Mais experiências imersivas e objetos conectados

Se há uma coisa que diferenciou o CES 2016 dos outros anos é a escala. O evento desse ano foi de longe o maior de todos os tempos; 180.000 participantes e 20.000 novos produtos lançados por 3.600 expositores.

Para os publicitários, a explosão de dispositivos conectados no CES deste ano mostra o potencial poder da mineração de dados em escala, o que permite o setor de Out Of Home ter mais oportunidade de desenvolver experiências ricas, imersivas e mais pessoais para os consumidores.

Aqui estão algumas categorias de tecnologia da CES que são relevantes aos publicitários:

Tecnologia Wearable

A tecnologia wearable (tecnologia para vestir) é uma categoria que está bombando, com 20 por cento de crescimento anual do composto esperado durante os próximos cinco anos. Frequentemente utilizando um smartphone como um hub central de inteligência, os wearables estão se tornando mais acessíveis, seguros e relevantes.

O novo chip Curie da Intel (nomeado em homenagem à Marie Curie) é um processador minúsculo do tamanho de um botão que é barato o suficiente para ser produzido em massa e que pode ser incorporado em praticamente qualquer item de consumo. Além disso, o Memory Mirror da Intel é um dispositivo que pode transformar a experiência de compra nas lojas, permitindo que os clientes fiquem em frente ao espelho, se vejam em 360°, experimentem roupas e vejam as peças anteriores sem a necessidade de vesti-las novamente.

A Samsung demonstrou um novo relógio que não precisa de um telefone, já que ele tem sua própria conexão, enquanto que outros smart wearables da Fossil, Swarovski e Tag Heuer mostraram que esta tecnologia também pode ser fashion.

Este boom em wearables significa um maior crescimento de dados mais ricos, o que pode melhorar tanto o OOH clássico quanto as campanhas digitais. Dados mais ricos entregam melhores resultados, e aqui na Posterscope temos visto um aumento espetacular de até 200 por cento nos KPIs das marcas vs. áreas de controle.

Dispositivos de gravação de vídeo?

Dispositivos de gravação estão ficando mais baratos, móveis e com qualidade melhor. A GoPro desbancou a Polaroid, e agora a Polaroid está desbancando a GoPro. A Polaroid Cube é uma câmera HD de 35mm, que é a prova d’água, de alta qualidade, leve e pode ser acoplada em quase tudo.

A Ricoh lançou a câmera Theta S 360, que é do tamanho de um pequeno controle remoto de TV e contém duas câmeras olho de peixe. Agora, os usuários podem criar facilmente conteúdo HD em 360°.

Estes novos dispositivos podem oferecer aos publicitários uma incrível fonte de conteúdo de alta qualidade produzido por usuários, que pode ser contextualizado para qualquer tela, incluindo móvel, digital e OOH. Inventário digital e full motion DOOH estão em uma posição privilegiada para se tornarem uma plataforma de conteúdo em si, tanto para as marcas transmitirem seu material quanto para os usuários contribuírem com ela.

Experiências Imersivas: RV e RA

Novos produtos de realidade virtual e realidade aumentada oferecem às marcas e ao marketing experimental, em particular, a oportunidade de proporcionar experiências verdadeiramente imersivas para os consumidores.

Na extremidade inferior do mercado, o Samsung Galaxy RV oferece uma introdução acessível ao mundo da realidade virtual. O Oculus Rift será finalmente lançado este ano juntamente com novos produtos, como o Leap Motion, e as gigantes de realidade aumentada Magic Leap e Microsoft HoloLens.

Esta tecnologia permite às marcas e aos profissionais de marketing experimental proporcionar um storytelling interativo e imersivo, e isso já está acontecendo. Um exemplo é a agência experimental da Posterscope, psLIVE, que utilizou o Oculus Rift na estação Waterloo, em Londres, para fazer os passageiros atravessarem por tirolesa e corda bamba caminhos que levavam ao recém-inaugurado Center Parcs, uma aldeia recreativa localizada em Woburn Forest, estendendo o impacto da campanha de maneira divertida, agradável e tátil.

Carros Inteligentes

Nove Fabricantes de Equipamento Original automotivo (OEM) exibiram na CES suas séries de carros semiautônomos. Os publicitários precisam começar a considerar o carro como outro formato do meio digital – um dispositivo conectado para coletar dados de comportamento e entregar informação e mídia. Displays inteligentes com conectividade LTE e conteúdo personalizado foi um marco dos carros exibidos no CES.

Groupon e Chevrolet se uniram para fornecer aos motoristas acesso a todas as ofertas locais do Groupon disponibilizadas através do OnStar, serviço de navegação e conectividade da Chevrolet.

A partir do momento que os carros começarem a produzir mais dados, as agências de publicidade passarão a ser capazes de aumentar a personalização e melhorar a segmentação das campanhas, principalmente na mídia OOH.

Consequências para as agências de publicidade

O CES destaca três grandes consequências para a indústria de OOH. Primeiro, consumidores estão esperando experiências de alta qualidade em todos os lugares, tanto in como out of home.

Os publicitários precisam continuar a elevar seu jogo com a produção de experiências ricas de conteúdo de alta qualidade e imersivas. A realidade virtual está destinada a se tornar uma importante parte do ecossistema OOH, entregando experiências de qualidade ao consumidor.

Em segundo, os wearables fornecerão uma maior variedade de pontos de dados que os publicitários poderão contar. Finalmente, a mídia digital não estará apenas nos formatos que conhecemos. Qualquer coisa será uma experiência digital imersiva, de carros a provadores de lojas.

Os publicitários precisam pensar além dos formatos convencionais e tratar qualquer dispositivo conectado como uma oportunidade de se conectar com um ser humano.

Artigo encaminhado por Jeff Tan, Vice-presidente de estratégia da Posterscope USA – 21/021/2016

http://www.adnews.com.br/artigos/publicitarios-podem-esperar-mais-de-experiencias-imersivas-e-objetos-conectados

Google vai patentear relógio que coleta sangue

As funções encontradas para os wearables não param de se multiplicar e surpreender mesmo os mais antenados em tecnologia e futuro. O Google, por exemplo, acaba de entrar com um pedido de patente para garantir as propriedades de criação de um smartwatch capaz de coletar sangue. Basicamente, o aparelho vai se utilizar de uma pequena agulha acoplada ao gadget que faz um minúsculo furo na pele, captura o sangue e na sequência coloca o líquido num recipiente pressurizado.

No novo relógio, é possível também que se consiga medir os níveis de glicose do usuário, por exemplo. De acordo com o The Verge, entretanto, o Google ainda não disse exatamente o que pretende fazer para dar continuidade ao projeto. Vale lembrar que, numa manobra estratégica quando anunciou à criação do grupo Alphabet, a gigante da tecnologia mencionou que a inovação na área de medicina também receberia atenção especial.

Redação Adnews – 07 de dezembro de 2015 · 

http://www.adnews.com.br/tecnologia/google-vai-patentear-relogio-que-coleta-sangue

Estudo mensura o impacto dos wearables

A Salesforce lançou um novo relatório sobre a pesquisa “Colocando Wearables para trabalhar: Insights sobre a Tecnologia dos Wearables em Negócios”, o qual confirma que, como um dos segmentos mais inovadores da tecnologia, os wearables, também conhecidos como dispositivos vestíveis, são vistos como uma plataforma estratégica para melhorar o desempenho dos negócios, e são uma área em expansão de investimento. O estudo realizado pela Salesforce Research demonstra como os profissionais que adotam os wearables estão planejando incorporar esses dispositivos em processos de negócios do dia-a-dia, para melhorar a produtividade e conectividade entre os funcionários e os clientes.

O estudo revela informações-chave a partir de cinco áreas pesquisadas: significado estratégico, áreas projetadas de crescimento, tendências de evolução dos dispositivos, o impacto dos insights de dado e a importância de um ecossistema de aplicativos em expansão. Conclusões específicas incluem:

Os wearables nas empresas são estratégicos para o sucesso empresarial
– Setenta e nove por cento dos adotantes desses dispositivos concordam que os wearables são ou serão estratégicos para o sucesso futuro da empresa.
– Setenta e seis por cento relatam melhorias no desempenho nos negócios desde a implantação dos wearables em suas empresas.
– Oitenta e seis por cento dos adotantes planejam aumentar seus gastos com wearables nos próximos 12 meses.

O uso de wearables nas empresas deverá triplicar nos próximos dois anos
– Quatro das cinco principais áreas de crescimento estão ao redor da melhora da experiência do consumidor. Os quatro casos de uso dos wearables que ajudam a melhorar a experiência do consumidor incluem: acesso em tempo real a dados de clientes, instrução ou diretrizes para trabalho de campo hands free, analytics a alertas corporativos e treinamento remoto do consumidor.

– O uso de wearables pelos consumidores está sendo liderado pela integração com dispositivos móveis e programas de fidelidade, aplicações de ponto de venda e experiências imersivas dos consumidores.

Os smartwatches estão vencendo corrida da tecnologia de wearables corporativos
– Para as pessoas que participaram da pesquisa, os smartwatches terão o maior impacto e a taxa de adoção mais rápida nas empresas. De fato, 62 por cento estão usando, pilotando ou planejando usar smartwatches no ambiente corporativo nos próximos dois anos. Casos de uso de smartwatches incluem:

Inteligência aumentada de vendas: para uma equipe de vendas que trabalha remotamente ou on-the-go, os representantes de vendas podem usar inputs de recursos de fala em sua língua para enviar informações diretamente do smartwatch a um sistema de CRM.

Oferecer uma experiência VIP ao consumidor: representantes de serviço ao consumidor usando um smartwatch em um ambiente de varejo, por exemplo, pode ser alertados sobre as preferências dos consumidores-chave, permitindo que eles propiciem uma experiência high-touch altamente personalizada.
– Cordões digitais e óculos inteligentes ocupam o segundo e terceiro lugares por seu impacto esperado sobre empresas.

Propicie experiências integradas on-site: crachás e cordões RFID podem ser
implantados em um resort para transacionar pagamentos e gerenciar o acesso a quartos ou áreas VIP. Os dispositivos também geram dados, os quais podem ser analisados para a obtenção de insights sobre o melhor fluxo de tráfego dentro de um local de um evento ou em determinados momentos do dia.
Minimize o tempo de inatividade para o serviço de campo: os óculos inteligentes podem fornecer suporte imediato aos representantes de serviços de campo remotos. Por exemplo, um técnico em uma plataforma de petróleo pode se conectar a diagramas técnicos pelos óculos inteligentes, que mostram os passos necessários para um reparo.

Os dados gerados pelos wearables serão um game-changer para uma empresa
– Hoje, somente oito por cento dos adotantes de wearables afirmam que estão completamente prontos para obter insights para ações a partir do volume de dados de funcionários e consumidores gerados pelos wearables. Quando o uso desses dispositivos nas empresas acelerar, o afluxo de dados gerados pelos wearables irá ajudar as empresas a tomar decisões informadas em tempo real.

Uma expansão do ecossistema de aplicativos corporativos vai estimular a adoção da tecnologia dos wearables
– Trinta por cento dos adotantes citam a falta de aplicações de negócios como um desafio primário na implantação de wearables.
– Quando o ecossistema de aplicativos crescer e novo hardware permitir cenários de negócios mais complexos, o número de empresas que adotam os wearables irá aumentar dramaticamente.

“Os wearables são a próxima fase da revolução dos mobiles. Como os smartphones antes deles, a chave do sucesso para os wearables nas empresas está totalmente relacionada com aplicativos corporativos matadores”, diz Lindsey Irvine, Diretora Global de Parcerias Estratégicas da Salesforce. “Esta pesquisa demonstra a enorme oportunidade para os casos de uso de wearables para impulsionar negócios de valor significativo”.

O relatório também destacou a forma como as empresas podem tornar-se mais bem preparadas para incorporar os wearables em seus negócios, como a adoção de políticas que apoiam o Bring-Your-Own-Wearables (BYOB). Enquanto 54% das empresas já têm uma política de BYOB, mais 40% das empresas estão planejando implantar uma política de BYOW no futuro.

O estudo, realizado pela Salesforce Research e conduzido entre 27 fevereiro e 1 março de 2015, centrou-se em mais de 500 profissionais que adotaram a tecnologia dos wearable em empresas de vários portes, que disseram que estavam usando, guiando ou planejando implantar a tecnologia wearable nos negócios dentro dos próximos dois anos.

3 tendências móveis importantes para as empresas em 2015

3 tendências móveis importantes para as empresas em 2015

“Não somos mais uma sociedade onde os dispositivos móveis são primordiais, mas sim únicos”. Essa frase de Larry Page, CEO do Google, resume uma das maiores transformações sociais das últimas décadas, algo que mudou para sempre a nossa relação com a tecnologia, o nosso ambiente e as marcas. De acordo com a GSMA Intelligence, a quantidade de conexões móveis já superou a população mundial e o tráfego na Internet de dispositivos móveis chegou a 38% do nível global e continua aumentando. Em 2015, o consumo de conteúdo na Internet por meio de dispositivos móveis vai superar o de desktop na América Latina. Em sintonia com essa realidade, identificamos três tendências móveis e de marketing digital que acreditamos serem oportunidades evidentes para as empresas e anunciantes.

1. Serviços e aplicativos criados apenas para dispositivos móveis. A primeira geração de apps concentrou-se nos jogos, enquanto que a segunda geração tinha, como objetivo principal, a mobilização de serviços de comércio eletrônico, reservas e conteúdo. A terceira geração se caracteriza por considerar e aproveitar as capacidades exclusivas dos dispositivos móveis, como a geolocalização, câmera, pagamentos e etc. Um exemplo evidente são serviços como Uber e 99Taxis.

O usuário móvel exige cada vez mais uma melhor e mais inteligente experiência. Um bom exemplo são os varejistas nos EUA, como a Urban Outfitters, que usam a geolocalização para fornecer ofertas-relâmpago por meio do seu app enquanto os consumidores estão em suas lojas.

2. Programas de fidelidade e pagamentos por dispositivos móveis. Conforme um estudo da revista CMO, 80% dos benefícios futuros da sua empresa virão de 20% dos seus consumidores atuais e, de acordo com o Thomson Group, as empresas precisam investir 6 vezes mais para conseguir um novo cliente do que para vender ao que já é fiel à marca. Por isso, as estratégias móveis se tornaram a ferramenta ideal para as marcas oferecerem valor agregado e gerarem maior participação e preferência dos consumidores de uma determinada marca.

Embora os pagamentos por dispositivos móveis não sejam novidade, 2015 será o ano em que esse recurso terá um crescimento exponencial. Os consumidores estarão mais propensos a usar seus celulares para o pagamento de serviços e produtos. Nos EUA,, a Starbucks é um grande exemplo de empresa que possui vasta experiência nessa área, oferecendo comodidade nas transações por dispositivos móveis como parte essencial de seu programa de fidelidade.

3. Internet em tudo. Até o momento, apenas vimos alguns exemplos de aparelhos cotidianos “inteligentes” conectados à Internet para oferecer funções adicionais, porém, a previsão é de que neste ano vamos testemunhar a massificação dessa tecnologia. O primeiro passo foi dado. Atualmente, são várias as marcas produzindo relógios inteligentes como parte da tendência dos “wearables”, ou seja, dispositivos móveis para usar como acessórios de vestuário. Esses dispositivos móveis vão servir como controle remoto para outros aparelhos inteligentes conectados à Internet, ajudando a consolidar essa tecnologia. Quase qualquer objeto de uso cotidiano pode vir a se tornar em um aparelho inteligente, desde o termostato de calefação até a cafeteira ou geladeira.

Tudo isso, unido ao mundo de multitelas em que vivemos, como computador, celular, tablet, TV inteligente, exige que as marcas se adaptem e aproveitem a grande quantidade de oportunidades criadas por esse universo multicanal. Portanto, a criação de estratégias digitais bem sucedidas vai depender principalmente da compreensão e mensuração do novo público permanentemente conectado à Internet. Essas são algumas dicas para que as marcas comecem a participar dessa revolução digital móvel:

1. Certifique-se de que seu site oferece uma boa experiência em qualquer tipo de tela. Apps são cada vez mais importantes mas sites mobile também são. Muitas vezes, seus novos consumidores vão ter a primeira experiência com sua marca através de um site. Surpreenda e ofereça uma excelente experiência. Se sua empresa ainda não tem um site, tudo bem. Este é o momento ideal para criar um! Para isso, a constante inovação e experimentação são essenciais. Recomendamos consultar o nosso artigo (em inglês) sobre como criar sites móveis para o consumidor multitelas.

2. Aproveite as tendências móveis para estimular a participação e fidelidade dos seus consumidores. Inclua serviços, conteúdos e ferramentas que permitam aos seus visitantes ter uma experiência personalizada, que os ajude a conhecer melhor a sua oferta e obter o serviço ou produto de que precisam. No nosso artigo “Made for Mobile: The Creative Shortlist” (em inglês) é possível encontrar uma lista de dicas que podem ser úteis para aproveitar as ofertas do mundo móvel, além de alguns exemplos de ideias bem sucedidas.

3. Foco na experiência móvel. Várias marcas criam apps como o principal ponto de contato com o seu público por meio do celular ou tablet. Porém, acreditamos que é mais importante focar-se primeiro em oferecer uma boa experiência móvel a partir do seu site, para depois se aventurar no mundo dos aplicativos. Estudos recentes, como este realizado por Ipsos Media CT e Sterling Brands para a Google (em inglês), comprovam que cada vez mais os consumidores usam seus dispositivos móveis nas lojas para melhorar sua experiência comercial. Em outras palavras, além de usar os recursos de comércio eletrônico, também usam seus celulares e tablets para tomar decisões de compra conscientes, por exemplo: consultando a descrição detalhada de um produto, os comentários de outros consumidores, comparando preços, etc., na própria loja. Portanto, oferecer uma experiência móvel fácil de usar, rápida e segura pode tornar os dispositivos móveis dos seus consumidores, os melhores consultores de vendas para o seu negócio.

Seu público está lá fora e alcançá-lo agora é mais fácil do que nunca, em qualquer momento e local por meio das telas dos dispositivos móveis. Então, não perca mais tempo, este é o ano ideal para começar a reforçar a sua campanha digital móvel e estar presente nas telas dos celulares e tablets dos seus consumidores.

POR MICHEL SCIAMA, head de Produtos e Soluções Google para a América Latina

17/04/2015

http://www.proxxima.com.br/home/mobile/2015/04/17/3-tendencias-moveis-importantes-para-as-empresas-em-2015–.html

No que os consumidores brasileiros estarão de olho em 2015

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 PESQUISA DA CONSULTORIA MINTEL REVELA TENDÊNCIAS QUE PAUTARÃO O RELACIONAMENTO DOS CLIENTES COM AS MARCAS

O ano de 2014 não foi dos mais fáceis para a economia brasileira. A perspectiva para os próximos meses não é exatamente otimista e, nesse cenário desafiador, as marcas precisarão disputar um espaço no carrinho de compra dos clientes.

A consultoria Mintel reuniu dados e identificou algumas tendências que impactarão o consumo no Brasil em 2015. Os analistas identificaram o que está entre as prioridades das famílias e apontam questões que as empresas podem explorar, seja em relação aos produtos oferecidos ou aos valores que devem transmitir. São quatro questões principais:

Questões de gênero
As mudanças na dinâmica das famílias, com a mulher cada vez mais presente no mercado e tendo filhos mais tarde, cria uma nova demanda. Elas precisam de ajuda para equilibrar seus horários e ganhar praticidade no dia a dia, pois trabalham tanto quanto seus parceiros, mas ainda acumulam mais tarefas domésticas. Eles, por outro lado, desafiam o estereótipo e passam a colocar os cuidados com a aparência entre suas prioridades. Segundo a Mintel, três em cada quatro homens dizem que irão cuidar melhor de sua aparência.

Como viralizar ideias, produtos e serviços

As discussões sobre questões de gênero permanecem na pauta, como o progresso feito por empresas e governos. Segundo a consultora Renata Moura, os consumidores também estarão mais vigilantes em relação à maneira como as marcas tratam o tema, examinando os exemplos estereotipados e elogiando as ações que estão de acordo com uma realidade cada vez menos restritiva.

Busca pela felicidade
Comida, diversão e arte. Lembra da música? É mais ou menos esse o espírito de boa parte dos brasileiros. Depois de conquistarem um melhor nível de renda e bens materiais, o bem-estar emocional passou a fazer parte da lista de prioridades. Segundo a Mintel, soluções que melhorem o humor e façam os consumidores se sentirem mais seguros estarão entre as tendências.

Em 2012, uma pesquisa da consultoria revelou que 13% dos brasileiros concordavam que “manter um estado mental positivo contribui para uma vida saudável”. Em 2013, o número subiu para 22%. Outro dado: metade dos brasileiros planeja gastar dinheiro extra em atividades de lazer.

“Em 2015, vamos ver mais possibilidades para as marcas oferecerem felicidade aos seus clientes. Isso pode significar desde a criação de produtos que proporcionem um tratamento prazeroso, promovam uma atmosfera jovial ou criem uma atmosfera relaxante”, diz Renata. Um exemplo de oportunidade são produtos para reduzir o estresse do deslocamento para o trabalho.

Luta por direitos
Não basta mais ter um bom produto. As empresas, cada vez mais, terão que ser transparentes e mostrar responsabilidade social. A Mintel cita como exemplos de ações a campanha do Pão de Açúcar para melhorar as praias do Rio de Janeiro e a obras no sistema de saneamento no Nordeste feitas pela Unilever. Pesquisa da consultoria mostrou que 77% dos brasileiros que compram refrigerantes pagariam mais por uma marca que fosse sustentável.

Os consumidores também exigirão mais informações sobre os produtos, como ingredientes e condições de fabricação. Além disso, eles não se contentarão em comprar o que as marcas tem a oferecer. Com a crescente participação nas redes sociais, querem ser ouvidos e podem protestar caso algo não lhes agrade. “Ignorar a vontade das pessoas pode promover um crescimento em boicotes”, afirma Renata.

Conectados
Os smartphones já ganharam um alcance enorme e agora os dispositivos vestíveis (“wearables”) começam a entrar na vida dos brasileiros. Aparelhos eletrônicos são extremamente desejados entre os jovens consumidores do Brasil, segundo a consultoria.

“A tecnologia para vestir terá que transcender a conveniência da conectividade e ser, ao mesmo tempo, segura e elegante. Os sistemas de casa inteligente vão ter que ir além do conceito de utilitários econômicos, e abranger ambiente e decoração”, diz Renata. Ao mesmo tempo, as empresas precisarão estar atentas à preocupação com a segurança dos dados registrados por esses aparelhos e deixados na nuvem.

Fonte: Época

http://www.luxo-brasil.com/no-que-os-consumidores-brasileiros-estarao-de-olho-em-2015/