Consumidores esperam que a tecnologia traga autonomia nas compras

A tecnologia mudou o comportamento do consumidor, que ficou mais exigente. De acordo com pesquisa realizada pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), 41% dos brasileiros esperam que a tecnologia proporcione mais autonomia no consumo e 26% mais prazer ao realizar as compras.

Por outro lado, 28% dos entrevistados afirmaram que se sentem desconfortáveis com essas novas ferramentas porque preferem o contato com atendentes e vendedores e 17% acreditam que os produtos ficaram mais caros devido à tecnologia.

Entre as novidades tecnológicas mais utilizadas para a realização de compras estão os aplicativos, com 67% da preferência; seguidos pelos pagamentos com máquinas portáteis, utilizados por 65%, e o atendimento por meio de chatbots e assistentes automáticos, com 62%.

Segundo o estudo, outras tecnologias como a realidade aumentada, que por meio de QR code fornece informações detalhadas sobre produtos ou serviços; os pagamentos feitos por aproximação de celular, smartwatch ou pulseiras; provadores virtuais em sites, lojas físicas ou aplicativos e a realidade virtual que simula o uso de um serviço (são menos conhecidas e utilizadas, com, respectivamente, 27%, 22%, 19% e 12% de uso.

Os resultados da pesquisa também mostram que os consumidores concordam que a tecnologia proporciona economia de tempo (67%), facilita o acesso à informação (65%), simplifica as compras (61%), a conexão com outras pessoas (58%) e o deslocamento pela cidade (58%).

Além disso, nem todos os pesquisados concordam com a existência de alguns pontos negativos. 65% dos respondentes discordam que a tecnologia faça eles se sentirem vigiados ou sem privacidade, 72%  não acreditam que ela os façam gastar mais dinheiro e 71% que cause estresse pela exposição intensa a e-mails e redes sociais.

“As novas tecnologias impactam de muitas maneiras o cotidiano das pessoas. O consumidor espera que elas tragam autonomia, rapidez e segurança em suas compras. Cabe às empresas repensarem suas estratégias e se adequarem a esse novo cliente conectado”, afirmou José César da Costa, presidente da CNDL.

Com o digital, os consumidores esperam mais agilidade e qualidade no atendimento. Sendo assim, as empresas precisam investir em ferramentas capazes de tornar os processos mais rápidos e eficientes. 63% dos entrevistados acreditam que agilidade no atendimento é o principal diferencial de uma companhia. Para 55% dos consumidores, a experiência omnicanal é o principal, já que contam com a opção de fazer uma compra online e retirar o produto em uma loja física.

Já 42% dos consumidores desejam que as lojas tenham WiFi grátis, 42% querem a disponibilização de catálogos virtuais e 38% anseiam por um atendimento personalizado, considerando gostos e interesses pessoais.

Neste processo de transformação digital, o smartphone é principal dispositivo usado para conexão com a internet, indicado por 86% dos entrevistados. De modo geral, 96% dos entrevistados possuem ao menos um aplicativo instalado no seu smartphone. Os mais baixados são os aplicativos de mensagens (82%), seguidos pelas redes sociais (77%) e aplicativos para compartilhamento de vídeos (66%). Em seguida aparecem os buscadores de informações (62%), serviços de transporte (61%), aplicativos de bancos (59%) e de geolocalização (58%).

Tecnologias como realidade virtual, inteligência artificial, sensores biométricos e dispositivos de geolocalização são percebidas como benéficas, uma vez que 20% dos entrevistados consideram que elas facilitam a vida das pessoas, 14% dizem que trazem agilidade e 14% que elas ajudam em momentos de necessidade.

Mas a tecnologia mais unânime entre os que testaram é a realidade virtual, já que 90% indicam que ela contribui em alguma medida para a decisão de compra de um produto ou serviço. É importante observar que ela tem grande potencial para crescer, pois apenas 12% dos pesquisados tiveram alguma experiência com ela.

Para 49% dos entrevistados a possibilidade de vivenciar ou simular o item é que mais os auxiliam a comprar ou se interessar por um produto, enquanto 34% citam a possibilidade de poder experimentar vários produtos e situações diferentes.

“Quanto mais os consumidores tiverem a oportunidade de experimentar essa tecnologia, maior a chance de perceberem todos os benefícios que os produtos oferecem. As empresas têm um papel essencial para explorar as diversas aplicações da tecnologia a fim de ajudá-las a se manter cada vez mais conectadas com os clientes. Uma experiência de realidade virtual imersiva com uma simulação de compra pode ser capaz de potencializar a capacidade de vendas de uma empresa”, disse Costa.

A pesquisa mostra que 78% da população possuem pelo menos um aparelho com sensores inteligentes, como Smart TVs (67%), aparelhos para cuidados com a saúde (31%), impressoras e scanners sem fio programadas à distância (21%), luzes com sensores de presença (18%) e câmeras de segurança com conexão ao celular (14%).

As principais razões apontadas pelos entrevistados para a posse desses itens são a comodidade, por tornar a vida mais fácil e produtiva (51%), a melhora na qualidade de vida (46%), a segurança (42%) e a economia de tempo (32%).

“A chamada ‘Internet das Coisas’ é um caminho sem volta e impacta diferentes territórios da vida humana, e não somente as relações de compra e consumo. No Brasil, o interesse das pessoas em produtos deste segmento cresce a cada ano. Uma única pessoa terá dezenas de dispositivos à sua volta, e o consumidor quer segurança e preço competitivo”, esclareceu Costa.

Por outro lado, apesar do aumento da utilização desses dispositivos no dia a dia da população, algumas barreiras ainda dificultam a aquisição e a utilização dos chamados aparelhos inteligentes nas residências. Os principais entraves apontados pelos entrevistados são o alto custo (63%), despesas com manutenção (40%), além da preocupação com a privacidade dos dados (22%) e o risco de serem atacados por hackers criminosos (21%).

iFood faz parceria com a Amazon para realização de pedidos via Alexa

O iFood firmou parceria com a Amazon para que seus pedidos também possam ser realizados por comando de voz. Neste mês, a assistente virtual Alexa está chegando ao Brasil e deve mudar a forma de fazer pedidos e compras.

“O iFood desenvolve projetos para possibilitar que cada vez mais pessoas tenham acesso à revolução que está acontecendo a partir da inteligência artificial. Essa inovação com a Amazon vai exatamente ao encontro do nosso objetivo de facilitar a jornada de consumo e torná-la mais prazerosa. Sabemos do importante papel que serviços virtuais por voz, como Alexa, terão nos próximos anos e queremos levar mais essa inovação ao dia a dia dos nossos usuários”, disse Bruno Henriques, vice-presidente de Inteligência Artificial do iFood.

A partir do comando de voz, a Alexa irá direcionar o usuário para a escolha de restaurantes e opções de pratos entre os mais de 30 tipos de culinária disponíveis na plataforma do iFood. Para usar o tecnologia, o cliente deverá dizer o comando “Alexa, falar com o iFood” ou “Alexa abrir o iFood” e poderá obter informações sobre pedidos e também acompanhar o status, como tempo de preparação do restaurante, estimativa de entrega e chegada.

Para Caio Camargo, sócio-diretor da GS&UP, a tecnologia deverá trazer muitas mudanças para os hábitos de consumo do país: “Há alguns anos, nós víamos isso em filme e parecia um sonho. Pensava “que legal, espero que venha algum dia para o Brasil” e agora está se tornando uma realidade”.

O recurso do aplicativo de delivery será compatível com todos os dispositivos Alexa que estão chegando ao Brasil e funcionará com comandos de voz para fazer e rastrear pedidos. Com a assistente virtual, a Amazon mostra que a Internet das Coisas (IoT) é uma realidade no dia a dia das pessoas.

“Estamos empolgados em trabalhar com o iFood para aprimorar a experiência de seus clientes via Alexa”, disse Jose Nilo Martins, gerente nacional da Alexa Skills Brasil. “Acreditamos que a voz é o futuro, e o recurso compatível com o iFood é um exemplo de como a voz facilita a vida – permitindo que você gerencie e obtenha informações sobre seu pedido no aplicativo, apenas perguntando.”

A empresa de delivery está investindo em Inteligência Artificial para desenvolver todo o ecossistema de food delivery. A companhia anunciou, em abril deste ano, investimentos de US$ 20 milhões para os próximos meses para fortalecer sua área de AI, o que inclui a criação de uma Academia de Inteligência Artificial para desenvolver pesquisas nas áreas de deep learning, machine learning e eficiência logística.

Camargo acredita que as compras e serviços de conveniência deverão mudar. “Tem a opção de fazer compras de supermercados e itens básicos. Isso facilita muito o dia a dia! Já outras áreas como moda e eletrônicos não devem ser tão impactadas, porque não são itens que você vai comprar sem olhar”, afirmou.

A realização de compras não pode ser realizada no momento por meio da Alexa no Brasil. A tecnologia deverá ser implementada futuramente. No momento, é possível montar o carrinho de compras e acompanhar pedidos já realizados.

Como a Internet das Coisas vai transformar seu celular no seu melhor assistente médico e mudar os Serviços de Saúde

A IoT viabilizará uma medicina mais assertiva, preventiva e, por isso mesmo, menos custosa, o que é uma boa notícia considerando a perspectiva de envelhecimento da população mundial, que contabilizará 1,2 bilhão de idosos em 2025.

 

ProXXIma – 10 de julho de 2018 – Michel Levy (*)

 

Na corridinha matinal seu relógio inteligente monitora seus batimentos cardíacos e a oxigenação, alimentando seu prontuário eletrônico que está na nuvem e pode ser acessado pelo seu cardiologista em tempo real. Ao chegar em casa, seu celular conectado a um sensor subcutâneo implantado no seu braço dá um alerta de que você esqueceu de tomar sua medicação. Ao usar o vaso sanitário, um teste de urina pode descobrir uma infecção ou, surpresa!, uma gravidez.

Nenhuma revolução na área da saúde será tão impactante quanto as que nascerão na maternidade da Internet das Coisas e que nos próximos anos deixarão o berçário para levar a transformação digital aos consultórios, aos hospitais, aos laboratórios e, acredite, até mesmo à sua casa.

Duvida?

Pois saiba que o Google registrou recentemente uma patente para monitorar a saúde cardiovascular de pacientes através de dados coletados em banheiras ultrassônicas, assentos sanitários sensíveis à pressão, sensores no espelho e outros dispositivos que estarão instalados em um banheiro inteligente projetado para auxiliar no acompanhamento de pacientes com problemas cardíacos.

Do conforto do lar, sem precisar marcar uma consulta, o paciente poderá acompanhar continuamente seu estado, fazer exames e diminuir riscos de ocorrências mais graves tomando medidas preventivas assim que receber o diagnóstico. Com isso, reduzirá os gastos com saúde e visitas desnecessárias ao médico. O sistema de saúde, seja público ou privado, também se beneficiará ao ter condições de identificar e priorizar os casos mais graves, reduzindo assim o custo do tratamento de  doenças crônicas.

O prognóstico é claro: a Internet of Healthcare Things (IoHT) ou Internet of Medical Things (IoMT) irá trazer impactos sem precedentes na história da medicina. Uma pesquisa da Aruba Networks indica que 87% das organizações de saúde irão adotar a IoT até 2019. A IDC (International Data Corporation) prevê que no próximo ano 40% delas estarão utilizando biosensores. A eMarketer projeta que esse será um mercado de impressionantes US$ 163 bilhões em 2020.

Como nas demais indústrias, a principal vitamina da Internet das Coisas e sua principal aplicação na medicina é o Big Data.

A  empresa de análises de mercado MarketsandMarkets avalia  que em 2021 o mercado global de wearables (tecnologias vestíveis) de saúde será de US$ 12 bilhões. A empresa de pesquisa Berg Insight prevê que, no mesmo ano, existirão mais de 50 milhões de pessoas monitoradas por equipamentos conectados, que irão abastecer continuamente bancos com dados sobre a saúde da população, permitindo, por exemplo, antecipar uma campanha de vacinação ao prever a iminência de uma epidemia ou avaliar quais terapias estão trazendo melhores resultados para determinado tipo de câncer.

Minerando dados provenientes de diversas fontes e apoiados por algoritmos, os profissionais da saúde – médicos, laboratoristas, pesquisadores e enfermeiros – contarão com um poderoso sistema de Electronic Healthcare Records (EHR) para identificar patologias, receber recomendações para definir os tratamentos mais indicados e acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos a partir de testes em grupos de indivíduos monitorados.

É um caminho sem volta. As principais empresas de tecnologia do mundo já embarcaram na IoMT, fazendo uso intenso de Inteligência Artificial.

A IBM colocou a inteligência artificial do Watson para analisar dados de saúde recebidos de aparelhos conectados. A Philips fechou parceria com a Salesforce.com para criar uma plataforma que integra equipamentos médicos para extração e análise de informações recolhidas através de prontuários, exames de imagem e wearables. Intel e Microsoft também são atores importantes da nova revolução da IoT na medicina de precisão, sustentada pela associação da Inteligência Artificial com a robótica e a computação em nuvem.

Fonte da Imagem: Neurogadget

Além do Big Data, outras aplicações de IoT já vêm garantindo maior qualidade de vida aos pacientes. A Roche distribui um monitor que, implantado sob a pele, envia para um app no celular os índices de glicose dos diabéticos. Desenvolvidas pelo Google e licenciadas pela Novartis, lentes de contato analisam as lágrimas dos pacientes para também medir os níveis de açúcar no sangue.

Mas incrível mesmo são os sensores ingeríveis da Proteus Digital Health. Basta engolir uma pílula que dissolve no estômago e produz um pequeno sinal transmitido para um app para avisar o paciente se ele está ou não seguindo o tratamento e tomando sua medicação de forma correta.

Fonte da Imagem: Pharmafile

A IoT viabilizará uma medicina mais assertiva, preventiva e, por isso mesmo, menos custosa, o que é uma boa notícia considerando a perspectiva de envelhecimento da população mundial, que contabilizará 1,2 bilhão de idosos em 2025.

Ela possibilitará o monitoramento dos pacientes em casa e o acompanhamento de idosos remotamente. Se associada aos serviços de orientação médica, os médicos estarão conectados realizando consultas via videoconferência e, assim, teremos menor impacto no fluxo de pessoas nos ambulatórios dos hospitais. Os grandes hospitais irão, a cada dia, se especializar cada vez mais na alta complexidade.

 

Estudos divulgados recentemente pela Topmed mostram que, somente com os serviços de orientação médica, 34% dos pacientes deixam de ir às emergências e 40% já são encaminhados a um médico especialista, evitando o desperdício.

No entanto, um ponto de atenção são os riscos inerentes de vazamentos de dados pessoais extremamente sensíveis, o que já chamou a atenção de empresas de segurança de TI como Intel, Oracle, IBM e Cisco, todas empenhadas em disputar o mercado de soluções de segurança para healthcare.

Pior do que ter seus dados expostos (já imaginou?) seria se seu marcapasso ou o monitor que controla a dosagem da sua medicação fossem ‘hackeados’. Um estudo da Healthcare Informatics indicou que no ano passado 45% dos ataques de ransomware foram contra indústria de healthcare.

Riscos à parte, o fato é que, com o crescimento exponencial da IoT no mundo de healthcare, médicos dificilmente prescreverão algum tratamento ou medicação sem antes consultar seu prontuário eletrônico na nuvem e compará-lo com milhares de casos semelhantes. Por isso, se quiser ser tratado pela IoMT, esteja disposto para ser monitorado o tempo todo, a toda hora, em qualquer lugar.

O acesso à sua saúde estará em suas mãos!

 (*) Michel Levy é CEO da Zatix Tecnologia e Membro do Conselho do Grupo Benner. Foi CEO da Saraiva, Presidente da Microsoft no Brasil e Vice-Presidente de Operações da TIM

http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/how-to/2018/07/10/como-a-internet-das-coisas-vai-transformar-seu-celular-no-seu-melhor-assistente-medico-e-mudar-os-servicos-de-saude.html

Facebook cria dispositivo inteligente para facilitar chamadas em vídeo

02 de Agosto de 2017 1 

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Um alto-falante touchscreen conectado ao lar está em fase de testes pelo Facebook. O dispositivo de tela sensível (do tamanho de um lap top) foi projetado para ajudar as pessoas a fazerem chamadas de vídeo da sua casa no que aparentemente é um “pézinho” da rede social na Internet das Coisas. O recurso permite que a câmera explore automaticamente quem estiver ao seu alcance e foque nela(s), disse uma das fontes. Por exemplo, a câmera pode ampliar uma pintura que uma criança trouxe para casa da escola para mostrar a um pai em uma viagem de negócios.

Também faz parte dos projetos em desenvolvimento uma câmera de 360 ​​graus para o dispositivo, que ainda segundo fontes é improvável que esteja pronto a tempo para o lançamento. Ambas as facilidades são desenvolvidas pelo Edifício 8 do Facebook, a nova divisão da rede social sendo liderada pela ex-Google Regina Dugan, que anteriormente liderava o grupo de tecnologia e projetos avançados (ATAP) no site de pesquisas.

Dugan falou na conferência F8 em abril. No evento a executiva disse que o objetivo era “criar e enviar novos produtos de consumo que definissem categorias que sejam sociais em primeiro lugar”. Falou sobre como a tecnologia facilitou a conexão, mas também como confinou pessoas em seus telefones, muitas vezes deixando de interagir tanto com o mundo físico.

Ao site Bloomberg fontes indicaram quem o aparato será adaptado para a sala de estar, apresentará uma lente de câmera grande, microfones e alto-falantes que são alimentados por inteligência artificial para aumentar o desempenho. Ainda ao Bloomberg, as fontes sinalizaram que o Facebook considerou executar uma versão do sistema operacional Android em seu dispositivo e não construir seu próprio sistema operacional.

http://adnews.com.br/tecnologia/facebook-cria-dispositivo-inteligente-para-facilitar-chamadas-em-video.html

Tráfego mobile: os desafios do crescimento

21 de Julho de 2017

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O crescimento do tráfego de dados móveis tem sido contínuo e, sem dúvidas, continuará evoluindo em taxas representativas. Recentemente, o estudo Visual Network Index Mobile da Cisco mensurou essa percepção e identificou que até 2021 o crescimento desse tráfego será de sete vezes. E isso apenas considerando as redes de celulares, o que não inclui internet wi-fi. Impressionante, não? Mas, principalmente, desafiador para os negócios que usam a internet em seu dia a dia.

Independentemente do meio de acesso – dados, wi-fi, etc. – esse “boom” se dá pela forma de consumo de conteúdo online, que vem mudando e utilizando cada vez mais recursos de imagens e vídeos, principalmente. Além do crescimento do streaming de vídeo – incluindo as transmissões ao vivo -, há também o crescimento de usuários conectados, que evolui de forma muito rápida. Ou seja, mais gente conectada, fazendo e consumindo conteúdo em todos os formatos disponíveis.

Muitas das empresas têm entendido a necessidade de se adaptar a esse cenário e, inclusive, têm adotado novos formatos de conteúdo em suas estratégias. Mas ainda há pontos a serem aprimorados. Essa melhora é, na verdade, constante, pois é preciso lidar com o crescimento e os novos desafios que surgem dia a dia. Felizmente, já temos tecnologias robustas e aptas a suprir tudo isso.

Antes de defini-las, é importante considerar os riscos desse crescimento. Os primeiros são ligados à segurança da informação. Com o aumento do uso de dispositivos móveis, aliado à tendência da IoT (Internet of Things ou Internet das Coisas), o número de hackers está aumentando muito e, hoje, o Brasil já é 3país mais prejudicado por ataques em dispositivos móveis, segundo estudo da Trend Micro. Quando o dispositivo móvel é comprometido, o atacante pode roubar informações importantes e utilizá-las para conseguir acesso ou comprometer outra aplicação e/ou serviço. Além disso, pode utilizar as informações como um gerador de DDoS (Distributed Denial of Service) a aplicações e/ou serviços.

Outro ponto importante é com relação à performance e disponibilidade no acesso das aplicações e/ou serviços. Se as empresas não construírem suas aplicações e/ou serviços pensando nesses aspectos, o impacto negativo – como o site passar algum tempo fora do ar – pode ser bastante prejudicial à imagem da marca, além de poder reduzir a conversão de vendas.

As soluções que visam segurança, performance e disponibilidade devem fazer parte de um processo de revisão e aperfeiçoamento contínuo das aplicações e serviços como, por exemplo: análise da experiência de navegação dos usuários, análise de vulnerabilidades, revisão/sugestão de regras de bloqueios, etc.

Daqui para frente, os acessos continuarão a crescer indiscriminadamente, principalmente quando a IoT (Internet of Things) se popularizar e os ataques cibernéticos ficarem cada vez mais sofisticados e de difícil detecção. E sem esse processo de revisão e aperfeiçoamento contínuos, as empresas que definem seu planejamento estratégico com foco em aplicações e/ou serviços online ficarão vulneráveis.

Como comentei, estamos bem munidos de tecnologias, porém, nem todas as empresas buscam se informar a respeito disso e algumas não usam de maneira adequada as tecnologias que adotam. Acredito que, ainda mais importante do que a tecnologia em si, é ter um parceiro que saiba como ela pode ser melhor aproveitada, considerando as necessidades da empresa e visando sempre o aperfeiçoamento contínuo. Afinal, como disse anteriormente, o volume de acessos continuará crescendo, assim como os ataques ficarão mais sofisticados.

http://adnews.com.br/tecnologia/trafego-mobile-os-desafios-do-crescimento.html

4 insights de tecnologia para ficar de olho nos próximos anos

 

28 de Abril de 2017 

Em 2017, o CES fez 50 anos e reuniu um público de mais de 165.000 visitantes, 3800 expositores e muita inovação. Observando os novos produtos e as tecnologias apresentados nos quatro dias de evento, O Google destacou quatro fortes tendências nas quais as marcas devem ficar de olho em 2017 e para os próximos anos.

  1. O futuro da interação entre homens e máquinas é a voz

As interfaces de voz amadureceram e estão se tornando uma excelente fonte sobre hábitos e preferências dos usuários. Essas informações são indispensáveis para criar interações mais inteligentes e personalizadas. Além disso, a possibilidade de conhecer em mais detalhes o que os usuários querem e precisam dá às marcas a chance de oferecer produtos mais eficientes e em sintonia com as necessidades de seu público.

O motivo para acreditarmos que a interação por voz é uma tendência que veio para ficar é simples: ela é extremamente eficiente, reduz atritos de compra e pesquisa e, principalmente, ajuda a democratizar o acesso à informação. Por exemplo, em média as pessoas conseguem escrever 40 palavras por minuto, mas são capazes de dizer 150 no mesmo intervalo de tempo. Além disso, podemos acessar os aparelhos sem sequer tocar neles, o que facilita muito a vida, cada vez mais multitarefa, que levamos. Outra vantagem que as interfaces de voz têm sobre outros métodos de interação é que elas são inteligentes e capazes de oferecer experiências personalizadas para cada um de seus usuários por meio da análise de elementos como quem está falando, onde a pessoa está, seu tom de voz e as palavras que usou, entre outras.

Os números confirmam esse movimento. Nos Estados Unidos, por exemplo, 20% de todas as buscas feitas no mobile já são por voz. Aqui no Brasil, o número de buscas contendo a expressão “OK, Google” cresceu mais de 85% em 2016.

  1. A internet das coisas encontra a inteligência artificial

Está cada vez mais difícil estabelecer uma fronteira concreta entre as indústrias de tecnologia, telecomunicações e manufatura. O limite entre elas vem se tornando progressivamente menos óbvio conforme os mais variados segmentos oferecem produtos físicos que trazem conectividade e soluções digitais, ou seja, a internet das coisas está cada vez mais presente nas nossas vidas.

Talvez você esteja pensando: “Ah, mas a internet das coisas já está aí faz um tempo…”, você está certo, mas diferença é que as “coisas” estão ficando cada vez mais inteligentes e independentes.

Por exemplo, não faz muito tempo, tudo que uma geladeira podia fazer era conservar os alimentos e gelar bebidas. Aí, surgiram os refrigeradores conectados à internet, que ofereciam receitas, lista de compras, acesso ao e-mail, previsão do tempo etc., por meio de um display na porta do aparelho. Bem, na CES 2017, fomos apresentados a um refrigerador com assistente pessoal que identifica os hábitos dos usuários para otimizar os ciclos de refrigeração durante o dia, avisa quando os produtos vão perder a validade e até mesmo compra on-line o que estiver faltando para você.

E a geladeira foi só um exemplo. De escovas que analisam a saúde do cabelo, passando por pijamas que ajudam a recuperação de atletas, chegando aos últimos lançamentos da indústria automobilística, a internet das coisas evoluiu e já não se limita à mera conectividade. Lado a lado com a inteligência artificial, ela aprende com os hábitos do usuário e oferece serviços e soluções personalizadas. Inclusive, muitos varejistas já estão concentrando seus esforços nas áreas de inteligência artificial e machine learning. Por exemplo, a página inicial do Ebay agora é para cada usuário e traz conteúdos selecionados com base nos aprendizados da inteligência artificial do site.

  1. Real e virtual: entramos na era da realidade mista

Nos próximos anos, o real e o virtual vão se misturar a ponto de virarem uma coisa só – a realidade virtual chegou com tudo mudando a forma como as pessoas experimentam o mundo. Hoje, o VR já reúne 90 milhões de usuários ativos e a estimativa é que esse número dobre até o final de 2018.

Na CES 2017, pudemos observar muitos exemplos do que vem por aí em relação ao uso da realidade virtual por diversos setores, como uma roupa de cama infantil que vira historinha quando filmada com o tablet, VR sendo usado no treinamento de atletas para a prevenção de lesões e jogos da NBA com lugares na primeira fila sempre garantidos, esteja o torcedor onde estiver.

O Google marcou presença nesse setor com o lançamento do Asus Zenfone AR, que traz a tecnologia Tango, que permite que o smartphone não só mapeie interiores – por exemplo, descobrir onde andares, paredes, tetos e móveis estão –, mas também reconheça a localização do dispositivo dentro desse espaço e a sua orientação. Em outras palavras, com a Tecnologia Tango, smartphones e tabletes enxergam em 3D, e isso permite que você não apenas projete objetos sobre uma imagem mas realmente substitua elementos por outros. Imagine que você vai redecorar a sua casa, usando o Cardboard, você poderia apagar o seu sofá velho da cena e testar um catálogo inteiro, como se realmente estivesse colocando os produtos na sua sala.

  1. Transportes inteligentes e sem motoristas

Quando o assunto é transporte urbano, os carros autônomos são a grande aposta da indústria automobilística para os próximos anos. As montadoras deixaram claro o quanto um futuro sem motoristas está próximo de se tornar realidade – já há até quem diga que o nome CES agora se refere a Car Electronics Show por conta da relevância que essa indústria vem conquistando na feira.

O recente AutoTrader Car Impact Study mostra que, atualmente, 46% dos millennials esperam que seus carros façam as mesmas coisas que seussmartphones.

O reflexo dessa aspiração já pode ser percebido no mercado no qual conectividade não é mais privilégio dos itens de luxo e vemos modelos de entrada equipados com GPS integrado, sensor de estacionamento e bluetooth de fábrica. Segundo o Gartner, são esperados 250 milhões de automóveis conectados à internet até 20.

No futuro, a proposta de valor dos carros será pautada cada vez mais em conectividade e serviços. O carro terá a mesma função que o avião e motoristas serão apenas passageiros. Além disso, com a evolução da conectividade veículo-para-veículo, as pessoas poderão planejar seu deslocamento em tempo real e de forma integrada e holística, incluindo todos os meios de transporte.

As tendências apresentadas, bem como a maior parte das inovações exibidas na CES 2017, têm um importante ponto em comum: todas geram um volume absurdo de dados que podem ser facilmente integrados via plataformas e algoritmos. Estamos diante de um amanhã em que as máquinas irão conhecer seus usuários tão bem que poderão prever suas necessidade e vontades e antecipar-se a elas. Como sua marca está se preparando para esse futuro?

Fontes:
1. Sundar Pichai – CEO Google no I/O
2. Dados Internos do Google
3. KZero Consulting
4. Digi-Capital
5. Dados internos do YouTube
6. KZero Consulting

Redação Adnews

http://adnews.com.br/adcontent/especial-google/4-insights-de-tecnologia-para-ficar-de-olho-nos-proximos-anos.html

Oito tendências de tecnologia e negócios para 2017

 

06 de Janeiro de 2017 11h – Atualizado às 11:06

digital

Uma mudança importante vem acontecendo nos últimos anos e impactando o mundo todo: o veloz crescimento da tecnologia e a rápida adoção por empresas e pessoas. A Singularity University, aqui nos Estados Unidos, definiu que estamos passando de um mundo linear e local para outro exponencial e global. Essa nova realidade nos obriga a mudar a forma como vemos as coisas, como pensamos e como reagimos.

A tecnologia já transformou a maneira como as pessoas interagem, tanto em suas vidas pessoais como profissionais (as chances de você ler isso em um dispositivo móvel, seja ele smartphone ou tablet, são enormes). As empresas não só precisam estar prontas para atrair e reter talentos que se sintam confortáveis com essas novidades, como também devem aprender que os seus negócios podem se beneficiar delas.

Mas você já deve ter ouvido falar de tudo isso, certo? A intenção desse artigo é mostrar oito tendências de tecnologia e negócios que já têm exemplos práticos no mercado e que impactarão todo o mercado nos próximos 12 meses. Vamos a elas?

1- Crescimento exponencial da tecnologia – Vamos vivenciar, de forma muito rápida, tecnologias de ponta se tornando cada vez mais acessíveis a custos mais baixos. Dessa forma, será possível desenvolver produtos e serviços melhores, gastando menos. Alguns exemplos de tecnologias que passarão por esse crescimento são: Inteligência Artificial, impressão 3D, robôs e drones, carros autônomos, realidades virtual e aumentada, bitcoin e blockchain, biotecnologia e outras.

2 – Acesso global à internet – A internet é a principal responsável pela transformação que descrevi acima e o seu crescimento não para. Ela levou 20 anos para chegar ao primeiro bilhão de usuários, apenas cinco anos mais para chegar ao segundo bilhão e mais quatro anos para o terceiro bilhão. Até 2020, ou seja, daqui três anos, a estimativa é que mais três bilhões de usuários sejam conectados à rede. São pessoas que nunca acessaram a web, nunca fizeram uma compra online e que trarão consigo novas ideias e demandas. Boa parte delas chegarão à WWW em 2017 e, com elas, novas oportunidades de negócios. A OneWeb, por exemplo, empresa americana focada em prover internet de alta velocidade de forma acessível para todo o mundo, prometeu acelerar o lançamento de “uma constelação de satélites” para 2017 e 2018 com o objetivo de atender essa demanda reprimida através destes equipamentos.

3 – Conectividade – Nos anos 1960, computadores eram recursos raros e muito caros para uma única pessoa possuir. Foi assim que o conceito de compartilhamento surgiu, para que um grupo de pessoas pudesse acessar um mesmo sistema em turnos. Hoje em dia, o fácil acesso à computação é representado por dispositivos conectados à internet e entre si. Assim, diversas empresas conseguirão criar ofertas de interação entre pessoas e coisas jamais pensadas antes – como hubs de automação doméstica com reconhecimento de voz que toca música, faz listas de afazeres e informa o clima, o trânsito e outros dados em tempo real.

4 – Inteligência Artificial – O acesso quase infinito ao poder da computação tem sido o principal catalisador para a grande evolução da Inteligência Artificial. Esta combinação de técnicas e algoritmos, sendo a mais proeminente o Machine Learning e uma de suas vertentes – o Deep Learning -, visa treinar máquinas para que tenham as mesmas capacidades que humanos, como raciocínio, planejamento, processamento de linguagem natural, percepção e inteligência geral. Neste sentido, o ambiente de trabalho em diversas indústrias verá a IA acontecer de fato em 2017, mas não para substituir trabalhos feitos pelas pessoas. Neste primeiro estágio, a máquina terá a função de aumentar as nossas capacidades cognitivas, principalmente pela tecnologia conseguir processar um volume de dados extremamente superior ao do ser humano.

5 – Disrupção da Indústria – Aqui, vou usar a música de exemplo. Há não muito tempo, para ouvir sua música preferida a qualquer hora você tinha que comprar um CD, com um álbum inteiro – que tinha por volta de 80 minutos, porque era o que cabia naquela mídia – e também ter onde reproduzi-lo. Para compartilhar essa música com alguém, você precisava emprestar a ela o seu CD. Todos os aspectos dessa descrição mudaram. Hoje você tem serviços de música por demanda e só ouve um álbum inteiro se quiser. E essas mudanças drásticas não são exclusivas da indústria fonográfica. Avanços enormes da tecnologia e das aplicações de negócio provocaram a disrupção da experiência das pessoas. E aqui não estou falando apenas da experiência do usuário final. Indústrias como um todo deixarão de existir e, cada vez mais, veremos uma mudança na forma como pensamos e interagimos com produtos e serviços em praticamente todos os segmentos. O que me leva ao próximo ponto.

6 – Evolução dos modelos de negócios – O acesso fácil à tecnologia está permitindo que novos modelos de negócio sejam testados de forma simples e barata. Grandes inovações acontecem em anos e não mais em décadas – e caminhamos rápido para meses ou semanas. Negócios de bilhões de dólares já foram criados em poucos meses. Quando esses novos modelos surgem, a tecnologia se torna parte fundamental da estratégia e as empresas precisam repensar as competências mais importantes e se reinventar. As organizações precisam – todas elas – identificar o valor de seus negócios, como precificá-los e então começar a promover mudanças na forma como vendem e cobram por seus produtos. Esse movimento não é fácil e não ocorre da noite para o dia. Mas em 2017 veremos cada vez mais empresas buscando uma cultura digital.

7 – Experiência Digital – As pessoas já têm experiências digitais em seu dia-a-dia, ao compartilharem seus dados com aplicativos como Uber ou Waze, para ter como benefício um serviço de transporte melhor. No trabalho, aplicativos de mensagens e vídeo, além de plataformas que permitem gestão de documentos, workflows, entre outros, possibilitam uma interação interdepartamental muito maior – independentemente de onde cada time esteja alocado. Dessa maneira, o processo de criar e compartilhar conhecimento está cada vez mais rápido. Com toda a informação gerada pela economia do compartilhamento, as empresas devem – e os consumidores esperam isso delas – identificar comportamentos e utilizar isso para achar valor em novos lugares. Os chatbots serão muito adotados no próximo ano, exatamente por serem uma resposta a essa demanda. As pessoas querem sanar suas dúvidas, procurar informações ou fazer suas reclamações da mesma forma que têm sua demanda por aquele produto ou serviço atendida: digitalmente.

8 – Mudanças na proposta de valor – Os dados são a força motriz por trás da próxima grande onda na busca por proposta de valor. É nesta combinação de dados com qualidade e inteligência que as empresas estão concentrando seus esforços tecnológicos, para aumentar o poder de suas redes, tornar a conectividade ilimitada e usar o poder de computação para coletar, agregar, correlacionar e interpretar dados e, com isso, levar melhorias incríveis para a vida das pessoas.

O principal desafio à frente é adaptar o mindset e o processo de decisão para esse novo mundo em transformação, já que a inovação e a disrupção podem vir de qualquer lugar, a qualquer hora. Além de focar em suas competências-chave, as empresas precisam aprender como usar a tecnologia como um adicional ao conhecimento que já tem em casa.

*Vicente Goetten é diretor executivo do TOTVS Labs

http://adnews.com.br/adarticles/oito-tendencias-de-tecnologia-e-negocios-para-2017.html