bulli, chorei”, diz ela. “A refeição, composta de mais de 40 pratos, foi uma experiência incrível. Era tudo melhor do que eu imaginara, da estética ao sabor.”

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Luciana Varejão (Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA)Luciana Varejão (Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA)
Luciana Varejão
42 anos  I  Empresária
Experiência
Comemorou, em 2012, seu aniversário com o marido e 11 amigos no disputado restaurante 58 TOUR EIFFEL, na Torre Eiffel, em Paris
“Quis marcar a passagem para os 40 anos com algo surpreendente, que eu pudesse fazer com as pessoas que amo. Foi inesquecível”

A empresária Luciana Varejão fez algo parecido. Ela queria marcar seus 40 anos com uma experiência memorável, que pudesse ser compartilhada. Escolheu jantar no concorrido restaurante da Torre Eiffel, em Paris, o 58 Tour Eiffel. Reservar mais de dois ou três lugares é raro. Luciana recorreu a uma agência especializada em experiências inusitadas, a Beespoken. No dia de seu aniversário, lá estava ela em Paris, ao lado do marido e 11 amigos, jantando no 58. Não há joia que substitua essa saborosa memória.

São muitos os mecanismos psicológicos que explicam por que viver algo traz sensações mais intensas do que possuir algo. O primeiro é que somos seres sociais. Conviver e compartilhar experiências são, para nós, fontes comprovadas de prazer. Ao longo das últimas décadas, vários estudos mostraram que pessoas com vida social equilibrada e fortes laços de afeto tendem a sofrer menos com depressão, melancolia e ansiedade. As experiências reforçam os aspectos positivos da nossa psicologia gregária. É mais fácil transformar um jantar ou um passeio numa experiência coletiva do que esperar que as pessoas se deleitem com nossa nova TV ou com aquela batedeira de grife, importada – por mais que às vezes pareça que não.

“Vivências são mais facilmente transformadas em experiências coletivas do que produtos”, afirma Sonja Lyubomirsky, pesquisadora da Universidade da Califórnia que há mais de 20 anos se dedica ao estudo da felicidade. Seu último livro, Os mitos da felicidade (Editora Odisseia), foi lançado em 2014 no Brasil. Ela diz que conversas sobre viagens, filmes ou uma peça de teatro são combustível certo de momentos prazerosos com amigos. Há compras que sugerem experiências, como o sítio onde você pode se reunir com amigos, mas, em geral, esse não é o resultado das compras. Mesmo compras longamente antecipadas, como o carro dos sonhos, não despertam empatia ou interesse nos demais. É um triunfo pessoal, apenas. Falar de conquistas materiais pode gerar constrangimento. Transmite a impressão de que o intercolutor está diante de um novo-rico exibicionista. Talvez esteja mesmo…

As redes sociais e os comunicadores instantâneos não só aumentam as possibilidades de compartilhar experiências como transformam as vivências em ponte para nos aproximar de pessoas com quem, de outra forma, não teríamos contato direto. Ao descobrirmos que amigos fizeram aquela mesma viagem ou provaram da última receita que nos surpreendeu, a relação de afinidade que estabelecemos com eles produz uma gostosa sensação de cumplicidade e pertencimento a um grupo – fonte comprovada de felicidade. Isso não ocorre com a posse de objetos. Pessoas com o mesmo modelo de carro que o nosso ou com o mesmo sapato não têm efeito positivo sobre o nosso bem-estar.

Nossa extraordinária capacidade de adaptação também ajuda a explicar por que o prazer das experiências é mais duradouro que o prazer das compras. As pesquisas mostram que cada ser humano tem um nível próprio de satisfação com a vida, ao qual costuma voltar depois de qualquer impacto, negativo ou positivo. Essa volta ao estado básico (ou adaptação, no dizer dos psicólogos) é essencial quando passamos por traumas, como a morte de alguém querido ou uma doença que nos traga limitações. Alguns estudos acompanharam gente que ficou paraplégica após um acidente. Constatou-se que, depois de um ou dois anos, a maioria voltava ao estado usual de satisfação – ou insatisfação – antes do trauma.

A mesma adaptação às circunstâncias ruins se dá com as coisas boas. Pouco depois da euforia de comprar a casa de seus sonhos, é provável que você retorne ao estado de felicidade anterior à compra. O mesmo vale para o sapato, a bolsa, o carro, a promoção no trabalho… Em pouco tempo, viver naquela casa vira rotina, o carro perde o cheiro de novo, a bolsa sai de moda e a responsabilidade extra que chegou com a promoção começa a pesar. Esse mecanismo leva à necessidade de buscar outras compras que reproduzam a sensação de prazer. A isso, Philip Brickman e Donald Campbell, psicólogos da Universidade Yale, chamaram de esteira hedonista (ou esteira dos prazeres, ou esteira adaptativa). É uma referência à imagem dos hamsters na esteira, correndo desesperadamente sem sair do lugar.

A opção pelas experiências, dizem os pesquisadores, ameniza em muito essa armadilha. Mesmo as experiências repetidas ainda são únicas, imunes ao efeito do hábito. Segundo o trabalho de Gilovich, ao contrário do que ocorre com os produtos, a sensação de bem-
estar com experiências positivas tende a aumentar com o passar do tempo. A cada lembrança de um episódio feliz, o sentimento é revivido. Até experiências desastrosas, como o carro quebrado no início da viagem ou o vexame de uma bebedeira, podem virar histórias hilárias, depois que o sofrimento for apagado pelo tempo.

Em linhas gerais, o prazer de uma compra é intenso no momento em que ela é feita. A partir dali, o objeto tende a se desvalorizar – imediatamente após sair da concessionária com seu carro novo, ele não vale mais aquilo que se pagou. Uma experiência funciona ao contrário. Seu valor pode não apenas ir crescendo com o tempo, mas às vezes tem o poder de modificar outras experiências – e até valores.

Regina Pereira (Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA)(Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA)
Regina Pereira
58 anos  I  Revisora
Experiência
Em 2013, percorreu ao lado de três amigos as oito cidades de Minas Gerais que inspiraram a obra do escritor Guimarães Rosa.
“Preparamos as leituras que faríamos em cada ponto de parada por seis meses. Foram 17 dias de emoção. Eu me sinto mais próxima de um autor que admiro”

Tome-se o exemplo do advogado Persio Bider. Ele sonhava em conhecer Israel. Aos 37 anos, finalmente, viajou para lá. Bider se surpreendeu com a comoção que sentiu ao conhecer locais sagrados das religiões judaica e cristã. Diz que sua relação com elas mudou. Agora, se organiza para ir ao Marrocos conhecer lugares sagrados dos muçulmanos. A revisora mineira Regina Pereira teve satisfação similar ao percorrer a trilha que passa pelas cidades citadas nas obras do escritor Guimarães Rosa, de quem é fã desde a adolescência. Passar pelos locais que Rosa descreveu e nos quais se inspirou lhe deu outra compreensão da obra. Ela se sentiu mais próxima do escritor e de seus livros.

Persio Bider (Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA)(Foto: Ignacio Aronovich/Lost Art/ÉPOCA)
Persio Bider
37 anos  I  Advogado
Experiência
Realizou o sonho de conhecer os locais sagrados para judeus e cristãos em Israel
“Me emocionei refazendo o trajeto dos meus antepassados judeus, e também ao conhecer os marcos cristãos.
Em Israel, me senti conectado com Deus o tempo todo”

A terceira razão para preferir experiências à compra de bens é a comparação. A satisfação de ter um carro bacana pode ser afetada quando nossos amigos ou conhecidos compram modelos mais avançados. Um estudo dos pesquisadores Leonardo Nicolao, da Universidade do Texas, e Joseph Goodman, da Universidade de Washington, em 2009, sugere que experiências são menos passíveis de comparação do que produtos. Por duas razões: experiências distintas têm características peculiares, e o impacto de cada uma depende do repertório de cada pessoa. Como comparar um passeio de balão a um jantar à luz de velas na beira da praia? Ou uma viagem a dois para o interior da Toscana com levar os filhos a esquiar?

Mesmo quando a comparação é possível, a sensação de bem-estar não sofre alteração, segundo uma pesquisa de 2003, feita pela equipe de Gilovich. Ao comparar dois tipos de refeição, uma simples e outra mais elaborada, o fato de a segunda ser mais saborosa não influenciou na satisfação que a primeira produziu. O mesmo não ocorreu com o uso de objetos como canetas, canecas e notebooks. A satisfação obtida com o uso das primeiras amostras foi reduzida com o uso de objetos avaliados como mais eficientes ou confortáveis.

Há uma quarta razão para preferir experiências: o arrependimento causado por elas é menor. A compra de objetos causa duas vezes mais arrependimento do que os gastos com eventos. A conclusão é do estudo To do or to have (Fazer ou ter), de Leaf Van Boven, da Universidade do Colorado, em parceria com Gilovich, que também avaliou a duração da ressaca dos gastos indevidos. O desconforto causado pelo arrependimento de comprar demais perdura por muito mais tempo, e pode ser revivido toda vez que deparamos com o objeto da compra – ou com a fatura do cartão de crédito. O arrependimento produzido por gastos com experiências não só é passageiro, como também é diferente. Os consumidores se arrependeram três vezes mais pelo que deixaram de fazer do que pelo que viveram.

Se olharmos para cada real em nossa conta bancária como oportunidade de aumentar nossa felicidade, as experiências parecem, à luz da ciência, um investimento melhor que os objetos. Oferecem prazer mais intenso e duradouro, e causam menos culpa e menos inveja. Qual sua próxima experiência?

http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/02/bcompre-experiencias-be-nao-coisas.html

Coca-Cola prega criatividade além da propaganda

A propaganda é apenas a ponta do iceberg de comunicação da Coca-Cola. Segundo o vice-presidente global de publicidade e conteúdo da marca, Jonathan Mildenhall, palestrante no 15º Congresso Brasileiro de Embalagem — promovido pela Abre (Associação Brasileira de Embalagem) nesta terça (14) e quarta-feira (15), em São Paulo —, a mídia é apenas um dos meios de conversação com o seu cliente e a criatividade tem que transbordá-la para de fato se chegar à “felicidade”, parte do conceito mundial da companhia.

Durante sua apresentação, chamada de “Storytelling: do consumidor para os consumidores”, o executivo comentou boa parte do projeto “Content 2020”, seu plano para atingir o máximo de “conteúdo líquido” e “conversação” com seu público, abordando tudo aquilo que considerou como desdobramentos da criatividade, que segundo Mildenhall é tudo aquilo que transforma conhecimento em valor. “Temos que vivenciar uma multiplicidade de canais de contato e comunicação com o consumidor, em ambos os sentidos. A marca só é moderadora e curadora desse fluxo de conteúdo”, afirmou Jonathan Mildenhall durante sua apresentação.

O conteúdo “líquido”, segundo o executivo, é aquele que se adapta ao recipiente, não é pontual demais para “evaporar” ou inflexível demais, como uma pedra de gelo. E o storytelling, termo tão usado na publicidade atualmente, se encaixa justamente neste ponto: receber e contar histórias com forma e conteúdo criativos promove uma experimentação, interação e um elo com a marca muito superior ao simples impacto passivo de uma campanha publicitária.

O vp global da Coca-Cola defende que a criatividade é muito mais ampla que “um comercial de 30 segundos na televisão”, metonímia que usou para exemplificar a propaganda. Como exemplos, o palestrante citou cases de sucesso — e até mesmo um de fracasso — da companhia onde trabalha desde dezembro de 2006.

O primeiro exemplo de storytelling e conversação com os consumidores apresentado foi da Coca-Cola Zero nos Estados Unidos, onde a marca conversou com seu público nas redes sociais por seis meses para lançar um concurso para sua “dancinha” e posteriormente uma campanha publicitária com o mesmo mote. As próprias redes sociais também foram exaltadas por Mildenhall, que defendeu que temos que “aliar a tecnologia à criatividade e aos consumidores, que constroem a história da marca”. Entre outras apresentações, o vp global mostrou os nomes impressos nas latinhas na Austrália, a “volta pra casa” nas Filipinas e a coleção de roupas da Dolce & Gabbana. O “fracasso” da marca foi o Fanta Big Bounce Experience, que não teve repercussão digital, mas rendeu “bons aprendizados” à marca, segundo o palestrante.

O executivo ainda acrescentou que o backstage das campanhas publicitárias também são grandes ferramentas para “humanizar” a marca ser mais um ponto de conversação com os consumidores.

Briefing é inspiração

Assessorada por uma série de agências globalmente, a Coca-Cola não põe a mão diretamente na criação de suas prestadoras de serviços publicitários, mas influi indiretamente ao auxiliar e munir seus criativos. Mildenhall afirmou em sua palestra que os briefings da marca precisam ser inspiracionais, para fazer com que os profissionais se sintam motivados a darem o seu melhor no desenvolvimento daquele trabalho.

Modelo de inovação

Segundo Mildenhall, o orçamento de comunicação de uma companhia deve seguir os preceitos do 70/20/10, onde 70% da verba vai para ações de baixo risco e retorno mais garantido, 20% para projetos que já assumam um papel mais inovador e 10% para ideias novas e “malucas”, com alto risco, mas que seriam formidáveis caso vingassem.

Fonte: propmark

O professor de Harvard que ensina a ser feliz

Os cursos mais populares da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, não ensinam medicina nem direito, mas felicidade. No ano passado, mais de 1 000 alunos se inscreveram para assistir às aulas do professor Tal Ben-Shahar, que usa um ramo da psicologia para ajudar os estudantes de graduação na busca da realização pessoal.

Na primeira vez que ministrou o curso, há dez anos, oito pessoas se inscreveram. A fama cresceu e, embora os alunos façam trabalhos, não recebem notas, mas algo mais pessoal. “Eles falam que a aula muda a vida deles”, diz Tal. Nesta entrevista, ele mostra como encontrar satisfação profissional e pessoal.

VOCÊ S/A – Aulas que têm como enfoque otimismo e felicidade não são algo comum em uma universidade tradicional como Harvard. Por que criou o curso?

Tal Ben-Shahar – Comecei a estudar psicologia positiva e a ciência da felicidade porque me sentia infeliz. No meu segundo ano de estudante em Harvard, quando cursava ciência da computação, eu era bem-sucedido, pois tinha boas notas e tempo para atividades que me davam prazer, como jogar squash. Mesmo assim era infeliz.

Para entender por que, mudei de área e fui cursar filosofia e psicologia. Meu objetivo era responder a duas perguntas: por que estou triste e como posso ficar feliz? Estudar isso me ajudou, e decidi compartilhar o que aprendi.

VOCÊ S/A – Uma pesquisa de doutorado feita no Brasil revela visões diferentes do que é ser bem-sucedido, que vão além de dinheiro e poder. As pessoas buscam algo mais profundo?

Tal Ben-Shahar – Sucesso não traz, necessariamente, felicidade. Ter dinheiro ou ser famoso só nos faz ter faíscas de alegria. A definição de sucesso para as gerações mais novas mudou. Não é que as pessoas não busquem dinheiro e poder, mas há outros incentivos.

No passado, sucesso era definido de maneira restrita, e as pessoas ficavam numa empresa até a aposentadoria. Agora, há uma ânsia por ascender no trabalho, ter equilíbrio na vida pessoal e encontrar um propósito.

VOCÊ S/A – Qual a principal lição sobre a felicidade o senhor aprendeu? 

O que realmente interfere na felicidade é o tempo que passamos com pessoas que são importantes para nós, como amigos e familiares — mas só se você estiver por inteiro: não adianta ficar no celular quando se encontrar com quem você ama. Hoje, muita gente prioriza o trabalho em vez dos relacionamentos, e isso aumenta a infelicidade.

VOCÊ S/A – Descobrir para onde queremos ir seria a grande questão?

Muita gente não sabe o que pretende da vida simplesmente porque nunca pensou sobre o assunto. As pessoas vivem no piloto automático. Ouvem de alguém que deveriam ser advogado ou médico, e acreditam em vez de se perguntar do que gostam. Essa é a questão fundamental.

VOCÊ S/A – Como aplicar as diretrizes da psicologia positiva no dia a dia do trabalho?

Uma maneira é pensar nos progressos diários que um profissional alcança no fim de cada dia. Segundo uma pesquisa de Teresa Amabile, professora de administração da Harvard Business School, quem faz isso tem índices mais altos de satisfação e é mais produtivo.

Deve-se também valorizar os próprios pontos fortes e, no caso dos chefes, os pontos fortes das pessoas da equipe, o que aumenta a eficiência dos times. Isso não significa deixar de lado as fraquezas, que devem ser gerenciadas. Apenas que a maior parte da energia precisa ser gasta fortalecendo os pontos fortes ao máximo.

VOCÊ S/A – Dá para fazer isso mesmo em momentos de crise ou de baixo desempenho?

Sim, desde que os profissionais sejam realistas. Em 2000, quando Jack Welch­ (ex-presidente da GE e referência em gestão) foi nomeado o gerente do século pela revista Fortune, perguntaram que conselho ele daria a outros gerentes. A resposta foi: aprendam a encarar a realidade.

O mesmo se aplica nesse caso. A psicologia positiva não defende que os erros e os pontos fracos sejam ignorados. Apenas propõe uma mudança de foco: parar de enxergar só o que vai mal e ver o que dá certo — mesmo nas crises. A proposta é observar o quadro completo da realidade.

VOCÊ S/A – Qual sua opinião sobre o discurso de que basta fazer o que ama para encontrar satisfação profissional?

Isso pode ser a solução para alguns. Na maioria dos lugares e trabalhos, é possível identificar aspectos significativos para cada pessoa. Uma pesquisa feita com profissionais que trabalham em hospitais mostrou que tanto no caso de médicos quanto de enfermeiros e auxiliares havia profissionais que enxergavam o trabalho como um chamado e outros que o viam apenas como um emprego.

Em outras palavras, o foco que damos ao trabalho acaba sendo mais importante do que a natureza dele. Alguém que é funcionário de um banco pode pensar que trabalha com planilhas o dia todo ou que está ajudando as pessoas a gerenciar sua vida.

VOCÊ S/A – O jornalista britânico Oliver Burkeman defende que não se deve buscar felicidade, mas o equilíbrio, pois ninguém pode ser feliz sempre. O que acha disso?

Concordo. A primeira lição que dou na minha aula é que nós precisamos nos conceder a permissão de sermos seres humanos. Isso significa vivenciar emoções dolorosas, como raiva, tristeza e decepção. Temos dificuldade de aceitar que todo mundo sente essas emoções às vezes. Não aceitar isso leva à frustração e à infelicidade.

VOCÊ S/A – O senhor é feliz? 

Eu me considero mais feliz hoje do que há 20 anos e creio que serei ainda mais feliz daqui a cinco anos. A felicidade não é estática. É um processo que termina apenas com a morte. Encontrei significado em meu trabalho e faço o que me dá prazer, mesmo tendo, como todo mundo, momentos de estresse e sofrimento — esse é o equilíbrio que todo profissional deve almejar.

Mas também procuro desfrutar de coisas fora do mundo do trabalho: passar tempo com minha família, com meus amigos e encontrar um espaço na agenda para a ioga. Tudo com moderação.

24/11/2014 – http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/gestao-de-pessoas/o-professor-de-harvard-que-ensina-a-ser-feliz

Famecos recebe o filósofo francês Gilles Lipovetsky

Os alunos do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Comunicação Social (FAMECOS/PUCRS) participaram nessa quinta-feira (25/9) de uma palestra com  o filósofo francês Gilles Lipovetsky. Prestes a lançar seu novo livro, o autor de obras como Império do Efêmero: a Moda e seu Destino nas Sociedades Modernas tratou de assuntos como consumo exacerbado e a busca pela leveza. Para uma atenta plateia, Lipovetsky explicou que a chamada civilização da leveza vem se constituindo desde a metade do século XX. A partir de 1950, surgiu uma nova economia baseada no consumo, por meio de produtos e serviços como televisão, turismo e computadores. “Hoje todos temos smartphones, e se estes não estiverem em nossos bolsos, ficamos estressados”, criticou.

Conforme o filósofo, vivemos a cultura do entretenimento, da distração. A partir do desenvolvimento de novos materiais, principalmente com a nanotecnologia, os homens passaram a dominar aquilo que é infinitamente leve. Entretanto, o tema leveza pode ser visto por outras óticas. Para o autor, atualmente as pessoas têm verdadeira obsessão pela magreza, por tudo aquilo que é light.  O teórico ainda ressaltou que o leve sempre esteve no coração dos homens. “A civilização grega, por exemplo, falava em sabedoria. Se adotarmos um pensamento antropológico, a sabedoria é uma forma de leveza”, analisou. Para ele, o problema é que o mundo da leveza criou uma espécie de novo peso.

“O centro das buscas do ser humano hoje é a felicidade, e toda a indústria publicitária se baseia nisso”, avaliou. Conforme o filósofo, o problema é que entre aquilo que é anunciado e a realidade, há uma grande diferença. “A aspiração hoje é se sentir leve. Tudo é muito pesado, a vida nos esmaga”, disse. O lado negativo dos avanços tecnológicos é que, segundo ele, as pessoas terão mais poder sobre as coisas do que sobre elas mesmas, o que mostra a finitude humana. “Aquilo que nos torna felizes ou infelizes é a relação que mantemos com os outros seres humanos. Felicidade é se sentir leve”.

25/09/2014

http://portal.eusoufamecos.net/famecos-recebe-o-filosofo-frances-gilles-lipovetsky/

O que torna a Dinamarca o país mais feliz do mundo

Confiança nas pessoas e nas instituições do país pode explicar elevado índice de satisfação e felicidade, de acordo com especialista dinamarquês

São Paulo – O que faz a Dinamarca feliz? De acordo com o ranking de felicidade da Organização das Nações Unidas (ONU), os dinamarqueses são a população mais feliz do mundo.

Para chegar ao ranking, a ONU fez perguntas diretas ao povo a respeito de sua felicidade e otimismo no momento, além de perspectivas de vida. Depois, a pesquisa levou em conta o PIB per capita da população, expectativa de vida saudável, percepção de corrupção no país e liberdade, por exemplo.

Com elevados índices de educação, saúde e renda, a Dinamarca saiu na frente. Mas o que, realmente torno os dinarmaqueses felizes é “o extremo grau de confiança que as pessoas têm umas nas outras”, segundo o professor de Economia Christian Bjornskov, que tem um PhD no tema “felicidade e economia” pela Aarhus Business School.

“Nós perguntamos para as pessoas se elas acham que desconhecidos são dignos de confiança. Cerca de 70%, na Dinamarca, diz que sim. No Brasil, esse índice é de apenas 7%”, compara o professor. Mas por que isso torna as pessoas mais felizes? Segundo ele, melhora as relações sociais e “as pessoas ficam felizes em saber que não precisam ter pequenas preocupações”, diz. Perder a carteira ou tentar encontrar um endereço na rua deixam de ser pequenas preocupações cotidianas, então, segundo ele.

A confiança que os dinamarqueses têm nas instituições do seu país – especialmente políticos e polícia, também os torna um povo mais feliz. “As pessoas se acostumam com bens materiais, não é isso que as faz felizes, mas se você realmente combater corrução, elas confiam no país e isso ajuda na felicidade”, afirma Bjornskov.

Para um brasileiro, confiar em políticos pode parecer estranho, mas a Dinamarca conta com um sistema judiciário que aparentemente não deixa corrupção impune. Até 1840, explica Bjornskov, quem fosse pego em esquema de corrupção passaria o resto da vida na cadeia.

O professor acredita que essas políticas rigorosas tenham tido como resultado a honestidade atual na política: “Você vai rir, mas o último grande escândalo político que tivemos por aqui foi quando um ex-primeiro ministro não conseguia justificar todas suas despesas”. Quanto dinheiro foi gasto sem explicação? “Cerca de 145 dólares. Aquilo foi um escândalo”. O professor se refere a Lars Lokke Rasmussen, que foi primeiro-ministro entre  2009 e 2011

Um outro motivo da felicidade dos dinamarqueses é uma característica deles compartilhada com os latino-americanos, de acordo com o especialista:  a crença de que o próprio indivíduo pode melhorar a sua vida. “Quando perguntamos na Dinamarca se as pessoas acreditam que podem mudar de vida, 94% dizem que sim”, diz. “Este número é muito menor na França e elevado na América Latina, por exemplo”. Os franceses estão na 25ª posição do ranking e os brasileiros na 24ª.
Nota (quase) dez
Não é só no ranking de felicidade que a Dinamarca aparece entre as primeiras posições.O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um dos principais medidores de qualidade de vida, do país é de 0.901. O IDH usa critérios de educação, economia e saúde para dar notas de 0 a 1 aos países. Quanto mais perto do 1, melhor.
Na Dinamarca, a expectativa de vida também está entre as mais elevadas do mundo. Em média, um dinarmaquês vive até os 79 anos, cinco a menos que o Japão, primeiro colocado no ranking de expectativa de vida, onde espera-se que as pessoas vivam 83,6 anos.

No país, gasta-se mais de 5.600 dólares anualmente com saúde por pessoa, o que dá um total de 11,2% do PIB. O resultado do investimento aparece nos números: mais de 90% das crianças receberam as principais vacinas necessárias no primeiro ano de vida e 98,5% dos partos são assistidos por profissionais capacitados.
O país também tem notas altas quando o quesito é educação. Segundo o Index de Educação, publicado pela ONU, a Dinamarca tem 0.993 quando se trata de sistema educacional, empatado em primeiro lugar com Austrália, Finlândia e Nova Zelândia. Por lá, cerca de 99% dos homens e mulheres são alfabetizados.

A renda anual dos dinamarqueses é de 33.518 dólares anuais. Para se ter ideia, um brasileiro ganha em média 10.152 dólares por ano. Em alguns países, como nos Estados Unidos, a renda pode ser bem maior (os norte-americanos capitalizam mais de 43 mil dólares anuais), mas na Dinamarca os gastos com serviços privados (seguro de saúde, por exemplo), são menores.
Mesmo em outros rankings que levam em consideração critérios gerais, a Dinamarca se sai bem. Segundo a Instituição Legatum, o país foi o segundo mais próspero no ano passado. Nos critérios para compor o ranking, os dinarmaqueses ficaram em primeiro lugar em empreendedorismo e oportunidades.

 

Qualidade de vida |             19/09/2013 16:54

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http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/o-que-torna-a-dinamarca-o-pais-mais-feliz-do-mundo?page=2

Os 50 países onde as pessoas são mais felizes, segundo a ONU

Há uma relação forte entre bons indicadores sociais e o quão feliz é um povo em relação à sua vida em geral. É isso que o relatório de felicidade global, divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), indica. Os países mais felizes estão também nos rankings de países com maior IDH e maior renda per capita, como a Dinamarca, que lidera o ranking.

O Brasil aparece entre os primeiros colocados da lista de 156 países: ficamos na 24² colocação.

Para tentar medir a felicidade de um povo, foram utilizados alguns critérios: medida de emoções positivas (o entrevistador perguntava, por exemplo, se o entrevistado sentiu felicidade no dia anterior), medida de emoções negativas (“você sentiu raiva ontem?”) e percepção de felicidade na vida como um todo (algo como “você está feliz com a sua vida em geral?”). Essas perguntas serviram para distinguir a felicidade momentânea, que pode existir todos os dias, da satisfação que se tem com a vida. Não é raro, segundo o relatório, que as pessoas sejam felizes no dia a dia, mas extremamente insatisfeitas com suas perspectivas e seu presente.

Outros critérios utilizados foram PIB per capita, expectativa de vida saudável, apoio social (descrito como “ter alguém com quem se pode contar em tempos difíceis”), percepção de corrupção, prevalência de generosidade e liberdade para tomar suas próprias decisões na vida.

9 - Copenhague

1º lugar: Dinamarca

Vista noturna de Oslo, na Noruega

2º lugar: Noruega

5) Suíça - 1,272

3º lugar: Suíça

8. Holanda

4º lugar: Holanda

6. Suécia

5º lugar: Suécia

VEJA AS DEMAIS EM: http://exame.abril.com.br/mundo/album-de-fotos/os-50-paises-onde-as-pessoas-sao-mais-felizes-segundo-a-onu