iFood faz parceria com a Amazon para realização de pedidos via Alexa

O iFood firmou parceria com a Amazon para que seus pedidos também possam ser realizados por comando de voz. Neste mês, a assistente virtual Alexa está chegando ao Brasil e deve mudar a forma de fazer pedidos e compras.

“O iFood desenvolve projetos para possibilitar que cada vez mais pessoas tenham acesso à revolução que está acontecendo a partir da inteligência artificial. Essa inovação com a Amazon vai exatamente ao encontro do nosso objetivo de facilitar a jornada de consumo e torná-la mais prazerosa. Sabemos do importante papel que serviços virtuais por voz, como Alexa, terão nos próximos anos e queremos levar mais essa inovação ao dia a dia dos nossos usuários”, disse Bruno Henriques, vice-presidente de Inteligência Artificial do iFood.

A partir do comando de voz, a Alexa irá direcionar o usuário para a escolha de restaurantes e opções de pratos entre os mais de 30 tipos de culinária disponíveis na plataforma do iFood. Para usar o tecnologia, o cliente deverá dizer o comando “Alexa, falar com o iFood” ou “Alexa abrir o iFood” e poderá obter informações sobre pedidos e também acompanhar o status, como tempo de preparação do restaurante, estimativa de entrega e chegada.

Para Caio Camargo, sócio-diretor da GS&UP, a tecnologia deverá trazer muitas mudanças para os hábitos de consumo do país: “Há alguns anos, nós víamos isso em filme e parecia um sonho. Pensava “que legal, espero que venha algum dia para o Brasil” e agora está se tornando uma realidade”.

O recurso do aplicativo de delivery será compatível com todos os dispositivos Alexa que estão chegando ao Brasil e funcionará com comandos de voz para fazer e rastrear pedidos. Com a assistente virtual, a Amazon mostra que a Internet das Coisas (IoT) é uma realidade no dia a dia das pessoas.

“Estamos empolgados em trabalhar com o iFood para aprimorar a experiência de seus clientes via Alexa”, disse Jose Nilo Martins, gerente nacional da Alexa Skills Brasil. “Acreditamos que a voz é o futuro, e o recurso compatível com o iFood é um exemplo de como a voz facilita a vida – permitindo que você gerencie e obtenha informações sobre seu pedido no aplicativo, apenas perguntando.”

A empresa de delivery está investindo em Inteligência Artificial para desenvolver todo o ecossistema de food delivery. A companhia anunciou, em abril deste ano, investimentos de US$ 20 milhões para os próximos meses para fortalecer sua área de AI, o que inclui a criação de uma Academia de Inteligência Artificial para desenvolver pesquisas nas áreas de deep learning, machine learning e eficiência logística.

Camargo acredita que as compras e serviços de conveniência deverão mudar. “Tem a opção de fazer compras de supermercados e itens básicos. Isso facilita muito o dia a dia! Já outras áreas como moda e eletrônicos não devem ser tão impactadas, porque não são itens que você vai comprar sem olhar”, afirmou.

A realização de compras não pode ser realizada no momento por meio da Alexa no Brasil. A tecnologia deverá ser implementada futuramente. No momento, é possível montar o carrinho de compras e acompanhar pedidos já realizados.

Uso do smartphone para compra e pagamentos cresce no Brasil

O uso das conveniências dos smartphones vem crescendo entre os brasileiros. Segundo a pesquisa sobre Comercio Móvel no Brasil, realizada por Mobile Time e Opinion Box, com mais de 2 mil pessoas, 85% dos consumidores que possuem smartphone já fizeram compras pelo celular. A quantidade de pesquisados que já chamaram motoristas particulares ou táxis por aplicativo subiu de 66% para 75%.

A pesquisa mostrou a entrada dos aplicativos Uber Eats, Rappi e Amazon no ranking dos apps de m-commerce mais usados no Brasil. No segmento de delivery de comida, iFood e Uber Eats crescem, enquanto apps menores perdem terreno. Entre os apps de corrida, o 99 registra recuperação, enquanto Uber perde espaço entre os usuários. Entre as novas opções de meios de transportes, 9% dos internautas brasileiros já alugaram uma bicicleta via app e 4% optou por um patinete elétrico.

Outra mudança é o crescimento do pagamento por aproximação. Agora, 17% dos internautas brasileiros que possuem smartphone já experimentaram realizar um pagamento por aproximação com o aparelho. O pagamento por aproximação usando as tecnologias NFC ou MST (no caso dos aparelhos da Samsung) está disponível no Brasil há muitos anos, mas somente agora começa a ganhar adesão.

Para Fernando Paiva, editor do Mobile Time, e coordenador da pesquisa, “há algum tempo, os lojistas tinham até medo de aceitar essa forma de pagamento por não a conhecerem, mas, agora, pelo menos nos grandes centros urbanos, os funcionários nos caixas já estão acostumados com o procedimento que deve ser feito para receber um pagamento desta forma. Com a maturidade dos lojistas e seus balconistas, a tendência é que esta modalidade venha a crescer.

Um resultado curioso foi que a proporção de homens (21%) que utilizaram pagamentos por aproximação é maior do que a de mulheres (13%). A maior diferença está entre pessoas das classes A e B (23%) do que entre aquelas das classes C, D e E (15%), diferença que se explica pela necessidade de ter um smartphone moderno e um cartão de crédito.

Essa forma de pagamento é mais popular entre donos de iPhone (25,8%) do que entre aqueles com smartphones Android (16,6%). Há ainda uma diferença por faixa etária. Quanto mais jovem, maior a probabilidade de já ter usado o smartphone para pagar por aproximação. No grupo entre 16 e 29 anos, 21% já testaram essa tecnologia. A proporção cai para 16% no grupo entre 30 e 49 anos, e é de 12% naquele com 50 anos ou mais.

A utilização do smartphone como meio para a realização de compras online de produtos físicos segue crescendo no Brasil. Em quatro anos, de setembro de 2015 a setembro de 2019, a proporção de internautas brasileiros que já experimentaram o comércio móvel passou de 41% para 85%. Ou seja, a proporção de consumidores móveis, como pode ser chamado esse grupo, mais que dobrou, com um ganho de 44 pontos percentuais.

O uso recorrente do m-commerce também cresce. Outros 77% dos consumidores móveis afirmam que hoje fazem mais compras pelo celular do que seis meses atrás. E 75% deles fizeram alguma compra nos últimos 30 dias – um ano atrás essa proporção era de 71%.

“Além disso, quem experimenta o smartphone para compras acaba deixando de lado o desktop”, comentou Fernando Paiva. 73% dos consumidores móveis declaram que preferem comprar pelo celular que pelo computador. Isto está relacionado ao alto grau de satisfação para com a experiência em m-commerce: 88% dos consumidores móveis dizem que estão satisfeitos ou muito satisfeitos com ela. “Vemos aqui uma consolidação do m-commerce no país”, destacou o coordenador da pesquisa.

No mobile, no business

O varejo está se dando conta do quanto a ferramenta “mobile” é essencial para o negócio.

Mundo afora estamos assistindo cada vez mais as substituições de tecnologias e soluções, todas elas caminhando para o “mobile”.

Alguns países como China, Quênia, Malásia, Indonésia… Que até então não tinham clientes bancarizados em sua grande maioria, deram um salto além dos bancos tradicionais e cartões de crédito, evoluindo diretamente para sistemas de pagamento “mobile”.

Grandes empresas no Brasil já se deram conta o quanto o foco na ferramenta é cada vez mais prioritário para investir.  E não é para menos, estudos mostram que passamos (https://blog.globalwebindex.com/chart-of-the-day/fast-growth-nations-clock-up-the-most-hours-for-mobile-web-usage/) mais de 3,69hs/dia ligados em nossos celulares aqui no Brasil, um aumento de mais de três vezes em três anos. Somos o terceiro pais onde a população fica mais tempo online em smartphones, especialmente entre os grupos mais jovens (16 a 28 anos).

Ali fazemos de tudo, nos relacionamos, compramos, recomendamos, somos recomendados fazemos negócio, nos entretemos e até mesmo escolhemos candidatos que nos representarão!

A plataforma é essencial, quem não pensar estrategicamente como utilizá-la em prol do negócio estará fora do jogo em pouco tempo.

Veja bem, aqui já não estamos falando de e-commerce e sim de M-commerce.

O salto que devemos planejar para os nossos negócios é como seremos relevantes no M-Commerce. Como geraremos engajamento, quais serviços disponibilizaremos e quão relevante isso é para o nosso consumidor.

Vale alertar que estratégias Mobile não se resumem simplesmente a comercializar. Toda uma rede de relacionamento, promoções, ofertas, “rabaits”, SAC, agendamento, seleção de serviços, curadoria e muito mais estão embarcados nessa plataforma, muitas vezes traduzidos em APPs.

Um ótimo exemplo nacional, que vem se desenvolvendo há mais de dez anos nesse campo é o “Cliente Mais” do Pão de Açúcar. Nessa plataforma em constante evolução eles já conseguiram mais de 7 milhões de clientes que utilizam o App. Os consumidores, como apontam estudos, gastam até cinco vezes mais se comprarem apenas um canal de vendas!

O presente está no mobile, quem estiver distante da plataforma estará fora do jogo!

Compras online e mobile ultrapassarão R$ 270 bilhões em 2020

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A aquisição de produtos e serviços à apenas alguns cliques deve movimentar mais de R$ 270 bilhões no Brasil, segundo estimativas da Ipsos que prevê crescimento de 18% nas compras online no próximo ano e de 17% em 2020. Já as compras via smartphone devem aumentar 35% em 2019 e 34% no ano seguinte, montante de R$ 103 bilhões.

Entre as empresas que apostam no movimento está a varejista Magazine Luiza que no quarto trimestre do ano passado, a participação do comércio eletrônico no total das vendas subiu para 32,3 % ante 26,4 % um ano antes.

O cenário é promissor. Nos primeiros quatros meses, o país superou a marca de um smartphone por habitante, são 220 milhões. Num total de 92% da população que prefere navegar pelas redes sociais e fazer compras online pela telinha.

Cenário

Do valor total gasto online (últimos 12 meses):

62% foram em sites brasileiros por meio de app ou website

16% em market places via app ou website

13% em sites estrangeiros por meio de app ou website

9% via redes sociais

Participação dos gastos online por tipo de dispositivo (últimos 12 meses):

65% se deram via desktop, notebook e laptop

14% via smartphone

5% via tablet

Motivos para projeções de aumento dos gastos online (próximos 12 meses)

Conveniência na hora de comprar online (63%)

Mudança no rendimento disponível (46%)

Aumento no número de plataformas de comércio online (32%)

Mudanças na economia (25%)

Top 5 das categorias de produtos adquiridos online (últimos 12 meses)

65% calçados e acessórios

55% equipamentos eletrônicos, computadores/tablets/smartphones

51% eletrodomésticos, utensílios domésticos e móveis

50% produtos de beleza e cosméticos

44% ingressos para cinema, teatro, shows e eventos esportivos

O levantamento foi realizado pela PayPal em parceria com a Ipsos,, é a quarta edição de sua pesquisa “Perfil do Consumidor Online”. No total, foram ouvidas mais de 34 mil internautas em 31 países.

http://adnews.com.br/internet/compras-online-e-mobile-ultrapassarao-r-270-bilhoes-em-2020.html

Sam’s Club lança app com funcionalidade inédita no varejo brasileiro

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O Sam’s Club, clube de compras do Walmart, anuncia o lançamento de um aplicativo com funcionalidades que prometem agilizar o processo de compras. Pelo menos de quem é sócio da rede. O app pode ser baixado em Android e iOS.

A ferramenta já está disponível oficialmente na loja de Tamboré (SP), onde também foi realizado o teste piloto. Ao todo foram mais de 6,2 mil downloads efetuados. A marca também constatou que quem utilizou o aplicativo para realizar suas compras registrou um aumento de duplo dígito no ticket médio em relação ao modelo tradicional de atendimento.

A novidade está ativa para clientes das unidades de todo o estado de São Paulo e, a partir do segundo semestre, irá para as lojas Sam’s Club de todo Brasil.

“Estamos disponibilizando aos nossos sócios um pacote de serviços digitais gratuitos que vão transformar o modo como se relacionam e interagem conosco que aliam praticidade, agilidade e facilidade em todas as etapas de compra”, explica Rodrigo Novelli, diretor de Marketing e Membership do Sam’s Club Brasil.

O aplicativo reúne quatro funcionalidades, sendo uma delas, a denominada Click&Go, inédita no Brasil. Com essa tecnologia, os sócios do clube escaneiam pelo smartphone os códigos de barras dos produtos adicionados ao carrinho. Na sequência, clicam em “Finalizar” para que seja exibido na tela do celular o código de barras com a identificação do usuário e o valor total da compra, o qual deve ser apresentado no caixa reservado para atendimento ao usuário do aplicativo para a realização do pagamento. Para que o recurso funcione, o Wi-Fi e o GPS do dispositivo precisam estar ativos. E o cadastramento no aplicativo e o preenchimento do número de membership também são necessários.

O aplicativo do Sam’s Club Brasil também informa com serviço de geolocalização a unidade mais próxima de onde o cliente se encontra, permite a consulta de preço de produtos na loja por leitura de código de barras e possibilita o acesso ao canal para se tornar sócio do clube de compras. Futuramente, o app ganhará duas novas funcionalidades: campanhas personalizadas de push, para comunicação de ofertas exclusivas e da preferência de cada usuário, e lista de compras sugerida baseada na recorrência e nos hábitos de consumo dos associados.

http://adnews.com.br/tecnologia/sams-club-lanca-app-com-funcionalidade-inedita-no-varejo-brasileiro.html

China ensina o varejo brasileiro quando o assunto é mobile

Ascenção do m-commerce faz o mundo se voltar para o país asiático para aprender com a experiência de quem já consolidou o formato. No Brasil, 62% utilizam o canal, segundo a PwC

Por Roberta Moraes 16/03/2016

Os dispositivos móveis têm se consolidado como importante ferramenta de compra em todo o mundo. O canal está ganhando cada vez mais força na jornada dos consumidores de países emergentes, onde 67% da população já realizaram pelo menos uma compra ao ano pelo smartphone. No Brasil o índice é cinco pontos percentuais mais baixo (62%) e em países desenvolvidos a taxa é de 44%. Se o ritmo de mudança se mantiver, até 2019 quase 80% das pessoas farão parte de suas compras por meio dos dispositivos móveis no mundo, segundo o levantamento Total Retail 2016, realizado pela PwC, que aponta que a revolução no varejo está chegando.

Todo esse potencial faz com que o ocidente se volte para a China a fim de aprender com quem já domina este canal. Afinal, diferente de outros mercados, o país asiático praticamente começou sua experiência online por meio dos dispositivos móveis, pois eles não tiveram uma grande base de PCs. As práticas de sucesso já começaram a romper barreiras e chegar em novos continentes. No Brasil, o Peixe Urbano se reinventou após a aquisição da Baidu, fazendo com que a brasileira transformasse o m-commerce em sua principal plataforma.

O uso doméstico de desktops, principalmente em países desenvolvidos, faz com que boa parte da população ainda prefira este canal para efetuar a compra. “O mobile é mais normal para os chineses do que para brasileiros e americanos. Eles estão mais avançados no uso deste canal, fazendo promoções com grandes descontos e campanhas de Marketing exclusivas. Chegam à sofisticação de saber se o consumidor está passando próximo ao varejo andando ou de carro, e enviam mensagens diferentes para cada um deles”, comenta Ricardo Neves, Sócio da PwC e Líder de varejo e consumo da consultoria, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

Conexão na palma da mão
O avanço significativo da experiência chinesa faz com que executivos de todo o mundo passem a visitar o país em busca de insights. “Quem quiser saber o futuro do mobile tem que olhar para China, porque ela está, pelo menos, a dois ou três anos da gente. Lá eles têm um ambiente diferente do nosso, que está muito mais conectado e é melhor trabalhado do que no Brasil. Temos muito o que aprender”, sentencia Neves.

O uso dos smartphones na jornada de compra vai muito além das aquisições. Com os consumidores cada vez mais conectados, influenciados principalmente pelos Millennials, que impõe sua própria lógica ao mercado, a ferramenta cumpre importante papel para quem quer pesquisar preço, buscar recomendações e compartilhar experiências. E tudo isso pode ser feito do ponto de venda físico. O webrooming, inclusive, é uma prática que começa a se destacar no Brasil na aquisição de bens duráveis, como mostra levantamento da Nielsen.

A pesquisa por produtos e comparação de preços dentro da loja física tornam a concorrência cada vez mais desafiadora para o varejista. Metade dos brasileiros (54,2%) que responderam à pesquisa da PwC afirmou que busca informações pelo celular enquanto estão no ponto de venda. A taxa está muito acima do índice global, que foi de 35,7%. Em relação aos que compraram preços, os brasileiros também estão na frente: 50,7% contra 36,1%. Apesar de bastante habituados ao gadget para pesquisa, o consumidor local está menos habituado a acessar cupons e códigos promocionais, se comparado a consumidores de outros países.

O uso desses equipamentos durante a compra não é mais tendência e sim hábito consolidado. “Nos segmentos em que há uma menor diferenciação de produto, como eletroeletrônicos, livros, música, filme, têm uma tendência a ter uma pesquisa mais focada no online e essa comparação de preço ser mais presente. Entre alimentos, vestuário e, principalmente, material de construção a presença na loja física é maior, o que dificulta um pouco mais a comparação de preço. Percebemos que a preferência geral em termos de compra se dá pela loja física, onde o consumidor vai para tirar uma dúvida ou olhar o produto”, explica o Líder da PwC em varejo e consumo.

Execução no varejo
O desafio dos varejistas é oferecer uma experiência diferenciada justamente quando o cliente estiver na loja para o “showrooming”. “É neste momento que a execução do varejo passa a ser mais importante do que simplesmente o trânsito na loja. É fundamental ter pessoas preparadas para atender o consumidor e oferecer o que ele realmente deseja”, acrescenta Ricardo Neves.

Um dos principais itens apontados pelos respondentes sobre o que realmente melhora a experiência no ponto de venda é ter vendedores com profundo conhecimento sobre o produto, capazes de oferecer uma consultoria no momento da compra (48%). A possibilidade de ter ofertas personalizadas e em tempo real é apontada por 36% dos brasileiros, contra 25% na pesquisa global. Efetuar o pagamento diretamente com o vendedor, eliminando a passagem pelo caixa, também se destacou entre os brasileiros: 20% gostariam de simplificar o check-out, contra 15% da média global.

Todas as novas exigências se dão por conta do empoderamento do consumidor, que munido de mais informações aprendeu que pode exigir mais. “A forma do varejista lidar com essa nova realidade é por meio da execução, que tem que surpreender na loja, na entrega ou na logística faz a diferença na hora de fechar essa venda. São esses os varejistas que se destacarão daqui pra frente. Quando o consumidor tinha pouca informação, a execução ficava igual para todo mundo. Agora que a exigência subiu, a execução para a ser a diferença na hora de fechar a venda”, reforça o especialista.

Assista a entrevista completa com Ricardo Neves, Sócio da PwC e Líder de varejo e consumo da consultoria, à TV Mundo do Marketing.

https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/pesquisa/35775/china-ensina-o-varejo-brasileiro-quando-o-assunto-e-mobile.html

 

Online to offline: a nova maneira de comprar

Online to offline: a nova maneira de comprar

Seja para pedir um táxi, reservar uma mesa em um restaurante ou até receber cupons de desconto, o smartphone se tornou uma ferramenta essencial para a realização de tarefas cotidianas. Cada vez mais simples e prático, o universo mobile transcende o digital e deixa o público em contato com experiências no mundo off-line.

Especialmente no Reino Unido e na China, uma tendência conhecida como click and collect, ganha força não apenas para compras, mas também para promoções e programas de fidelidade. Os consumidores adquirem produtos ou aceitam benefícios no digital e os resgatam em uma loja física. Segundo dados da consultoria OC&C, no Reino Unido, o volume de compras realizadas online, mas com pedido de retirada em loja física, deve superar o delivery em 2015.

Essa tendência é vista como positiva por lá, inclusive do ponto de vista do planejamento urbano, como potencial para alavancar a atividade comercial nas ruas das cidades britânicas. O próprio ministro do planejamento Brandon Lewis já se posicionou sobre a necessidade de ajudar o comércio a sobreviver diante da concorrência do e-commerce e, mais recentemente, do m-commerce, visto que a maneira como as compras são realizadas está mudando radicalmente.

Para as marcas, a utilização do click and collect permite a criação de uma jornada profunda de relacionamento e engajamento, que deve ser totalmente alinhada ao posicionamento de cada marca. E é aí que a tecnologia mobile faz toda a diferença. Utilizando os recursos dos smartphones, marcas podem criar interações totalmente personalizadas e usando o contexto para envolver os consumidores em ações promocionais.

Imagine uma rede de fast food que te oferece cupons de desconto para um café quente nas manhãs de inverno e um sorvete nas tardes de verão. Ou seu restaurante favorito oferecendo um desconto em um dia da semana em que você costuma comer fora de casa. A experiência se completa quando você consegue resgatar esses benefícios de maneira fluída, sem precisar imprimir nada ou soletrar nenhum código à atendente no ponto de venda.

Os smartphones permitem ainda a utilização de outros recursos para compor a transição entre on-line e off-line, como os “iBeacons”, que dialogam com os celulares via Bluetooth proporcionando interações microlocalizadas e transformando as lojas em centros de experimentação e engajamento.

A evolução crescente do mobile tem aberto novas oportunidades para o relacionamento entre marcas e consumidores. No Brasil, estamos tratando de um mundo que ainda ganha força. Não existe uma fórmula mágica para aplicar o on-line to off-line (o2o), mas as ferramentas necessárias já estão disponíveis e as marcas de vanguarda colherão os frutos do engajamento mobile.

Federico Pisani Massamormile é CEO da Hanzo

24/04/2015

http://www.proxxima.com.br/home/conectados/2015/04/24/Online-to-offline-a-nova-maneira-de-comprar.html