O poder da tela pequena, o poder do smartphone

O smartphone se tornou um elemento quase orgânico que, com criatividade, podemos utilizá-lo para estratégias de comunicação e inteligência de marketing.

ProXXIma – 15 de maio de 2018 – Por Riza Soares (*)

Dados do IBGE, na Pesquisa Nacional por amostra de domicílios contínua, mostram que o celular e o televisor, por meio dos aparelhos smart, se tornaram os principais meios de acesso à internet. Em 2017, em relação a 2016, cresceu em 800 mil o número de domicílios com celular, alcançando 92,7% do total de lares. Esses números mostram a importância de manter a comunicação com o consumidor pela tela que está à mão no dia a dia de grande parte das pessoas.

Antes de falarmos sobre estratégias para engajar melhor usuários desta pequena tela, faço uma pergunta simples e que você já deve ter ouvido várias vezes: Quanto tempo por dia você fica conectado) à Internet através do celular? Certamente responderia: desde a hora que acordo até a hora de dormir.  Prova disso está no estudo The Global Mobile Report, realizado pela comScore, que indica que o mobile representa 73% do tempo online do brasileiro. E a tendência é aumentar pois, ainda de acordo com o estudo, a audiência exclusivamente mobile no Brasil cresceu 7% em 2017 em relação ao ano anterior.

Se sua marca quiser criar um canal efetivo de comunicação com o seu público, através desta grande pequena tela, ela precisará estar inserida também nesta nova realidade.  É importante pensar em ações que explorem este comportamento e aspectos, que garantirão que sua mensagem não só será vista, mas lembrada e que levará a algum tipo de ação, lançando mão de alguns recursos fundamentais: o uso de uma linguagem adequada e que seja coerente com todos os aspectos que envolvam o consumo desta mídia. Deve-se considerar a disponibilidade das redes de alta velocidade (WiFi, 4G, 5G), o formato e a duração – quando for vídeo – e também pensar em soluções criativas implícitas em qualquer ação de marketing de sucesso.

Se a sua companhia ainda está em fase inicial no mundo da mobilidade, o principal pensamento que deve ter é como encontrar seu público-alvo e engajar pessoas para dentro do seu universo por meio do celular.  Para isso, não é necessário criar ações isoladas e, sim, integradas a outras plataformas e outras telas. Ações de mobile marketing têm trazido muita oportunidade de campanhas criativas com geração de resultados positivos quando integradas às outras mídias.

A L&G, por exemplo, inovou em sua campanha com uma estratégia 100% digital para o lançamento da OLED TV, utilizando um plano de comunicação que trouxe seu público mais próximo da marca.  Uma das estratégias desta campanha no mobile foi aproveitar a geolocalização para enviar um mapa ao consumidor avisando que ele estaria perto de um dos revendedores da marca. Para a L&G, essa aposta foi muito bem planejada, já que  70% das considerações de compra são realizadas pelo celular.

Os caminhos para conseguir alcançar esses resultados aconteceram devido a algumas boas práticas e aprendizados combinados com campanhas de vídeos online. Alguns exemplos que podem ser analisados:

  • É importante criar uma estratégia de vídeo especialmente para o universo online;
  • Os flights (padrões de exposição) são diferenciados de acordo com o conteúdo e o público.
  • A timeline do consumidor não é vertical, ela é perene e multidimensional;
  • Importante manter uma DMP (Data Management Platform) na etapa do planejamento e execução;
  • Seleção de veículos de mídia por objetivos, que irão contribuir com uma parte do KPI de uma campanha e essa distinção, deve ser feita no plano de mídia;
  • Usar recursos de rede social para amplificar a cobertura.

Espectadores no mobile estão mais propensos a compartilhar e desenvolver uma conexão maior com as marcas. Quem conseguir responder às necessidades de forma estratégica ao mobile, conseguirá atingir – ou até mesmo superar – os resultados esperados.

 (*) Riza Soares é , diretora geral da smartclip Brasil

http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/how-to/2018/05/15/o-poder-da-tela-pequena-o-poder-do-smartphone.html

Internet é fonte importante de informações antes das compras, aponta Kantar IBOPE Media

23 de Agosto de 2017  

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De acordo com o TG.Net, estudo online da Kantar IBOPE Media sobre o comportamento e os hábitos de consumo do internauta, 64% dos entrevistados que acessaram a internet nos últimos 7 dias acreditam que “consultar as opiniões de outras pessoas na internet ajuda a tomar decisões sobre compras importantes”. Antes de comprar algo, por exemplo, 73% dos internautas afirmam que recorrem à internet para se informar e 71% concordam que a internet oferece informações sobre produtos ou marcas que não estão disponíveis em outro lugar. A facilidade das compras online também é um atrativo: 38% dos entrevistados acham que a conveniência da internet é mais importante que o preço.

O levantamento aponta, ainda, que a internet já é utilizada por 71% das pessoas nas principais regiões metropolitanas. Para os internautas, além das compras (65%), a internet é importante para o entretenimento (71%) e a comunicação (54%). Entre os usuários de internet nos últimos 7 dias, as mulheres são maioria ( 53%). Os jovens adultos, entre 25 e 34 anos, são os mais conectados.

A frequência do uso da internet impressiona. Entre os internautas que acessaram as mídias sociais no último mês, 43% checaram seus perfis cinco vezes por dia ou mais. Quase metade dos entrevistados afirmaram que se sentem perdidos sem seus smartphones e celulares (49%). O interesse também é grande para aplicativos: 49% dos internautas baixaram apps nos últimos 30 dias. Entre os mais usados estão os aplicativos de mensagens instantâneas, mídias sociais e internet banking.

http://adnews.com.br/internet/internet-e-principal-fonte-de-informacoes-antes-das-compras-aponta-kantar-ibope-media.html

Facebook cria dispositivo inteligente para facilitar chamadas em vídeo

02 de Agosto de 2017 1 

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Um alto-falante touchscreen conectado ao lar está em fase de testes pelo Facebook. O dispositivo de tela sensível (do tamanho de um lap top) foi projetado para ajudar as pessoas a fazerem chamadas de vídeo da sua casa no que aparentemente é um “pézinho” da rede social na Internet das Coisas. O recurso permite que a câmera explore automaticamente quem estiver ao seu alcance e foque nela(s), disse uma das fontes. Por exemplo, a câmera pode ampliar uma pintura que uma criança trouxe para casa da escola para mostrar a um pai em uma viagem de negócios.

Também faz parte dos projetos em desenvolvimento uma câmera de 360 ​​graus para o dispositivo, que ainda segundo fontes é improvável que esteja pronto a tempo para o lançamento. Ambas as facilidades são desenvolvidas pelo Edifício 8 do Facebook, a nova divisão da rede social sendo liderada pela ex-Google Regina Dugan, que anteriormente liderava o grupo de tecnologia e projetos avançados (ATAP) no site de pesquisas.

Dugan falou na conferência F8 em abril. No evento a executiva disse que o objetivo era “criar e enviar novos produtos de consumo que definissem categorias que sejam sociais em primeiro lugar”. Falou sobre como a tecnologia facilitou a conexão, mas também como confinou pessoas em seus telefones, muitas vezes deixando de interagir tanto com o mundo físico.

Ao site Bloomberg fontes indicaram quem o aparato será adaptado para a sala de estar, apresentará uma lente de câmera grande, microfones e alto-falantes que são alimentados por inteligência artificial para aumentar o desempenho. Ainda ao Bloomberg, as fontes sinalizaram que o Facebook considerou executar uma versão do sistema operacional Android em seu dispositivo e não construir seu próprio sistema operacional.

http://adnews.com.br/tecnologia/facebook-cria-dispositivo-inteligente-para-facilitar-chamadas-em-video.html

Mais de 5 bilhões de pessoas usam celular no mundo, aponta pesquisa

Por Douglas Ciriaco - 16 jun 2017 — 10h37

Quantas pessoas você conhece que não possuem um dispositivo móvel? Seja um celular comum ou um dispositivo inteligente, parece cada vez mais difícil encontrar alguém que não conte com ao menos uma opção de comunicação portátil, e uma pesquisa divulgada na última quinta-feira (15) transformou essa impressão em números.

Segundo dados levantados em parceria pelo Hootsuite e pelo We Are Social, mais de 5 bilhões de pessoas utilizam algum tipo de dispositivo móvel no mundo atualmente, porção correspondente a 67% da população mundial. Se a frieza dos números não é o suficiente para denotar a penetração dos mobiles, talvez um comparativo ajude.

Atualmente o mundo conta com 7,5 bilhões de pessoas e “apenas” 51% desse total têm acesso à internet — 3,8 bilhões. Comparando, então, temos no mundo hoje mais usuários de telefones celulares do que de internet. Outro dado curioso revelado pela pesquisa é que, do montante de 5 bilhões de pessoas com dispositivo móveis, 4 bilhões (80%) utilizam smartphones.

Facebook reina soberano

Indo para o âmbito das redes sociais, a pesquisa revela que 2,895 bilhões de pessoas no mundo hoje são usuários ativos de redes sociais. E o Facebook concentra maior parte dessa estatística com 1,938 bilhão de usuários mensais ativos. Na China, porém, a rede de Zuckerberg não decolou, e a principal plataforma utilizada lá é o WeChat, com mais de 870 milhões de utilizadores

https://www.tecmundo.com.br/celular/117849-5-bilhoes-pessoas-usam-celular-mundo-pesquisa.htm

Oito tendências de tecnologia e negócios para 2017

 

06 de Janeiro de 2017 11h – Atualizado às 11:06

digital

Uma mudança importante vem acontecendo nos últimos anos e impactando o mundo todo: o veloz crescimento da tecnologia e a rápida adoção por empresas e pessoas. A Singularity University, aqui nos Estados Unidos, definiu que estamos passando de um mundo linear e local para outro exponencial e global. Essa nova realidade nos obriga a mudar a forma como vemos as coisas, como pensamos e como reagimos.

A tecnologia já transformou a maneira como as pessoas interagem, tanto em suas vidas pessoais como profissionais (as chances de você ler isso em um dispositivo móvel, seja ele smartphone ou tablet, são enormes). As empresas não só precisam estar prontas para atrair e reter talentos que se sintam confortáveis com essas novidades, como também devem aprender que os seus negócios podem se beneficiar delas.

Mas você já deve ter ouvido falar de tudo isso, certo? A intenção desse artigo é mostrar oito tendências de tecnologia e negócios que já têm exemplos práticos no mercado e que impactarão todo o mercado nos próximos 12 meses. Vamos a elas?

1- Crescimento exponencial da tecnologia – Vamos vivenciar, de forma muito rápida, tecnologias de ponta se tornando cada vez mais acessíveis a custos mais baixos. Dessa forma, será possível desenvolver produtos e serviços melhores, gastando menos. Alguns exemplos de tecnologias que passarão por esse crescimento são: Inteligência Artificial, impressão 3D, robôs e drones, carros autônomos, realidades virtual e aumentada, bitcoin e blockchain, biotecnologia e outras.

2 – Acesso global à internet – A internet é a principal responsável pela transformação que descrevi acima e o seu crescimento não para. Ela levou 20 anos para chegar ao primeiro bilhão de usuários, apenas cinco anos mais para chegar ao segundo bilhão e mais quatro anos para o terceiro bilhão. Até 2020, ou seja, daqui três anos, a estimativa é que mais três bilhões de usuários sejam conectados à rede. São pessoas que nunca acessaram a web, nunca fizeram uma compra online e que trarão consigo novas ideias e demandas. Boa parte delas chegarão à WWW em 2017 e, com elas, novas oportunidades de negócios. A OneWeb, por exemplo, empresa americana focada em prover internet de alta velocidade de forma acessível para todo o mundo, prometeu acelerar o lançamento de “uma constelação de satélites” para 2017 e 2018 com o objetivo de atender essa demanda reprimida através destes equipamentos.

3 – Conectividade – Nos anos 1960, computadores eram recursos raros e muito caros para uma única pessoa possuir. Foi assim que o conceito de compartilhamento surgiu, para que um grupo de pessoas pudesse acessar um mesmo sistema em turnos. Hoje em dia, o fácil acesso à computação é representado por dispositivos conectados à internet e entre si. Assim, diversas empresas conseguirão criar ofertas de interação entre pessoas e coisas jamais pensadas antes – como hubs de automação doméstica com reconhecimento de voz que toca música, faz listas de afazeres e informa o clima, o trânsito e outros dados em tempo real.

4 – Inteligência Artificial – O acesso quase infinito ao poder da computação tem sido o principal catalisador para a grande evolução da Inteligência Artificial. Esta combinação de técnicas e algoritmos, sendo a mais proeminente o Machine Learning e uma de suas vertentes – o Deep Learning -, visa treinar máquinas para que tenham as mesmas capacidades que humanos, como raciocínio, planejamento, processamento de linguagem natural, percepção e inteligência geral. Neste sentido, o ambiente de trabalho em diversas indústrias verá a IA acontecer de fato em 2017, mas não para substituir trabalhos feitos pelas pessoas. Neste primeiro estágio, a máquina terá a função de aumentar as nossas capacidades cognitivas, principalmente pela tecnologia conseguir processar um volume de dados extremamente superior ao do ser humano.

5 – Disrupção da Indústria – Aqui, vou usar a música de exemplo. Há não muito tempo, para ouvir sua música preferida a qualquer hora você tinha que comprar um CD, com um álbum inteiro – que tinha por volta de 80 minutos, porque era o que cabia naquela mídia – e também ter onde reproduzi-lo. Para compartilhar essa música com alguém, você precisava emprestar a ela o seu CD. Todos os aspectos dessa descrição mudaram. Hoje você tem serviços de música por demanda e só ouve um álbum inteiro se quiser. E essas mudanças drásticas não são exclusivas da indústria fonográfica. Avanços enormes da tecnologia e das aplicações de negócio provocaram a disrupção da experiência das pessoas. E aqui não estou falando apenas da experiência do usuário final. Indústrias como um todo deixarão de existir e, cada vez mais, veremos uma mudança na forma como pensamos e interagimos com produtos e serviços em praticamente todos os segmentos. O que me leva ao próximo ponto.

6 – Evolução dos modelos de negócios – O acesso fácil à tecnologia está permitindo que novos modelos de negócio sejam testados de forma simples e barata. Grandes inovações acontecem em anos e não mais em décadas – e caminhamos rápido para meses ou semanas. Negócios de bilhões de dólares já foram criados em poucos meses. Quando esses novos modelos surgem, a tecnologia se torna parte fundamental da estratégia e as empresas precisam repensar as competências mais importantes e se reinventar. As organizações precisam – todas elas – identificar o valor de seus negócios, como precificá-los e então começar a promover mudanças na forma como vendem e cobram por seus produtos. Esse movimento não é fácil e não ocorre da noite para o dia. Mas em 2017 veremos cada vez mais empresas buscando uma cultura digital.

7 – Experiência Digital – As pessoas já têm experiências digitais em seu dia-a-dia, ao compartilharem seus dados com aplicativos como Uber ou Waze, para ter como benefício um serviço de transporte melhor. No trabalho, aplicativos de mensagens e vídeo, além de plataformas que permitem gestão de documentos, workflows, entre outros, possibilitam uma interação interdepartamental muito maior – independentemente de onde cada time esteja alocado. Dessa maneira, o processo de criar e compartilhar conhecimento está cada vez mais rápido. Com toda a informação gerada pela economia do compartilhamento, as empresas devem – e os consumidores esperam isso delas – identificar comportamentos e utilizar isso para achar valor em novos lugares. Os chatbots serão muito adotados no próximo ano, exatamente por serem uma resposta a essa demanda. As pessoas querem sanar suas dúvidas, procurar informações ou fazer suas reclamações da mesma forma que têm sua demanda por aquele produto ou serviço atendida: digitalmente.

8 – Mudanças na proposta de valor – Os dados são a força motriz por trás da próxima grande onda na busca por proposta de valor. É nesta combinação de dados com qualidade e inteligência que as empresas estão concentrando seus esforços tecnológicos, para aumentar o poder de suas redes, tornar a conectividade ilimitada e usar o poder de computação para coletar, agregar, correlacionar e interpretar dados e, com isso, levar melhorias incríveis para a vida das pessoas.

O principal desafio à frente é adaptar o mindset e o processo de decisão para esse novo mundo em transformação, já que a inovação e a disrupção podem vir de qualquer lugar, a qualquer hora. Além de focar em suas competências-chave, as empresas precisam aprender como usar a tecnologia como um adicional ao conhecimento que já tem em casa.

*Vicente Goetten é diretor executivo do TOTVS Labs

http://adnews.com.br/adarticles/oito-tendencias-de-tecnologia-e-negocios-para-2017.html

Kantar IBOPE Media aponta principais atividades dos brasileiros na internet

24 de Agosto de 2016 10h – Atualizado às 10:01

internet

Discutir a presença da internet na vida das pessoas já é algo ultrapassado. De acordo com o Target Group Index, levantamento da Kantar IBOPE Media, 83% dos usuários de internet navegaram em suas redes sociais nos últimos 30 dias.

E esse número de usuários vai muito além da navegação em redes sociais. A mesma pesquisa comprova que o brasileiro está usando a internet para muitas coisas que antes eram feitas através de outros dispositivos ou mesmo offiline, como assistir e/ou baixar vídeos (69%), ler notícias nacionais e internacionais (61%) e ouvir música (38%).

A pesquisa revela também que o acesso à internet é móvel: 68% dos respondentes navegam de seus smartphones, enquanto 60% deles entram na internet a partir de computadores – notebooks ou desktops.

Sobre o local de acesso, a maioria usa a internet em casa (93%), e 26% entram na rede no trabalho. Ainda segundo o levantamento, 44% concordam com a frase a “internet é a minha principal fonte de entretenimento” e 59% dos internautas recorrem primeiro à internet quando buscam qualquer tipo de informação. A pesquisa representa os hábitos de 47% da população brasileira entre 12 e 75 anos, o equivalente a 83 milhões de pessoas.

http://adnews.com.br/internet/kantar-ibope-media-aponta-principais-atividades-dos-brasileiros-na-internet.html

60% da população do planeta ainda está offline, segundo Banco Mundial

Relatório sobre Desenvolvimento Global mostra que 3,2 bilhões de pessoas têm acesso à internet no mundo; Brasil é o quinto país com mais usuários atrás apenas da China, Estados Unidos, Índia e Japão.

Mariana Ceratti, do Banco Mundial em Brasília para a Rádio ONU em Nova York.

Quatro bilhões de pessoas, ou 60% da população do planeta, ainda estão excluídas do mundo digital. E, por isso, deixam de aproveitar os benefícios que a internet e a telefonia celular trazem à educação, ao mercado de trabalho e à participação política, entre outras áreas do cotidiano.

O alerta é do Banco Mundial, em novo Relatório sobre o Desenvolvimento Global: Dividendos Digitais, o WDR 2016.

Avanços

Apesar disso, o estudo também reconhece os avanços que o mundo fez no tema. O número de usuários de internet mais do que triplicou nos últimos 10 anos, chegando a 3,2 bilhões de pessoas no fim de 2015. Mas o número de usuários com acesso à internet de alta velocidade é bem menor, pouco mais de 1 bilhão.

O relatório mostra que 70% da população mais pobre nos países em desenvolvimento têm um celular. Em alguns lares, diz o estudo, pode faltar água ou eletricidade, mas há pelo menos um telefone móvel. O relatório diz que 5,2 bilhões de pessoas têm aparelho celular.

Brasil

China, Estados Unidos, Índia, Japão e Brasil são as cinco economias mais conectadas do planeta. No país mais populoso do mundo, são 737 milhões de pessoas usando a web. Já no Brasil, são cerca de 101 milhões.

Apesar dos números aparentemente colossais, só 31% da população nos países em desenvolvimento tem acesso à internet, contra 80% nos países desenvolvidos.

O Brasil, segundo o relatório, ainda pode avançar em áreas como o comércio eletrônico. Apenas 18% das empresas com mais de cinco empregados vendem seus produtos na web.

YouTube e Google

Outros dados do relatório mostram que 207 bilhões de emails são enviados diariamente no mundo e 8,8 bilhões de vídeos são vistos no YouTube. Os usuários fazem 4,2 bilhões de buscas somente no Google.

No Instagram, por exemplo, todos os dias são publicadas 186 milhões de fotos, são feitas 152 milhões de chamadas telefônicas pelo Skype e 36 milhões de compras no site Amazon.

Os autores do relatório defendem que ampliar o acesso à internet e às telecomunicações deve se tornar uma prioridade global.

Para isso, não basta os setores público e privado investirem em tecnologia. É necessário também aprovar regulações que fortaleçam a segurança digital e promovam ambientes de negócio vibrantes.

15/01/2016

http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2016/01/60-da-populacao-do-planeta-ainda-esta-offline-segundo-banco-mundial/#.VrD6Wo-cHIV