Transformação digital mudando comportamentos e a dinâmica do varejo e consumo

Que nenhuma outra indústria é tão afetada pela demanda do cliente quanto o varejo é óbvio. Sabemos que os clientes de hoje querem experiências de compras imediatas e fáceis, 24×7 – e querem isso para ontem.

O consumidor está cada vez mais conectado, comunicativo e rápido. Segundo uma pesquisa americana, o tempo médio para a população americana adotar uma nova tecnologia após o ano de seu lançamento no mercado tem diminuído rapidamente. Para se ter uma ideia, o televisor levou 26 anos. Já o PC, 16 anos, e a Web levou somente 7 anos, ou seja, menos de 1/3 do tempo do televisor. Ainda em relação aos americanos, a Web já está presente para 88% da população entre 16 e 64 anos. O Brasil não está “feio na foto”, aqui ela está presente em 67% da população desta mesma faixa etária.

A outra boa notícia é que os brasileiros conectados estão entre os mais ávidos usuários da internet, ficando nela aproximadamente 9h por dia, sendo 5h no PC e 4h no mobile. É claro que as redes sociais e o ambiente de trabalho têm influência direta nisso. Porém, segundo dados do Ebit, na categoria de bens de consumo houve um crescimento de vendas no e-commerce na ordem de 12% em 2018 e a previsão para 2019 e 2020 são de 19% e 18%, respectivamente.

Alguns movimentos chamam atenção em relação aos brasileiros no uso de tecnologia em suas jornadas de compra, tanto no digital quanto no físico. Destaco alguns:

  1. Experiência total: mais interação com o produto físico explorando o uso de realidade virtual, realidade aumentada e 3D. São as tecnologias que devem crescer em importância e relevância nos próximos anos.
  2. Tudo que vai, volta: mais facilidade no processo de devolução, tanto nas compras feitas pela internet, quando naquelas feitas pelos clientes em lojas físicas com entrega em domicílio. Neste tópico quero compartilhar uma recente experiência pessoal. Fiz uma compra no site de uma empresa americana de cosméticos e fiquei muito satisfeito com o lead-time de entrega, mas o que mais me chamou a atenção foi que junto com o produto veio um formulário para preenchimento caso tivesse algum problema com a compra, além das etiquetas já preenchidas com o endereço para a devolução e meu remetente. Simples e funcional.
  3. Descomplicado: mais facilidade no processo de compra, seja no digital – “one click” ou na redução da fricção em lojas físicas – equipes “multiskills”, autosserviço e, principalmente, agilidade no processo de pagamento. Uma das coisas mais frustrantes nos dias de hoje é chegar ao caixa e descobrir que eles não aceitam pagamentos com carteiras digitais, tais como ApplePay e SamsungPay.
  4. Na palma da mão: aumento de vendas via aplicativos de compras, principalmente se oferecerem algum benefício adicional para os consumidores, tais como frete reduzido ou grátis, descontos e programas de relacionamento e fidelidade.
  5. Especial para mim: consumidores ainda mais estimulados por promoções, desde que direcionadas e não massificadas.
  6. Inteligência artificial: atendimento e interação com consumidores humanizados, porém com suporte de robôs para aumentar a eficiência operacional e SLAs. Destacam-se aqui os conhecidos Watson, Leonardo, Siri, Carol e a Bia!

Segundo dados da Sales Force, o uso de inteligência artificial em vendas de produtos tem forte impacto. 83% das empresas reportaram aumento da retenção de clientes e, para 74%, a velocidade de vendas aumentou.

Do outro lado, também aumentam a expectativa dos clientes. 55% dos consumidores já esperam receber ofertas e serviços personalizados, 58% afirmam que a tecnologia mudou o que esperam das empresas e 51% acreditam que até 2020 as empresas vão antecipar as necessidades dos clientes.

A transformação digital também altera a forma que as empresas devem se comunicar com o mercado. As redes sociais, sites de comparação de preço e de varejistas monomarca são os mais representativos para inspiração de compras. No lado oposto, os mais insignificantes são e-mails marketing, imprensa e revistas digitais. Destaca-se a importância dos Youtubers, digital influencers e blogueiros “especializados”.

Os movimentos da transformação digital são bem-vindos e ninguém tem dúvida. Mas tenho que confessar que o lado esquerdo do meu cérebro me diz que as grandes tendências e mudanças no processo de compra devem estar mais na direção da eficiência operacional do que em experiências que não convertam em vendas.

Obviamente, os esforços omnichannel já existem há algum tempo, mas não posso dizer que todos tenham sido bem-sucedidos. A experiência de comprar online, optando por pegar o produto na loja, e chegando lá ninguém saber do pedido, ou de onde se encontra o pacote pode parecer cômico, mas é trágico e ainda muito presente em terras brasileiras.

O omnichannel funcional pode não ser uma das tendências mais sexy de transformação digital no varejo, mas é definitivamente a mais necessária no curto prazo.

Vamos fazer um wrap-up:

  • Consumidores estão deixando de comprar em muitas lojas físicas e abrindo espaço para os canais digitais. Eles não entram mais nas lojas apenas para conhecer produtos que não sabem se querem. Eles entram para viver a experiência ao redor daquele produto e comprar aquilo que já sabem que querem. A loja física precisa se reinventar.
  • Os diferenciais do varejo digital além do preço são aqueles que os consumidores mais buscam e quase nunca são entregues pelas lojas físicas. Atendimento e hospitalidade continuarão sendo o fiel da balança. E tudo isso acontecendo em um novo ponto de venda com muito mais diferenciais e opções para os consumidores. Essas transformações no varejo e no consumo já estão sendo trabalhadas em escalas globais.
  • A loja do futuro, ou futuro da loja, passa pela transformação do POS tradicional em PDX. E, o mais importante, com baixíssimo atrito e muita experiência para o consumidor.
  • A integração de canais e a ativação digital na loja possibilita adequar a jornada de compras do consumidor e com isso entregar uma experiência única. Porém, ainda existem barreiras culturais e econômicas para implantar todas as iniciativas e precisamos estar preparados para isso.
  • Lojas estão repensando seus formatos por conta da integração com o digital, custos, produtividade e necessidade rápida de expansão. As lojas inteligentes têm papel fundamental nesta estratégia. Porém é primordial que essas marcas de varejo sejam consistentes em suas propostas de valor e entreguem atributos relevantes para o consumidor para se diferenciar da concorrência.
  • O consumidor é digital, ele exige respostas rápidas, quer falar e ser ouvido.
  • As mídias sociais são, atualmente, as principais plataformas para uma comunicação efetiva com o seu cliente (relacionamento de marca, promocional, feedbacks, fans etc.).
  • A internet tende a estar cada vez melhor distribuída, em um futuro próximo, a todos e de graça.
  • Cultura de captura de dados é importante, mas o mais importante é ter a cultura de gestão e tomada de decisões baseadas em dados, conhecendo cada vez mais o seu cliente, e utilizando-os para buscar sempre a oferta mais assertiva. Lembre-se: dados vencem qualquer opinião.
  • Ousar e testar novos modelos para os negócios é importante para alcançar esse consumidor.

4 insights de tecnologia para ficar de olho nos próximos anos

 

28 de Abril de 2017 

Em 2017, o CES fez 50 anos e reuniu um público de mais de 165.000 visitantes, 3800 expositores e muita inovação. Observando os novos produtos e as tecnologias apresentados nos quatro dias de evento, O Google destacou quatro fortes tendências nas quais as marcas devem ficar de olho em 2017 e para os próximos anos.

  1. O futuro da interação entre homens e máquinas é a voz

As interfaces de voz amadureceram e estão se tornando uma excelente fonte sobre hábitos e preferências dos usuários. Essas informações são indispensáveis para criar interações mais inteligentes e personalizadas. Além disso, a possibilidade de conhecer em mais detalhes o que os usuários querem e precisam dá às marcas a chance de oferecer produtos mais eficientes e em sintonia com as necessidades de seu público.

O motivo para acreditarmos que a interação por voz é uma tendência que veio para ficar é simples: ela é extremamente eficiente, reduz atritos de compra e pesquisa e, principalmente, ajuda a democratizar o acesso à informação. Por exemplo, em média as pessoas conseguem escrever 40 palavras por minuto, mas são capazes de dizer 150 no mesmo intervalo de tempo. Além disso, podemos acessar os aparelhos sem sequer tocar neles, o que facilita muito a vida, cada vez mais multitarefa, que levamos. Outra vantagem que as interfaces de voz têm sobre outros métodos de interação é que elas são inteligentes e capazes de oferecer experiências personalizadas para cada um de seus usuários por meio da análise de elementos como quem está falando, onde a pessoa está, seu tom de voz e as palavras que usou, entre outras.

Os números confirmam esse movimento. Nos Estados Unidos, por exemplo, 20% de todas as buscas feitas no mobile já são por voz. Aqui no Brasil, o número de buscas contendo a expressão “OK, Google” cresceu mais de 85% em 2016.

  1. A internet das coisas encontra a inteligência artificial

Está cada vez mais difícil estabelecer uma fronteira concreta entre as indústrias de tecnologia, telecomunicações e manufatura. O limite entre elas vem se tornando progressivamente menos óbvio conforme os mais variados segmentos oferecem produtos físicos que trazem conectividade e soluções digitais, ou seja, a internet das coisas está cada vez mais presente nas nossas vidas.

Talvez você esteja pensando: “Ah, mas a internet das coisas já está aí faz um tempo…”, você está certo, mas diferença é que as “coisas” estão ficando cada vez mais inteligentes e independentes.

Por exemplo, não faz muito tempo, tudo que uma geladeira podia fazer era conservar os alimentos e gelar bebidas. Aí, surgiram os refrigeradores conectados à internet, que ofereciam receitas, lista de compras, acesso ao e-mail, previsão do tempo etc., por meio de um display na porta do aparelho. Bem, na CES 2017, fomos apresentados a um refrigerador com assistente pessoal que identifica os hábitos dos usuários para otimizar os ciclos de refrigeração durante o dia, avisa quando os produtos vão perder a validade e até mesmo compra on-line o que estiver faltando para você.

E a geladeira foi só um exemplo. De escovas que analisam a saúde do cabelo, passando por pijamas que ajudam a recuperação de atletas, chegando aos últimos lançamentos da indústria automobilística, a internet das coisas evoluiu e já não se limita à mera conectividade. Lado a lado com a inteligência artificial, ela aprende com os hábitos do usuário e oferece serviços e soluções personalizadas. Inclusive, muitos varejistas já estão concentrando seus esforços nas áreas de inteligência artificial e machine learning. Por exemplo, a página inicial do Ebay agora é para cada usuário e traz conteúdos selecionados com base nos aprendizados da inteligência artificial do site.

  1. Real e virtual: entramos na era da realidade mista

Nos próximos anos, o real e o virtual vão se misturar a ponto de virarem uma coisa só – a realidade virtual chegou com tudo mudando a forma como as pessoas experimentam o mundo. Hoje, o VR já reúne 90 milhões de usuários ativos e a estimativa é que esse número dobre até o final de 2018.

Na CES 2017, pudemos observar muitos exemplos do que vem por aí em relação ao uso da realidade virtual por diversos setores, como uma roupa de cama infantil que vira historinha quando filmada com o tablet, VR sendo usado no treinamento de atletas para a prevenção de lesões e jogos da NBA com lugares na primeira fila sempre garantidos, esteja o torcedor onde estiver.

O Google marcou presença nesse setor com o lançamento do Asus Zenfone AR, que traz a tecnologia Tango, que permite que o smartphone não só mapeie interiores – por exemplo, descobrir onde andares, paredes, tetos e móveis estão –, mas também reconheça a localização do dispositivo dentro desse espaço e a sua orientação. Em outras palavras, com a Tecnologia Tango, smartphones e tabletes enxergam em 3D, e isso permite que você não apenas projete objetos sobre uma imagem mas realmente substitua elementos por outros. Imagine que você vai redecorar a sua casa, usando o Cardboard, você poderia apagar o seu sofá velho da cena e testar um catálogo inteiro, como se realmente estivesse colocando os produtos na sua sala.

  1. Transportes inteligentes e sem motoristas

Quando o assunto é transporte urbano, os carros autônomos são a grande aposta da indústria automobilística para os próximos anos. As montadoras deixaram claro o quanto um futuro sem motoristas está próximo de se tornar realidade – já há até quem diga que o nome CES agora se refere a Car Electronics Show por conta da relevância que essa indústria vem conquistando na feira.

O recente AutoTrader Car Impact Study mostra que, atualmente, 46% dos millennials esperam que seus carros façam as mesmas coisas que seussmartphones.

O reflexo dessa aspiração já pode ser percebido no mercado no qual conectividade não é mais privilégio dos itens de luxo e vemos modelos de entrada equipados com GPS integrado, sensor de estacionamento e bluetooth de fábrica. Segundo o Gartner, são esperados 250 milhões de automóveis conectados à internet até 20.

No futuro, a proposta de valor dos carros será pautada cada vez mais em conectividade e serviços. O carro terá a mesma função que o avião e motoristas serão apenas passageiros. Além disso, com a evolução da conectividade veículo-para-veículo, as pessoas poderão planejar seu deslocamento em tempo real e de forma integrada e holística, incluindo todos os meios de transporte.

As tendências apresentadas, bem como a maior parte das inovações exibidas na CES 2017, têm um importante ponto em comum: todas geram um volume absurdo de dados que podem ser facilmente integrados via plataformas e algoritmos. Estamos diante de um amanhã em que as máquinas irão conhecer seus usuários tão bem que poderão prever suas necessidade e vontades e antecipar-se a elas. Como sua marca está se preparando para esse futuro?

Fontes:
1. Sundar Pichai – CEO Google no I/O
2. Dados Internos do Google
3. KZero Consulting
4. Digi-Capital
5. Dados internos do YouTube
6. KZero Consulting

Redação Adnews

http://adnews.com.br/adcontent/especial-google/4-insights-de-tecnologia-para-ficar-de-olho-nos-proximos-anos.html

Realidade aumentada é destaque entre as novidades do Facebook

 

18 de Abril de 2017

facebook

Começou hoje (18) o F8, conferência anual do Facebook para desenvolvedores, que acontece na Califórnia e se dedica a explorar o que existe de mais quente em termos de inovação e tecnologia para a plataforma. O CEO da rede social, Mark Zuckerberg, abriu a conferência com uma apresentação sobre como a câmera é a primeira plataforma de massa para realidade aumentada. E é justamente por isso que o Facebook anunciou a sua principal novidade no evento: a Camera Effects Platform.

O novo recurso dará aos desenvolvedores a oportunidade de construir ferramentas de realidade aumentada para a câmera, via aplicativo, e conectando as pessoas de maneiras diferentes.

Confira abaixo os anúncios mais importantes realizados pela empresa hoje:

Camera Effects Platform

Dentro de uma ideia de inovação aberta, o objetivo é que o conjunto de ferramentas criativas dê a comunidade de artistas e desenvolvedores o poder de criar efeitos para a nova câmera do Facebook, desde molduras simples de fotos até efeitos mais interativos e máscaras, usando o que há de mais novo em tecnologias de realidade aumentada.

A Camera Effects Platform inclui dois produtos: o Frames Studio e o AR Studio. O primeiro é um editor online, agora disponível globalmente, que permite criar molduras para as fotos de perfil ou para a nova câmera do Facebook. Já o segundo, agora aberto para aplicações beta, pode ser usado para criar máscaras, efeitos de script, molduras animadas e outras tecnologias de realidade aumentada que reajam ao movimento, ao ambiente ou às interações durante transmissões ao vivo.

Mais detalhes sobre a Camera Effects Platform podem ser encontrados aqui.

Facebook Analytics mais inteligente

Quem também traz novidades é o Facebook Analytics, produto gratuito para acessar dados demográficos e medir o comportamento de clientes em todos os canais. A ferramenta ganhou novos recursos projetados para a compreender e otimizar a jornada completa do cliente por meio dos canais usados para interagir com ele, como um aplicativo e um site. Para conseguir os KPIs, o sistema passa a usar um aprendizado avançado de máquinas e inteligência artificial para acompanhar insights como alterações em compras de uma nova versão do seu aplicativo ou variações no engajamento entre pessoas de diferentes cidades.

Facebook Spaces

Outra surpresa é o Facebook Spaces, um novo aplicativo de realidade virtual, que permite que você esteja com seus amigos em um ambiente virtual interativo, como se todos estivessem na mesma sala. O recurso foi lançado em beta hoje, apenas para o Oculus Rift. Com ele, é possível visualizar conteúdos disponíveis no Facebook em realidade virtual, incluindo vídeos em 360 graus e fotos que podem transportá-lo para novos lugares. O usuário ainda pode desenhar no ar com um marcador virtual, que permite criar qualquer coisa, desde um chapéu decorativo até um tabuleiro de jogo da velha.

Abaixo, outras novidades interessantes anunciadas hoje:

  • Uma nova área “Discover”, que permite encontrar bots de uma maneira intuitiva, diretamente da tela inicial do Messenger.
  • Extensões de bate-papo, permitindo que várias pessoas conversem com o mesmo negócio ao mesmo tempo. É possível agora adicionar um bot diretamente em um grupo, compartilhando a conversa e a experiência.
  • O assistente de inteligência artificial do Messenger, M, agora permite encomendar pedidos pelo site delivery.com. Por exemplo, se você estiver conversando com amigos sobre o que escolher para jantar, M irá sugerir fazer um pedido. Toda a experiência pode ser feita no Messenger, desde o pedido até o pagamento.
  • Novas funcionalidades para jogos no Messenger, incluindo bots de jogos.
  • Respostas inteligentes que ajudam páginas a responder às perguntas mais frequentes recebidas por pequenas empresas, como horário de funcionamento e detalhes de contato.

http://adnews.com.br/social-media/realidade-aumentada-e-destaque-entre-novidades-do-facebook.html

Samsung usa tecnologia para superar medos

 

30 de Dezembro de 2016 09h – Atualizado às 09:38

samsung

Com o objetivo de usar a tecnologia para auxiliar pessoas a vencerem seus medos, a Samsung estreou no Brasil a campanha global Launching People que busca estimular os consumidores da marca a ultrapassarem os limites rompendo barreiras e vencendo as adversidades.

A empresa aposta na ação #BeFearless, que usa a tecnologia de realidade virtual do Gear VR para ajudar as pessoas a encararem e vencerem suas tormentas pessoais. O foco está em duas fobias bastante comuns para a população: medo de altura e de falar em público.

Para isso, a Samsung desenvolveu aplicativos – disponíveis na Google Play Store – voltados especificamente para cada fobia e que possam ser utilizados para auxiliar, de fato, as pessoas a vencerem seus medos. Para fazer uso dos aplicativos, é necessário conectar o smartphone Samsung Galaxy compatível ao Gear VR.

Quem não tiver os aparelhos, poderá ter os aplicativos nas lojas oficiais da Samsung. Para saber mais sobre o passo a passo basta se cadastrar gratuitamente no site.

A nova campanha global Launching People, que contará com três fases, ficará no ar até março de 2017.  “Nós acreditamos que cada produto que desenvolvemos é um catalisador do potencial humano e todas as pessoas, sem exceções, podem impactar positivamente o mundo hoje com a tecnologia certa nas mãos”, afirma Andrea Mello, Diretora de Marketing Corporativo e Consumer Electronics da Samsung Brasil.

Editoria: tecnologia

http://adnews.com.br/tecnologia/samsung-usa-tecnologia-para-superar-medos.html

O Uber chega para todos

04 de Novembro de 2016 14h – Atualizado às 14:11

John Lynn

O mercado deve ligar o alerta quando um executivo da maior holding mundial da indústria de comunicação fala sobre a necessidade de mudanças cada vez mais rápidas nos mais diversos setores, incluindo a propaganda? Assistindo à apresentação de John Lynn, CEO e diretor regional da Young & Rubicam e Wunderman América Latina, durante o El Ojo, parece que sim. O publicitário subiu ao palco da principal sala de conferências do Hilton, em Buenos Aires, para falar sobre inovação com a palestra “A todo mundo chega seu Uber”.

Para Lynn, a revolução tecnológica não mudou as predileções e sentimentos humanos, mas transformou profundamente o comportamento das pessoas, especialmente na última década. “O ser humano sempre quis flertar, fazer network, ser popular, dizer boatos e se apaixonar, mas agora faz isso de uma maneira muito mais digital”, explica. Em sua visão, as agências precisam se precaver para não sofrer uma espécie de “efeito Uber”, que seria equivalente a perder terreno para um negócio mais disruptivo. “Temos que ajudar nossos clientes a serem cada vez mais relevantes na vida dos consumidores”, acredita.

Ganhar importância e se posicionar como um parceiro para as pessoas, segundo Lynn, requer basicamente três direcionamentos básicos: entender que o nosso DNA digital está em constante evolução, perceber que as marcas não devem mais simplesmente anunciar, mas se relacionar com o público e, por último, saber que “estamos pedindo aos irmãos Wright que pilotem um moderno boing 747”. Esse último tópico diz respeito ao talento que continua sendo essencial, mas que é necessário trabalhar com novas ferramentas.

Entre diversos outros insights, Lynn explicou como a hiperconectividade acelera a participação do consumidor, horizontaliza a relação entre pessoas e empresas e ao mesmo tempo faz com que todos se multipliquem em cinco para gerar ou receber conteúdo. “Agora os consumidores não são mais passivos diante da comunicação das marcas”, ressaltou. Sobre as ferramentas para estabelecer essa conexão, ele explicou que em muitos casos a experiência real supera a virtual. Para exemplificar, o publicitário exibiu nos telões a campanha “Actual Reality” criada pela Y&R da Nova Zelândia para a Jaguar.

Lynn prosseguiu a palestra dizendo que as marcas precisam urgentemente seguir os princípios básicos que as tornam mágicas. Como um case que segue essa filosofia, o executivo mencionou a campanha “Segredo”, criada pela Y&R Brasil para a Bic. A marca criou uma dinâmica, quase uma pegadinha, no Colégio Santo Amaro no Rio de Janeiro, na última prova do ano. A surpresa? Os pais que participariam de uma reunião escolar também foram colocados à prova e tiveram que responder as mesmas questões do teste que seus filhos faziam na sala ao lado.

Para fechar seu raciocino, Lynn afirmou que todo mundo recebe seu Uber, mas sobrevivem apenas aqueles que decidem mudar ao invés de ficarem parados. Antes dos aplausos entusiasmados da plateia, o publicitário finalizou a apresentação com uma frase de Albert Einsten para a reflexão do público: “A mente é como um paraquedas, só funciona quando está aberta”.

http://adnews.com.br/adfestivals/el-ojo/2016/o-uber-chega-para-todos.html

Itaú e Veja presenteiam leitores com óculos de realidade virtual

27 de Setembro de 2016 10h – Atualizado às 10:50

itauveja

Em ação idealizada pela Africa em parceria com a Editora Abril, o Itaú distribuiu óculos de realidade virtual para assinantes da Veja. A revista que saiu nesse fim de semana levou essa novidade para 10 mil assinantes, que contaram com o recurso para ver as matérias editoriais com conteúdos virtuais, em 360º, preparados especialmente para a edição. Além disso, houve na revista um filme do Itaú produzido para a ação.

A distribuição foi viabilizada com a participação do Abril Big Data (ABD), que selecionou a base de pessoas que foram contempladas pela iniciativa. “Mais uma vez o Itaú e a Veja juntos num projeto extremamente inovador. Esse é o DNA do Itaú e da Africa, buscar incansavelmente tudo que traduza inovação pra marca”, comenta Francisco Custódio, diretor geral de mídia da Africa.

Os conteúdos foram acessados por meio da tecnologia mobile view, com o aplicativo Blippar, apontando a câmera do celular para as páginas da revista, e é possível assisti-los com ou sem os óculos. Assim, todos os leitores de VEJA puderam aproveitar o conteúdo. “Realidade virtual é a última palavra em tecnologia de entretenimento e informação, e VEJA e Itaú trazem esse recurso de forma pioneira no Brasil em uma revista impressa. Viabilizar essa grande inovação para o meio revista enriquece a experiência do leitor, pois traz conteúdos que se complementam no impresso e no digital”, afirma Andrea Abelleira, diretora de Marketing da Abril.

“Com este projeto, queremos trazer novas perspectivas de se vivenciar o conteúdo da marca. É nosso DNA apostar verdadeiramente na inovação e na transformação a partir da tecnologia. Nossa parceria histórica com VEJA sempre foi pautada por surpreender os leitores de um jeito relevante e inspirador. Chegou a hora de darmos mais um passo juntos nessa direção”, complementa Eduardo Tracanella, superintendente de Marketing do Itaú.

6 reflexões sobre o sucesso de Pokémon GO

15 de Julho de 2016 12h – Atualizado às 12:44

pokemongo

Os últimos dias foram marcados por um fenômeno global que ultrapassou os limites do mundo da tecnologia e dos games para tomar a internet, o marketing e a vida das pessoas: Pokémon GO.

O sucesso lançado há uma semana balançou o mundo digital e se tornou o foco de discussões sobre realidade aumentada, geolocalização, publicidade online e até riscos reais como pessoas sendo atropeladas nas ruas por andarem distraídas demais brincando de capturar os personagens.

O viral já conseguiu inclusive ultrapassar ninguém menos que o Facebook com relação ao tempo em que os usuários passam no aplicativo, de acordo com um levantamento da empresa Sensor Tower divulgado nesta semana.

Diante de tamanho sucesso, o site espanhol Marketing Directo propôs algumas reflexões sobre os motivos pelos quais o relançamento de um clássico dos anos 1990 conseguiu “quebrar a internet” e impactar em diversas áreas. Confira abaixo:

1. Pokémon GO é um game que não prende seus jogadores em casa, forçando-os a ir às ruas

Difente de outros jogos, que confinam seus jogadores em suas casas diante de telas, Pokémon GO obriga as pessoas a ocuparem as ruas. Não apenas para capturar animais como também para protagonizar batalhas, correr atrás de recompensas e incubar ovos. O sedentarismo de muitos que viviam confinados em suas casas graças aos jogos de videogame pode estar com os dias contados graças a Pokémon GO.

2. A nostalgia é uma arma “marketeira” de atração massiva

Pokémon GO traz consigo uma marca icônica que marcou a vida de muitos jovens que cresceram nos anos 90. A nostalgia, neste caso, é uma arma poderosíssima nas mãos dos criadores do jogo, já que os adultos de hoje, todos devidamente equipados com celulares de última geração, podem matar as saudades da infância. Pokémon foi um fenômeno cultural na década passada e revivê-lo vem se mostrando uma boa estratégia de marketing.

3. Bem feita, a realidade aumentada pode ser fonte de muita diversão

Durante anos a realidade aumentada, que implica na inserção de elementos virtuais em locais físicos, tem sido chamada de “a irmã pobre” da realidade virtual. Graças a Pokémon GO, a tecnologia está deixando de lado tal fama e se mostrando muito mais rica do que se poderia supor.

4. A geolocalização finalmente se mostra potente para além do Google Maps

Os serviços de geolocalização estão presentes no mundo digital há algum tempo. Ainda assim, a tecnologia ainda não vinha ganhando aplicações significativas para além dos serviços de mapas e transportes. No caso de Pokémon GO, o que vemos é a utilização do recurso como elemento principal do produto de forma efetiva.

5. Pokémon GO obriga as operadoras de telefonia móvel a não descansarem

A qualidade nas conexões móveis é assunto constantemente discutido, e que geralmente tira os usuários do sério, sobretudo nos países em desenvolvimento. Para funcionar adequadamente, Pokémon GO exige estar conectado a uma rede de boa qualidade. Diante do sucesso do game, as operadoras se vêem obrigadas a tratar de reparar suas deficiências e entregar um serviço melhor a seus clientes, caso não queiram perder dinheiro.

6. O mundo está conectado e não quer se desconectar

Apesar de Pokémon GO estar disponível apesar em poucos países até agora, usuários ao redor do mundo estão correndo atrás de tudo quanto é recurso para poder ter acesso ao jogo. A globalização da conversa sobre o game é uma prova de que, em uma era tão conectada, não há sentido algum em manter barreiras geográficas.

http://adnews.com.br/tecnologia/6-reflexoes-sobre-o-sucesso-de-pokemon-go.html