Aplicativo de entrega sem taxa chega ao Brasil com foco em pequenos varejistas

Aplicativo de entrega sem taxa chega ao Brasil com foco em pequenos varejistas

O Brasil vai contar com mais um aplicativo para ajudar os pequenos comerciantes neste momento de crise. Presente em sete países da América Latina, a Wabi funciona como um marketplace para os pequenos lojistas, mas com uma diferença fundamental em relação aos outros já presentes no mercado: não há cobrança de taxas para o comerciante.

A ferramenta foi impulsionada pela Coca-Cola Argentina e desenvolvida pela YopDev e está disponível, por enquanto, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Segundo as duas empresas, a ideia é que o app apoie pequenos comerciantes na transformação digital dos seus negócios ao não cobrar taxas, nem percentuais de vendas dos lojistas, que recebem o valor integral das vendas.

O aplicativo tem foco no comércio local, como mercados de bairro, e alcança consumidores em um raio de até três quilômetros de distância do estabelecimento. “Isso garante mais conforto e maior conveniência, de forma rápida e segura, e como as entregas são feitas no bairro, isso reduz o risco de contágio”, diz Carla Papazian, gerente nacional da Wabi no Brasil, ressaltando que a entrega é feita pelo próprio estabelecimento.

Com a proximidade, o app também promete entregas aos consumidores em até 15 minutos.

Os lojistas que querem começar a vender por meio do aplicativo devem entrar no site oficial e realizar o cadastro. Depois de registrar a loja, um executivo da empresa entrará em contato para explicar as orientações gerais. Após o cadastro inicial, é preciso baixar o aplicativo Wabi Loja, disponível para Android e iOS, e ativar os produtos disponíveis à venda.

Os pedidos começarão a chegar pelo aplicativo, basta aceitar e entregar os produtos. A ideia é que não haja intermediários entre o consumidor e a loja; portanto, a entrega é de responsabilidade da loja.

No aplicativo são vendidos bens de consumo como alimentos, bebidas não alcoólicas e alcoólicas, produtos de limpeza, artigos de higiene, mantimentos, enlatados, doces, entre outros.

A disponibilidade dependerá do estoque ativo dos estabelecimentos perto dos usuários. O pagamento poderá ser feito pelo próprio aplicativo com a ferramenta WabiPay, em dinheiro, ou em cartão de crédito ou débito diretamente com o lojista.

Como funciona?

O consumidor baixa o aplicativo e insere seu endereço. Automaticamente será mostrado o estabelecimento mais próximo com disponibilidade de entrega. Ele escolhe seus produtos, finaliza o pedido e indica a forma de pagamento, WabiPay, dinheiro ou cartão. O lojista recebe o pedido e tem até 15 minutos para fazer a entrega.

Segundo a Wabi, os usuários podem comprar os produtos diretamente dos seus celulares sem precisar sair de casa, já que o aplicativo checa se o produto está disponível em alguma loja do bairro e informa o lojista do pedido do usuário, que fica responsável por entregar o produto diretamente ao cliente final.

A Wabi ainda anunciou que uma das intenções do aplicativo é oferecer benefícios para pequenas empresas.

“Para os comerciantes é uma oportunidade única de digitalizar seus negócios e, dessa forma, aumentar suas vendas e expandir sua oferta de serviços. Os pequenos comércios poderão manter seus negócios ativos mesmo a portas fechadas, alcançando seus clientes na vizinhança com produtos digitais, reduzindo os riscos de contágio”, informou a companhia em nota.

Por Imprensa Mercado & Consumo -13 de julho de 2020 – https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/07/13/aplicativo-de-entrega-sem-taxa-chega-ao-brasil-com-foco-em-pequenos-varejistas

Cliente poderá fazer pedido dentro do restaurante com solução do iFood

Cliente poderá fazer pedido dentro do restaurante com solução do iFood

O iFood desenvolveu uma tecnologia para auxiliar esses estabelecimentos a oferecer mais segurança no salão. Com o “Na Mesa”, o app passa a permitir que usuários do iFood utilizem o celular para consultar o cardápio, customizar pedidos, efetuar pagamentos e acompanhar o status de preparo – minimizando assim a necessidade de contato físico. A solução será isenta de taxas até final de 2020.

A ideia foi motivada devido às restrições como higienização reforçada, medição da temperatura de funcionários e distanciamento entre os consumidores, que são fundamentais para a reabertura de bares e restaurantes, em cidades como São Paulo.

No local ou para viagem

A tecnologia de autosserviço funciona tanto para quem quer consumir no local quanto para quem prefere levar a comida para viagem. O recurso funcionará por meio de um QR Code que estará no balcão ou na mesa do restaurante e que deverá ser escaneado utilizando o próprio app. Dessa forma, o cliente escolhe o prato direto no cardápio digital.

O “Na Mesa” passa a ser implantado a partir da segunda semana de julho em todo Brasil. A expectativa é que, até setembro, 50 mil restaurantes já tenham aderido à tecnologia.

Com informações do Pequenas Empresas Grandes Negócios.

Por Imprensa Mercado & Consumo -30 de junho de 2020 – https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/06/30/cliente-podera-fazer-pedido-dentro-do-restaurante-com-solucao-do-ifood/

Carrefour e Google lançam serviço de compras de voz na França

O Carrefour e o Google anunciaram nesta terça-feira (16) que estão lançando um serviço de compras por voz na França, como parte da ambição do varejista francês de acelerar sua expansão no comércio eletrônico de alimentos.

O serviço funciona via Google Assistant – um serviço de assistência de voz digital em smartphones e outros dispositivos – e faz parte de uma parceria estratégica entre as duas empresas iniciada em junho de 2018, informou o comunicado conjunto.

“Essa inovação, desenvolvida com o Google, acelerará ainda mais a trajetória do comércio eletrônico no Carrefour”, disse Amelie Oudea-Castera, diretora executiva de comércio eletrônico, dados e transformação digital do Carrefour.

O Carrefour está no meio de uma revisão global para aumentar as vendas e os lucros e planeja investir 2,8 bilhões de euros em comércio digital até o final do ano, diante da concorrência da Amazon.

O objetivo é aumentar as vendas de comércio eletrônico de alimentos para 4,2 bilhões de euros até 2022, ante 1,3 bilhão de euros em 2019 e 1 bilhão de euros em 2018.

O novo serviço permitirá que os usuários que associam sua conta do Google à conta do Carrefour adicionem itens a uma lista de compras dizendo palavras genéricas como manteiga ou leite ou nomes de produtos ou marcas.

O Assistant, que está conectado ao inventário de comércio eletrônico do Carrefour, converte a lista em um carrinho de produtos disponíveis no site Carrefour.fr.

Os itens específicos adicionados ao carrinho de compras pelo Google Assistant refletem as preferências do produto do usuário, enquanto oferecem a opção de excluir, modificar ou adicionar produtos.

Com informações do portal Reuters.

Superapps e APP Stores: vantagens de um, fraquezas do outro

Comecei a trabalhar com Mobile na época auge do SVA (Serviço de Valor Agregado). Naqueles tempos, Operadoras estavam criando novas formas de monetizar usuários através da venda de conteúdos diversos, que por idos de 2000 e pouco eram os famosos ringtones, wallpapers etc.

Sim, nessa época, Mobile como plataforma vendia “apenas” Conteúdo além de telecomunicação. O mundo dos Serviços, em escala, ainda estava em um horizonte bem distante do mundo Mobile.

Após alguns anos, mais precisamente em 10 de Junho de 2008, a Apple cria sua App Store e inicia um movimento de Lojas de Apps de Fabricantes.

Os phones viraram smartphones e a monetização de conteúdos Mobile, antes restrita às Operadoras, passou para o lado dos Fabricantes, seja através de lojas próprias como Samsung e Huawei, dentre outros, ou através do Google Play, que foi lançando inicialmente como Android Market em Agosto de 2008, virou Google Play em Março de 2012 ao unir a Google Music e a eBook Store, e criou uma loja única para compra de conteúdo para celulares Android de diversos fabricantes.

Apenas como referência sobre números das lojas, em 2019, segundo a App Annie, consumidores do mundo todo gastaram US$ 120 bilhões em aplicativos, assinaturas e outras compras dentro dos apps.

A Apple possui cerca de 1,8 milhões de Apps disponíveis e gerou cerca de U$ 50bi em vendas com U$ 15bi de rentabilidade, já que a Apple Store fica com 30% da receita.

Além dos Apps, as receitas da Apple com outros serviços oferecidos para seus usuários também cresceram nos últimos anos. Veja dados do Tech Crunch aqui.

Mas hoje em dia, além dos Conteúdos, o Mundo dos serviços invadiu os celulares: táxi, comida, farmácia, supermercado, personal trainer, dog walker, massagem, ingressos e muitas outras mais formas rápidas e fáceis de serviços através de novos Apps e Super Apps.

Mobile avançou e virou um grande Hub de Serviços.

Agora, seguindo o raciocínio e mais números de mercado.

Plataformas de delivery e serviços cobram cerca de 30% sobre o GMV (Gross Merchandise Value) ou, de forma simples, do faturamento gerado via seus respectivos Canais.

Coincidência ou não, o mesmo percentual que iTunes e Google Play cobram como comissão pela venda dos conteúdos nas suas respectivas Stores…

Agora, não sei vocês, mas eu gasto muito mais por mês nos Apps de Serviços, com as diversas possibilidades disponíveis, do que comprando jogos e conteúdos no celular. E se a margem é a mesma, ou parecida, obviamente gero muito mais receita via Serviços do que via Conteúdos.

Mas qual o desafio dos Apps de Serviço? Ganhar escala e o diminuir o CAC (Custo de Aquisição de Cliente). E a vantagem? O ARPU (Average Revenue per User), que em usuários maduros, é maior que o de Conteúdo.

Por outro lado, qual desafio dos Fabricantes? Criar novas fontes de receita que gerem ou fortaleçam o ARPU. E qual a vantagem? Um baixo CAC e grande escala, já que podem pré embarcar Apps e criar formas de engajar usuários de smartphones.

Em resumo, o desafio de um é a vantagem de outro, e vice-versa.

Agora, e se algum grande Fabricante criar ou adquirir um Super App? Ou se um Super App lançar um smartphone? Lembrando que TikTok já lançou o seu. Veja aqui artigo da The Next Web sobre isso. 

Seria a evolução das App Stores para o mundo dos Serviços? Estaria na hora dos Smartphones atualizarem seu conceito de smart?

Os dois mundos têm cada qual seu desafio e muitos movimentos relevantes estão em vias de acontecer. Importante acompanhar de perto, porque seja qual for o resultado desse embate, nossa vida e nossos negócios serão totalmente impactados por ele.

ProXXIma – 9 de março de 2020 – 8h00 – Por João Carvalho

https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/how-to/2020/03/09/superapps-e-app-stores-vantagens-de-um-fraquezas-do-outro.html

Uso do smartphone para compra e pagamentos cresce no Brasil

O uso das conveniências dos smartphones vem crescendo entre os brasileiros. Segundo a pesquisa sobre Comercio Móvel no Brasil, realizada por Mobile Time e Opinion Box, com mais de 2 mil pessoas, 85% dos consumidores que possuem smartphone já fizeram compras pelo celular. A quantidade de pesquisados que já chamaram motoristas particulares ou táxis por aplicativo subiu de 66% para 75%.

A pesquisa mostrou a entrada dos aplicativos Uber Eats, Rappi e Amazon no ranking dos apps de m-commerce mais usados no Brasil. No segmento de delivery de comida, iFood e Uber Eats crescem, enquanto apps menores perdem terreno. Entre os apps de corrida, o 99 registra recuperação, enquanto Uber perde espaço entre os usuários. Entre as novas opções de meios de transportes, 9% dos internautas brasileiros já alugaram uma bicicleta via app e 4% optou por um patinete elétrico.

Outra mudança é o crescimento do pagamento por aproximação. Agora, 17% dos internautas brasileiros que possuem smartphone já experimentaram realizar um pagamento por aproximação com o aparelho. O pagamento por aproximação usando as tecnologias NFC ou MST (no caso dos aparelhos da Samsung) está disponível no Brasil há muitos anos, mas somente agora começa a ganhar adesão.

Para Fernando Paiva, editor do Mobile Time, e coordenador da pesquisa, “há algum tempo, os lojistas tinham até medo de aceitar essa forma de pagamento por não a conhecerem, mas, agora, pelo menos nos grandes centros urbanos, os funcionários nos caixas já estão acostumados com o procedimento que deve ser feito para receber um pagamento desta forma. Com a maturidade dos lojistas e seus balconistas, a tendência é que esta modalidade venha a crescer.

Um resultado curioso foi que a proporção de homens (21%) que utilizaram pagamentos por aproximação é maior do que a de mulheres (13%). A maior diferença está entre pessoas das classes A e B (23%) do que entre aquelas das classes C, D e E (15%), diferença que se explica pela necessidade de ter um smartphone moderno e um cartão de crédito.

Essa forma de pagamento é mais popular entre donos de iPhone (25,8%) do que entre aqueles com smartphones Android (16,6%). Há ainda uma diferença por faixa etária. Quanto mais jovem, maior a probabilidade de já ter usado o smartphone para pagar por aproximação. No grupo entre 16 e 29 anos, 21% já testaram essa tecnologia. A proporção cai para 16% no grupo entre 30 e 49 anos, e é de 12% naquele com 50 anos ou mais.

A utilização do smartphone como meio para a realização de compras online de produtos físicos segue crescendo no Brasil. Em quatro anos, de setembro de 2015 a setembro de 2019, a proporção de internautas brasileiros que já experimentaram o comércio móvel passou de 41% para 85%. Ou seja, a proporção de consumidores móveis, como pode ser chamado esse grupo, mais que dobrou, com um ganho de 44 pontos percentuais.

O uso recorrente do m-commerce também cresce. Outros 77% dos consumidores móveis afirmam que hoje fazem mais compras pelo celular do que seis meses atrás. E 75% deles fizeram alguma compra nos últimos 30 dias – um ano atrás essa proporção era de 71%.

“Além disso, quem experimenta o smartphone para compras acaba deixando de lado o desktop”, comentou Fernando Paiva. 73% dos consumidores móveis declaram que preferem comprar pelo celular que pelo computador. Isto está relacionado ao alto grau de satisfação para com a experiência em m-commerce: 88% dos consumidores móveis dizem que estão satisfeitos ou muito satisfeitos com ela. “Vemos aqui uma consolidação do m-commerce no país”, destacou o coordenador da pesquisa.