Clique e retire é o principal atrativo para o consumidor brasileiro

O site Mobile Time, em parceria com a empresa de pesquisas Opinion Box fizeram um estudo sobre comércio online. O Panorama Comércio Móvel no Brasil analisou os dados de 2115 brasileiros e revelou que em três anos as compras por smartphones cresceram de 62% para 82%. Esse número é ainda mais significativo quando se fala da de consumidores com maior renda, chegando a 90% nas classes A e B e 79% nas classes C, D e E.

Entre as preferências dos consumidores, as redes sociais se mantém em destaque, com 61% dos entrevistados afirmando fazer encomendas via WhatsApp, sobretudo nas classes C, D e E e 41% através do Facebook Messenger. Além do aumento do consumo digital, o brasileiro se mostra muito satisfeito (46%) com relação às suas compras.

Entre as funcionalidades preferidas dos consumidores em aplicativos móveis, a compra online e retirada na loja física está em primeiro lugar, com 48% da preferência. Essa nova modalidade se dá pela integração das lojas físicas com loja online para oferecer a melhor experiência de compra ao usuário.

Em segundo, os entrevistados afirmam que a navegação gratuita é essencial dentro do comércio móvel. Por isso, oferecer wi-fi gratuito dentro das lojas físicas ou permitir a navegação sem cobrança de dados são fatores de grande valor na hora de oferecer um app.

Os consumidores mais resistentes, que nunca compraram pelo celular, justificam sua rejeição com a falta de confiança (31%), por gostar de provar e ver o produto antes (30%) e o fato de não possuir cartão de crédito (24%).

Amazon Go, acesso e paçoquinhas

Na semana passada, uma matéria da Business Insider noticiou que a Amazon Go, o modelo que hoje é um dos principais benchmarks para as operações autônomas de varejo e tem um audacioso projeto de mais de 3 mil lojas até 2021, estaria sendo forçada a considerar aceitar dinheiro em espécie para pagamentos, uma vez que processos e denúncias vem acontecendo em diversas cidades e estados norte-americanos, até mesmo com projetos de lei banindo o modelo de negócio adotado.

O motivo alegado é que lojas como a Amazon Go, que não utilizam dinheiro em transações (cashless stores), impediriam que pessoas não bancarizadas, e, portanto, sem acesso a cartões de crédito ou a meios de pagamento digitais para realizar suas compras, entrassem ou consumissem nessas lojas.

E se nos EUA a população não bancarizada representa cerca de 6,7%, segundo dados de 2017, o que dizer da população não bancarizada brasileira, que representa cerca de 40%?

A partir da situação da população não bancarizada no Brasil, vale a pena entender essa situação frente alguns números que uma pesquisa da McKinsey, divulgada na semana passada, durante um evento no Vale do Silício, trouxe sobre a realidade do consumidor digital brasileiro.

O estudo apontou que 67% da população brasileira hoje se encontra conectada, com acesso a internet, porém, a representatividade do e-commerce ainda está na casa dos 6%. Chama a atenção quando comparamos esses números com a China, onde, se por um lado, apenas 53% da população tem acesso a internet, o e-commerce já conquistou uma representatividade de mais de 20% sobre o total do varejo.

É fato (e não é novidade para mais ninguém) que os superapps chineses, como Alipay ou WeChat revolucionaram a maneira como o mercado chinês hoje consome. Boa parte de seu sucesso está em ter conseguido se consolidar também nas camadas mais baixas da população, assim como se tornar o principal meio de pagamento até mesmo nas compras mais banais, como na aquisição de algum lanche ou bebida na rua, onde mesmo o dinheiro pequeno, se torna cada vez mais escasso.

O desafio brasileiro não está em buscar mais 1 ou 2% de crescimento na representatividade do digital dentro do que vem sendo feito até hoje. Não se trata de criar cultura ou realizar mais propaganda. Trata-se de buscar alguma alternativa que favoreça o acesso da população que hoje já se encontra no digital e ainda não possui meios para consumir.

E não que o brasileiro não se sinta familiarizado com o ambiente digital. Se tomarmos como parâmetro as redes sociais, o Brasil é sempre um dos principais países em praticamente todas as maiores plataformas. Só no caso do WhatsApp, por exemplo, somos uma base de 120 milhões de usuários, presentes em 91% dos telefones brasileiros, a segunda maior base do mundo.

O que falta hoje é alguma plataforma ou meio de pagamento que empodere essa população não atendida, com consumos de R$ 1 ou R$ 2, ou empréstimos de R$ 5 ou R$ 10. Que lidere a transformação digital do pequeno dinheiro que roda nas periferias e rincões brasileiros.

Há cerca de um ano, recebi a informação de que o WhatsApp, por exemplo, já trabalhava em testes na Índia com a troca de dinheiro entre pessoas via o aplicativo, algo que começa agora a ser enunciado como questão de tempo para vir para o Brasil. Imagine começar a jogar no mercado, com uma base de 120 milhões de aplicativos já instalados? Dá para imaginar o tamanho da revolução que isso causaria.

Aí você começa a se perguntar sobre o título desse artigo. Por que paçoquinha?

Tem grandes chances de ganhar o jogo por aqui quem conseguir resolver a banalidade de se comprar uma paçoquinha na banca da esquina usando um meio de pagamento digital.

WhatsApp se prepara para lançar sistema de pagamentos no app

 

04 de Abril de 2017

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Nesta terça-feira (4), a agência internacional de notícias Reuters replicou uma reportagem do site The Ken, com um fato novo e relevante para o mercado digital. A matéria afirma que o WhatsApp está trabalhando para lançar seu sistema de pagamentos dentro do aplicativo nos próximos meses, inicialmente na Índia.

O negócio parece atraente, já que com 200 milhões de usuários, o país indiano é o maior mercado para o aplicativo de mensagens. Se o rumor se confirmar, a plataforma segue uma tendência já iniciada por seu concorrente WeChat, da holding chinesa Tencent, e pelo próprio Messenger, do Facebook.

É provável que a iniciativa seja confirmada oficialmente nos próximos dias, já que o site global do WhatsApp está anunciando vagas para candidatos com experiência técnica e financeira na interface indiana Unified Payments Interface (UPI) e o aplicativo de pagamentos BHIM.

http://adnews.com.br/internet/whatsapp-se-prepara-para-lancar-sistema-de-pagamentos-no-app.html

A nova cara das redes sociais

 

20 de Julho de 2016 11h – Atualizado às 11:59

Pesquisa mostra que WhatsApp passa Facebook na preferência dos brasileiros

Ficar conectado nas redes sociais praticamente o dia todo. É esta a consequência de um mundo em que o smartphone virou quase uma extensão das mãos. Uma pesquisa realizada em junho pelo Instituto Qualibest mostrou isso em números: 76% dos internautas brasileiros acessam as redes sociais pelo smartphone; 62% acessam pelo desktop (computador ou notebook) e 14% pelo tablet.

O Instituto realizou 3.665 entrevistas com mulheres (53%) e homens (47%), das classes A (12%) B (45%) e C (43), no Brasil todo, com o objetivo de traçar um panorama atual do uso das redes sociais. E os resultados mostraram algumas curiosidades. Os entrevistados usam em média 6,5 diferentes redes sociais. As preferidas são Whatsapp (81%) e Facebook (74%), sendo também as mais acessadas, empatando em 92%.

O terceiro lugar das mais acessadas é o Youtube, com 82%, seguido do Messenger, 71% e Instagram com 59%. “As mulheres e a classe A puxam este número do Instagram para cima: ambas com 66% de acesso. E o acesso grande ao Messenger foi uma surpresa: 71% é um número alto”, diz Daniela Malouf, sócia-diretora do Instituto QualiBest.

Snapchat foi outra surpresa: é quase tão acessado quanto o Twitter: 33% e 37% respectivamente. O Twitter é mais acessado (50%) pela classe A e menos acessado pelos mais velhos: 31% dos 37% do total. “Uma rede que não para de crescer é o Spotify. Quem leva este número para cima são os mais jovens (27%) e a classe A representa 30%, 21% do total da amostra”, diz Daniela.

E quanto tempo passam conectados? Dos pesquisados, 43% passam o dia no Face e por isso não sabem medir o tempo de acesso. O Instagram se divide em 27% acessando 30 minutos por dia e 26% dizem passar o dia conectados. O Youtube se destaca por ser visto em duas horas e meia por dia (30%). Por outro lado 37% dos que acessam o Linkedin dizem não acessar todos os dias. Idem para Skype e Pinterest.

Redes sociais e trabalho

Mesmo durante o trabalho, os internautas ficam conectados. Observe: 26% ficam conectados mais de 3 horas no horário de trabalho enquanto 32% dizem acessar apenas 30 minutos por dia as redes para uso pessoal. Destaque para a classe C (39%) que diz acessar até 30 minutos por dia enquanto a classe A (33%) diz ficar conectada mais de 3 horas.

Apenas 6% das empresas não permitem acesso a nenhuma rede social no trabalho e 58% da classe A que trabalha depende do computador para realizar todas as tarefas diárias enquanto 46% da classe C, que trabalha, depende do computador.

Selfies e notícias

O Instituto Qualibest quis saber ainda o que as pessoas mais gostam de compartilhar nas redes. Os resultados:

O que as internautas mais compartilham/ postam nas redes sociais são: momentos especiais (58%); vídeos e imagens divertidas (53%); notícias importantes/novidades tecnológicas (52%). As mulheres (49%) postam muito mais selfies do que os homens (32%). Enquanto 63% da classe A postam momentos especiais e comemorações, apenas 54% da classe C postam este tipo de conteúdo nas redes. Mulheres postam mais este tipo de conteúdo do que os homens.

As mulheres postam muito mais mensagens de autoajuda do que os homens (48% e 37% respectivamente). E não há diferenças entre classe A e C quando o assunto é autoajuda. Ambas postam na mesma quantidade.

As pessoas acreditam que as redes sociais aproximam muito mais do que afastam: 17% acreditam que as redes afastam enquanto 83% acreditam na aproximação, em especial quando o assunto é conhecer gente nova. 41% acham que as redes trazem este benefício e a classe C eleva este número para 46%.

Clique aqui para baixar a pesquisa completa.

http://adnews.com.br/social-media/nova-cara-das-redes-sociais.html

Se pudesse ter apenas um app no smartphone, 48% dos brasileiros teriam o Whatsapp, afirma pesquisa

04 de Julho de 2016 14h –

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Os comportamentos que os brasileiros têm nas telas dos seus smartphones revelam muito sobre seus hábitos de consumo, suas preferências e comportamento. É por isso que a Opinion Box, em parceria com o portal Mobile Time, tornaram públicos os resultados da pesquisa “Panorama Mobile Time/Opinion Box – Uso de apps no Brasil”.

Foram realizadas 1.958 entrevistas online com pessoas que acessam a internet e possuem smartphone. Para iniciar a pesquisa, os entrevistados foram convidados a mencionar qual o sistema operacional utilizado. Assim, descobriu-se que 82,6% são usuários de Android, 9,2% usam iOS, 6,4% têm Windows Phone, 1% não soube dizer e 0,8% usa outros. Além disso, 98% dos participantes da pesquisa afirmaram ter baixado algum aplicativo no próprio smartphone, 17,6% já compraram um aplicativo e 44,1% disseram já ter feito compras de bens virtuais dentro de um app.

Os apps na home dos smartphones dos brasileiros estão ficando mais variados. Entre os cinco primeiros da lista (Whatsapp, Facebook, Instagram, Facebook Messenger e YouTube), percebe-se que já havia acontecido uma queda no levantamento anterior, feito em novembro de 2015, em comparação com o de maio de 2015, à exceção do WhatsApp. “Entendemos que houve uma certa maturidade do mercado brasileiro de apps móveis. Conforme os usuários aprendem a manusear e a utilizar o smartphone, vão conhecendo novos apps e mudando suas preferências, o que provoca a troca dos ícones que mantém em sua home”, explica Felipe Schepers, COO do Opinion Box.

Meu app favorito

O estudo também indica que o WhatsApp continua sendo o aplicativo que o brasileiro considera mais essencial. Se pudessem ter apenas um app instalado em seus aparelhos, 48% dos entrevistados disseram que seria o WhatsApp. O Facebook mantém a segunda posição, em proporção muito menor, citado por 9,6% dos internautas brasileiros. Todos os demais registraram menos de 2% das citações, dentro da margem de erro da pesquisa.

“A principal novidade no ranking dos 10 apps favoritos dos brasileiros foi a entrada do Snapchat na 10ª posição, citado por 0,8% dos entrevistados como o aplicativo que manteriam no smartphone se só pudessem ter um. A preferência pelo Snapchat predomina entre os mais jovens, que estão se tornando usuários fieis da rede sociais: na faixa etária entre 18 e 29 anos, o app aparece na 6ª posição desse ranking, citado por 1,6% dos entrevistados. No grupo entre 30 e 49 anos, é apontado como favorito por apenas 0,4%, e nem aparece na lista de preferidos entre aqueles com mais de 50 anos”, conta Schepers.

Compra de apps

Além disso, os entrevistados foram questionados quanto ao último aplicativo comprado pelo smartphone. De acordo com o executivo, o problema é que muitos não se lembravam do nome. Ainda assim, 6,2% disseram que não sabiam, 6,2% responderam de forma genérica que havia sido um “jogo”, sem citar o nome. Nenhum título registrou proporção superior a 2,5%, o que indica uma grande pulverização do universo de apps pagos.

“É interessante notar a variedade das categorias dos apps pagos mais mencionados. Há desde aplicativos de edição de imagens até players de música, passando por uma calculadora de matemática financeira, um launcher e um app de karaokê. O campeão foi o Facetune, aplicativo voltado para a edição de fotos de rosto. O mais caro da lista é o app da calculadora HP 12c, vendido por R$ 47,75. Os entrevistados citaram também apps de modelo freemium, como Spotify e o Sing! Karaokê”, diz Schepers. Vale lembrar que o campo de resposta era aberto, para a coleta de respostas espontâneas.

Games

A pesquisa também quis saber sobre os aplicativos de jogos. 66,5% dos entrevistados declaram que costumam jogar games móveis. A prática é mais comum entre as mulheres (69,5%) do que entre os homens (63,6%). Além disso, a proporção de jogadores é maior entre os mais jovens: 72,8% na faixa entre 18 e 29 anos; 67,2%, entre 30 e 39 anos; e 47,1%, entre aqueles com mais de 50 anos. Um fato chamou a atenção nessa categoria. Tradicionalmente, os games têm vida útil curta. Porém, o Candy Crush se destaca como exceção. Há quatro anos no mercado brasileiro, o jogo é o mais utilizado pelos brasileiros em seus smartphones: 15% dos entrevistados que costumam jogar no celular apontam o Candy Crush como o game que mais acessam. O segundo lugar é ocupado pelo Farm Heroes, citado por apenas 3,1% dos jogadores móveis.

Entretenimento

No quesito entretenimento, 18,8% dos internautas brasileiros com smartphone afirmaram que assinam algum serviço com pagamento de mensalidade, cujo conteúdo é acessado predominantemente através do dispositivo móvel. Nos últimos seis meses, chama a atenção o crescimento do Netflix e do Spotify, respectivamente, serviços de vídeo e música sob demanda. O Netflix é assinado agora por 59,8% das pessoas que declaram ter um serviço de entretenimento móvel pago. Na pesquisa anterior eram 45,1%. O Spotify, por sua vez, passou de 10,5% para 20,8%, podendo ser considerado como principal player no segmento de streaming de música no Brasil. Dois concorrentes diretos, Deezer e Play Music, também cresceram em seis meses, o que indica um aumento do interesse do consumidor brasileiro por esse tipo de serviço, o que deve gerar uma redução no consumo de download de música.

Entre os canais de TV por assinatura, o Telecine Play já não é mais o único app presente entre os mais citados. O recém-lançado EI Plus, do Esporte Interativo, que transmite ao vivo os jogos de vários campeonatos de futebol nacionais e internacionais, como a Liga dos Campeões, é seu novo companheiro. “A grande surpresa foi a aparição do WhatsApp em quinto lugar, citado por 2,5% dos entrevistados como sendo um serviço de entretenimento pago. A possível explicação estaria na criação de grupos de WhatsApp com temas específicos, que cobram para aceitar participantes”, informa o executivo.

 

Back-up e antivírus

Vem aumentando gradativamente o número de pessoas que declararam usar um serviço de back-up automático na nuvem para fotos, vídeos e contatos armazenados no celular. Há um ano, os usuários eram 39,1% dos entrevistados. Subiu para 42% em novembro de 2015. Agora, chega a 44,4%.

No caso dos antivírus, cerca de metade dos internautas brasileiros com smartphone têm um instalado em seu aparelho. A proporção se manteve relativamente estável ao longo de um ano. Era de 54% em maio do ano passado, passou para 51% em novembro de 2015 e agora é de 51,4%. A ordem no ranking dos antivírus móveis mais utilizados sofreu apenas duas alterações: o reaparecimento do Norton, na sétima posição, e a entrada do Du Antivírus, app de segurança da Baidu, na oitava colocação. A Avast continua na liderança, mas vem perdendo share a cada edição da pesquisa. A empresa detinha 47,7% em maio de 2015, caiu para 39,1% em novembro de 2015 e agora tem 36,8%. A brasileira PSafe Total manteve o terceiro lugar, mas vem crescendo e está quase roubando a segunda posição da AVG.

 

Hábito de compra

O hábito de comprar um aplicativo móvel para o smartphone é mais comum entre homens do que entre mulheres internautas: 22% dos homens disseram já ter pago por um aplicativo alguma vez, contra apenas 13,2% das mulheres. Já no caso das compras “in-app”, ou seja, compras de bens virtuais dentro de aplicativos móveis, 46,2% dos homens disseram já ter efetuado compras inapp, contra 43,8% das mulheres. Quando o assunto é assinatura de serviços de entretenimento pelo smartphone, como plataformas de vídeo sob demanda ou streaming de música, novamente se nota uma propensão maior entre homens: 21,4% declaram que assinam algum serviço do gênero, contra 16,3% das mulheres. Por outro lado, o hábito de jogar games no celular é mais comum entre mulheres (69,5%) do que entre homens (63,6%), assim como a instalação de antivírus no dispositivo móvel: mulheres (54,2%) e homens (48,7%). O uso de back-up automático de conteúdo do celular para a nuvem é ligeiramente mais comum entre os homens (46,5%) do que entre as mulheres (42,4%).

Isso tudo significa que…

Na visão de Felipe Schepers, COO do Opinion Box, redes sociais, comunicadores instantâneos e mobile banking são as três principais categorias de apps na home do smartphone dos brasileiros. Porém, entendemos que o usuário está experimentando outros aplicativos e, provavelmente, trocando os ícones que figuram em sua primeira tela. “Definitivamente, o brasileiro não gosta de pagar pelo download de app. Mas os modelos freemium parecem ter dado certo no país, até porque permite que se experimente antes de pagar”, explica.

A margem de erro é de 2,2 pp e o nível de confiança é de 95%.

http://adnews.com.br/social-media/se-pudesse-ter-apenas-um-app-no-smartphone-48-dos-brasileiros-teriam-o-whatsapp-afirma-pesquisa.html

Unicef propõe WhatsApp para identificar refugiados

04 de Julho de 2016 10h –

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Crédito: REUTERS/Alexandros Avramidis

Os refugiados sofrem incontáveis dificuldades em sua busca por liberdade. Cruzam milhares de quilômetros a procura de um lugar onde finalmente possam ser eles mesmos. Porém, muitas vezes, depois de um êxodo que pode durar meses, eles simplesmente não conseguem entrar nos países por dificuldades de identificação.

Diante de toda essa problemática, o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) começa a apostar nas novas tecnologias para se aproximar de uma resolução. Uma das ideias mais promissoras para essa “solução humana” é se aliar ao aplicativo de mensagens instantâneas mais utilizado por eles para conversar com parentes e amigos.

Percebendo isso, o diretor do Fundo defende que o número de telefone utilizado pelos refugiados para se cadastrar na plataforma possa ser uma forma de identificá-los. O cofundador da Unidade de Inovação do Unicef, Christopher Fabian, concorda com o diretor e diz que essa ação pode facilitar neste que é um dos maiores problemas enfrentado pelos que buscam expatriação.

Fabian entende do que fala. Desde 2007 ele faz parte da Unidade de Inovação, grupo interdisciplinar formado por pessoas do mundo todo. Ao longo dos últimos anos, a equipe coordenada por ele desenvolveu diversas tecnologias, como o U-Report e o Digital Drum.

O U-Report é um sistema de mensagens gratuito que serve para que os jovens deem suas opiniões e se mantenham informados sobre diversos temas. A plataforma, segundo a ONU, já conta com mais de 2,1 milhões de usuários ativos em cerca de 20 países.

O outro, o Digital Drum, foi eleito pela revista “Time” como uma das 50 melhores invenções de 2011. O aplicativo é um protótipo de ensino digital que usa a tecnologia para promover o acesso à educação.

http://adnews.com.br/internet/unicef-propoe-whatsapp-para-identificar-refugiados.html

Os esforços do Google para se transformar no seu assistente pessoal

 

Empresa potencializa APPs para facilitar a rotina do usuário, que em poucos comandos de voz pode ativar diversas funcionalidades, como agendar lembretes e enviar mensagem de texto

Por Roberta Moraes | 30/06/2016

Imagine em um único aparelho ser possível descobrir o trajeto para qualquer lugar, saber quais os restaurantes estão perto de você – e ainda ter filtros para definir por distância, tipo de comida, preço -, organizar suas fotos preferidas, mandar mensagens de texto sem precisar digitar e ainda ter uma ferramenta que possibilita a comunicação em diversos idiomas, permitindo que cada interlocutor “fale” línguas diferentes. Parece impossível, mas tudo isso já está disponível e quem ainda está esperando o futuro chegar para ver, está perdendo tempo.

Essas são algumas ferramentas disponibilizadas pelo Google – umas lançadas há mais tempo e atualizadas e outras mais recentes – que prometem transformar a vida das pessoas, permitindo a organização de informações importantes e facilitar suas rotinas. Com seus aplicativos, a companhia quer se transformar em um verdadeiro assistente pessoal por meio dos smartphones. A iniciativa se adequa a realidade do país, já que o Brasil está entrando na internet via mobile.

Para melhorar toda essa experiência, a companhia aposta na evolução da inteligência artificial, área investida pela empresa desde 2001. “O Google tem feito um enorme investimento em machine learning, que é a aprendizagem de máquina, que visa aperfeiçoar os algoritmos e seus desempenhos no desenvolvimento de tarefas. Com isso queremos tornar os nosso produtos cada vez mais úteis para os usuários”, explicou Flavia Sekles, Diretora de Comunicação do Google para a América Latina, durante encontro para jornalistas em evento no Rio de Janeiro.

Simplificando as experiências
A meta da empresa é melhorar a compreensão de seus algoritmos para que as pessoas tenham uma relação mais simples com as ferramentas. Além disso, as integrações das informações na web potencializam as experiências do internauta, que consegue ter acesso a mais dados de uma só vez, já que os temas relacionados são disponibilizados.

“Quanto mais buscas e mais informações estiverem disponíveis na web, mais esse produto vai melhorando”, acrescenta Flavia.

A experiência por voz também foi aprimorada. Sob o comando “Ok, Google”, é possível iniciar um diálogo com a máquina que resultará em inúmeras possibilidades. O sistema, inclusive, já foi integrado a outros aplicativos e apenas com a ordem é possível agendar lembretes, enviar mensagens via WhatsApp para um contato da agenda ou fazer qualquer pesquisa. “Desde que foi criado, há 17 anos, o Google trabalha para compreender melhor o que o usuário busca e faz associações para melhorar essa experiência”, pontua a executiva.

Essa associação permite que as buscas sejam contextualizadas e que o algoritmo entenda sobre o que está sendo pesquisado sem que palavras sejam repetidas. Ou seja, após buscar “Onde fica o Rio de Janeiro?”, por exemplo, é possível permanecer no assunto perguntando “Quantas pessoas moram lá”, que a ferramenta entenderá que se trata do Rio de Janeiro, sem que o nome da cidade precise ser repetida. Para que essa experiência seja realmente positiva, a companhia refinou seu sistema de comando por voz, reduzindo a taxa de erro de 23% para 8% nos últimos dois anos.

Comando por voz
O aumento da utilização do sistema por voz mostra como os usuários se relacionam com seus smartphones. Muito além de se comunicarem por meio deles, eles estão falando com eles. Por conta disso, a companhia também está aprimorando essa ferramenta, uma vez que ela abre uma gama de possibilidades. Uma delas é via Google Translate, APP que completa 10 anos em 2016 e que já é capaz de identificar 103 idiomas, muito mais do que os apenas dois da época de seu lançamento. Atualmente, a plataforma traduz mais de 140 bilhões de palavras por dia em todo o mundo.

O Google Translate, inclusive, é uma das apostas do Google para os Jogos Olímpicos. Como no Brasil apenas 5% da população fala algum outro idioma além do Português, a empresa quer ser um facilitador na comunicação com os turistas que estarão pela cidade. Para estimular o uso do APP, mais de um milhão de pessoas, entre taxistas, garçons, ambulantes, entre outros – receberam capacitação para utilizarem a ferramenta por meio do projeto “I Speak Translate”, iniciado em maio. De maneira simples, ela permite que cada pessoa fale em seu próprio idioma traduzindo por áudio a mensagem na língua do outro interlocutor, sem que seja necessário estabelecer as nacionalidades, ao ouvir a frase o APP reconhecerá o idioma automaticamente.

Essa possibilidade visa estimular o uso do Google Translate via mobile no Brasil. O Brasil é líder na utilização da ferramenta, mas ela é mais acessada nos computadores para tradução de palavras ou apenas para ouvir a pronúncia. Além de facilitar o diálogo entre as pessoas em qualquer lugar, permitindo a construção de novas amizades, o Google quer simplificar o atendimento em negócios de médio e pequeno porte que não contam com profissionais bilíngues, permitindo que todos se comuniquem com facilidade, fortalecendo a atuação do empreendedor. O APP também funciona em outros aplicativos de comunicação por texto, traduzindo conversas em que cada indivíduo escreve e lê no seu próprio idioma, mesmo que cada um esteja se comunicando por uma língua diferente.

Olimpíadas mobile
Como a conexão se dá cada vez mais por meio dos smartphones, o Google quer garantir a todos os participantes da Rio2016 a melhor experiência mobile por meio de seus aplicativos. Há cerca de dois anos, a companhia mirou para o Rio de Janeiro reforçando investimentos em algumas ferramentas, como Maps, que recebeu novas funcionalidades, o Street View, que recebeu imagens atualizadas dos principais pontos de interesse, uma vez que a cidade passou por grandes transformações. Como todos os aplicativos fazem conexão com o mesmo banco de dados, outras ferramentas também foram potencializadas.

Para mostrar como é possível ter uma experiência completa usando suas ferramentas, o Google está recebendo nesta semana, no Rio de Janeiro, mais de 50 jornalistas de diversas partes do mundo. O #RiowithGoogle é uma espécie de expedição real facilitada pelo mundo digital para mostrar como a junção entre esses dois mundos pode resultar em uma experiência intensa com muita informação, seja para conhecimento, como no caso de dados históricos, ou para tomada de decisão, como a escolha de um restaurante, por exemplo.

A atualização do Google Maps pode realmente contribuir para facilitar a estadia do visitante no Rio de Janeiro. O APP conta com novas funcionalidades que ajudarão o turista a se locomover pela cidade. Uma das aplicações mais recentes é a ferramenta Explore, encontrada no Menu do aplicativo. A selecioná-la é possível encontrar lugares para fazer refeições de acordo com a localização do usuário. O próprio sistema oferece alguns filtros como café da manhã, almoço, lanches, jantar e bebidas, e ainda opções como “lugares bons para crianças”, “para gastar pouco”, “onde os moradores locais vão”, entre outras possibilidades. Ao navegar pelas opções, o usuário consegue ver a localização pelo mapa, facilitando a sua decisão.

Experiência ampliada
Ao continuar a navegação, é possível encontrar os melhores caminhos para chegar, seja a pé, de bicicleta ou qualquer outro tipo de transporte. Esse tipo de informação não é uma novidade para os usuários do Google Maps, mas foi melhorado com a inclusão de dados que facilitam ainda mais a escolha do indivíduo. Na opção transporte público é possível saber em quanto tempo o ônibus passará no ponto escolhido: mil linhas estão disponíveis e 14 mil pontos catalogados. A cobertura em real time ainda deverá ser aumentada. Além disso, é disponibilizado o valor aproximado de uma corrida, seja ela pelo 99Taxis ou Uber.

Essa inclusão só foi possível via parcerias feitas com as empresas e com a prefeitura do Rio de Janeiro, responsável por enviar as informações dos GPS dos ônibus para que o tempo seja calculado. Por conta dessas especificidades, o serviço ainda não está liberado para todas as localidades, mas o Google está buscando ampliar a oferta, seja geograficamente ou com a parceria entre outras prestadoras de serviço. O APP também é bike friendly e disponibiliza rotas simplificadas e mostra o quão íngreme é o trajeto.

Os dados disponibilizados pelo Google Maps são oriundos de diversos canais. As informações de trânsito são incluídas por órgãos públicos, captadas pelo Google Maps e ainda pelos sinais emitidos pelos celulares que permite o algoritmo entender se há ou não engarrafamento. Além disso, as avaliações feitas pelos usuários também são consideradas e contribuem com dados e opiniões sobre os estabelecimentos comerciais. Ainda como parte da experiência olímpica, o Google permitirá que seus usuários conheçam os 37 áreas de competição com fotos atualizadas – o serviço será disponibilizado assim que todas as unidades estiverem completamente prontas. São 25 locais indoor e 12 outdoor.

Organizando as informações compartilhadas pelos seus próprios usuários e oferecendo de maneira simplificada e intuitiva por meio de seus aplicativos, o Google está mostrando que as sonhadas facilidades do futuro já podem ser experimentadas. Basta um smartphone na mão e um pouco de conexão.

https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/digital/36446/os-esforcos-do-google-para-se-transformar-no-seu-assistente-pessoal.html