Starbucks lança loja conceito com pedido e pagamento mobile

As lojas da Starbucks seguem um mesmo padrão, em sua maioria – com exceção das unidades conceito Starbucks Roastery. Existem lojas com serviço completo, algumas com drive-thru, quiosques e alguns modelos expressos sem assentos, geralmente encontrados em áreas urbanas com grande fluxo. Mas, de forma geral, as variações são poucas.

Agora, porém, com os novos tempos, e para se adaptar a eles, a rede está tentando algo um pouco diferente com sua primeira loja Starbucks Now, que abriu recentemente em Pequim. O novo formato combina “o ambiente de café assinado da Starbucks com os pedidos e pagamentos feitos por via mobile”, de acordo com um comunicado da empresa. Essencialmente, esta versão do café foi projetada em torno das necessidades de três conjuntos distintos de consumidores: os clientes tradicionais da rede; pessoas que pedem e pagam por meio de seu aplicativo; e trabalhadores de serviços de entrega que recebem pedidos.

“A loja Starbucks Now é um testemunho de nosso compromisso inabalável de oferecer experiências inovadoras aos clientes por meio de novos formatos de varejo”, disse o diretor de operações da Starbucks China, Leo Tsoi, em comunicado. “Esta nova abordagem de formato e design de varejo nos fornece uma plataforma para oferecer aos clientes uma experiência de varejo rápida e conveniente para atender seu estilo de vida em movimento”.

Este formato inovador está sendo lançado em um momento em que a Starbucks enfrenta um sério desafio na China, com o crescimento rápido do Luckin Coffee. Essa cadeia iniciante criou seu modelo em torno de pedidos digitais por meio de um aplicativo bem conceituado, serviço rápido e entrega – suas lojas não têm assentos. Ela tinha mais de 2.400 lojas na China quando abriu seu capital em maio e tem grandes planos para expandir a partir daí. A Starbucks Now claramente (pelo menos em parte) é uma tentativa de combater o crescimento desse novo rival, tornando mais fácil para cada tipo de cliente da Starbucks obter seus pedidos rapidamente.

As atuais lojas da Starbucks foram, em grande parte, projetadas antes que o pedido e o pagamento móveis e a entrega se tornassem parte da oferta da cadeia de cafeterias. Em alguns casos, isso levou a configurações desajeitadas, com grandes multidões reunidas na área de coleta de pedidos esperando por suas bebidas e alimentos.

O Starbucks Now foi projetado para acomodar de forma mais suave todo tipo de pedido suportado pela loja. Ele também tem um menu de bebidas com curadoria “sob medida para o cliente em movimento, junto com uma variedade de itens alimentares populares”. A loja tem uma quantidade limitada de assentos e é construída principalmente para clientes ou entregadores que receberão seus pedidos e sairão.

A loja tem uma área dedicada para que os entregadores recebam seus pedidos. Isso inclui um “sistema seguro na parede com uma porta de coleta associada a cada pedido”, de acordo com o comunicado de imprensa.

Essa primeira unidade da Starbucks Now servirá como um hub de entrega para sua região, o que aliviará as lojas vizinhas dessa responsabilidade. Tem ainda uma área de preparação separada para pedidos móveis, o que deve permitir a produção sem desacelerar os clientes da loja. Em teoria isso significa que não apenas os clientes na loja obterão um serviço eficiente, mas aqueles que entrarem nas lojas próximas também deverão receber seus pedidos mais rapidamente, já que os baristas dessas outras unidades não irão preparar os pedidos de entrega.

A empresa diz que planeja trazer o formato Starbucks Now para “áreas de tráfego intenso, incluindo centros de negócios e transporte, bem como para novas cidades na China”. A empresa ainda não revelou nenhum plano para estrear nos Estados Unidos.

O pedido e o pagamento via celular se tornaram parte cada vez mais importante do modelo da Starbucks, assim como a entrega por meio de serviços de terceiros. O novo formato que está sendo testado é um reconhecimento disso, mas também atende às necessidades de seus principais clientes, que estão apenas procurando obter seu café rapidamente e seguir seu caminho.

Este modelo reconhece que faz sentido criar espaços dedicados para diferentes clientelas. Essa é uma ideia que a cadeia integrou sutilmente nas lojas mais novas dos EUA, que geralmente oferecem mais espaço para os clientes aguardarem pedidos móveis e, às vezes, incluem áreas de coleta separadas para pedidos online e em loja.

Embora a Starbucks Now possa existir apenas na China no momento, a rede a utilizará para testar conceitos que, sem dúvida, encontrarão seu caminho de volta ao mercado doméstico. Evoluir para atender às necessidades de mudança das pessoas é apenas um atendimento ao cliente inteligente.

Relatório aponta que pagamento via mobile do Starbucks é o app mais popular do mundo

app starbucks

Segundo um relatório da empresa de marketing digital eMarketer, o app do Starbucks é a ferramenta de pagamentos online mais bem-sucedida, mesmo que ele tenha sido lançado antes de outros três principais aplicativos de pagamentos (Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay). E as projeções continuam subindo.

Ainda conforme a eMarketer, o app será usado este ano por 23,4 milhões de pessoas com 14 anos ou mais para fazer um pagamento este ano.

Esta popularidade toda, ainda conforme a empresa de marketing digital, pode ser creditada à sua adoção antecipada, fácil navegação e uma base de clientes leais que foi incentivada por um robusto programa de recompensas.

O aplicativo Starbucks permite, por exemplo, que os usuários paguem com seus telefones e ganhem créditos para futuras compras. Esse uso é significativo: a Starbucks informou que seu sistema de pedido e pagamento móvel foi responsável por 12% de todas as transações dos EUA no trimestre encerrado em 1º de abril.

É importante somar nesta balança o fato de que o pagamento via celular da Starbucks está disponível no iOS ou no Android, enquanto os usuários do Apple Pay, do Google Pay e do Samsung Pay são restritos pelo tipo de telefone que possuem.

Além disso, o Apple Pay é aceito em mais da metade dos comerciantes dos EUA, de acordo com a eMarketer. O Google Pay, por sua vez, é menos popular, apesar de estar pré-instalado em telefones Android. A Samsung é a mais aceita – cerca de 80% dos comerciantes a possuem, estima o eMarketer -, mas é a menos popular.

http://adnews.com.br/negocios/relatorio-aponta-que-pagamento-mobile-do-starbucks-e-o-app-mais-popular-do-mundo.html

Starbucks lança aplicativo oficial no Brasil

O Brasil é um dos mercados mais importantes para a Starbucks e a rede de cafeterias mostra que pretende continuar investindo em sua presença no país. A novidade é o lançamento de seu aplicativo oficial, que permite, entre outras coisas, fazer pagamentos pelo celular.

Por enquanto, ainda não é possível realizar pedidos realizar pedidos à distancia, como acontece em alguns países, mas o recurso deve ser liberado posteriormente. O pagamento remoto, no entanto, já deve agilizar o atendimento e diminuir as filas.

Além de pagar sem precisar abrir a carteira, o usuário do app poderá localizar lojas próximas a ele, acompanhar e transferir saldos entre Starbucks Cards e acompanhar seus créditos My Starbucks Rewards, programa de fidelidade que permite trocar pontos por produtos e serviços diversos.

Segundo Adam Brotman, chefe de digital da empresa, em entrevista concedida à Exame, a decisão do lançamento do recurso no Brasil se deve à importância do mercado brasileiro para a companhia, que tem sua presença focada no eixo Rio-São Paulo.

O app já está disponível para dispositivos Android e iOS e seu download é gratuito.

Redação Adnews – 14/01/2016 – com informações da Exame

http://www.adnews.com.br/tecnologia/starbucks-lanca-aplicativo-oficial-no-brasil

Consumidor poderá ler New York Times no app do Starbucks

Nesta era onde a atenção das pessoas vale ouro, poucos mantras são tão repetidos como “as marcas precisam fazer parte da vida das pessoas”. Se alguns produtos jornalísticos estão em apuros, principalmente os tradicionais jornalões do mundo, por que não se reinventar e tentar participar do cotidiano das pessoas de uma maneira mais criativa e até tecnológica, já que o universo digital nunca foi tão frequentado?

É o que está tentando o famoso The New York Times. A partir do ano que vem o conteúdo do maior jornal americano estará disponível também no aplicativo da Starbucks. O consumidor poderá ler alguns artigos com uma assinatura digital que somará pontos com o programa de recompensas da rede. O que é mais interessante é o engajamento que essa parceria poderá alcançar, principalmente porque a famosa pausa para o café tem tudo a ver com a leitura de notícias.

Redação Adnews – 22 de julho de 2015 · Atualizado às 11h16

http://www.adnews.com.br/tecnologia/consumidor-podera-ler-new-york-times-no-app-do-starbucks

Aumenta interesse do consumidor brasileiro por café gourmet

Novos hábitos de consumo, informações mais acessíveis, modismos cada vez mais breves e tecnologias sendo criadas a todo momento mostram as transformações pelas quais a sociedade passa. A produção de café no Brasil também sofreu mais uma reviravolta, chamada de terceira onda, com o crescimento da procura por grãos especiais. Cada vez mais gourmet, a bebida ganha toques sofisticados e agrada a uma parcela da população que busca diferenciação em um dos produtos nacionais mais tradicionais.

O brasileiro é um dos maiores consumidores da iguaria em todo o mundo, bebendo cerca de 80 litros per capita por ano, atrás apenas dos norte-americanos, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). A descoberta dos tipos com maior qualidade trouxe à tona um perfil de comprador mais refinado e voltado à diferenciação. O sabor único faz com que o preço seja elevado – média de R$ 60,00 o quilo – e chegue apenas à parcela mais abastada da população.

Os tipos especiais correspondem a cerca de 5% do volume, mas crescem significativamente na produção e no consumo. A Abic tem feito um acompanhamento desses grãos desde o ano 2000. “Há 14 anos, era difícil encontrar um café gourmet porque não havia fabricação industrial dele no Brasil. A matéria-prima era toda exportada. Atualmente, existem mais de 200 marcas e, dessas, 145 são certificadas por nós. As avaliações têm que ser feitas constantemente porque lidamos com um fruto nobre”, conta Nathan Herszkowicz, Diretor Executivo da Abic, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Perfil do consumidor
A estimativa é de que não apenas as classes A e B tenham acesso à bebida de alta qualidade, como também a C, que se destaca por investir em produtos com algum status associado. O aumento na procura por cafés capsulados é um dos reflexos da mudança de comportamento do consumidor de café tradicional. As diversas opções de sabor, design de cafeteira e sensação de poder que esse estilo transmite fez com que a novidade fosse facilmente inserida nos lares brasileiros e adotada pela indústria de café.

A chegada de redes como Starbucks também contribuiu para levar o item a um status mais requintado e para aproximar o público jovem desse setor. Os varejistas, em paralelo, ganharam profissionais especializados e capacitados no ramo. “Os baristas hoje também são sommeliers, uma vez que entendem da degustação do café especial, como ocorreria com um bom vinho. As bebidas, inclusive, são comparadas, porque há um conhecimento de paladar similar nas duas: ambas tem aromas, sabor, tipos e status valorizados”, conta Nathan Herszkowicz.

Assim como foi nos tempos do Império no Brasil, existe uma relação de poder em torno do fruto, embora atualmente ela apareça de forma diferente dos tempos históricos. “Vejo a presença de muitos executivos em nossas unidades. Acabamos nos tornando um lugar para ver e ser visto no mundo dos negócios. Muitos artistas e headhunters vão para observar quem frequenta. Já vi propostas serem feitas ali mesmo”, conta Edgar Bressani, Diretor Executivo do Octávio Café, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Produção interna
Os grãos especiais vendidos no Octávio Café, em São Paulo, são os mesmos que os exportados para outros países, como Estados Unidos, Japão, Emirados Árabes, França e Noruega. A safra, antes direcionada exclusivamente ao exterior, já encontra no Brasil uma parcela de consumo considerável, que cresce representativamente ano a ano. “Existe uma demanda por café de qualidade, mas ainda temos muito que avançar. São poucos os empresários que são voltados ao grão de qualidade, já que muitos dos produtores são de origem familiar. Essa produção diferenciada soma praticamente 1% do café cultivado no mundo. Então, nem há comparação com o café do dia a dia que encontramos nos supermercados e que é o foco da grande indústria”, conta Edgar Bressani.

Os pacotes comprados nas gôndolas pelos brasileiros são do tipo Conilon, que são menos intensos e saborosos do que o grão verde. Este, por sua vez, por não ser fabricado em larga escala, restringe-se a pontos de venda específicos, como delicatessens e cafeterias. De acordo com os indicadores da Abic de 2013, o consumo da bebida mais sofisticada fora do lar segue crescendo, representando 36% do consumo total. A preferência por esses locais é por causa das variações da iguaria disponíveis, diferente da que o cliente costuma ter em sua própria casa.

Observando a maior procura e a difícil entrada nas grandes varejistas, o clube de assinaturas Grão Gourmet passou a entregar na casa dos consumidores os tipos especiais em embalagens, cujo peso pode ser escolhido pelo cliente. “O setor cafeeiro ainda tem muito espaço para crescer e criamos algo inovador. O café gourmet tornou-se mais acessível e pode ser feito em casa. Hoje, 60% do nosso cadastro é composto por homens, possivelmente os que já estão habituados a consumir fora de casa e querem estender o uso para o seu lar”, conta Boris Gancev, Sócio-Fundador do e-commerce Grão Gourmet, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Inovações
As oportunidades de negócios em torno da bebida estão surgindo de forma promissora e levando o grão a outras sensações mais palatáveis. A SPA lançou produtos à base de café que podem ser utilizados para recheio e coberturas de sobremesas. Eles oferecem ingredientes em receitas que, até então, levavam chocolate, doce de leite ou outro tipo de creme ou pasta. A empresa quer incorporar o hábito de comer o fruto entre os brasileiros e ampliar as experiências gustativas.

Assim como o creme de avelã se tornou famoso nos quatro cantos do Brasil, a proposta é criar uma atmosfera mais envolvente e refinada ao líquido. “Fomos muito bem recebidos entre os nossos consumidores, que são chefs, distribuidores de cafeterias e supermercados. O café chegará a outros produtos diferentes do que as pessoas estão acostumadas, como floco de sorvete feito da planta, por exemplo. Por serem especiais e bem avaliados, essas novidades têm um sabor muito melhor do que os itens à base de café que já existem por aí. Essa diferenciação é uma forma de o comprador se presentear, uma vez que o sabor encontrado é único”, conta Luciano França, diretor da SPA.

Para dar conta da demanda que surge, os donos de fazenda têm investido em tecnologia de ponta para manter os padrões de excelência. Fatores como clima, altura da árvore e controle de pragas têm que ser observados de perto. “Os fazendeiros já entenderam a importância de trabalhar com um grão 100% Arábica, porque é um mercado exigente, que é avaliado constantemente para certificação de grão nobre. Além disso, somos reconhecidos em todo o mundo com um dos melhores cafés”, conta Eduardo Heron, gerente de projetos do CeCafé, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 23/09/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/31759/aumenta-interesse-do-consumidor-brasileiro-por-cafe-gourmet.html