Ikea cria app que simula móveis na sala de casa

20 de Junho de 2017  

Ikea

A Ikea, empresa especializada na venda de móveis que prezam pela simplicidade, mostra que apesar de se notabilizar pelo baixo-custo de seus produtos não está parada no tempo. Em pareceria com a Apple, ela acaba de lançar um aplicativo que permitrá aos clientes visualizar como um item ficará na sala de casa por meio do dispositivo.

O ARKit permitirá que os consumidores filmem suas residências e usem o app para simular como o produto da gigante sueca ficará onde quer que eles desejem. “Este é a primeira tecnologia de realidade aumentada que permite tomar decisões de compra confiáveis”, defendeu Michael Valdsgaard, gerente de inovação digital da Ikea, ao site sueco Digital.di.

Valdsgaard disse que a previsão é que o dispositivo já esteja disponível para a estréia do iOS 11. Segundo o porta-voz, a empresa espera ter 500 a 600 produtos disponíveis na plataforma para o lançamento.

http://adnews.com.br/tecnologia/ikea-cria-app-que-mostra-como-moveis-ficarao-dentro-de-casa.html

Realidade aumentada é destaque entre as novidades do Facebook

 

18 de Abril de 2017

facebook

Começou hoje (18) o F8, conferência anual do Facebook para desenvolvedores, que acontece na Califórnia e se dedica a explorar o que existe de mais quente em termos de inovação e tecnologia para a plataforma. O CEO da rede social, Mark Zuckerberg, abriu a conferência com uma apresentação sobre como a câmera é a primeira plataforma de massa para realidade aumentada. E é justamente por isso que o Facebook anunciou a sua principal novidade no evento: a Camera Effects Platform.

O novo recurso dará aos desenvolvedores a oportunidade de construir ferramentas de realidade aumentada para a câmera, via aplicativo, e conectando as pessoas de maneiras diferentes.

Confira abaixo os anúncios mais importantes realizados pela empresa hoje:

Camera Effects Platform

Dentro de uma ideia de inovação aberta, o objetivo é que o conjunto de ferramentas criativas dê a comunidade de artistas e desenvolvedores o poder de criar efeitos para a nova câmera do Facebook, desde molduras simples de fotos até efeitos mais interativos e máscaras, usando o que há de mais novo em tecnologias de realidade aumentada.

A Camera Effects Platform inclui dois produtos: o Frames Studio e o AR Studio. O primeiro é um editor online, agora disponível globalmente, que permite criar molduras para as fotos de perfil ou para a nova câmera do Facebook. Já o segundo, agora aberto para aplicações beta, pode ser usado para criar máscaras, efeitos de script, molduras animadas e outras tecnologias de realidade aumentada que reajam ao movimento, ao ambiente ou às interações durante transmissões ao vivo.

Mais detalhes sobre a Camera Effects Platform podem ser encontrados aqui.

Facebook Analytics mais inteligente

Quem também traz novidades é o Facebook Analytics, produto gratuito para acessar dados demográficos e medir o comportamento de clientes em todos os canais. A ferramenta ganhou novos recursos projetados para a compreender e otimizar a jornada completa do cliente por meio dos canais usados para interagir com ele, como um aplicativo e um site. Para conseguir os KPIs, o sistema passa a usar um aprendizado avançado de máquinas e inteligência artificial para acompanhar insights como alterações em compras de uma nova versão do seu aplicativo ou variações no engajamento entre pessoas de diferentes cidades.

Facebook Spaces

Outra surpresa é o Facebook Spaces, um novo aplicativo de realidade virtual, que permite que você esteja com seus amigos em um ambiente virtual interativo, como se todos estivessem na mesma sala. O recurso foi lançado em beta hoje, apenas para o Oculus Rift. Com ele, é possível visualizar conteúdos disponíveis no Facebook em realidade virtual, incluindo vídeos em 360 graus e fotos que podem transportá-lo para novos lugares. O usuário ainda pode desenhar no ar com um marcador virtual, que permite criar qualquer coisa, desde um chapéu decorativo até um tabuleiro de jogo da velha.

Abaixo, outras novidades interessantes anunciadas hoje:

  • Uma nova área “Discover”, que permite encontrar bots de uma maneira intuitiva, diretamente da tela inicial do Messenger.
  • Extensões de bate-papo, permitindo que várias pessoas conversem com o mesmo negócio ao mesmo tempo. É possível agora adicionar um bot diretamente em um grupo, compartilhando a conversa e a experiência.
  • O assistente de inteligência artificial do Messenger, M, agora permite encomendar pedidos pelo site delivery.com. Por exemplo, se você estiver conversando com amigos sobre o que escolher para jantar, M irá sugerir fazer um pedido. Toda a experiência pode ser feita no Messenger, desde o pedido até o pagamento.
  • Novas funcionalidades para jogos no Messenger, incluindo bots de jogos.
  • Respostas inteligentes que ajudam páginas a responder às perguntas mais frequentes recebidas por pequenas empresas, como horário de funcionamento e detalhes de contato.

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Oito tendências de tecnologia e negócios para 2017

 

06 de Janeiro de 2017 11h – Atualizado às 11:06

digital

Uma mudança importante vem acontecendo nos últimos anos e impactando o mundo todo: o veloz crescimento da tecnologia e a rápida adoção por empresas e pessoas. A Singularity University, aqui nos Estados Unidos, definiu que estamos passando de um mundo linear e local para outro exponencial e global. Essa nova realidade nos obriga a mudar a forma como vemos as coisas, como pensamos e como reagimos.

A tecnologia já transformou a maneira como as pessoas interagem, tanto em suas vidas pessoais como profissionais (as chances de você ler isso em um dispositivo móvel, seja ele smartphone ou tablet, são enormes). As empresas não só precisam estar prontas para atrair e reter talentos que se sintam confortáveis com essas novidades, como também devem aprender que os seus negócios podem se beneficiar delas.

Mas você já deve ter ouvido falar de tudo isso, certo? A intenção desse artigo é mostrar oito tendências de tecnologia e negócios que já têm exemplos práticos no mercado e que impactarão todo o mercado nos próximos 12 meses. Vamos a elas?

1- Crescimento exponencial da tecnologia – Vamos vivenciar, de forma muito rápida, tecnologias de ponta se tornando cada vez mais acessíveis a custos mais baixos. Dessa forma, será possível desenvolver produtos e serviços melhores, gastando menos. Alguns exemplos de tecnologias que passarão por esse crescimento são: Inteligência Artificial, impressão 3D, robôs e drones, carros autônomos, realidades virtual e aumentada, bitcoin e blockchain, biotecnologia e outras.

2 – Acesso global à internet – A internet é a principal responsável pela transformação que descrevi acima e o seu crescimento não para. Ela levou 20 anos para chegar ao primeiro bilhão de usuários, apenas cinco anos mais para chegar ao segundo bilhão e mais quatro anos para o terceiro bilhão. Até 2020, ou seja, daqui três anos, a estimativa é que mais três bilhões de usuários sejam conectados à rede. São pessoas que nunca acessaram a web, nunca fizeram uma compra online e que trarão consigo novas ideias e demandas. Boa parte delas chegarão à WWW em 2017 e, com elas, novas oportunidades de negócios. A OneWeb, por exemplo, empresa americana focada em prover internet de alta velocidade de forma acessível para todo o mundo, prometeu acelerar o lançamento de “uma constelação de satélites” para 2017 e 2018 com o objetivo de atender essa demanda reprimida através destes equipamentos.

3 – Conectividade – Nos anos 1960, computadores eram recursos raros e muito caros para uma única pessoa possuir. Foi assim que o conceito de compartilhamento surgiu, para que um grupo de pessoas pudesse acessar um mesmo sistema em turnos. Hoje em dia, o fácil acesso à computação é representado por dispositivos conectados à internet e entre si. Assim, diversas empresas conseguirão criar ofertas de interação entre pessoas e coisas jamais pensadas antes – como hubs de automação doméstica com reconhecimento de voz que toca música, faz listas de afazeres e informa o clima, o trânsito e outros dados em tempo real.

4 – Inteligência Artificial – O acesso quase infinito ao poder da computação tem sido o principal catalisador para a grande evolução da Inteligência Artificial. Esta combinação de técnicas e algoritmos, sendo a mais proeminente o Machine Learning e uma de suas vertentes – o Deep Learning -, visa treinar máquinas para que tenham as mesmas capacidades que humanos, como raciocínio, planejamento, processamento de linguagem natural, percepção e inteligência geral. Neste sentido, o ambiente de trabalho em diversas indústrias verá a IA acontecer de fato em 2017, mas não para substituir trabalhos feitos pelas pessoas. Neste primeiro estágio, a máquina terá a função de aumentar as nossas capacidades cognitivas, principalmente pela tecnologia conseguir processar um volume de dados extremamente superior ao do ser humano.

5 – Disrupção da Indústria – Aqui, vou usar a música de exemplo. Há não muito tempo, para ouvir sua música preferida a qualquer hora você tinha que comprar um CD, com um álbum inteiro – que tinha por volta de 80 minutos, porque era o que cabia naquela mídia – e também ter onde reproduzi-lo. Para compartilhar essa música com alguém, você precisava emprestar a ela o seu CD. Todos os aspectos dessa descrição mudaram. Hoje você tem serviços de música por demanda e só ouve um álbum inteiro se quiser. E essas mudanças drásticas não são exclusivas da indústria fonográfica. Avanços enormes da tecnologia e das aplicações de negócio provocaram a disrupção da experiência das pessoas. E aqui não estou falando apenas da experiência do usuário final. Indústrias como um todo deixarão de existir e, cada vez mais, veremos uma mudança na forma como pensamos e interagimos com produtos e serviços em praticamente todos os segmentos. O que me leva ao próximo ponto.

6 – Evolução dos modelos de negócios – O acesso fácil à tecnologia está permitindo que novos modelos de negócio sejam testados de forma simples e barata. Grandes inovações acontecem em anos e não mais em décadas – e caminhamos rápido para meses ou semanas. Negócios de bilhões de dólares já foram criados em poucos meses. Quando esses novos modelos surgem, a tecnologia se torna parte fundamental da estratégia e as empresas precisam repensar as competências mais importantes e se reinventar. As organizações precisam – todas elas – identificar o valor de seus negócios, como precificá-los e então começar a promover mudanças na forma como vendem e cobram por seus produtos. Esse movimento não é fácil e não ocorre da noite para o dia. Mas em 2017 veremos cada vez mais empresas buscando uma cultura digital.

7 – Experiência Digital – As pessoas já têm experiências digitais em seu dia-a-dia, ao compartilharem seus dados com aplicativos como Uber ou Waze, para ter como benefício um serviço de transporte melhor. No trabalho, aplicativos de mensagens e vídeo, além de plataformas que permitem gestão de documentos, workflows, entre outros, possibilitam uma interação interdepartamental muito maior – independentemente de onde cada time esteja alocado. Dessa maneira, o processo de criar e compartilhar conhecimento está cada vez mais rápido. Com toda a informação gerada pela economia do compartilhamento, as empresas devem – e os consumidores esperam isso delas – identificar comportamentos e utilizar isso para achar valor em novos lugares. Os chatbots serão muito adotados no próximo ano, exatamente por serem uma resposta a essa demanda. As pessoas querem sanar suas dúvidas, procurar informações ou fazer suas reclamações da mesma forma que têm sua demanda por aquele produto ou serviço atendida: digitalmente.

8 – Mudanças na proposta de valor – Os dados são a força motriz por trás da próxima grande onda na busca por proposta de valor. É nesta combinação de dados com qualidade e inteligência que as empresas estão concentrando seus esforços tecnológicos, para aumentar o poder de suas redes, tornar a conectividade ilimitada e usar o poder de computação para coletar, agregar, correlacionar e interpretar dados e, com isso, levar melhorias incríveis para a vida das pessoas.

O principal desafio à frente é adaptar o mindset e o processo de decisão para esse novo mundo em transformação, já que a inovação e a disrupção podem vir de qualquer lugar, a qualquer hora. Além de focar em suas competências-chave, as empresas precisam aprender como usar a tecnologia como um adicional ao conhecimento que já tem em casa.

*Vicente Goetten é diretor executivo do TOTVS Labs

http://adnews.com.br/adarticles/oito-tendencias-de-tecnologia-e-negocios-para-2017.html

Confira 10 tendências de social media para 2017

05 de Dezembro de 2016 16h – Atualizado às 16:59

social

Com o intuito de enriquecer a visão do mercado com informações sobre consumo, desempenho e planejamento de mídia, a Kantar IBOPE Media acaba de compartilhar um estudo global da Kantar Media, com as dez tendências das mídias sociais para o próximo ano. Confira abaixo alguns dos principais insights da análise.

  1. Snap e Facebook: muito além do social – Diversificação como chave para o sucesso

Conquistar uma grande base de usuários de redes sociais já não é mais suficiente para as companhias que surgiram com foco neste segmento.

  1. Surfando a onda da “Realidade Aumentada” – O auge do ambiente web

Bastante popularizada a partir do fenômeno Pokemon Go, a chamada Realidade Virtual já chama atenção de diversos players do mercado de tecnologia — como Google, Apple, Facebook, Snap, Twitter e Amazon — e de veículos de mídia como o The New York Times.

  1. A revolução da distribuição de conteúdo – A era das experiências

A distribuição de conteúdo costumava ser bem simples. Mídias e marcas publicavam nos seus sites/blogs e compartilhavam estes conteúdos nas redes sociais. Este processo evoluiu intensamente e a proliferação de canais de comunicação exigiu das marcas o desenvolvimento de conteúdos específicos e abordagens customizadas para cada um deles.

  1. Os chatbots chegaram… mas não estão sozinhos – Iluminando o “dark social”

O movimento dos consumidores em direção ao uso massivo dos apps de mensagens já provoca, desde 2014, uma movimentação das marcas no mesmo caminho. Em 2016, os chatbots de atendimento – aplicativos que reproduzem códigos de conversas para gerar uma comunicação automatizada com os usuários – surgiram como outra grande tendência a se observar.

  1. O crescimento das redes de pergunta e resposta – Celebridades e influenciadores ao seu dispor

Começou na China e agora está se espalhando por outros mercados ao redor do mundo, a adoção em massa de serviços de Q&A que permitem o envio de perguntas para celebridades e influenciadores.

  1. Programas de influenciadores: aposta da moda ou sábio investimento? – A economia da confiança é mais que uma tendência

Em um cenário em que a identidade da marca não é mais restrita à sua própria mensagem, mas sim um reflexo das experiências coletivas de seus consumidores e fãs que seguem a companhia, a confiança é um atributo de suma importância. Neste contexto, o marketing de influenciadores se destaca. A linguagem moderna da confiança é engenhosa e, acima de tudo, alimentada por ótimas influências, classificações e críticas.

  1. Redes sociais e TV: o casal do futuro – Ponto de partida para uma nova geração de telespectadores

As redes sociais sempre tiveram um vínculo com o conteúdo de TV/vídeo. Agora, o fenômeno “Social TV” marca a união da televisão com essas mídias, por meio das milhões de pessoas que compartilham as suas experiências com outros telespectadores nas redes sociais.

  1. Fale! – Os assistentes virtuais querem antecipar os seus desejos

Nas pesquisas feitas na internet, as perguntas realizadas com recursos de voz dobraram de 2014 para 2015. A ferramenta é mais uma evolução nos mecanismos de busca na web, que hoje já permitem a personalização de resultados por geolocalização e até uma compreensão melhor da intenção dos usuários. A ideia é que as ferramentas de pesquisa de fato tragam respostas às perguntas dos usuários, e não apenas resultados de uma busca.

  1. Social commerce: quem será a galinha dos ovos de ouro? – Pinterest reivindica o trono

Ainda que as redes sociais tenham lançado recursos e ferramentas para facilitar a compra de produtos e serviços a partir de seus canais, a conversão ainda é complexa e apresenta resultados aquém das expectativas. Uma exceção parece ser o Pinterest. Uma pesquisa da Kantar Millward Brown relatou que 96% dos visitantes da rede social de compartilhamento de fotos usam o site para planejar uma compra, e 87% realmente fizeram uma compra depois de ver algo que apreciaram. Por isso, a capacidade do Pinterest gerar vendas é um importante diferencial da plataforma.

  1. Office War! – Tormenta para Slack e outros players

O mercado de ferramentas digitais para comunicação dentro das empresas ainda é muito fragmentado. Este é um setor que enfrenta desafios como a falta de compatibilidade entre diferentes recursos e a resistência de algumas companhias em adotar ferramentas sociais por considerarem que elas desviariam a atenção dos funcionários. No entanto, a crescente presença de Millennials na força de trabalho tende a mudar esse quadro — muitos deles veem as mídias sociais como a melhor maneira para romper as barreiras de comunicação, especialmente em grandes empresas.

Clique aqui para ver o estudo completo

http://adnews.com.br/social-media/confira-10-tendencias-de-social-media-para-2017.html

Mais experiências imersivas e objetos conectados

Se há uma coisa que diferenciou o CES 2016 dos outros anos é a escala. O evento desse ano foi de longe o maior de todos os tempos; 180.000 participantes e 20.000 novos produtos lançados por 3.600 expositores.

Para os publicitários, a explosão de dispositivos conectados no CES deste ano mostra o potencial poder da mineração de dados em escala, o que permite o setor de Out Of Home ter mais oportunidade de desenvolver experiências ricas, imersivas e mais pessoais para os consumidores.

Aqui estão algumas categorias de tecnologia da CES que são relevantes aos publicitários:

Tecnologia Wearable

A tecnologia wearable (tecnologia para vestir) é uma categoria que está bombando, com 20 por cento de crescimento anual do composto esperado durante os próximos cinco anos. Frequentemente utilizando um smartphone como um hub central de inteligência, os wearables estão se tornando mais acessíveis, seguros e relevantes.

O novo chip Curie da Intel (nomeado em homenagem à Marie Curie) é um processador minúsculo do tamanho de um botão que é barato o suficiente para ser produzido em massa e que pode ser incorporado em praticamente qualquer item de consumo. Além disso, o Memory Mirror da Intel é um dispositivo que pode transformar a experiência de compra nas lojas, permitindo que os clientes fiquem em frente ao espelho, se vejam em 360°, experimentem roupas e vejam as peças anteriores sem a necessidade de vesti-las novamente.

A Samsung demonstrou um novo relógio que não precisa de um telefone, já que ele tem sua própria conexão, enquanto que outros smart wearables da Fossil, Swarovski e Tag Heuer mostraram que esta tecnologia também pode ser fashion.

Este boom em wearables significa um maior crescimento de dados mais ricos, o que pode melhorar tanto o OOH clássico quanto as campanhas digitais. Dados mais ricos entregam melhores resultados, e aqui na Posterscope temos visto um aumento espetacular de até 200 por cento nos KPIs das marcas vs. áreas de controle.

Dispositivos de gravação de vídeo?

Dispositivos de gravação estão ficando mais baratos, móveis e com qualidade melhor. A GoPro desbancou a Polaroid, e agora a Polaroid está desbancando a GoPro. A Polaroid Cube é uma câmera HD de 35mm, que é a prova d’água, de alta qualidade, leve e pode ser acoplada em quase tudo.

A Ricoh lançou a câmera Theta S 360, que é do tamanho de um pequeno controle remoto de TV e contém duas câmeras olho de peixe. Agora, os usuários podem criar facilmente conteúdo HD em 360°.

Estes novos dispositivos podem oferecer aos publicitários uma incrível fonte de conteúdo de alta qualidade produzido por usuários, que pode ser contextualizado para qualquer tela, incluindo móvel, digital e OOH. Inventário digital e full motion DOOH estão em uma posição privilegiada para se tornarem uma plataforma de conteúdo em si, tanto para as marcas transmitirem seu material quanto para os usuários contribuírem com ela.

Experiências Imersivas: RV e RA

Novos produtos de realidade virtual e realidade aumentada oferecem às marcas e ao marketing experimental, em particular, a oportunidade de proporcionar experiências verdadeiramente imersivas para os consumidores.

Na extremidade inferior do mercado, o Samsung Galaxy RV oferece uma introdução acessível ao mundo da realidade virtual. O Oculus Rift será finalmente lançado este ano juntamente com novos produtos, como o Leap Motion, e as gigantes de realidade aumentada Magic Leap e Microsoft HoloLens.

Esta tecnologia permite às marcas e aos profissionais de marketing experimental proporcionar um storytelling interativo e imersivo, e isso já está acontecendo. Um exemplo é a agência experimental da Posterscope, psLIVE, que utilizou o Oculus Rift na estação Waterloo, em Londres, para fazer os passageiros atravessarem por tirolesa e corda bamba caminhos que levavam ao recém-inaugurado Center Parcs, uma aldeia recreativa localizada em Woburn Forest, estendendo o impacto da campanha de maneira divertida, agradável e tátil.

Carros Inteligentes

Nove Fabricantes de Equipamento Original automotivo (OEM) exibiram na CES suas séries de carros semiautônomos. Os publicitários precisam começar a considerar o carro como outro formato do meio digital – um dispositivo conectado para coletar dados de comportamento e entregar informação e mídia. Displays inteligentes com conectividade LTE e conteúdo personalizado foi um marco dos carros exibidos no CES.

Groupon e Chevrolet se uniram para fornecer aos motoristas acesso a todas as ofertas locais do Groupon disponibilizadas através do OnStar, serviço de navegação e conectividade da Chevrolet.

A partir do momento que os carros começarem a produzir mais dados, as agências de publicidade passarão a ser capazes de aumentar a personalização e melhorar a segmentação das campanhas, principalmente na mídia OOH.

Consequências para as agências de publicidade

O CES destaca três grandes consequências para a indústria de OOH. Primeiro, consumidores estão esperando experiências de alta qualidade em todos os lugares, tanto in como out of home.

Os publicitários precisam continuar a elevar seu jogo com a produção de experiências ricas de conteúdo de alta qualidade e imersivas. A realidade virtual está destinada a se tornar uma importante parte do ecossistema OOH, entregando experiências de qualidade ao consumidor.

Em segundo, os wearables fornecerão uma maior variedade de pontos de dados que os publicitários poderão contar. Finalmente, a mídia digital não estará apenas nos formatos que conhecemos. Qualquer coisa será uma experiência digital imersiva, de carros a provadores de lojas.

Os publicitários precisam pensar além dos formatos convencionais e tratar qualquer dispositivo conectado como uma oportunidade de se conectar com um ser humano.

Artigo encaminhado por Jeff Tan, Vice-presidente de estratégia da Posterscope USA – 21/021/2016

http://www.adnews.com.br/artigos/publicitarios-podem-esperar-mais-de-experiencias-imersivas-e-objetos-conectados