Clique e retire é o principal atrativo para o consumidor brasileiro

O site Mobile Time, em parceria com a empresa de pesquisas Opinion Box fizeram um estudo sobre comércio online. O Panorama Comércio Móvel no Brasil analisou os dados de 2115 brasileiros e revelou que em três anos as compras por smartphones cresceram de 62% para 82%. Esse número é ainda mais significativo quando se fala da de consumidores com maior renda, chegando a 90% nas classes A e B e 79% nas classes C, D e E.

Entre as preferências dos consumidores, as redes sociais se mantém em destaque, com 61% dos entrevistados afirmando fazer encomendas via WhatsApp, sobretudo nas classes C, D e E e 41% através do Facebook Messenger. Além do aumento do consumo digital, o brasileiro se mostra muito satisfeito (46%) com relação às suas compras.

Entre as funcionalidades preferidas dos consumidores em aplicativos móveis, a compra online e retirada na loja física está em primeiro lugar, com 48% da preferência. Essa nova modalidade se dá pela integração das lojas físicas com loja online para oferecer a melhor experiência de compra ao usuário.

Em segundo, os entrevistados afirmam que a navegação gratuita é essencial dentro do comércio móvel. Por isso, oferecer wi-fi gratuito dentro das lojas físicas ou permitir a navegação sem cobrança de dados são fatores de grande valor na hora de oferecer um app.

Os consumidores mais resistentes, que nunca compraram pelo celular, justificam sua rejeição com a falta de confiança (31%), por gostar de provar e ver o produto antes (30%) e o fato de não possuir cartão de crédito (24%).

Compras online e mobile ultrapassarão R$ 270 bilhões em 2020

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A aquisição de produtos e serviços à apenas alguns cliques deve movimentar mais de R$ 270 bilhões no Brasil, segundo estimativas da Ipsos que prevê crescimento de 18% nas compras online no próximo ano e de 17% em 2020. Já as compras via smartphone devem aumentar 35% em 2019 e 34% no ano seguinte, montante de R$ 103 bilhões.

Entre as empresas que apostam no movimento está a varejista Magazine Luiza que no quarto trimestre do ano passado, a participação do comércio eletrônico no total das vendas subiu para 32,3 % ante 26,4 % um ano antes.

O cenário é promissor. Nos primeiros quatros meses, o país superou a marca de um smartphone por habitante, são 220 milhões. Num total de 92% da população que prefere navegar pelas redes sociais e fazer compras online pela telinha.

Cenário

Do valor total gasto online (últimos 12 meses):

62% foram em sites brasileiros por meio de app ou website

16% em market places via app ou website

13% em sites estrangeiros por meio de app ou website

9% via redes sociais

Participação dos gastos online por tipo de dispositivo (últimos 12 meses):

65% se deram via desktop, notebook e laptop

14% via smartphone

5% via tablet

Motivos para projeções de aumento dos gastos online (próximos 12 meses)

Conveniência na hora de comprar online (63%)

Mudança no rendimento disponível (46%)

Aumento no número de plataformas de comércio online (32%)

Mudanças na economia (25%)

Top 5 das categorias de produtos adquiridos online (últimos 12 meses)

65% calçados e acessórios

55% equipamentos eletrônicos, computadores/tablets/smartphones

51% eletrodomésticos, utensílios domésticos e móveis

50% produtos de beleza e cosméticos

44% ingressos para cinema, teatro, shows e eventos esportivos

O levantamento foi realizado pela PayPal em parceria com a Ipsos,, é a quarta edição de sua pesquisa “Perfil do Consumidor Online”. No total, foram ouvidas mais de 34 mil internautas em 31 países.

http://adnews.com.br/internet/compras-online-e-mobile-ultrapassarao-r-270-bilhoes-em-2020.html

Sobre o coração elástico dos jovens e as oportunidades para as marcas

28 de Junho de 2017

A Viacom International Media Networks (VIMN) divulgou há alguns dias o seu mais novo estudo, realizado com jovens entre 16 e 24 anos, o que representa cerca de 16% da audiência total das marcas da empresa. Os dados foram examinados sob o olhar de uma nova realidade da juventude ao redor do mundo, analisando seus objetivos individuais e coletivos, além das estratégias que escolhem para sobreviver e prosperar em situações difíceis. Para desenvolver a pesquisa, foram entrevistados mais de sete mil jovens em 14 países diferentes, incluindo Brasil, Austrália, África do Sul, México e Estados Unidos, por meio de um questionário online.

O estudo revela características importantes presentes nos jovens de hoje, como confiança, inquietude, autenticidade e sensibilidade. “Cada vez mais precisamos entender o que a nossa audiência pensa e espera do mundo. Com a ‘Youth in Flux’, conseguimos captar a essência da juventude, seus anseios, objetivos e maneiras como veem e levam a vida”, diz Christian Kurz, Vice Presidente Sênior de Global Consumer Insights da Viacom. Confira abaixo alguns insights do estudo:

Amor e ódio pelas redes sociais

Apenas 21% dos jovens não sentem dificuldades em blindar-se das notícias ruins e, mais da metade deles (53%) dizem que têm uma relação de amor e ódio com as redes sociais. No Brasil, os números são ainda mais impressionantes: apenas 11% não têm problemas em ignorar notícias ruins, e 62% afirmam ter uma relação de amor e ódio com as redes sociais. O momento turbulento do país e as notícias de corrupção que ganham destaque todos os dias nos jornais contribuem com isso? É bem provável. Outro traço interessante da pesquisa é que os jovens são unicamente eles mesmos – e amam isso: a grande maioria dos pesquisados (96%) sente-se confortável sendo como são. Por aqui, o número aumenta um pouco, chegando a 97%.

Emocionais, inclusivos… Mas também realistas

Os jovens pesquisados (95%) preferem seguir seus corações, emoções, em vez da razão. No Brasil, 87% concordam com essa afirmação – colocando-os ligeiramente mais do lado da razão do que a média global. Além disso, esta juventude é otimista sobre um futuro mais inclusivo… Mas também realista: Quase todos os respondentes são guiados por esse conjunto de palavras ‘viva e deixe viver’. Por volta de dois terços dos participantes da pesquisa (63%) dizem buscar inspiração em pessoas capazes de se libertar de percepções ultrapassadas de gênero, raça, religião e demografia. No Brasil, esse pensamento atinge 69% dos entrevistados. Por outro lado, apenas 36% deles se sentem confiantes de que esta geração será menos julgadora, se comparada às outras.

Os jovens têm corações elásticos

A pesquisa ‘Youth In Flux’ também revelou três estratégias de vida que estes jovens praticam: “Autenticidade, sensibilidade e inquietude” (“Unapologetic, Sensitive, and Restless”). Eles buscam alternar essas estratégias de forma fluída, de acordo com o contexto em que estão inseridos. Segundo a interpretação dos dados da pesquisa, os jovens têm “corações elásticos”. Combinadas, essas três diferentes estratégias formam um sistema para lidar com as dificuldades diárias, com 90% deles dizendo que podem alternar perfeitamente entre uma estratégia e outra (93% BR).

Eles são “de verdade”

A despeito das críticas de parte do público sobre como os jovens buscam “maquiar” suas vidas através das redes sociais, na visão deles a autenticidade é uma busca. Para eles, essa estratégia de vida é baseada em se apoderar do que é verdadeiro/genuíno e não fingir ser alguém que não é (84%, 86% BR); eles também têm orgulho de quem são e não têm medo de se expressar (81%, 87% BR); além disso, apreciam pessoas que não têm medo de mostrar suas vulnerabilidades e seu “lado feio”, segundo 77% dos entrevistados (73% BR). Atenção para este último dado, que é absolutamente interessante para marcas, por uma questão muito evidente: um discurso fake pode ser mortal na estratégia de uma campanha.

A galera acredita no poder da empatia

Por mais tecnológicos que sejam, os jovens desejam construções de relações significativas e a intimidade com família e amigos. Além disso, querem voltar aos dias em que as pessoas tinham mais tempo para se importar uns com os outros (80%, 88% BR). Eles também acreditam que é importante contribuir com algo positivo para o mundo (84%, 93% BR) e respeitam as pessoas que se colocam no lugar das outras (84%, 93% BR).

Geração “a milhão”                            

Os inquietos são os focados em trabalhar pesado, tentar com todas as forças alcançar seus objetivos e serem os primeiros – e os melhores- sem perder tempo. Como resultado do estudo, 82% dos pesquisados não querem nunca perder tempo em um mundo que tem tanto a oferecer, com tantas possibilidades (90% BR); eles também são motivados por elogios, que tornam suas vidas melhores (82%, 87% BR) e, por fim, eles admiram pessoas que perseguem seus sonhos e estão dispostas a fazer qualquer coisa para alcançá-los (88%, 91% BR).

Para mais informações da pesquisa Youth In Flux e outros estudos da VIMN, visite: https://insights.viacom.com/.

Redação Adnews

http://adnews.com.br/adcontent/adyouth/sobre-o-coracao-elastico-dos-jovens-e-oportunidades-para-marcas.html

Mais de 5 bilhões de pessoas usam celular no mundo, aponta pesquisa

Por Douglas Ciriaco - 16 jun 2017 — 10h37

Quantas pessoas você conhece que não possuem um dispositivo móvel? Seja um celular comum ou um dispositivo inteligente, parece cada vez mais difícil encontrar alguém que não conte com ao menos uma opção de comunicação portátil, e uma pesquisa divulgada na última quinta-feira (15) transformou essa impressão em números.

Segundo dados levantados em parceria pelo Hootsuite e pelo We Are Social, mais de 5 bilhões de pessoas utilizam algum tipo de dispositivo móvel no mundo atualmente, porção correspondente a 67% da população mundial. Se a frieza dos números não é o suficiente para denotar a penetração dos mobiles, talvez um comparativo ajude.

Atualmente o mundo conta com 7,5 bilhões de pessoas e “apenas” 51% desse total têm acesso à internet — 3,8 bilhões. Comparando, então, temos no mundo hoje mais usuários de telefones celulares do que de internet. Outro dado curioso revelado pela pesquisa é que, do montante de 5 bilhões de pessoas com dispositivo móveis, 4 bilhões (80%) utilizam smartphones.

Facebook reina soberano

Indo para o âmbito das redes sociais, a pesquisa revela que 2,895 bilhões de pessoas no mundo hoje são usuários ativos de redes sociais. E o Facebook concentra maior parte dessa estatística com 1,938 bilhão de usuários mensais ativos. Na China, porém, a rede de Zuckerberg não decolou, e a principal plataforma utilizada lá é o WeChat, com mais de 870 milhões de utilizadores

https://www.tecmundo.com.br/celular/117849-5-bilhoes-pessoas-usam-celular-mundo-pesquisa.htm

O Futuro dos Vídeos Mobile

 

30 de Março de 2017

futuro mobile

Uma pesquisa recente apontou que 49% dos vídeos assistidos online na América Latina foram exibidos em smartphones (37%) e tablets (12%). Ainda assim, li esses dias que a era do ‘Mobile Video’ ainda está engatinhando no Brasil. De fato, apesar de já estar bem claro que, no mobile, a publicidade em vídeo é um dos formatos preferidos dos anunciantes e dos consumidores, conforme falamos aqui, ainda temos muito que aprender.

As agências e os anunciantes ainda estão aprendendo a se comunicar por meio de vídeos que são exibidos em dispositivos mobile com telas menores e plano de dados limitados, estão aprendendo que, nesta plataforma, 30 segundos é muito tempo, estão aprendendo que no mobile a mensagem é entendida de maneira mais rápida – 34% da mensagem é entendida em 5 segundos, e 74% em 10 segundos – e estão aprendendo que dá para fazer mais com menos, já que que os consumidores estão abertos a produções mais simples pois estão sendo impactados o tempo todo por seus amigos e familiares fazendo vídeos do sofá de casa ou de dentro do carro.

O mercado em geral está aprendendo que o conteúdo, a criatividade e a adaptação ao meio são os maiores fatores de sucesso. Mas então, se nós temos que nos adaptar ao meio, por que ainda não estamos produzindo vídeos verticais?

Tem um monte de gente que já tem a resposta pronta: Vídeos foram feitos para serem vistos horizontalmente porque o nosso campo de visão é horizontal, as telas de cinema e as TVs são horizontais e etc. Ok, vamos nos lembrar por um momento de que as TVs já foram quadradas e que as telas pequenas e verticais, como as telas dos nossos celulares, são vistas em sua totalidade pelo nosso campo de visão ‘horizontal’, inclusive, com menos interferência da nossa visão periférica.

Apps como Snapchat, Periscope, Instagram tornaram o vídeo vertical uma realidade e os milhões de usuários destas redes não parecem se incomodar com isso. Até o Facebook e o Youtube aceitaram o fato e desde 2015 dão suporte aos vídeos verticais e, nesta semana, o Stories do Facebook foi lançado, ou seja, teremos ainda mais usuários produzindo e assistindo vídeos verticais.

Os smartphones mudaram a maneira como nos conectamos com os nossos amigos, mudaram os hábitos de consumo dos consumidores, mudaram o comportamento das pessoas e também mudaram a forma como vemos e gravamos vídeos. Os smartphones foram projetados para serem utilizados verticalmente e com uma mão só, visto que a experiência do usuário fica mais cômoda e prática desta forma. As pessoas simplesmente não giram seus celulares. Quando foi a última vez que você flagrou um amigo percorrendo o feed do Facebook/Instagram ou digitando uma mensagem no What’s App segurando o celular horizontalmente?

Entendemos que os usuários estão dispostos a usar o celular na horizontal para ver ou fazer algo que seja do interesse deles, jogar um game mobile, por exemplo, ou assistir ao Netflix. Porém, girar o celular para ver um anúncio é mais difícil de acontecer, segundo o Snapchat, os anúncios de vídeos verticais tem 9x mais views do que os anúncios de vídeos horizontais.

Aparentemente, até hoje, nada de muito espetacular foi gravado verticalmente, mas talvez seja porque ainda não existisse o incentivo correto para que os vídeos verticais fossem bem produzidos e editados. Os consumidores amam vídeos verticais. Quer um incentivo melhor que este?

Se você pensar bem, o layout vertical tem sido utilizado há bastante tempo. Belas obras de arte, praticamente todos os livros e revistas, inúmeras intervenções artísticas revolucionárias dos últimos 200 anos.

Os vídeos verticais já estão dominando grande parte do ambiente mobile e é melhor as marcas e as agências começarem a se preparar para as oportunidades e os desafios envolvidos, é uma forma diferente de se pensar, mas pode ser muito poderoso e gratificante, se bem feito. E enquanto engatinhamos em vídeos mobile e continuamos produzindo vídeos horizontais, talvez seja melhor escolher o momento que o celular já está na horizontal, assim “poupamos energia” dos consumidores e garantimos que o vídeo seja exibido da maneira correta

http://adnews.com.br/adarticles/o-futuro-dos-videos-mobile.html

O giro no mundo mobile: do horizontal ao vertical

06 de Março de 2017  

Mobile

Não é mais novidade que o digital trouxe uma velocidade ainda maior para as transformações. Novos hábitos, formas de agir e pensar surgem quase que diariamente e é preciso estrar preparado para se adaptar no mesmo ritmo das mudanças. Entretanto, mais do que rápidas transformações, podemos dizer que o mundo girou. O fato de estarmos 100% do tempo conectados aos smartphones nos impõe uma alteração de ângulo e ponto de vista deixando para trás a visão horizontal e ingressando no olhar vertical.

Esta mudança de comportamento dos consumidores por conta da força do mobile e a preferência dos usuários pelo consumo de vídeos, exige dos anunciantes e marcas, a compreensão de que é fundamental incluir no mix de publicidade mobile, formatos focados em vídeo, especialmente os mais inovadores como, o vertical e 360º. Segundo levantamento do MOVR – Mobile Overview de 2014, os usuários de smartphones mantêm seus telefones verticalmente por 94% do tempo.

Abaixo menciono cinco razões para as marcas investirem neste formato de publicidade:

1)  Pessoas costumam usar o celular na vertical – estamos historicamente condicionados a usar os smartphones dessa maneira, sendo um formato mais fácil de consumir conteúdos.

2)    Redes sociais também aderiram à tendência – depois do crescimento do Snapchat, – que já utiliza esse formato de vídeo- outras redes sociais (Instagram, Facebook, Twitter e YouTube) também o adotaram, atendendo as necessidades dos usuários.

3)    Mídias sociais são mais acessadas pelo celular – antes uma marca ter um site na versão desktop e mobile era considerado uma enorme vantagem competitiva em relação aos concorrentes. Hoje em dia tornou se praticamente uma obrigação. Segundo pesquisa do comScore’s ‘Cross-Platform Future in Focus 2016’, quase 80% das pessoas acessam as mídias sociais por algum dispositivo móvel e 61% acessam apenas em smartphones.

4)    Experiências mais envolventes – quando se trata de assistir a vídeos ao vivo, por exemplo, os espectadores que seguram os celulares verticalmente podem se envolver com reações e comentários de uma forma mais natural e profunda.

5)    Vídeos verticais possuem maior taxa de conclusão – cada vez mais, as marcas possuem insumos que comprovam o maior engajamento em anúncios em vídeo vertical. O Snapchat fez uma pesquisa interna informando que as taxas de conclusão de vídeo vertical em tela cheia eram nove vezes maiores do que a dos anúncios em vídeos horizontais. O estudo InMobi mostra, ainda, que 80% dos usuários assistiram o vídeo vertical até ao final, gerando o dobro de engajamento.

Outro formato que vem agradando tanto as marcas como os usuários são os vídeos nativos. São menos evasivos, geram maior engajamento e relevância, podendo ser uma poderosa estratégia para contar histórias.O gasto em publicidade de vídeo móvel dos EUA está previsto para alcançar US$ 8 bilhões até 2019.  Por isso, as agências e marcas precisam entender esta mudança de olhar e se adaptarem as novas necessidades do consumidor. O mundo mobile girou. Será que todos estão preparados para isso?

Alberto Pardo é CEO e fundador da Adsmovil

http://adnews.com.br/adarticles/o-giro-no-mundo-mobile-do-horizontal-ao-vertical.html

Novo trabalho da 65/10 evidencia as Mulheres (In)visíveis

 

19 de Janeiro de 2017 

65/10

Pelos dados do IBGE é fácil fazer um retrato da mulher brasileira: negra de cabelos crespos e acima do peso. Para confirmar que é muito incomum ver uma mulher como esta na publicidade, a consultoria 65/10 promoveu, em conjunto com o Grupo ABC, a pesquisa Mulheres (In)visíveis que analisou posts das 10 marcas brasileiras mais curtidas do Facebook. O resultado, infelizmente, não foi surpreendente.

Mulheres em geral são menos vistas como protagonistas de publicidade do que homens. Mulheres negras, crespas, lésbicas, trans e gordas aparecem menos ainda, segundo o estudo que você pode ver no site http://mulheresinvisiveis.com/. O que existe é um reforço do estereótipo da beleza idealizada em corpos brancos, magros, cisgênero, de cabelos lisos e hipersexualizados. Não é à toa que 65% das mulheres brasileiras dizem não se identificar com a forma que são retratadas na publicidade.

Mulheres gordas

Brasil: 48% das brasileiras acima do peso.

Publicidade: menos de 3% das mulheres retratadas são gordas.


Fluvia Lacerda, Capa da Playboy de verão, em foto de seu Instagram

Mulheres negras

Brasil: 53% dos brasileiros são negros.

Publicidade: apenas 26% das mulheres retratadas são negras.


Karol Conka em anúncio da Avon

A orientação sexual e a identidade de gênero também passaram esquecidos pelos mais de 100 posts pesquisados para o Mulheres (In)visíveis e aqui o problema vai para além da imagem, afinal não é possível definir uma pessoa LGBT pelo que vemos e sim por declaração. Conclusão: apenas uma marca explorou o tema ao retratar um casal de mulheres lésbicas.

Não retratar mulheres como elas realmente são gera um problema de negócios para os anunciantes que não conseguem se conectar com seu público e também é uma forma de violência, pois exclui todas essas mulheres do retrato social que é a mídia de massa. “Quando não as enxergamos, não enxergamos seus problemas e assim deixamos de pensar em soluções e melhorias para todas essas pessoas”, complementa Maria Guimarães, uma das fundadoras da 65/10.

“O projeto Mulheres (In)visíveis deve crescer em 2017 para que juntos possamos pensar mais sobre o casting, sobre representatividade, sobre como escolher modelos e fotos de bancos de imagens.” revela Thaís Fabris, a outra sócia da 65|10. “E, assim, poderemos começar a responder uma pergunta que vai permear o próximo ano: como colocar essa conversa em prática?”

“A tensão social existe. O tema tem sido pauta de muitos artigos, muitas publicitárias brasileiras têm levantado o assunto aqui e fora do Brasil e vemos como a temática é viva nas redes sociais. Esse estudo mostra, contudo, que ainda há muito o que fazer. Essa é a nossa contribuição prática ao tema, apoiando esse trabalho da 65|10”, finaliza Bob Wollheim, head of digital do Grupo ABC

http://adnews.com.br/publicidade/novo-trabalho-da-6510-evidencia-mulheres-visiveis.html