O Carnaval da mídia começou na quarta-feira de cinzas

 

07 de Março de 2017

carnaval

Pouca gente notou um surpreendente fato exatamente na quarta-feira de cinzas passada. Refiro-me a partida de futebol chamada “Atletiba”, entre o Atlético-PR e o Coritiba. Foi a primeira transmissão de uma partida de futebol ao vivo pela internet no Brasil.

Na verdade, o marco histórico só foi possível pela insistência dos dois times paranaenses, que não concordaram em jogar no dia 19 de fevereiro, quando a Federação Paranaense de Futebol alegou problemas de credenciamento da equipe técnica da transmissão que seria exclusivamente realizada pela web naquela data. Vale lembrar, que os clubes não fecharam o jogo com nenhuma emissora de televisão. De fato, todos sabemos que a história não era bem essa para a não realização do clássico. A razão que acabou prevalecendo foi o receio em permitir a transmissão de uma partida de futebol pelo Youtube e Facebook. Para mim, receio desnecessário, pois assim como o rio caminha para o mar, a TV caminha para o digital.

A tecnologia já está disponível há muitos anos, desde 2015 o Youtube transmite a Copa do Rei da Espanha, por exemplo. Mais ainda: em 2014 foi exibida ao vivo a WSL-Liga Mundial de Surf, que para nossa alegria teve como campeão um brasileiro, o Gabriel Medina.

Mas não pensem que neste novo cenário o Youtube e oFacebook estão sozinhos. O Twitter também já se posiciona e transmite globalmente a NFL-National Football League. Além disso, a rede social de 140 caracteres também comprou os direitos do PGA Tour, maior torneio de golfe americano, os jogos de rúgbi de seis nações, que reúnem a elite do rúgbi mundial, os jogos de tênis do Aberto da Austrália e ainda os jogos da MLB- Ligas de Beisebol, entre outros.

Quer outro exemplo? Na última sexta-feira (3) a GOL, transportadora aérea oficial da Seleção Brasileira de Futebol, se uniu com a CBF para transmitir a convocação oficial do técnico Tite, direto do hangar da companhia, através de uma Live no Facebook. Assim, no perfil da empresa na rede social, mais de 100 mil pessoas acompanharam cada convocado em tempo real, através de seus computadores ou smartphones.

Enfim, como podemos perceber, será muito difícil mesmo dissociar o computador da TV e a TV do computador. Eles estão se fundindo, unindo funções. A conclusão desta história toda é que a televisão está se tornando um computador. Daqui a pouco, a televisão tradicional sumirá do nosso dia-a-dia. (Último parágrafo do capítulo “Navegando pela TV” do meu livro Atração Global de 1998).

Para quem quiser assistir a histórica partida, que curiosamente teve quatro patrocinadores; a Copel Telecom, a Umbro, a Caixa e a NET, basta acessar o vídeo baixo, que já teve mais de 500 mil visualizações no Youtube, fora os três milhões ao vivo no Facebook:

Antonio Rosa Neto, presidente da Dainet e da ABEMD

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TV para a geração everywhere

05 de Outubro de 2016 10h – Atualizado às 10:41

TVs

Atualmente, vivemos e trabalhamos na era em que a tecnologia é projetada, cada vez mais, com menos limites. Para a “geração em todo lugar”, a tecnologia está disponível 24 horas por dia, onde quer que se vá. Com o novo acesso, essa geração assiste a mais conteúdo, de formas mais diversificadas do que nunca. Com a TV em todo lugar, os consumidores podem assistir a programas de televisão no computador e em dispositivos móveis, mesmo fora de casa.

No entanto, não podemos esquecer que, para muitos da “geração em todo lugar”, são os pais quem pagam as contas. Isso significa que os distribuidores e criadores de conteúdo precisam oferecer uma solução adequada às necessidades de toda a família. Nos últimos anos, as redes de TV têm lançado mais e mais serviços que oferecem alternativa às assinaturas completas de TV a cabo. De pacotes “enxutos” a ofertas de OTT, os provedores reconhecem que a tecnologia atual está mudando o modo como as pessoas consomem conteúdo.

Hoje, a tecnologia está em quase todos os aspectos das nossas vidas cotidianas. A cada minuto, duas horas de vídeo são enviadas ao YouTube a partir de dispositivos móveis. Mas, em meio a toda essa mudança, a TV mantem-se resiliente. Em 2015, as pessoas passaram à frente da TV um tempo médio diário de três horas e 35 minutos (em comparações às três horas e 39 minutos registradas em 2005). Aparentemente, temos um caso semelhante ao do gato de Schrodinger: ele está em casa, na frente da TV, e simultaneamente fora de casa, no smartphone.

A realidade é que não paramos de assistir à televisão, apenas passamos a absorver conteúdo de formas diferentes. No entanto, esses dados podem também mascarar uma mudança de geração. Por exemplo, entre pessoas de 18 a 24 anos, a audiência da TV caiu 33% entre 2011 e 2016. No entanto, o fato de usar telas diferentes não significa que a Geração Y abandonou a TV. Desde o compartilhamento de conteúdo em redes sociais até assistir ao YouTube pela TV, a televisão é mais uma tecnologia que está se adaptando à abordagem “sem limites”.

Com menos limites à forma de assistir à TV, os consumidores estão assumindo o controle e personalizando a própria abordagem de consumo de conteúdo, tornando-a mais fragmentada. E isso significa que os provedores de TV não podem se sentar e esperar. Sem dúvida, serviços de vídeo sob demanda por assinatura (SVOD), como o Netflix, representam uma ameaça à plataforma da TV tradicional. Especialistas preveem que, até 2020, o SVOD será responsável por 20% do tempo de audiência e por 10% das receitas globais da TV paga. No entanto, embora possamos assistir a um pouco menos de TV e essa audiência seja muito menos linear, existe um grande mercado para combinações inteligentes que combinam pacotes enxutos e ofertas de SVOD.

Mas ainda há desafios a serem resolvidos pelos provedores. À medida que a TV tornou-se mais diversificada, ela também se tornou mais complexa, sendo seu conteúdo espalhado por diversos dispositivos e muitos controles remotos. Esse estado fragmentado de uma TV, supostamente mais avançada, não oferece a experiência televisiva ideal. A próxima geração de bem-sucedidas soluções de TV paga será formada por aquelas que oferecem uma experiência singular e coesa com um ambiente de gerenciamento unificado, em uma única rede. Por isso, a NAGRA desenvolveu o IntuiTV. Uma solução que oferece todo o seu conteúdo em um só lugar, com um dispositivo que pode ser acessado por um controle remoto, e que traz ao usuário uma experiência simples e livre de estresse.

Quando observamos o futuro do mercado da TV paga, vemos que os provedores precisam evitar os riscos da fragmentação excessiva e ver histórias como o Netflix e o Spotify como lembretes de que os consumidores ainda estão dispostos a pagar por conteúdo. Aqueles que duvidam do futuro da TV sempre devem ter em mente que 80% do tráfego da internet é composto por vídeo, o que torna indiscutível o fato de que a TV tem transformado a internet mais do que o contrário. A TV precisa simplesmente ser empacotada para adequar-se aos estilos de vida modernos. Portanto, para encerrar, as perguntas que todo provedor de TV paga precisa fazer a si mesmo são: Estou conectando as pessoas ao conteúdo que elas adoram? e Estou fazendo isso de forma simples?

Ivan Verbesselt é vice-presidente sênior de marketing do grupo NAGRA

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Mobile é a nova TV

29 de Junho de 2016 14h –
mob

Para 57% dos 800 pais e mães de crianças com idades entre 2 e 12 anos que responderam uma pesquisa da Miner & Co Estúdio, seus filhos preferem assistir ao conteúdo de vídeo em qualquer dispositivo móvel, exceto o televisor. A Internet é a principal responsável por essa mudança comportamental. Se os aparelhinhos como smartphones e tablets já são a primeira tela para uma parcela considerável da população, o segundo passo é torna-los ferramentas de disseminação usuário para usuário.

O fenômeno das transmissões de vídeo ao vivo via web iniciada com o Periscope abriu portas para o que hoje é chamada de Nova TV. Em seu encalço, diversas empresas apostam na fórmula – o SnapChat e o Facebook Live entre as mais recentes e bem sucedidas. Por meio dessas alternativas, qualquer pessoa com um celular conectado à Internet pode transmitir em tempo real suas atividades para quantos seguidores estiverem dispostos a assistir.

Essa transição pode ocorrer nos próximos meses ou anos, mas a convivência entre meios de comunicação tão similares e, ao mesmo tempo, tão distintos como o mobilee a TV já geram mudanças notáveis. Quantas pessoas hoje preferem assistir filmes e séries via streaming (como Netflix) do que pela TV aberta? Quantas famílias estão trocando a assinatura da TV a cabo com 500+ canais por um plano mais restrito, mas com um pacote de Internet robusto? Qual é o motivo de as operadoras estarem tentando mudar as regras da banda larga fixa no Brasil?

Se a adaptação é a regra básica da humanidade – aplicada aos mercados, à economia, à sociedade como um todo –, o consumo também deve se adaptar ao tipo de conteúdo gerado e ansiado pelas audiências. Se vivemos na era do faça você mesmo, nada mais justo do que as empresas de comunicação, tecnologia e criação providenciarem as ferramentas alinhadas a esse conceito.

*Rafael Multedo é CEO da Tecvidya, empresa especializada em soluções de vídeo pela web.

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Pessoas causam acidentes para se livrar de TV antiga em campanha

Com a tecnologia, a sociedade do consumo sabe que seu amor pelos eletrodomésticos é tão perecível quanto o status de lançamento daqueles produtos. Estamos tão excitados ao comprar a última novidade do mercado, porém, em pouco tempo, nos entediamos e já planejamos a troca daquele produto, repetindo o ciclo consumista.

Essa temática foi adotada pela Samsung que, com muito humor, soube usá-la ao seu favor, promovendo sua TV SUHD para o Black Friday.

Criado pela Fold7, o filme “Acidentes” mostra uma série de situações onde pessoas provocam o fim de seus televisores apenas para conseguir uma desculpa que justifique a compra da TV nova.

As cenas hilárias vão desde um pai dando um martelo para o filho brincar com a TV, até uma mulher que ignora o fato de haver uma goteira sobre o seu aparelho.

O vídeo está sendo veiculado nas redes sociais da Samsung. Confira

23/11/2015

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Me chama que eu vou, telespectador

Como o consumo complementar de televisão abre oportunidades para conhecer melhor o telespectador e ser mais efetivo em ações de marketing

1,15 Kg, esse era o peso do primeiro celular criado. Um dos modelos lançados mais recentemente não chega a 10% disso e conta com um arsenal de recursos muito maior que seu antepassado. E, um dos principais fatores desta evolução é a necessidade de mobilidade e de se manter conectado.

Se no princípio essa conectividade estava mais relacionada ao ambiente de trabalho, agora esse fenômeno já pode ser observado em várias outras atividades, entre elas, as relacionadas ao entretenimento. Por isso, se torna cada vez mais necessário um entendimento 360 graus de quem fica o tempo todo conectado.

O consumo complementar de TV, ou seja, aquele que ocorre em outros equipamentos, telas ou formatos além da transmissão tradicional, já alcança 18% dos brasileiros de acordo com os dados mais recentes do Target Group Index. Porém, a questão aqui não é uma comparação de proporções com a quase unanime forma tradicional de TV. A medição 360°, do IBOPE Media, se propõe a compreender o comportamento de consumo de conteúdo televisivo sob uma perspectiva cada vez mais ampla.


Formatos de consumir conteúdo televisivo


Um fanático por filmes pode se aventurar em uma biblioteca de vídeos sob demanda durante todo seu final de semana. Em outra casa, um telespectador grava o capítulo final de sua novela favorita, enquanto um torcedor, que está no transporte público, assiste os minutos iniciais de um jogo decisivo na TV de seu celular. A estruturação dessa linha de raciocínio exemplifica a gama de possibilidades que os telespectadores têm acesso ao consumirem conteúdo televisivo, conforme observamos no gráfico anterior.

Ao analisar detalhadamente as informações de consumo de televisão no celular por meio da transmissão digital terrestre (TDT Mobile), nota-se resultados que reforçam o exemplo do torcedor de futebol descrito anteriormente.

Fica clara uma inversão na ordem de importância de alguns gêneros de programação que se fundamentam sobre o conceito de “Best Possible Screen” e também sobre a Perenidade do Conteúdo. Não é a toa que os gêneros Futebol, Esportes e Jornalismo sobem de posição no ranking de TDT Mobile. Para esses conteúdos de baixa perenidade, ou seja, que tendem a ser mais consumidos no momento da transmissão, o device disponível passa a ser o melhor e, nesse caso, ele se apresenta por meio da transmissão digital terrestre no celular.

Esse conceito fica reforçado quando observamos as curvas de consumo ao longo do dia. Nota-se que o horário nobre no aparelho mobile ocorre entre 12 e 14 horas, o que pode ser explicado, por exemplo, pelo fato de a pessoa estar fora de casa em horário de almoço ou mesmo em trânsito antes ou depois da escola. A questão de deslocamento também pode ser um dos motivos pelos quais o segundo pico de consumo ocorre antes do horário nobre da medição Live, de modo que o telespectador faz uso do celular até chegar em casa e depois migra para o televisor convencional.

Quando se analisa o perfil desse telespectador complementar, nota-se que a faixa de 35 a 49 anos concentra 68,6% dessa audiência, percentual bastante distinto dos 22,5% de quem consome de maneira tradicional. De acordo com dados do Target Group Index, é justamente a faixa de 35 a 49 anos que concentra mais pessoas que trabalham, com 35,4%.

Um melhor entendimento desse telespectador mobile não se faz necessário somente para quem produz conteúdo ou para quem compra espaço de mídia para anúncios. Mas para todo o ecossistema midiático, tendo em vista que uma ação cruzada pode contribuir para comunicar com maior eficácia uma marca ou produto.

Também de acordo com dados do Target Group Index, o percentual de pessoas que participou de alguma promoção pelo celular é maior entre aqueles que consumiram TV pelo aparelho do que na média população. Eles também se mostram mais interessados nesse tipo de aproximação por parte das empresas, como é possível observar na tabela a seguir.

Ao longo dos próximos anos, emissoras, agências e anunciantes terão que explorar uma riqueza cada vez maior de informações disponíveis no ecossistema de televisão. Com isso, será possível integrar ações, otimizar investimentos e desenvolver métricas que melhor representem o comportamento 360° desse telespectador. Este cenário desafiador abre oportunidades para se continuar testando e aprendendo novas formas de adicionar valor aos negócios

Artigos & Papers 17/08/2015

http://www.ibopemedia.com/me-chama-que-eu-vou-telespectador/